SPLEB Sociedade Pró Livro Espírita em Braille

SPLEB Sociedade Pró Livro Espírita em Braille SPLEB - Transcreve e imprime no Sistema Braille, além de possuir setor Doutrinário e Mediúnico. Desobsessão e cura - restrita aos médiuns

Terça-feira - 20h

A Sociedade Pró-Livro-Espírita em Braille - SPLEB - é uma Associação Civil, sem fins lucrativos, fundada em 30 de junho de 1953, com sede e foro na Cidade do Rio de Janeiro, considerada de Utilidade Pública, Federal, Estadual e Municipal, Com o objetivo de propiciar aos cegos, dentro e fora do país, gratuitamente, o estudo da Doutrina Espírita em suas próprias fontes. As obras impressas em Braille

ou, mais recentemente, gravadas em mp3, são distribuídas, gratuitamente, atendendo às solicitações de cegos, não havendo em relação aos beneficiados de quaisquer serviços da SPLEB nenhuma discriminação de etnia, gênero, orientação sexual ou religiosa bem como portadores de deficiências. A SPLEB não tem mantenedora e não recebe, a não ser eventualmente, ajuda governamental ou de entidade internacional de assistência, sobrevivendo de um pequeno quadro social, de donativos de corações bem formados, de bazares da pechincha, pela venda de roupas e outros objetos doados em condições de uso, de shows artísticos, inclusive com a participação de artistas cegos, e, principalmente, graças à Espiritualidade Maior, que nunca desamparou a entidade, e a seus dedicados voluntários, pessoas não obrigatoriamente espíritas, que servem ao Senhor, nas pessoas dos irmãos desprovidos de visão física. No Setor Doutrinário e Mediúnico temos reuniões semanais:
Reuniões do Setor Doutrinário

Segunda-feira - 17h30 Reunião de estudos doutrinários, passes e água fluidif**ada - pública

Quarta-feira - 20h Reunião de estudos sobre mediunidade

Primeira quinta-feira do mês - 14h
Reunião de estudos doutrinários, passes e água fluidif**ada - pública

Quinta-feira - 19h Desobsessão - restrita aos médiuns

Sexta-feira - 20h Reunião mediúnica (estudo, irradiação, prece e desenvolvimento mediúnico) - ingresso a partir de solicitação ao Setor Doutrinário

Último sábado do mês - 16h
Reunião de estudos doutrinários, passes e água fluidif**ada - pública

24/08/2025

NOSSO ESTUDO CONTINUA 290

LOBOS, OVELHAS, SERPENTES E POMBAS

Carla Maria de Souza

Existem passagens dos evangelhos que ainda temos dificuldade em compreender e mais dificuldade ainda de colocar em prática.

Acreditamos que Jesus nos quer sempre mansos e que mansos quer dizer s**o de pancada de todo mundo.

Muita gente deixa de reivindicar direitos na justiça e até dentro da casa espírita pode ser lesado porque supõe que sendo bem-comportado estará fazendo a vontade de Deus.

Temos, no entanto, a tarefa de promover o espiritismo, já que ele norteia nossos passos e Jesus deixou algumas recomendações a seus discípulos, que servem também para nós.

Um único versículo do evangelho de Mateus servirá para pensarmos sobre o que ele pretende para nós. Vejamos:

"Eis que eu vos envio como ovelhas para o meio de lobos; sede, pois, astutos como as serpentes e simples como as pombas."
Mat. 10,16 Ed. Paulinas.

Esta não é a tradução mais usual, mas vem de um período já de tentativa de tornar o texto bíblico mais compreensível à maioria das pessoas, pois nossa língua muda também.

Nosso mestre maior procurava utilizar comparações que deixassem tudo mais claro para seus discípulos e falar sobre os animais cabia bem.

O lobo, neste texto, representa os instintos mais animalizados, aqueles que sequer foram domesticados. Lobos agem por instinto e não se preocupam com ninguém (hoje sabemos que não é bem assim, mas a discussão sobre comportamento animal é para outro momento.).

