Instituto Desiderata

Instituto Desiderata Organização sem fins lucrativos que tem por missão contribuir para o fortalecimento de POLÍTICAS PÚBL

Fundado em 2003 no Rio de Janeiro, o Instituto Desiderata é uma OSCIP - Organização da Sociedade Civil de Interesse Público, que trabalha junto a gestores públicos com o objetivo de realizar o diagnóstico precoce e qualif**ar o acesso ao tratamento do câncer infantojuvenil.

A prevenção da obesidade exige diálogo, escuta e ação coletiva.Na última semana, a diretora executiva do Instituto Desid...
18/06/2026

A prevenção da obesidade exige diálogo, escuta e ação coletiva.

Na última semana, a diretora executiva do Instituto Desiderata, Renata Couto, participou da Mesa Redonda do MAPPS II, iniciativa da World Obesity Federation em parceria com a ACT Promoção da Saúde (.act) e o Instituto Cordial (), que reuniu diferentes setores para discutir os desafios e caminhos para a prevenção e o controle da obesidade.

O encontro reforçou uma mensagem fundamental: não é possível falar sobre obesidade sem considerar as desigualdades sociais e as barreiras que dificultam o acesso à saúde. Também é preciso enfrentar o estigma do peso, que ainda afasta muitas pessoas do cuidado e compromete a garantia de direitos.

Essas reflexões são especialmente importantes quando pensamos na saúde de crianças e adolescentes, que precisam de ambientes mais saudáveis, inclusivos e acolhedores para crescer e se desenvolver plenamente.

Seguimos trabalhando para transformar evidências em ações e contribuir para políticas públicas que promovam saúde com equidade.

No Brasil, crianças e adolescentes representam mais de um quarto da população. Ainda assim, milhares seguem enfrentando ...
17/06/2026

No Brasil, crianças e adolescentes representam mais de um quarto da população. Ainda assim, milhares seguem enfrentando desigualdades no acesso à saúde, insegurança alimentar, evasão escolar e violências que comprometem seu desenvolvimento e qualidade de vida. Segundo dados do UNICEF, a pobreza multidimensional afeta milhões de crianças brasileiras, privando-as de direitos básicos fundamentais para o crescimento saudável.

Garantir uma infância saudável é responsabilidade coletiva e também uma escolha política. O Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA) determina que crianças e adolescentes devem ter prioridade absoluta na formulação e execução de políticas públicas. Isso signif**a que orçamento, planejamento e decisões governamentais precisam considerar seus direitos e necessidades de forma urgente.

Em períodos eleitorais, nosso voto também representa aqueles que ainda não podem escolher. Fortalecer a democracia passa por apoiar lideranças comprometidas com o cuidado, a proteção e a promoção dos direitos de crianças e adolescentes, porque não existe futuro democrático sem investimento na infância.

Os alimentos ultraprocessados estão chegando cada vez mais longe dos grandes centros urbanos e transformando hábitos ali...
15/06/2026

Os alimentos ultraprocessados estão chegando cada vez mais longe dos grandes centros urbanos e transformando hábitos alimentares em comunidades que, historicamente, construíram sua alimentação a partir da agricultura familiar, da pesca, da caça e da coleta. É o que mostra o artigo “Tendência temporal de marcadores do consumo alimentar em povos e comunidades tradicionais no Brasil”, publicado na revista Ciência & Saúde Coletiva.

Com base em dados do Sistema de Vigilância Alimentar e Nutricional (SISVAN), a pesquisa identificou mudanças importantes nos hábitos alimentares de Povos e Comunidades Tradicionais (PCT), com o aumento do consumo de alimentos ultraprocessados.

O cenário dialoga com dados do Panorama da Obesidade em Crianças e Adolescentes, do Instituto Desiderata, que apontam que 75% das crianças menores de 5 anos atendidas pelo SUS consumiram ultraprocessados em 2025. Além disso, cerca de 34% das crianças de 0 a 4 anos apresentavam excesso de peso. Entre os povos tradicionais, esse contexto é agravado por desafios como a perda de territórios, a degradação ambiental, a fragilidade de políticas públicas e a dificuldade de acesso a recursos naturais que sustentam práticas alimentares ancestrais.

Os dados reforçam a importância de fortalecer iniciativas que promovam a alimentação adequada e saudável, valorizando os alimentos in natura e os sistemas alimentares tradicionais. Leia o artigo completo em desiderata.org.br

O acesso à alimentação adequada e saudável vai muito além da disponibilidade de alimentos. Para muitas famílias que vive...
12/06/2026

O acesso à alimentação adequada e saudável vai muito além da disponibilidade de alimentos. Para muitas famílias que vivem em favelas brasileiras, a distância até os mercados e o tempo de deslocamento são fatores que limitam as possibilidades de escolha.

A pesquisa “Percepção sobre o acesso aos alimentos de moradores de favelas brasileiras”, realizada pelo Instituto Desiderata nas favelas do Caramujo (Niterói), Maré (Rio de Janeiro) e Coque (Recife), evidencia como as desigualdades territoriais impactam diretamente a alimentação.

No Caramujo, por exemplo, 60,22% dos moradores levam mais de 30 minutos a pé até o estabelecimento onde compram a maior parte dos alimentos. Já na Maré, a proximidade aparece como fator central: 78,57% fazem suas compras caminhando, e estar perto de casa é o principal critério na escolha do local, deixando de lado outros critérios como variedade e qualidade.

Quando supermercados com maior variedade, preços mais baixos e promoções estão distantes, muitas famílias acabam dependendo dos pequenos comércios locais, ou outras alternativas mais acessíveis para garantir o abastecimento cotidiano. Isso afeta não apenas o orçamento, mas também a qualidade e diversidade da alimentação.

