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A Associação de Moradores, Condomínios e Amigos da Vila Mimosa é uma instituição sem fins lucrativos, fundada em 1987 pela senhora Gabriela Leite, com registro de pessoa jurídica obtido em 29 de novembro de 1991 — contando de 35 anos, de atividade.

19/09/2026
CULTURA, SAÚDE E SEGURANÇA ALIMENTARA atuação da AMOCAVIM durante e após a pandemia da Covid-19Durante a pandemia da Cov...
06/09/2026

CULTURA, SAÚDE E SEGURANÇA ALIMENTAR

A atuação da AMOCAVIM durante e após a pandemia da Covid-19

Durante a pandemia da Covid-19, a AMOCAVIM – Associação de Moradores do Condomínio e Amigos da Vila Mimosa – ampliou sua atuação no campo da Cultura e Saúde, incorporando a segurança alimentar e a cultura alimentar como dimensões fundamentais do cuidado, da cidadania e da preservação da vida no território.

A experiência demonstrou que alimentação não significa apenas o acesso ao alimento. Ela envolve conhecimentos, hábitos, práticas de cuidado, convivência comunitária, educação, saúde, solidariedade e modos de vida construídos e compartilhados no território. Por isso, a AMOCAVIM passou a desenvolver ações que articulavam cultura, alimentação, saúde integral, higiene pessoal, vacinação, prevenção de doenças, informação e direitos humanos.

No período mais crítico da pandemia, quando as trabalhadoras se***is ficaram praticamente invisíveis nas políticas e campanhas emergenciais, a AMOCAVIM mobilizou parceiros e buscou doações para enfrentar a fome entre as mulheres e suas famílias. Foi nesse processo que se iniciou o apoio da Ação da Cidadania, parceria que permaneceu após a pandemia e contribuiu para consolidar a segurança alimentar como uma das frentes de atuação comunitária da Associação.

Essa mobilização posteriormente contribuiu para a realização do projeto “Saúde Integral na Favela – Vila Mimosa: Saúde, Dignidade, Combate à Fome e à Covid-19”, desenvolvido a partir de 2022, articulando distribuição de alimentos com educação alimentar, higiene, prevenção, vacinação, testagem e promoção da saúde.

A partir de 2024, a parceria com a Fiocruz foi fortalecida por novas ações no território, inclusive no campo da saúde mental pós-Covid, do enfrentamento às fake news sobre vacinação e da segurança alimentar, mantendo a integração entre cultura, saúde, informação e cidadania.

Esse conjunto de ações integra a trajetória continuada da AMOCAVIM como espaço de mobilização cultural e comunitária da Vila Mimosa, demonstrando que sua atuação cultural não se restringe à realização de eventos ou apresentações artísticas. Ela também se manifesta na preservação dos saberes comunitários, na cultura do cuidado, na educação popular, na cultura alimentar, na organização coletiva e na defesa da dignidade das trabalhadoras se***is e das famílias do território.

24. de outubro de 2023CULTURA, SAÚDE E SEGURANÇA ALIMENTARA atuação da AMOCAVIM durante e após a pandemia da Covid-19Dur...
06/09/2026

24. de outubro de 2023

CULTURA, SAÚDE E SEGURANÇA ALIMENTAR

A atuação da AMOCAVIM durante e após a pandemia da Covid-19

Durante a pandemia da Covid-19, a AMOCAVIM – Associação de Moradores do Condomínio e Amigos da Vila Mimosa – ampliou sua atuação no campo da Cultura e Saúde, incorporando a segurança alimentar e a cultura alimentar como dimensões fundamentais do cuidado, da cidadania e da preservação da vida no território.

A experiência demonstrou que alimentação não significa apenas o acesso ao alimento. Ela envolve conhecimentos, hábitos, práticas de cuidado, convivência comunitária, educação, saúde, solidariedade e modos de vida construídos e compartilhados no território. Por isso, a AMOCAVIM passou a desenvolver ações que articulavam cultura, alimentação, saúde integral, higiene pessoal, vacinação, prevenção de doenças, informação e direitos humanos.

No período mais crítico da pandemia, quando as trabalhadoras se***is ficaram praticamente invisíveis nas políticas e campanhas emergenciais, a AMOCAVIM mobilizou parceiros e buscou doações para enfrentar a fome entre as mulheres e suas famílias. Foi nesse processo que se iniciou o apoio da Ação da Cidadania, parceria que permaneceu após a pandemia e contribuiu para consolidar a segurança alimentar como uma das frentes de atuação comunitária da Associação.