A representação dele nos fala de espíritos que ainda precisam de muitas características humanas, sejam esses espíritos aqueles com quem vamos conviver ou nós mesmos, porque há momentos em que o maior entrave ao nosso progresso somos nós.

E as ovelhas que serão enviadas para o meio dos lobos? A ovelha também tem sua teimosia, sua resistência, dá trabalho ao pastor, porém quando pode ser mandada a algum lugar, é porque já aceitou o domínio e vai seguir o caminho determinado pelo pastor sem vacilar.

Essa parte do sem vacilar ainda está bem difícil, pelo menos para mim, mas vamos em frente.

Ela representa a ovelha forte, que não recua perante o sacrifício que não precisa ser o extermínio dela e deve ser o transformar do lobo em outra ovelha.

Observemos que Jesus continua dizendo: sede, pois, astutos como as serpentes e simples como as pombas.

Astutos, prudentes, atentos... todas estas traduções são possíveis pois desenvolver estas virtudes não tem nada de errado, pelo contrário.

No livro Nosso Lar, quando Narcisa não sabe como resolver a situação de uma senhora que pede abrigo na colônia, mas ela tem dúvida sobre o admitir ou não sua entrada, recorre ao chefe da vigilância e este, após observar atentamente o caso e fazer algumas perguntas à própria senhora, entende que ela não deveria ser admitida na colônia. Foi atento, foi astuto, deu a ela instrumentos para, através do diálogo, verif**ar seu comportamento, suas respostas e assim chegar a uma conclusão.

Estamos em um mundo de provas e expiações, lidando, portanto, com todo tipo de pessoa. Mesmo que a intenção de nosso companheiro não seja má, precisamos observar seu comportamento e avaliar se apoiamos ou não certas atitudes quando elas também nos dizem respeito porque os resultados podem ser catastróficos. É a vigilância precisando atuar.

Alguém pode nos oferecer, por exemplo, um excelente trabalho que vai nos pagar muito mais do que aquele em que estamos. Porém, aceitá-lo signif**ará f**ar longe de nossa família por tempo indeterminado, trabalhar quase que sem descanso, talvez, precisar ceder a determinadas questões éticas às quais nunca tivemos a intenção de ceder. Será que vale a pena? Qual é o resultado de tudo isso para minha vida prática? É o momento de nossa serpente interior entrar em ação e não permitir que o lobo ambicioso disfarçado de protetor do futuro da família atue. Se estamos conseguindo sustentar nossa família com o que temos, podemos f**ar no trabalho em que estamos. Se não estamos conseguindo isso, podemos refletir, orar e encontrar formas melhores de resolver a questão, inclusive propondo que mais pessoas na casa trabalhem.

Aí, a mansidão, simplicidade, doçura da pomba já apareceu.

Ela se revela quando não respondemos a certas provocações, que em primeira e última instância não devem ser respondidas mesmo. Apresenta-se ainda quando somos obrigados a viver uma situação difícil e entendemos que não devemos reclamar; pois existem provas que precisam ser vividas e a obediência, quando está ligada à Lei Divina sempre concorre para o bem.

Assim, se queremos ser *ovelhas enviadas por Jesus, temos que ser prudentes e mansos ou inocentes (tradução escolhida por Haroldo Dutra Dias), isto é, estar vigilantes, analisar as situações com calma e com fé ao mesmo tempo, tendo convicção de que o que fazemos não ferirá a ninguém.

A opção de Dutra Dias por inocentes como as pombas deve-se ao fato de que inocente, no original, não tem relação com ingênuo e sim com o que não traz culpas, o que não causa mal a outro. Chegar, portanto, à inocência é uma conquista, um empenho de todos nós, um esforço.

As ovelhas mandadas por Jesus, portanto, são fortes, destemidas embora nunca desassombradas ou descuidadas. Elas têm fé, cultivam a esperança, são operosas e sabem que existem ovelhas que escondem dentro de si lobos ainda vorazes e que das duas uma: ou estão disfarçando para enganar, ou nem elas se conhecem o bastante para saber dos lobos que escondem.

