25/09/2025
Na última terça-feira, durante a 80° Assembleia Geral da ONU, o presidente americano Donald Trump fez um discurso enfático baseado no negacionismo científico, na negação dos efeitos das mudanças climáticas e nos ataques à população migrante nos EUA e em outras nações. A questão da transição energética foi tratada, não como uma necessidade, mas como algo indesejável, ineficiente e economicamente insustentável, bem como defendeu o aprofundamento do uso de combustíveis fósseis e de carvão como fontes de energia prioritárias. Sabemos da importância do desenvolvimento de energias ambientalmente sustentáveis e de baixo impacto. No entanto, o desenvolvimento econômico e a capacidade tecnológica dos países são distintas, portanto, é necessário um modelo de transição baseado em objetivo comuns e diferenciados como forma de garantia de justiça climática.
A questão migratória foi colocada como responsável pelo aumento da criminalidade e pela queda na diminuição do desenvolvimento econômico de países desenvolvidos. Quaisquer associação de imigrantes a essas questões é falsa e inaceitável. Os migrantes não migram por motivos escusos, mas por necessidade, inclusive pelas mudanças climáticas, ou pela intenção de conseguir alçar melhores condições de vida em outro país. O Brasil é um país que recebe muito imigrantes e a entrada dessas pessoas deve ser tratada como forma de criar sociedades mais plurais, acolhedoras e culturalmente ricas. Novamente, reforçamos que essas declarações só agravam as condições de vida dessas pessoas, aumentam a xenofobia, bem como fazem retroceder a agenda climática, tão necessária nos dias de hoje.