11/05/2026
A alimentação não é apenas uma escolha individual, especialmente em contextos de vulnerabilidade.
Uma pesquisa do UNICEF ouviu cerca de 600 famílias em comunidades urbanas brasileiras (Guamá - Belém/PA, Ibura - Recife/PE e Pavuna - Rio de Janeiro/RJ) e mostrou como fatores sociais e econômicos influenciam diretamente o que chega ao prato das crianças. Mesmo com 84% das famílias demonstrando preocupação com uma alimentação saudável, os alimentos ultraprocessados estão presentes no dia a dia, muitas vezes por serem mais baratos, práticos e associados a momentos de afeto e recompensa. Além disso, a sobrecarga materna, o custo elevado de alimentos in natura e a falta de informação sobre rótulos contribuem para esse cenário.
Segundo o Panorama da Obesidade do Instituto Desiderata, o consumo de ultraprocessados chega a 75% entre crianças de 2 a 4 anos. Esse número acende um alerta importante: o alto consumo desses produtos, desde os primeiros anos de vida, está associado ao aumento do risco de obesidade infantil e a outros problemas de saúde ao longo do tempo. Mais do que um hábito alimentar, trata-se de um problema estrutural, influenciado por desigualdades no acesso à comida, ao tempo e à informação.
Por isso, a solução não está apenas em promover novos hábitos alimentares, mas em mobilizar toda a sociedade e o poder público no enfrentamento das desigualdades.
Quer acessar mais dados sobre o consumo de ultraprocessados e a obesidade infantil? Acesse o Panorama da Obesidade em Crianças e Adolescentes no link da bio!