A caminhada, contudo, exige sempre o empenho com paciência, firmeza, coragem e suavidade, tudo ao mesmo tempo. É assim que Jesus age conosco, confiando na nossa capacidade de ovelhas aprendizes e ele não nos retira as provas do caminho. Em vez disso, nos envia para o meio de lobos para que aprendamos a lidar com eles e nos orienta como fazê-lo.

Com a voz do nosso pastor a nos guiar, teremos êxito e seguiremos tranquilas. Apenas lobos caem em armadilhas para lobos

Reconheçamos os percalços, os abismos, todavia sintamos a mão do nosso protetor orientando e conduzindo amorosamente nossos passos, e, certamente, atravessaremos a estrada de nossas existências com mais leveza e alegria, rumo a outras estradas.

24/08/2025

Bom dia, amigos!

Vou colocar o estudo de número 290.

Leiamos com cuidado e aproveitemos as lições.

Muita paz!

20/07/2025

NOSSO ESTUDO CONTINUA 285

UNIDOS VENCEREMOS

Mariza Medeiros

Dr. Adolfo Bezerra de Menezes quando encarnado na Terra teve uma trajetória rica em experiências e vivenciou vários momentos importantes em sua Vida. Saiu em 1851 do estado do Ceará onde nasceu. Formou-se em 1856 pela Faculdade de Medicina do Rio de Janeiro. Recebeu o título de “O médico dos pobres” por suas atividades em benefício dos necessitados. Casou-se duas vezes, teve ao todo nove filhos. Formado também em Direito, iniciou sua trajetória política em 1860, foi Vereador, Presidente da Câmara Municipal da Corte e Deputado Geral. em 1885 encerrou suas atividades políticas, tendo sempre agido em favor da justiça e da honestidade. Conheceu o Espiritismo em 1875 ao ler a tradução do Livro dos Espíritos. No ano de 1886 proclamou-se espírita. Em 1887 inicia escritos publicados no jornal O Paiz e na Revista Reformador.
Em tempos difíceis, marcados pelo divisionismo dos espíritas em “científicos” e “místicos”, Bezerra assume a Presidência da Federação Espírita Brasileira em 1889 e de 1895 a 1900 e logo instituiu o Estudo Sistematizado de O Livro dos Espíritos, lembrando a necessidade dos espíritas além de amarem-se, instruírem-se. Foi intensa e fundamental sua atividade em prol da união e em defesa dos direitos e liberdade dos espíritas. Desencarnou em 11 de abril de 1900, prosseguindo no mundo espiritual, o trabalho pela união em torno dos ideais cristãos.
Por estes esclarecimentos, constatamos que Bezerra de Menezes era e é um ser especial que, sem conhecer a doutrina espírita, já exercia a caridade e a fraternidade no trabalho de médico. No cargo de político, agiu com justiça e honestidade. Sua moral permaneceu ilibada, não se corrompeu diante do Poder.
E ele nos disse: “Espíritas, meus irmãos! Quando as clarinadas de um novo dia em luz nos anunciam os chegados tempos do Senhor; quando uma era de paz prepara a nova Humanidade, neste momento dominada pela angústia e batida pela desesperação, façamos a viagem de volta para dentro de nós.
No instante em que os valores externos perdem a sua signif**ação, impulsionando-nos a buscar Deus no coração, somos, através de nossos irmãos, convidados a responsabilidade maior de amar, de servir e de passar…
Jesus, meus amigos, é mais do que um símbolo. É uma realidade em nossa existência. Não é apenas um ser que transitou da manjedoura à cruz, mas o exemplo, cuja vida se transformou num Evangelho de feitos, chamando por nós.
Necessário, em razão disso, aprofundar o pensamento na obra de Allan Kardec para poder viver Jesus em toda a sua plenitude.
