NOPH - Núcleo de Orientação e Pesquisa Histórica de Santa Cruz

NOPH - Núcleo de Orientação e Pesquisa Histórica de Santa Cruz Associação civil, criada com o objetivo de realizar pesquisas, divulgar a História local e dinamizar a cultura.

O NOPH foi fundado em Santa Cruz, em 1983, por um grupo de idealistas, membros da comunidade, com a finalidade de levantar, preservar e divulgar a História do bairro de Santa Cruz. Concebido e fundado como instituição sem fins lucrativos e sem vínculos políticos partidários, destinado a guardar os testemunhos materiais e imateriais do homem no espaço da antiga Fazenda Jesuítica, Real e Imperial de

Santa Cruz e do bairro que dela se originou. Desde os seus primórdios e suas primeiras ações delineou-se claramente o seu viés museológico e educativo, voltado não só para a educação formal nas escolas e colégios da região como para a educação não formal, em associações civis e militares, culturais, de moradores, clubes, igrejas, entre outras. Todas as suas ações em campanhas, concursos, seminários, jornadas, palestras, saraus, recitais, caminhadas de reconhecimento, oficinas, unindo interesses culturais e pedagógicos confirmam, ao longo do tempo, a prática de uma pedagogia de apropriação consciente e responsável do território e dos patrimônios nele existente. Apesar das dificuldades e das barreiras que tem enfrentado, em suas três décadas de ação sociocultural. A interação museu e escola consolidou-se, quer em projetos em parceria, quer em festividades e celebrações, em mobilizações da comunidade para a defesa de seus bens simbólicos. Criou-se, portanto, um vínculo indissolúvel entre a cultura local, a história do bairro, o NOPH e o Ecomuseu de Santa Cruz, que se tornou o 1º ecomuseu comunitário do Brasil.

No último sábado, 16/05, realizamos a roda de conversa “O Dia Seguinte: Desdobramentos da Abolição dos Escravizados e o ...
18/05/2026

No último sábado, 16/05, realizamos a roda de conversa “O Dia Seguinte: Desdobramentos da Abolição dos Escravizados e o Perigo da História Única na Zona Oeste”, ministrada por Keila Gomes, professora, historiadora e pesquisadora de territórios.

A atividade promoveu reflexões sobre as múltiplas histórias que constituem o bairro de Santa Cruz e a Zona Oeste carioca, destacando as lutas da população escravizada na região, as permanências do período imperial em nossas localidades e os impactos da construção e manutenção de uma narrativa única sobre o território.

Ao longo do encontro, também foi reforçada a importância de reconhecer as memórias, os sujeitos e as experiências que atravessam a história da Zona Oeste, valorizando perspectivas historicamente silenciadas e fundamentais para a compreensão do nosso território.

Texto: .victorr
Imagem:

No próximo sábado, 16/05, realizaremos a roda de conversa “O Dia Seguinte: Desdobramentos da Abolição dos Escravizados e...
09/05/2026

No próximo sábado, 16/05, realizaremos a roda de conversa “O Dia Seguinte: Desdobramentos da Abolição dos Escravizados e o Perigo da História Única na Zona Oeste”, ministrada por Keila Gomes, professora, escritora e pesquisadora de territórios.

Cria da Zona Oeste e batuqueira, Keila é licenciada em História e mestranda em Ensino de História pela Universidade do Estado do Rio de Janeiro (UERJ), integra o grupo afroindígena Araúnas e é cofundadora do evento Aquilombar ZO.

📜 Sindicato Nacional dos Moedeiros e Santa Cruz: histórias e memórias de luta ao longo dos temposNo Dia Nacional dos Tra...
01/05/2026

📜 Sindicato Nacional dos Moedeiros e Santa Cruz: histórias e memórias de luta ao longo dos tempos

No Dia Nacional dos Trabalhadores, falar de histórias e memórias da classe trabalhadora é afirmar que nada foi dado — tudo foi conquistado por gente que sente na pele.

Entre 1986 e 1987, ainda sob o formato de associação de empregados, os trabalhadores e trabalhadoras da Casa da Moeda iniciaram um processo decisivo de transformação. O que antes era um espaço assistencial passou a se tornar um instrumento de organização coletiva. Assembleias, debates e mobilizações marcaram o despertar de uma consciência de classe, mesmo diante da repressão e dos limites impostos pela direção da empresa.

Ainda em 1987, a categoria protagonizou greves e atos públicos no centro do Rio, demonstrando que a organização já existia na prática. Era o início de um ciclo de enfrentamentos que prepararia o caminho para a consolidação sindical.

A virada se concretizou em 1988, com a fundação do Sindicato Nacional dos Moedeiros — um verdadeiro marco para a categoria. A criação do sindicato formalizou juridicamente uma organização que vinha sendo construída coletivamente. Naquele mesmo contexto, a mobilização no Tribunal Regional do Trabalho garantiu o reconhecimento da entidade e afirmou sua legitimidade política em escala nacional.

