27/08/2026
Hoje venho compartilhar um dia que me deixou com o coração apertado, mas também com muito respeito por quem realmente faz a diferença. Ontem passei o dia inteiro dentro do Hospital Albert Einstein, aqui em Realengo — cheguei às 10h da manhã e só consegui sair às 18h. Meu filho Ítalo estava com suspeita de apendicite, um caso de risco que precisava de tomografia com urgência.
Semana passada já passei por lá, e na classificação de risco disseram que só atendiam em caso de morte — tive que voltar e ir à UPA. Dessa vez, fui primeiro à UPA, a médica examinou ele e, como não há equipamentos de imagem lá, encaminhou com clareza para o hospital.
E aqui preciso deixar registrado: existem pessoas incríveis trabalhando ali. Funcionários que querem ajudar, que fazem o possível. Em especial, a Kathleen — que usava o jaleco vermelho — ela correu atrás de alternativas o tempo todo, procurou soluções, foi ágil e dedicada. E a médica que atendeu o Ítalo também: foi assertiva, determinada, lutou para que os exames fossem feitos. Essas pessoas são o coração do hospital.
Mas também é preciso falar: há algo muito errado acontecendo na administração desse hospital. Os profissionais se esforçam ao máximo, mas a estrutura e a organização parecem atrapalhar em vez de ajudar. Passar o dia inteiro com um filho em risco, esperando, vendo quem quer fazer o bem lutar contra a burocracia — isso dói.
Obrigado, Kathleen e doutora, por não deixarem o meu filho para trás. Que a gestão veja o trabalho de vocês e finalmente melhore para todos. 🙏💙
Prefeitura do Rio de Janeiro Daniel Soranz Eduardo Cavaliere Vigilância em Saúde SMS-Rio