…Agora que conhecemos a Verdade por experiência pessoal, vivamos o Cristo de Deus em nossas atitudes, a fim de que o sol espírita não apresente a mensagem de luz dificultada pelas nuvens densas que caracterizam o egoísmo humano, o ressentimento, a vaidade…
Unif**ação sim. União também. Imprescindível que nos unifiquemos no ideal espírita, mas que, acima de tudo, nos unamos como irmãos.
Os nossos postulados devem ser desdobrados e vividos dentro de uma linha austera de dignidade e nobreza. A tarefa da unif**ação é paulatina; a tarefa da união é imediata, enquanto a tarefa do trabalho é incessante, porque jamais terminaremos o serviço, desde que somos servos imperfeitos, e fazemos apenas a parte que nos está confiada.
Amar, no entanto, é o impositivo que o senhor nos concedeu e que a Doutrina nos restaura.
Unamo-nos, amemo-nos, realmente, e dirimamos as nossas dúvidas, retif**ando as nossas opiniões, as nossas dificuldades e os nossos pontos de vista, diante da mensagem clara e sublime da Doutrina com que Allan Kardec enriquece a nova era, compreendendo que lhe somos simples discípulos. Como discípulos não podemos ultrapassar o mestre.
Demo-nos as mãos e ajudemo-nos; esqueçamos as opiniões contraditórias para nos recordarmos dos conceitos de identif**ação, confiando no tempo, o grande enxugador de lágrimas, que a tudo corrige…Não nos conclamamos à inércia, ao parasitismo, à aceitação tácita, sem a discussão ou o exame das informações. Convidamo-vos à verdadeira dinâmica do amor.
Recordemos, na palavra de Jesus, que “a casa dividida rui”, todavia ninguém pode arrebentar um feixe de varas que se agregam numa união de forças.
É por isso, espíritas, meus irmãos, que a Unif**ação deve prosseguir, mas a união deve vigir em nossos corações…”
Por essa parte da mensagem do Dr. Bezerra, espírito de escol que defendeu a união dos espíritas e a unif**ação do espiritismo, nós espíritas sem rótulos, que trabalhamos de acordo com a doutrina, devemos honrar o verdadeiro espiritismo sem divisionismo de espécie alguma. Que possamos estudar, instruirmo-nos para identif**armos o que pertence aos ensinamentos de Kardec e de que forma a evolução da humanidade, as transformações da sociedade e a doutrina espírita, irão caminhar conforme a lei de progresso. Sabermos, com certeza, a que Encontros ou Congressos Espíritas devemos participar. Reconhecermos com clareza o trigo e o joio. Não nos enganarmos com falas eloquentes e sábias, mas que menosprezem outros irmãos também palestrantes e estudiosos dos ensinamentos do Cristo. Sejamos nós os continuadores honrados e nobres da sua obra de amor e da sua lição de sabedoria. Que Dr. Bezerra de Menezes, espírito nobre que se predispôs a continuar seu trabalho de ajuda e proteção aos habitantes da Terra, possa intervir para que os espíritas permaneçam unidos e reconhecidos como discípulos de Jesus por se amarem e se respeitarem de verdade.

20/07/2025

Bom dia, amigos!

Vou colocar o estudo de número 285.

Leiamos com cuidado e aproveitemos as lições.

Muita paz!

06/07/2025

NOSSO ESTUDO CONTINUA 283

OPOSTOS E CONTRÁRIOS

Ana Cristina Zenun Hildebrandt

É comum dizer-se, quando duas pessoas muito diferentes namoram, que os opostos se atraem. Hoje veremos, com os irmãos da Fraternidade Arco-Íris, que, de fato, se opor não signif**a ser contrário e, mais ainda, que os opostos formam um conjunto que pode ser harmonioso.

*

DOS OPOSTOS QUE, TODAVIA, SE COMPLETAM

Vês a noite que te cerca? Ela antecipa o amanhã do dia seguinte.

Observas a tempestade que ruge? Por trás das nuvens negras o Sol permanece luzente e ativo.

Percebes o mal que te acicata? Ele é apenas fantasia do bem que te aguarda.