Essa mobilização posteriormente contribuiu para a realização do projeto “Saúde Integral na Favela – Vila Mimosa: Saúde, Dignidade, Combate à Fome e à Covid-19”, desenvolvido a partir de 2022, articulando distribuição de alimentos com educação alimentar, higiene, prevenção, vacinação, testagem e promoção da saúde.

A partir de 2024, a parceria com a Fiocruz foi fortalecida por novas ações no território, inclusive no campo da saúde mental pós-Covid, do enfrentamento às fake news sobre vacinação e da segurança alimentar, mantendo a integração entre cultura, saúde, informação e cidadania.

Esse conjunto de ações integra a trajetória continuada da AMOCAVIM como espaço de mobilização cultural e comunitária da Vila Mimosa, demonstrando que sua atuação cultural não se restringe à realização de eventos ou apresentações artísticas. Ela também se manifesta na preservação dos saberes comunitários, na cultura do cuidado, na educação popular, na cultura alimentar, na organização coletiva e na defesa da dignidade das trabalhadoras se***is e das famílias do território.

Reunião de articulação com o CRAS Tijuca e lideranças do território – 25/08/2026No dia 25 de agosto de 2026, a AMOCAVIM ...
06/09/2026

Reunião de articulação com o CRAS Tijuca e lideranças do território – 25/08/2026

No dia 25 de agosto de 2026, a AMOCAVIM participou de uma importante reunião com a equipe do CRAS Tijuca e lideranças locais, com o objetivo de fortalecer a articulação da rede socioassistencial e construir estratégias para ampliar e qualificar o atendimento à população da Vila Mimosa e seu entorno.

Durante a reunião, dialogamos sobre as principais demandas sociais identificadas no território e sobre a necessidade de aproximar cada vez mais os serviços públicos da população, especialmente das trabalhadoras se***is, mulheres em situação de vulnerabilidade social e suas famílias, que muitas vezes enfrentam dificuldades e barreiras para acessar seus direitos.

Entre os temas abordados, conversamos sobre o PAIF – Serviço de Proteção e Atendimento Integral à Família, desenvolvido no âmbito do CRAS, e sobre as possibilidades de encaminhamento, acompanhamento e fortalecimento dos vínculos das famílias atendidas no território.

A reunião também reforçou a importância de uma atuação conjunta entre CRAS, AMOCAVIM e lideranças comunitárias, estabelecendo estratégias de atendimento, identificação das demandas, encaminhamentos e acompanhamento das pessoas que necessitam acessar benefícios, serviços e políticas públicas.

Para a AMOCAVIM, essa aproximação representa um avanço importante. O território precisa ser ouvido e participar da construção das respostas para suas próprias necessidades. É por meio do diálogo, da presença do poder público e do fortalecimento das parcerias que conseguimos transformar direitos previstos em direitos efetivamente acessados pela população.

AMOCAVIM — fortalecendo redes, aproximando direitos e construindo caminhos de proteção social no território.

16 a 20. dehulho de 2026RELATÓRIO DE PARTICIPAÇÃOConferência Nacional das Redes de Trabalhadoras Se***isInstituição: Ass...
06/09/2026

16 a 20. dehulho de 2026
RELATÓRIO DE PARTICIPAÇÃO

Conferência Nacional das Redes de Trabalhadoras Se***is

Instituição: Associação de Moradores do Condomínio e Amigos da Vila Mimosa – AMOCAVIM
Representantes: Cleide Almeida, Patricia Amorim e Geovânia Cabral
Atividade: Conferência Nacional das Redes de Trabalhadoras Se***is

A Associação de Moradores do Condomínio e Amigos da Vila Mimosa – AMOCAVIM participou da Conferência Nacional das Redes de Trabalhadoras Se***is, representada por Cleide Almeida, Patricia Amorim e Geovânia Cabral.

A participação da AMOCAVIM constituiu um importante espaço de diálogo, articulação política, construção coletiva e defesa dos direitos civis, sociais, culturais e humanos das trabalhadoras se***is.

Durante os Grupos de Trabalho (GTs), as representantes da AMOCAVIM contribuíram com propostas construídas a partir da experiência cotidiana da instituição junto às trabalhadoras se***is e das dificuldades enfrentadas pelas organizações que atuam na defesa de seus direitos.

Uma das principais propostas apresentadas pela AMOCAVIM

A AMOCAVIM defendeu a necessidade de inclusão expressa das trabalhadoras se***is como público elegível e/ou prioritário nos editais públicos de financiamento de projetos sociais, culturais, de direitos humanos, cidadania, saúde, qualificação profissional, geração de renda e demais políticas públicas pertinentes.