Na década de 1990, o sindicato se fortaleceu por meio de greves, assembleias e atos públicos, enfrentando o arrocho salarial, a retirada de direitos e as políticas de desmonte do serviço público. Foi um período de intensa mobilização, em que a democracia sindical se firmou como princípio central.

No início dos anos 1990, durante o governo Collor, a demissão de trabalhadores e trabalhadoras da Casa da Moeda marcou um dos momentos mais duros para a categoria. A atuação do sindicato em Brasília, na luta pela anistia, reafirmou seu papel como representação política na defesa da dignidade de quem sente na pele os impactos dessas medidas.

Essas histórias e memórias também se constroem nos territórios. Em Santa Cruz, desde o final dos anos 1980 e ao longo das décadas seguintes, a organização pela base ganhou força. Espaços como o “pé da árvore” e os processos de formação sindical mostram como a luta se enraizou no cotidiano. Foi ali que a categoria construiu não apenas estratégias, mas também identidade coletiva.

Já nos anos 2000 e 2010, a continuidade dos investimentos em formação e organização fortaleceu novas gerações de trabalhadores e trabalhadoras. Esse acúmulo se refletiu nas lutas mais recentes, especialmente após 2016, quando a categoria esteve na linha de frente contra tentativas de privatização e terceirização da Casa da Moeda, defendendo o patrimônio público.

Em 2020, diante da queda do Acordo Coletivo de Trabalho, a resposta veio novamente pela base: assembleia e greve aprovada. Um sinal claro de que a organização coletiva segue sendo o principal instrumento de luta.

Debater este dia mostra-se também como reconhecimento com histórias e memórias da classe trabalhadora, que não pertencem ao passado — seguem sendo construídas, todos os dias, nos territórios, nas assembleias e nos locais de trabalho, por gente que sente na pele e não abre mão de lutar.

✍🏾 .victorru
📸 Registro fotográfico da assembleia se fundação do Sindicato Nacional dos Moedeiros, em 1988. Extraído de História do Sindicato Nacional dos Moedeiros.

8 de abril – Dia Internacional dos Povos Ciganos Tradições, resistências e identidades: a força das culturas ciganas na ...
08/04/2026

8 de abril – Dia Internacional dos Povos Ciganos

Tradições, resistências e identidades: a força das culturas ciganas na Zona Oeste do Rio sob a liderança de Elisangela Nacifah.

As culturas ciganas não pertencem ao passado — são presenças vivas, pulsantes nos territórios, fortalecidas diariamente por quem resiste, ensina e mantém suas manifestações culturais. Na Zona Oeste carioca, as tsaras (tendas/casas) são espaços fundamentais dessa vivência, como a Filhos de Gaya, em Santa Cruz.
Nesse contexto, atua Elisangela Nacifah, professora de dança cigana e referência na valorização cultural da região. Seu primeiro contato com essas culturas aconteceu ainda na infância, influenciada por sua mãe, mencionada como Rosa, no jornal O Quarteirão (maio de 2015), de autoria de Walter Pinheiro.

Com o tempo, essa vivência se transformou em missão: ensinar, preservar e fortalecer identidades. Em 2013, Elisangela fundou a Irmandade das Rosas, em Nova Iguaçu, com o propósito de transmitir saberes e tradições às novas gerações de meninas. Por meio da dança, dos encontros e das ações comunitárias, Elisangela e outras lideranças seguem mantendo vivas culturas que atravessam o tempo — reafirmando pertencimentos, memórias e futuros.

💃🏽 Não são apenas tradições.
São memórias que dançam.
Identidades que resistem.
Culturas que florescem todos os dias.

📸 Foto: Comemoração da tenda Filhos de Gaya (O Quarteirão, 2015).
✍🏽 Texto: Victor Marques (.victorr)

Qual a sua memória mais marcante com poesia nas escolas? Comente conosco!A estudante Jeovanna Araújo, 12 anos de idade, ...
05/04/2026

Qual a sua memória mais marcante com poesia nas escolas? Comente conosco!

A estudante Jeovanna Araújo, 12 anos de idade, traz consigo líricas de uma intensa década de vida, com grande fertilidade criativa e uma colheita progressiva de suas primeiras experiências artísticas. Estudante do GET Professora Eulália Rodrigues Vieira de Oliveira, a discente começou ainda na primeira infância o seu processo de inspirações literárias. Jeovanna conta que, entre as histórias que lia aproximadamente entre os 5 e 7 anos de idade, sua favorita era uma adaptação contemporânea de Chapeuzinho Vermelho, conto tradicional de origem europeia, posteriormente registrado na literatura por Charles Perrault no século XVII.