No Universo não há, na realidade, contrários, embora haja opostos. Os opostos se completam para compor a harmonia do todo; os opostos não se anulam, enriquecem-se. Aprende com os opostos, porque eles estão, também, dentro de ti; só assim crescerás.

*

Vivemos numa sociedade maniqueísta, em que tudo é bom ou mau, feio ou bonito, certo ou errado. Colocamos as coisas em polos e criamos antagonismos entre elas. Alegria e tristeza, saúde e doença, luz e sombra. Não percebemos que tudo o que existe tem uma finalidade no Universo e que, via de regra, tudo se encontra em algum momento.

Sou uma pessoa saudável, o que não signif**a que nunca fique doente. Me esforço para fazer o bem aos semelhantes, mas, às vezes, faço o bem pelo interesse de ser notada ou de receber uma recompensa de Deus, com ou sem consciência disto. Meu interesse anula o bem que faço?

Algumas plantas, muito belas, não são próprias para o consumo humano, mas são usadas na ornamentação de ambientes. Com estudo e sabedoria, substâncias tóxicas podem se tornar remédio, dependendo da dosagem utilizada e do caso a tratar.

É libertador saber que não somos contraditórios porque sentimos amor por algumas pessoas e temos raiva de outras. geralmente, nossa raiva é projeção daquilo que gostaríamos de fazer ou frustração pelo que não conseguimos resolver.

O fato é que existem sentimentos, comportamentos, situações que se colocam em sentido oposto, mas que não precisam ser contrários. Contrário é quando alguma coisa entra em choque com outra. A noite não é inimiga, não vai contra o dia, apenas uma face da Terra se volta para o Sol, enquanto a outra está voltada para o lado oposto, depois elas mudam de posição.

Considerando que somos espíritos em evolução, aprendemos que, quando éramos quase animais, utilizávamos nossos instintos para nos defender dos predadores e conseguir alimento. Desenvolvemos o egoísmo. Ainda hoje, precisamos estabelecer nosso espaço, nossos limites e capacidades, mas já desenvolvemos sentimentos mais elaborados e a inteligência. Não precisamos tanto dos instintos e, gradativamente, o egoísmo deve dar lugar ao altruísmo. A consciência de nós mesmos, porém, de nossas necessidades e possibilidades, não pode desaparecer, pois somos indivíduos distintos e não devemos nos anular. A beleza da humanidade está em sermos diferentes e estabelecermos relações de troca, afetivas e fraternas, entre nós.

Só que, infelizmente, não parece que estejamos dispostos a estabelecer essa convivência afetuosa e fraterna. Quando adotamos o modelo dos contrários, transformamos a oposição em rivalidade, inimizade, e disputamos, fazemos guerras, brigamos. Isto acontece dentro e fora de nós, dentro e fora dos grupos, famílias, empresas, classes sociais, países. Não aprendemos a conviver com as diferenças e as consideramos negativas. Consideramos o divergente como um mal e, em vez de aprender com ele, queremos suplantá-lo, vencê-lo; ultimamente, temos levado esta postura às últimas consequências e, em alguns casos, queremos destruí-lo.

Penso, com licença dos amigos da Fraternidade Arco-Íris, que os opostos mais difíceis de integrar sejam espírito e matéria. Talvez porque ainda não estejamos certos de que somos espíritos, privilegiamos demais a matéria e deixamos o espírito para a dimensão do fantástico, do místico, do maravilhoso. Aí entendemos a vida como objetiva, apenas física, e nos preocupamos mais com o ter, o acumular, os prazeres e conquistas materiais. Como se ainda estivéssemos lutando pela sobrevivência, na selva, em meio a predadores e intempéries violentas. Desenvolvemos a ganância e a competição.

Espírito e matéria se completam. O Espírito precisa da matéria para se exercitar, transformar-se, enquanto transforma a matéria, evoluir, fazer a parte que lhe cabe na obra da criação. Entendendo esta dinâmica, aceitando que a matéria é instrumento do espírito, harmonizando esta relação, viveremos pacif**amente o processo evolutivo e deixaremos de brigar conosco por nossas aparentes contradições; deixaremos, também, de brigar entre nós, pelas diferenças e divergências, porque trocaremos o modelo da competição pelo da colaboração.

