70 anos de História e Legado na Arte Educação
A Escolinha de Arte do Brasil (EAB), criada pelo artista plástico Augusto Rodrigues, a escultora americana Margareth Spencer e Lucia Alencastro Valentim em 1948, é pioneira e inovadora na tradição de integrar arte, cultura e educação, agregando a formação de crianças, jovens, artistas e a formação de professores, em perspectiva inclusiva e intercultural, com destaque para a decisiva atuação da Dra. Nise da Silveira e das educadoras Helena Antipoff e Noemia Varella. A EAB, formou inúmeras gerações de crianças e jovens, além de promover e capacitar educadores, no presente e ininterruptamente há setenta e um anos, através de seu Curso Intensivo de Arte na Educação (CIAE), criado em 1961, a partir dos Movimento das Escolinhas de Arte (MEA). Tal ação permitiu a potencialização cultural de educadores, artistas, médicos, psicólogos, pesquisadores para a conquista de valiosos benefícios para a sociedade. É um curso provocador, sempre pronto para mudanças na experiência do indivíduo e inspirado no olhar moderno de Anísio Teixeira; “aprender a fazer, fazendo”. O legado da EAB foi reconhecido pelo Ministério da Educação em 1980 (http://www.dominiopublico.gov.br/download/texto/me002413.pdf) e o CIAE foi a principal referência na criação do Curso superior de Educação Artística nas Universidades na década de 1970, atual licenciatura artística, contemplado na Lei de Diretrizes e Bases da Educação 9394/96. Entre os educadores, artistas e intelectuais engajados na EAB/CIAE podemos destacar nomes como: Herbert Read, Zoé Chagas Freitas, Maria Helena Novaes, Rosa Magalhães, Ferreira Gullar, Perfeito Fortuna, Abelardo Zaluar, Ziraldo, Heitor dos Prazeres, Rosza Vel Zoladz, Cecília
Conde, Luiz Áquila, Divanir Pimenta, Ilo Krugli, Angel Vianna, Deborah Colker, entre outros. A partir de 2017 a EAB assumiu parceria com o Instituto Arte na Escola e desde 2017 promove grupos de estudos periódicos para professores de arte. A EAB também promoveu Oficinas de Verão 2018 para crianças e adultos.