Com o passar dos anos, a jovem foi ampliando seu repertório lírico de experiências pessoais e de consumo cultural, iniciando sua escrita aos 8 anos de idade com histórias inspiradas em filmes clássicos da Disney e Pixar, como O Rei Leão (1994) e Toy Story (1995). Nos últimos anos, a educanda tem buscado inspirações em animações japonesas como Spy x Family e Jujutsu Kaisen, que marcaram seus dois anos mais recentes.

Sua primeira poesia, todavia, floresceu nas comemorações de dez anos de sua atual escola, o GET Professora Eulália Rodrigues Vieira de Oliveira, com a parte poética organizada pela então professora da disciplina Círculo de Leitura, naquele ano escolar, Luciana Lopa, em março de 2025. Seu texto entrelaçou-se com experimentações do seu dia a dia e das descobertas constantes que a pré-adolescência proporciona, quando ainda somos tão diminutos e o mundo tão vasto, criando linhas de uma catarse literária ainda juvenil, todavia de grande potencial, demonstrando que, mesmo em abril, nem Todo Carnaval Tem Seu Fim e que o Bloco do Eu Sozinho, pela força da lírica sincera, pode transformar-se artisticamente no Bloco do Nós, Juntos.

Texto e imagem: .s

🕺 21 de março – Dia Internacional da Síndrome de Down             José Jackson Down: um “Thriller” da inclusão cultural ...
21/03/2026

🕺 21 de março – Dia Internacional da Síndrome de Down

José Jackson Down: um “Thriller” da inclusão cultural na Zona Oeste

Segundo o DSM-5-TR (Manual Diagnóstico e Estatístico de Transtornos Mentais), a Síndrome de Down — também chamada de trissomia do cromossomo 21 — é uma condição genética caracterizada pela presença de uma cópia extra desse cromossomo, totalizando 47 cromossomos. A condição pode estar associada a características físicas específicas e a diferentes níveis de deficiência intelectual.

No Brasil, estima-se que cerca de 300 mil pessoas tenham Síndrome de Down, segundo dados do IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística), de 2022. Entre elas está José Carlos Mesquita Póvoa, conhecido artisticamente como José Jackson Down. Cria de Santa Cruz, nas proximidades de Manguariba, na Zona Oeste do Rio, ele vem conquistando o público com performances inspiradas no Rei do Pop, Michael Jackson.

Desde a adolescência, José demonstrou paixão pela dança e pelo universo dos covers, especialmente pelo icônico “Thriller”, tendo também como referência o trabalho do performer Rodrigo Teaser. Com o apoio e produção artística de sua mãe, Márcia Póvoa, pedagoga e psicopedagoga, suas apresentações passaram a circular em eventos culturais da cidade.

Como um verdadeiro “Smooth Criminal” da dança, o artista levou seu “Billie Jean” ao projeto Dança Inclusiva, contemplado por editais culturais e premiado, em 2024, com a Premiação Cultura Viva – Sérgio Mamberti, do Ministério da Cultura. Segundo Márcia Póvoa — que decidiu tornar-se professora para compreender melhor os processos de aprendizagem do filho —:“Mais do que performances de dança, o trabalho de José Jackson Down mostra como arte, cultura e inclusão podem caminhar juntas, ampliando a visibilidade das pessoas com deficiência e fortalecendo o debate sobre acessibilidade cultural na Zona Oeste do Rio.”

✨ Inclusão se constrói com cultura, arte e protagonismo.
📸 Imagem: apresentação de José Jackson Down no projeto Dança Inclusiva, Zona Oeste do Rio de Janeiro, 18 de novembro de 2023.

O projeto Memória Climática das Favelas é uma iniciativa inovadora de história oral desenvolvido por onze museus e colet...
16/01/2026

O projeto Memória Climática das Favelas é uma iniciativa inovadora de história oral desenvolvido por onze museus e coletivos comunitários de favelas da Rede Favela Sustentável do Rio de Janeiro.

A Exposição Memória Climática das Favelas é uma instalação que resulta das histórias orais coletadas por grupos locais por meio de 1.145 depoimentos compartilhados por 382 participantes das rodas de conversa realizadas em 10 favelas entre 2023 e 2024 e é composta por documentário, banners, linha do tempo interativa, mapa e o “Poço de Memórias”.

A exposição reúne conhecimentos registrados durante 10 rodas de discussão sobre memória climática realizadas pelos museus de favela do Rio de Janeiro em suas comunidades entre 2023 e 2024: Museu Sankofa (Rocinha), Núcleo de Orientação e Pesquisa Histórica de Santa Cruz (Antares), Museu de Favela (Pavão-Pavãozinho/Cantagalo), Núcleo Memórias do Vidigal (Vidigal), Museu da Maré (Maré), Alfazendo (Cidade de Deus), Centro de Integração da Serra da Misericórdia (Complexo da Penha), Museu Horto (Horto), Fala Akari (Acari) e Conexões Periféricas (Rio das Pedras).