Atualmente, diversos editais promovidos por ministérios, secretarias, fundações e outros órgãos públicos estabelecem linhas específicas, ações afirmativas ou critérios destinados a determinados segmentos sociais e populações historicamente vulnerabilizadas.

Esse reconhecimento é fundamental para ampliar o acesso às políticas públicas. Entretanto, as organizações formadas por trabalhadoras se***is ou que desenvolvem ações diretamente voltadas para essa população frequentemente não encontram nos editais uma previsão explícita que reconheça as trabalhadoras se***is como público destinatário dessas políticas.

Essa ausência produz uma barreira importante.

Embora muitas vezes essas organizações possam formalmente concorrer em editais de ampla concorrência, na prática enfrentam dificuldades adicionais relacionadas ao estigma histórico associado ao trabalho sexual. Projetos que tratam de direitos humanos, saúde, cidadania, cultura, educação, qualificação profissional, geração de renda e proteção social de trabalhadoras se***is podem ser analisados sem que as especificidades desse território e dessa população sejam adequadamente compreendidas.

Por esse motivo, a AMOCAVIM propõe que os órgãos públicos avancem na criação de mecanismos que assegurem a participação das trabalhadoras se***is nas políticas de fomento.

Proposta

A AMOCAVIM defende que os editais públicos relacionados às políticas sociais e de garantia de direitos possam, de acordo com sua finalidade:

incluir expressamente as trabalhadoras se***is entre seus públicos prioritários ou elegíveis; estabelecer linhas específicas de financiamento; prever reserva de vagas, cotas ou pontuação diferenciada quando juridicamente e tecnicamente cabível; e garantir que organizações com atuação comprovada junto às trabalhadoras se***is possam concorrer em condições mais equitativas.

Não se trata de retirar direitos ou recursos destinados a outras populações.

Trata-se de reconhecer que as trabalhadoras se***is também são cidadãs, trabalhadoras e sujeitos de direitos, e que suas organizações precisam ter condições reais de acessar os recursos públicos destinados ao enfrentamento das desigualdades sociais.

Assim como diferentes políticas públicas reconhecem as especificidades da população negra, da população LGBTQIA+, dos povos e comunidades tradicionais, de mulheres, pessoas com deficiência, juventudes e de diferentes categorias e grupos socialmente vulnerabilizados, é necessário construir mecanismos que também reconheçam as especificidades das trabalhadoras se***is.

Combater o estigma também é garantir acesso ao financiamento público

Para a AMOCAVIM, essa mudança representa mais do que uma questão administrativa.

É uma estratégia de enfrentamento ao preconceito e ao estigma institucional.

Quando um edital reconhece expressamente as trabalhadoras se***is como público de determinada política, o Estado afirma que essas mulheres existem, são cidadãs, possuem direitos e podem ser destinatárias legítimas de investimento público.

Esse reconhecimento contribui para que os projetos sejam avaliados por sua qualidade, impacto social, viabilidade e capacidade de transformação, e não a partir de julgamentos morais relacionados à atividade exercida pelas mulheres atendidas.

A inclusão das trabalhadoras se***is nos mecanismos públicos de financiamento também fortalece as organizações da sociedade civil que historicamente estão nos territórios realizando trabalhos de prevenção em saúde, promoção dos direitos humanos, enfrentamento à violência, assistência social, cultura, educação, formação profissional, geração de renda e acesso à cidadania.

A experiência da AMOCAVIM

A participação da AMOCAVIM na Conferência reafirmou uma trajetória construída junto às trabalhadoras se***is da Vila Mimosa e de outros territórios.

A experiência da Associação demonstra que não basta reconhecer direitos no discurso; é necessário criar instrumentos concretos para que esses direitos possam ser acessados.

Se as organizações que estão dentro dos territórios não conseguem acessar financiamento público, muitas ações essenciais deixam de chegar justamente às pessoas que mais necessitam delas.

Por isso, a proposta apresentada pela AMOCAVIM pode ser sintetizada em uma reivindicação central:

> Que as trabalhadoras se***is sejam reconhecidas expressamente como público das políticas públicas e dos editais de financiamento e fomento, garantindo às organizações que atuam com essa população condições equitativas de participação, financiamento e desenvolvimento de projetos.

Considerações finais

A presença de Cleide Almeida, Patricia Amorim e Geovânia Cabral, representando a AMOCAVIM, contribuiu para levar à Conferência uma pauta construída a partir da realidade dos territórios e da experiência concreta das organizações de trabalhadoras se***is.

A Conferência foi também um espaço de fortalecimento das redes, troca de experiências e construção de propostas para ampliar a cidadania e a garantia de direitos.