Enfim, a doença nos ensina a cuidar da saúde e permite que a ciência entenda, cada vez mais, o funcionamento do corpo humano. A escuridão é preenchida pela luz e, literal e simbolicamente, precisamos aprender a deixar a luz entrar. Se o mal é a ausência do bem, é urgente que nos cansemos do primeiro para produzirmos o segundo em grande escala.

Observemos com mais atenção o que o Pai Criador fez na natureza, nos planos objetivo e subjetivo da vida, para aprendermos com os opostos, alcançando o equilíbrio interior, para que o exterior também se equilibre. Assim chegaremos ao "ecossistema" universal.

06/07/2025

Boa noite, amigos!

Vou colocar o estudo de número 283.

Leiamos com cuidado e aproveitemos as lições.

Muita paz!

08/06/2025

NOSSO ESTUDO CONTINUA 279

IDENTIFICADOS COM A ADVERSIDADE

Carla Maria de Souza

Não há como negar. Pelo menos até o momento, "O Livro dos Espíritos" está muito à frente de tudo o que já pensamos e creio que só agora, em termos de sociedade, começamos a nos aproximar dos valores que ele nos aponta, inclusive por vieses não espíritas, o que só demonstra sua consistência.

A discussão sobre a identidade é tão relevante quanto atual e já foi levantada nesta obra.

Observemos a pergunta 789 e falemos a respeito.

789: O progresso fará que todos os povos da Terra se achem, um dia, reunidos, formando uma só nação?

"Uma nação única não. Seria impossível, visto que da diversidade dos climas se originam costumes, necessidades diferentes, que constituem as nacionalidades, tornando indispensável sempre leis apropriadas a esses costumes e necessidades. A caridade, porém, desconhece latitudes e não distingue a cor dos homens. Quando, por toda parte, a Lei de Deus servir de base à lei humana, os povos praticarão entre si a caridade como os indivíduos. Então, viverão felizes e em paz, porque nenhum cuidará de causar dano ao seu vizinho, nem de viver a expensas dele."

Parece-me que temos uma situação a ser revista com a dominação de alguns povos sobre outros e falo, inclusive da dominação de ideias. Quando adquirimos o costume de achar que apenas a música europeia é elevada, só as roupas ocidentais são aprováveis e apenas nós somos civilizados, esquecemos que esta pergunta ali está para nos falar sobre o respeito a cada modo de vida, desde que não prejudique a ninguém.

Os espíritos responsáveis pela codif**ação são bastante claros ao falar na diversidade, palavra que começamos a conhecer agora e em sua importância para uma vida melhor no planeta.

Carla, não força. Eles falaram na diversidade dos climas. Um pouco de geografia básica. É exatamente dessa diversidade que surgem as outras. Daí vem os alimentos diferentes, o vestuário, a forma de construir as casas, de lidar com os animais, de preferência respeitando-os. Tivéssemos o costume de ouvir e respeitar mais os povos originários de cada local e não teríamos passado tantos dissabores com doenças e epidemias de todo tipo.

Eles lembram ainda que a caridade é universal. Não está vinculada a nenhum povo em particular. Tivessem os cristãos do tempo das grandes navegações se lembrado disso e não teríamos a escravização de africanos ou indígenas, falha severa que ainda lutamos para corrigir, porque muita gente ainda hoje, inclusive espíritas, acha que existe uma superioridade racial que precisa ser aceita para que possamos evoluir de fato.

Manter costumes que representem nossa forma de louvar a Deus, que sejam mais saudáveis ainda que pareçam atrasados, que falem mais ao nosso coração, desde que não prejudiquem a quem quer que seja não representam atraso e sim respeito às origens. É preciso primeiro conhecer as tradições para depois ter uma opinião sobre elas.