Você pode conferir a exposição até o dia 31 de março de 2026, das 10h até 15h de terça a sábado no Palacete Princesa Isabel - Centro Cultural Municipal de Santa Cruz - Dr. Antônio Nicolau Jorge, rua das Palmeiras Imperiais s/n.

O projeto Memória Climática das Favelas é uma iniciativa inovadora de história oral desenvolvido por onze museus e colet...
16/01/2026

O projeto Memória Climática das Favelas é uma iniciativa inovadora de história oral desenvolvido por onze museus e coletivos comunitários de favelas da Rede Favela Sustentável do Rio de Janeiro.

A Exposição Memória Climática das Favelas é uma instalação que resulta das histórias orais coletadas por grupos locais por meio de 1.145 depoimentos compartilhados por 382 participantes das rodas de conversa realizadas em 10 favelas entre 2023 e 2024 e é composta por documentário, banners, linha do tempo interativa, mapa e o “Poço de Memórias”.

A exposição reúne conhecimentos registrados durante 10 rodas de discussão sobre memória climática realizadas pelos museus de favela do Rio de Janeiro em suas comunidades entre 2023 e 2024: Museu Sankofa (Rocinha), Núcleo de Orientação e Pesquisa Histórica de Santa Cruz (Antares), Museu de Favela (Pavão-Pavãozinho/Cantagalo), Núcleo Memórias do Vidigal (Vidigal), Museu da Maré (Maré), Alfazendo (Cidade de Deus), Centro de Integração da Serra da Misericórdia (Complexo da Penha), Museu Horto (Horto), Fala Akari (Acari) e Conexões Periféricas (Rio das Pedras).

Você pode conferir a exposição até o dia 31 de março de 2016, das 10h até 15h de terça a sábado no Palacete Princesa Isabel - Centro Cultural Municipal de Santa Cruz - Dr. Antônio Nicolau Jorge, rua das Palmeiras Imperiais s/n.

Na semana que comemoramos o Dia Nacional do Samba, realizaremos o CEPA - Centro de Estudos de Pesquisa Acadêmica, na dat...
03/12/2025

Na semana que comemoramos o Dia Nacional do Samba, realizaremos o CEPA - Centro de Estudos de Pesquisa Acadêmica, na data de 06/12, com a temática ‘’A centralidade cultural da Acadêmicos de Santa Cruz para o bairro de Santa Cruz’’, no horário de 10:00 da manhã, no Palacete Princesa Isabel, nos espaços do NOPH - Núcleo de Orientação e Pesquisa Histórica de Santa Cruz.

O Centro de Estudos de Pesquisa Acadêmica conta com apresentações de pesquisas voltadas para aspectos que formam o bairro de Santa Cruz, em suas pluralidades culturais, sociais, geográficas, dentre outras, fomentando também um ambiente de escutas e trocas sobre as perspectivas apresentadas.

A palestrante Silvia Oliveira é moradora de Santa Cruz, bacharela em Serviço Social pela Universidade Federal Rural do Rio de Janeiro (UFRRJ). Interessada em estudos sobre cultura, carnaval e terceiro setor, especialmente relacionados à extrema Zona Oeste do Rio de Janeiro.

No dia 08/11, realizaremos a oficina: pesquisas de árvore genealógica utilizando a plataforma FamilySearch, no horário d...
04/11/2025

No dia 08/11, realizaremos a oficina: pesquisas de árvore genealógica utilizando a plataforma FamilySearch, no horário de 10 da manhã, nos espaços do NOPH - Núcleo de Orientação e Pesquisa Histórica de Santa Cruz, no Palacete Princesa Isabel.

O palestrante Will Montarroyos, jornalista formado pela Universidade do Grande Rio, é assessor de imprensa com experiência nas áreas de produção, reportagem e gestão de crise, tendo passagens pela UFRJ, Rádio BandNews FM e órgãos públicos. É casado com Thais Montarroyos e pai de Gabriel Montarroyos.

Como pesquisador e amante de história, há anos vem trabalhando na área de História da Família por interesse pessoal, tendo mapeado sua própria árvore genealógica até a Idade Média, passando por períodos importantes do Brasil como o Ciclo do Ouro, dos Engenhos, Guerra do Paraguai, Primeira e Segunda Guerra Mundial, entre outros, além de auxiliar diversas pessoas na busca de registros de seus antepassados.

Endereço

Rua Das Palmeiras Imperiais, S/n Santa Cruz
Rio De Janeiro, RJ
23550-026

Horário de Funcionamento

Terça-feira 10:00 - 15:00
Quarta-feira 10:00 - 15:00
Quinta-feira 10:00 - 15:00
Sexta-feira 10:00 - 15:00

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