Para a AMOCAVIM, enfrentar o estigma contra as trabalhadoras se***is significa também enfrentar as barreiras institucionais que dificultam o acesso dessa população às políticas públicas.

Trabalhadoras se***is não podem ser lembradas apenas nas políticas de prevenção de doenças ou em situações de violência. Elas devem estar presentes nas políticas de cultura, educação, trabalho e renda, assistência social, direitos humanos, habitação, saúde integral, formação profissional e desenvolvimento social.

RELATÓRIO DE PARTICIPAÇÃO DA AMOCAVIM NA 26ª CONFERÊNCIA INTERNACIONAL DE AIDS – AIDS 2026Período: 26 a 31 de julho de 2...
06/09/2026

RELATÓRIO DE PARTICIPAÇÃO DA AMOCAVIM NA 26ª CONFERÊNCIA INTERNACIONAL DE AIDS – AIDS 2026

Período: 26 a 31 de julho de 2026
Local: Riocentro – Rio de Janeiro/RJ
Instituição: Associação de Moradores do Condomínio e Amigos da Vila Mimosa – AMOCAVIM

Entre os dias 26 e 31 de julho de 2026, a AMOCAVIM participou da 26ª Conferência Internacional de AIDS – AIDS 2026, realizada no Rio de Janeiro. A Conferência reuniu pesquisadores, profissionais de saúde, gestores, organizações da sociedade civil, movimentos sociais, ativistas e representantes de comunidades de diversas partes do mundo para discutir os avanços e os desafios da resposta global ao HIV/AIDS.

A participação da AMOCAVIM ocorreu a convite da Dra. Beatriz Grinsztejn, médica infectologista e pesquisadora do Instituto Nacional de Infectologia Evandro Chagas – INI/Fiocruz, presidente da International AIDS Society (IAS) e copresidente internacional da AIDS 2026. Sua participação representou para a Associação uma importante oportunidade de levar para um espaço internacional a experiência construída durante décadas no território da Vila Mimosa, especialmente nas áreas de promoção da saúde, prevenção, direitos humanos e defesa dos direitos das trabalhadoras se***is.

Durante a Conferência, a AMOCAVIM participou da S*x Worker Networking Zone, espaço instalado no Global Village e promovido pela Global Network of S*x Work Projects (NSWP) para acolher, reunir, dar visibilidade e fortalecer a articulação entre trabalhadoras se***is e organizações de diferentes partes do mundo.

Nesse espaço estiveram presentes trabalhadoras se***is, lideranças e organizações de países como Brasil, Angola, França, Itália, Equador, Argentina e Alemanha, além de participantes de outras regiões e diferentes contextos culturais. Essa diversidade foi uma das experiências mais marcantes da Conferência, demonstrando que o trabalho sexual está presente em diferentes sociedades e que, apesar das diferenças culturais, políticas e sociais, permanecem desafios comuns relacionados ao acesso à saúde, violência, preconceito, estigma, discriminação e garantia de direitos civis e sociais.

A S*x Worker Networking Zone funcionou não apenas como um stand, mas como um verdadeiro espaço internacional de encontro, troca de experiências, apresentações, debates e articulação política. Foram discutidos temas relacionados ao HIV/AIDS e outras ISTs, saúde integral das mulheres, prevenção, políticas públicas, direitos humanos, direito à cidade, acesso aos serviços públicos e reconhecimento das trabalhadoras se***is como sujeitos de direitos.

A AMOCAVIM também acompanhou atividades e grandes plenárias da Conferência, nas quais foram apresentados os avanços científicos e as novas tecnologias relacionadas à prevenção, diagnóstico, tratamento e controle do HIV. Entre os assuntos abordados esteve a prevenção da transmissão vertical do HIV, demonstrando os grandes avanços alcançados para que mulheres vivendo com HIV, quando diagnosticadas e acompanhadas adequadamente, possam ter seus filhos com risco extremamente reduzido de transmissão do vírus.

A Conferência reforçou ainda que os avanços científicos somente se transformam em conquistas sociais quando chegam às populações que deles necessitam. Medicamentos, diagnóstico, prevenção e novas tecnologias precisam caminhar junto com informação, acesso aos serviços de saúde, combate ao preconceito e garantia de direitos.

Para a AMOCAVIM, a presença das trabalhadoras se***is em uma conferência internacional dessa dimensão possui um significado histórico. As trabalhadoras se***is não são apenas público das políticas de prevenção. Ao longo da história da resposta ao HIV/AIDS, participaram diretamente de campanhas de prevenção, educação entre pares, distribuição e incentivo ao uso de pr*********os, mobilização comunitária, aproximação com os serviços de saúde e luta contra o estigma e a discriminação.