Por que um balé clássico, por exemplo, com tantos movimentos de corpo é mais respeitável e signif**ativo do que outra dança folclórica qualquer?

Por que um canto gregoriano laudatório à Virgem Maria tem mais valor do que um ponto de Iemanjá se ambos pretendem homenagear a figura materna?

O preconceito na sua acepção mais pura é exatamente ter uma opinião formada sobre o que não se conhece. É isso que, em geral, fazemos com os costumes alheios. No livro Transição Planetária, ditado por Manuel Philomeno de Miranda à mediunidade de Divaldo Franco, o autor apresenta-nos o dr. White, médico inglês que viveu muito tempo nas terras australianas, em épocas da colonização inglesa, com o objetivo de educar o povo aborígene. Conta-nos o próprio personagem que ele, de fato, acreditava estar ajudando aquele povo. Influenciado pelos colonizadores que queriam o povo cordato aos seus propósitos, ele acreditava que levava civilidade a eles.

Convivendo lá, ele entendeu que se mantivesse aquela atitude e não respeitasse as tradições de religião, de língua, de folclore locais, estaria matando aquele povo que, muito em breve, não saberia de onde veio. Foi o suficiente para empenhar-se em aprender tudo e defender as origens do povo que o recebera com carinho e respeito. Por isso agora, no plano da verdadeira vida, trabalhava ao lado deles, pois aprendera a sentir aquela terra como sua e não como uma mina de riqueza para os colonizadores.

O planeta tem muito mais chances de progresso se entendermos que deveríamos ter trocado conhecimentos em vez de impor ideias.

Se a Europa colonizadora tivesse buscado ensinar sem explorar e aprender sem usurpar, se os próprios oprimidos não tivessem cedido tanto com o objetivo de conseguir para eles alguma riqueza, pouco se importando se seus irmãos estavam sendo escravizados ou passando necessidades, teríamos uma sociedade mais rica, porque então seria mais diversa.

E o que toda essa balela política tem a ver com o espiritismo? Tudo. Os espíritos falaram disso, Kardec falou disso ao lançar a pergunta e eles ao respondê-la, mas parece que só agora começamos, lentamente, a entender que isso era um assunto importante dentro da doutrina e em nosso modo de vida.

Quando estudamos a lei de adoração, f**a bem claro que para Deus, não importa a forma do culto; o que vale é a sinceridade das palavras e se elas estão de acordo com as ações do homem. Portanto, aquele que se ajoelha na igreja, recebe a hóstia, paga missas, não é, por isso, mais praticante da lei de Deus do que um indígena que cuida das matas com amor, sabendo que delas vêm sua sobrevivência e a de seus irmãos, sem a ambição de destruí-la, de querer todo o dinheiro que ela possa oferecer, nem que isso custe o seu fim.

A questão não é gostarmos ou não de certos hábitos alimentares, certas danças, adotarmos certa religião. Temos sempre como melhor aquilo que nos formou. O ponto é garantirmos o direito do outro de desejar outra coisa, ter outras preferências, desde que elas não invadam ou se sobreponham a quem quer que seja, pela força e pela opressão.

Cuidar do que é de todos é tarefa também de todos, independente das opiniões e seremos um só povo no sentido de querermos o bem geral, focarmos em uma vida digna para todo mundo e não pensarmos no acúmulo de nossas riquezas enquanto nosso irmão não tem o mínimo e acreditamos que isso tem relação com sua primitividade.

Então, vamos trocar saberes, ter a humildade de reconhecer o quanto nada sabemos dos costumes alheios e nos dispor a ensinar, sem medo de que o conhecimento adquirido pelo outro o torne mais poderoso do que nós? Vamos não só respeitar a cultura alheia, mas defendê-la como um direito do outro e uma necessidade planetária, conforme nos afirmam os espíritos?

08/06/2025

Boa noite, amigos!

Vou colocar o estudo de número 279.

Leiamos com cuidado e aproveitemos as lições.

Muita paz!