O tempo de deslocamento é mais um dos obstáculos que revelam como desigualdades sociais e territoriais ainda limitam o acesso à alimentação adequada e saudável para todos.

11/06/2026

🚬A indústria do tabaco foi expulsa do esporte.

🥤Agora é a vez das gigantes do refrigerante
Chega de bebidas açucaradas em nosso jogo.⚽

Comece agora. Termine em 2030.

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09/06/2026

Mais de 270 profissionais de saúde da Atenção Primária foram orientados a identif**ar os sinais e sintomas do câncer em crianças e adolescentes, fator essencial para agilizar o diagnóstico e direcionar ao tratamento no Sistema Único de Saúde (SUS), ampliando as chances de cura dos pacientes independente da origem e de onde estejam.

O Curso de Formação para o Diagnóstico Precoce do Câncer Infantojuvenil passou pelas cidades de Salgueiro, Ouricuri e Petrolina, terceiro município mais populoso de Pernambuco e o maior do Sertão, que f**a a 712 km da capital, Recife.

Com o avanço pelo Sertão, o programa Unidos Pela Cura – PE alcançou a meta de formar mais de 2.000 profissionais de saúde em todo o estado até 2026.

Acesse desiderata.org.br ou o link na bio para conferir a matéria completa.

Segundo o Relatório Mundial da Felicidade 2025, os brasileiros fazem, em média, 9,4 refeições acompanhados por semana, e...
08/06/2026

Segundo o Relatório Mundial da Felicidade 2025, os brasileiros fazem, em média, 9,4 refeições acompanhados por semana, estando entre os povos que mais compartilham esses momentos. O dado ajuda a mostrar como compartilhar a mesa vai muito além da alimentação: comer junto fortalece vínculos, cria espaços de troca e convivência, amplia a sensação de pertencimento e pode contribuir para o bem-estar emocional e para a redução do estresse.

Em meio a rotinas cada vez mais aceleradas e individualizadas, transformar as refeições em momentos de encontro pode fazer diferença na forma como nos relacionamos com as pessoas ao nosso redor e com a própria comida. E esse hábito deve ser incentivado desde a infância.

Nas escolas, os refeitórios e os períodos de refeições compartilhadas entre crianças e professores têm potencial para se tornar espaços de acolhimento, convivência e construção de vínculos. Mais do que uma pausa na rotina, esses momentos ajudam a estimular o diálogo, a socialização e a percepção de comunidade dentro do ambiente escolar.

Dessa forma, também contribui para que esse hábito seja levado para dentro de casa, fortalecendo conexões familiares e ampliando os impactos positivos nos hábitos alimentares da criança.

Os hábitos alimentares e de atividade física se aprendem desde os primeiros anos de vida. Embora a família tenha papel c...
05/06/2026

Os hábitos alimentares e de atividade física se aprendem desde os primeiros anos de vida. Embora a família tenha papel central nesse processo, cuidar da alimentação e do movimento das crianças não é responsabilidade apenas dos pais. As escolas, com educação nutricional, refeições equilibradas e incentivo à atividade física, ajudam a consolidar esses hábitos saudáveis.

O Estado também é peça-chave: políticas públicas que garantam acesso a alimentos de qualidade, programas de alimentação escolar e ambientes que promovam o desenvolvimento infantil são fundamentais, especialmente para famílias em situação de vulnerabilidade, que muitas vezes enfrentam barreiras econômicas e sociais para oferecer uma alimentação adequada.

A infância é um período único e sensível. Alimentação, aprendizado e movimento nessa fase constroem não apenas hábitos, mas as bases de saúde para toda a vida. Por isso, cuidar das crianças é um esforço coletivo: família, escola e governo devem atuar juntos para que cada criança cresça saudável, plena e com oportunidades de manter esses hábitos ao longo da vida.

04/06/2026

🥤As gigantes do refrigerante estão usando a para alcançar bilhões de pessoas, transformando o maior palco do mundo em uma plataforma de marketing para refrigerantes e outras bebidas açucaradas.

Os fãs merecem algo melhor do que produtos que prejudicam nossa saúde e o planeta.

Se não for agora, então quando?

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A obesidade infantil é uma questão urgente de saúde pública e os impactos já podem ser sentidos no presente e nas próxim...
03/06/2026

A obesidade infantil é uma questão urgente de saúde pública e os impactos já podem ser sentidos no presente e nas próximas décadas. Dados do estudo “Impactos da Obesidade Infantojuvenil no Brasil: Projeções de Morbimortalidade e Custos até 2060”, do Instituto Desiderata, mostram que o avanço da obesidade entre crianças e adolescentes está associado ao aumento de doenças, internações e custos para o Sistema Único de Saúde (SUS).

Entre 2013 e 2022, as internações de crianças e adolescentes com obesidade como causa principal custaram mais de R$ 5,5 milhões ao SUS. O estudo também aponta um crescimento signif**ativo das internações e dos custos entre adolescentes de 15 a 19 anos.

Mas os impactos vão além dos números. A obesidade na infância pode afetar a saúde física, o bem-estar emocional, a qualidade de vida e aumentar o risco de doenças crônicas ao longo da vida.

Neste dia Mundial da Conscientização contra a Obesidade Infantil, falar sobre obesidade infantil é falar sobre prevenção, acesso à alimentação adequada, promoção da saúde, educação e garantia de direitos. Enfrentar esse cenário exige políticas públicas, ambientes saudáveis e ações coletivas para proteger o presente e o futuro das crianças e adolescentes.

Endereço

Rua Dona Mariana, 137, Casa 7/Botafogo
Rio De Janeiro, RJ
22280-020

Horário de Funcionamento

Segunda-feira 09:00 - 18:00
Terça-feira 09:00 - 18:00
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