Por isso, a participação de trabalhadoras se***is de diferentes partes do mundo na AIDS 2026 reafirmou seu papel como protagonistas e produtoras de conhecimento, capazes de contribuir diretamente para a construção das políticas públicas que dizem respeito às suas vidas.

Para a AMOCAVIM, participar desse encontro também significou reafirmar que o território produz conhecimento. A experiência acumulada na Vila Mimosa demonstra que não é possível discutir HIV/AIDS apenas pelo ponto de vista da doença. É necessário compreender as condições de vida das pessoas, o acesso aos direitos, a violência, a discriminação, a proteção social e as barreiras que ainda afastam determinadas populações das políticas públicas.

A participação na AIDS 2026 fortaleceu a trajetória institucional da AMOCAVIM, ampliou o intercâmbio com organizações e lideranças nacionais e internacionais e reafirmou o compromisso da Associação com a promoção da saúde, os direitos humanos e a cidadania das trabalhadoras se***is.

Mais do que participar de uma Conferência, a AMOCAVIM esteve presente em um espaço mundial de construção de conhecimento e defesa de direitos, levando consigo a experiência e a história da Vila Mimosa e retornando ao território com novos conhecimentos, articulações e perspectivas.

A experiência reafirmou um princípio fundamental da trajetória da AMOCAVIM: não existe resposta efetiva ao HIV/AIDS sem participação social, não existe saúde integral sem garantia de direitos e não se pode construir políticas para as trabalhadoras se***is sem a participação das próprias trabalhadoras se***is.

. Conferência internacional de AIDS 20 de 26 a 31 de julho de 2026. aMocavim.Mobilização pelo acesso à vacina contra o H...
06/09/2026

. Conferência internacional de AIDS 20 de 26 a 31 de julho de 2026.
aMocavim.

Mobilização pelo acesso à vacina contra o HPV para trabalhadoras e trabalhadores se***is

Durante a participação na Conferência Internacional de AIDS, a AMOCAVIM – Associação de Moradores do Condomínio e Amigos da Vila Mimosa, juntamente com ativistas e representantes do movimento de trabalhadoras e trabalhadores se***is, realizou uma ação de mobilização e incidência política em defesa da ampliação do acesso à vacina contra o HPV pelo Sistema Único de Saúde (SUS).

A manifestação chamou atenção para uma contradição vivenciada historicamente por essa população. Trabalhadoras e trabalhadores se***is são frequentemente associados, nas políticas e campanhas de prevenção, às populações consideradas mais expostas ao HIV e a outras infecções sexualmente transmissíveis. Entretanto, essa mesma realidade de exposição não assegura, por si só, o reconhecimento da categoria profissional como grupo prioritário específico para vacinação contra o HPV.

Atualmente, o Ministério da Saúde disponibiliza a vacina contra o HPV para crianças e adolescentes de 9 a 14 anos e para determinados grupos prioritários. Entre eles estão as pessoas que utilizam PrEP, que podem receber a vacina dos 15 aos 45 anos.

A reivindicação apresentada pela AMOCAVIM vai além: que trabalhadoras e trabalhadores se***is sejam reconhecidos como grupo prioritário para a vacinação contra o HPV, independentemente do uso de PrEP e com revisão do limite etário, considerando as especificidades de sua atividade e a exposição sexual continuada ao longo da vida profissional.

A mobilização foi realizada por meio de cartazes com as mensagens “Trabalhadoras e trabalhadores do s**o querem vacina contra HPV sem limite de idade” e “Pessoas de todos os s**os que usam PrEP querem vacina contra HPV sem limite de idade”, levando a reivindicação para diferentes espaços da conferência.

A pauta tem relevância para a saúde pública porque o HPV está relacionado não apenas às verrugas anogenitais, mas também a diferentes tipos de câncer, incluindo câncer do colo do útero, â**s, p***s, boca e orofaringe. O próprio Ministério da Saúde reconhece a vacinação como a medida mais eficaz de prevenção contra a infecção pelo HPV.

A ação reafirma a atuação da AMOCAVIM na defesa do direito à saúde integral e na construção de políticas públicas que reconheçam trabalhadoras e trabalhadores se***is como sujeitos de direitos, combatendo o estigma e reivindicando que a prevenção chegue a essa população não somente quando se fala em HIV e outras ISTs, mas também quando se trata do acesso às tecnologias de prevenção, como a vacinação contra o HPV.

Endereço

Rua Ceara, 268 E 268A/Praça Da Bandeira/RJ
Rio De Janeiro, RJ
20270160

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