01/06/2025

Amigos, o kardebraile de junho está no site. Ótimo domingo a todos.

01/06/2025

NOSSO ESTUDO CONTINUA 278

O QUE É SER LIVRE?

Ana Cristina Zenun Hildebrandt

Já falamos do Reino de Deus e vimos que, para estar nele, não podemos enclausurar-nos em nós mesmos. Em seguida, os amigos da Fraternidade Arco-Íris nos falam da liberdade. Quão comentada e almejada é a liberdade! Vejamos como nossos irmãos a definem.

*

DA LIBERDADE

Só és livre se te comprometes com a Vida. Os descompromissados com a Vida não são livres, são soltos.

Quem é livre é como o vento do Espírito Divino, sopra onde quer.

Quem é solto não sabe para onde vai, e vive ao sabor de tudo.

Só és livre se a tua liberdade coincide com a liberdade de teu irmão, se cresces com ele, se o deixas ser exatamente o que é, a criatura única e maravilhosa que Deus criou.

Se, todavia, o sufocas, se queres transformá-lo em tua duplicata, se queres regê-lo pelos teus padrões, então, não és livre, és escravo da tirania da tua própria ignorância, ignorância sobre ti mesmo, ignorância sobre o próximo.

Não dês a ninguém, a não ser ao Espírito Divino, o direito de conduzir-te. Só Ele sabe para onde deves ir, só Ele pode dominar-te, porque Ele, o Espírito Divino, é a tua própria e última essência.

*

O material do estudo de hoje parece nos dar um panorama de quanto ainda somos ignorantes e, portanto, escravos. Lembro-me de uma música, cantada por Milton Nascimento, que dizia: “Proclamas por liberdade, mas só aquela que te convém”. Não foi das mais famosas, mas chegou a fazer parte da trilha de uma novela, no fim do século passado. Eis uma afirmação que corresponde bem à realidade do mundo.

A polarização e o acirramento dos preconceitos e rivalidades que acontece em nossos dias; os discursos de liberdade usados para justif**ar mentiras e agressões; o descumprimento voluntário de leis e o desrespeito às Instituições mostram que desejamos ser livres para fazermos exclusivamente aquilo que queremos, sem pensar no querer do outro. Isto leva às guerras, conflitos de todo tipo, ódio e morte.

Essa moeda, porém, tem outra face: os movimentos por igualdade social, racial, por todos os excluídos das liberdades do mundo, dão ideia de que existe, em nós, uma aspiração pelo progresso que nos enche de esperança. É nossa essência, o Espírito Divino dentro de nós, chamando para a Vida Maior.

Os espíritas têm, para sua reflexão em bases doutrinárias, o estudo das Leis Morais, especialmente as leis de Sociedade, de Igualdade e de Liberdade, contidas em “O Livro dos Espíritos”, terceira parte. Estas Leis nos instruem sobre o modo de vida que já somos capazes de construir na Terra, se o quisermos.

Os irmãos da Fraternidade Arco-Íris comentam que, quem é solto, vive ao sabor de tudo. Fico pensando nos modismos. Como somos influenciáveis! Tanto a ponto de conhecermos, hoje, os “influenciadores digitais”. Como podemos seguir e imitar estranhos, sem meditar nas consequências do que nos propõem?

Finalmente, somos Cristos em essência, como vimos há dois estudos. Enquanto movidos pelo egoísmo, somos soltos, interesseiros, escravos e intolerantes. Não usamos nossos bens com sabedoria. Quando movidos pelo Cristo, especialmente o que habita em nós, seremos livres, sábios, amorosos.

Por hora, procuremos seguir Jesus, o Guia e Modelo, por quem aprendemos a encontrar o Cristo. Jesus é o verdadeiro influenciador, que nos levará à liberdade dos filhos de Deus.

01/06/2025

Bom dia, amigos!

Vou colocar o estudo de número 278.

Leiamos com cuidado e aproveitemos as lições.

Muita paz!

Endereço

Rua Tomaz Coelho 51
Rio De Janeiro, RJ
20540-110

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