APORI - Associação dos Povos Originários

APORI - Associação dos Povos Originários Descubra a APORI, dedicada à preservação cultural e fortalecimento dos Povos Originários.

Autoproteção também é um direito. Mas o acesso à segurança deve chegar a todas as mulheres.A recente legislação que auto...
29/07/2026

Autoproteção também é um direito. Mas o acesso à segurança deve chegar a todas as mulheres.

A recente legislação que autoriza a aquisição e o porte de spray de pimenta para defesa pessoal representa um avanço importante. No entanto, para as mulheres indígenas e demais povos e comunidades tradicionais, a proteção só será efetiva quando vier acompanhada de informação, capacitação, políticas públicas e fortalecimento da rede de enfrentamento à violência.

Na APORI, acreditamos que proteger as mulheres é proteger também seus territórios, suas culturas, suas famílias e seus conhecimentos ancestrais.

Seguiremos defendendo políticas que garantam segurança, dignidade e direitos para mulheres indígenas, quilombolas, pescadoras artesanais, ribeirinhas, ciganas e demais povos e comunidades tradicionais.

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19 de abril não é festa. É luta.Hoje, a APORI reafirma: sem demarcação, não há direitos. Sem território, não há futuro.E...
19/04/2026

19 de abril não é festa. É luta.

Hoje, a APORI reafirma: sem demarcação, não há direitos. Sem território, não há futuro.

Enquanto houver um centímetro de terra indígena invadida, garimpada, queimada ou grilada, nossa voz não vai se calar.

A Constituição garante. O povo originário exige. O governo precisa demarcar. Já.

Não aceitamos mais promessas. Queremos ações. Nossos territórios são a linha vermelha da nossa existência e vamos defender cada palmo com o corpo, com a alma e com a lei.

📢 Apoie a luta indígena.
🏹 Demarcação já, sem relatorias que nos excluam, sem teses de marcos temporais que nos apaguem.

🔻 LutaIndígena MarcoTemporalNão

22º Acampamento Terra Livre: 5 dias que redefiniram a relação entre os povos indígenas e o Planalto.Brasília recebeu, en...
14/04/2026

22º Acampamento Terra Livre: 5 dias que redefiniram a relação entre os povos indígenas e o Planalto.

Brasília recebeu, entre 6 e 10 de abril, a maior mobilização indígena dos últimos anos. Mais de sete mil pessoas de mais de duzentos povos ocuparam o centro da capital para entregar um recado direto ao governo federal: o apoio político tem preço, e ele se chama demarcação.

O evento começou com uma dura crítica ao Congresso Nacional, tratado pelas lideranças como um espaço onde direitos constitucionais são negociados como mercadoria. Nos dias seguintes, duas grandes marchas marcaram a semana. A primeira, em direção ao Legislativo, denunciou o avanço do marco temporal e projetos que permitem mineração em terras indígenas. A segunda, ainda mais expressiva, cercou o Palácio do Planalto com o grito unânime: "Demarca, Lula!"

O presidente não compareceu ao portão. Em seu lugar, ministros receberam uma pauta que inclui 76 terras prontas para homologação — nenhuma delas assinada até o encerramento do acampamento.

Nos bastidores, reuniões externas ocorreram no Ministério Público Federal, no Itamaraty e no Conselho Nacional de Direitos Humanos, onde lideranças denunciaram violência no campo e articularam pressão internacional.

No último dia, a Articulação dos Povos Indígenas do Brasil divulgou um documento histórico: o apoio à reeleição do presidente Lula está mantido, mas não será incondicional. A carta critica a exploração de petróleo na Foz do Amazonas e exige ações concretas sob pena de revisão do apoio nas urnas.

Ao fim de cinco dias, o recado foi claro. Não há mais espaço para promessas. A caneta presidencial ou a urna decidirão o futuro da aliança.

📎 A matéria completa com todos os dias, marchas e bastidores está nos destaques "links".

O Senado Federal do Brasil aprovou o Projeto de Lei nº 896/2023, que propõe incluir a misoginia na Lei nº 7.716/1989, pa...
25/03/2026

O Senado Federal do Brasil aprovou o Projeto de Lei nº 896/2023, que propõe incluir a misoginia na Lei nº 7.716/1989, passando a tratar atos de ódio, aversão ou discriminação contra mulheres como crime de preconceito.

A proposta altera diretamente a Lei nº 7.716/1989, que já pune discriminações por raça, cor, etnia, religião ou origem, incluindo também condutas motivadas por misoginia definida como a manifestação de ódio às mulheres baseada na ideia de superioridade masculina. Na prática, isso amplia o alcance da lei para enquadrar comportamentos e discursos que atingem mulheres enquanto grupo social, e não apenas casos individuais.

O projeto ainda não está em vigor e segue para análise da Câmara dos Deputados. Caso seja aprovado nas próximas etapas, poderá prever punições semelhantes às já aplicadas em crimes de discriminação, como reclusão e multa.

A proposta se insere em um debate mais amplo. De um lado, especialistas e parlamentares defendem que a medida reconhece a misoginia como um fenômeno estrutural, ligado à violência de gênero e à desigualdade histórica entre homens e mulheres.

Por outro, há críticas frequentemente associadas a discursos chamados de “redpill” que apontam que a definição de misoginia pode ser considerada ampla e subjetiva, levantando questionamentos sobre possíveis impactos na liberdade de expressão.

A iniciativa marca um momento relevante no debate jurídico e social no Brasil, ao tentar transformar um comportamento historicamente normalizado em uma questão de responsabilização penal.

Mulheres indígenas muitas vezes já crescem aprendendo a resistir. Desde meninas, seus corpos e suas existências enfrenta...
09/03/2026

Mulheres indígenas muitas vezes já crescem aprendendo a resistir. Desde meninas, seus corpos e suas existências enfrentam violências que atravessam gerações ,dentro de um sistema que ainda é marcado pelo patriarcado, pelo racismo e pela invisibilização.

Essa mulher existe. Ela é real. E, na maioria das vezes, o Estado brasileiro ainda não a enxerga.

Neste Dia Internacional da Mulher, enquanto o país celebra conquistas femininas, muitas mulheres indígenas ainda lutam por algo mais básico: ser vistas. Porque sem visibilidade não há política pública. Sem política pública não há proteção. E sem proteção, a violência continua.

Em 2023, a deputada federal Célia Xakriabá protocolou o PL 4381/2023, um projeto histórico que busca garantir atendimento adequado a mulheres indígenas vítimas de violência doméstica. A proposta prevê respeito às especificidades culturais e étnicas, além da presença de intérpretes quando necessário para que nenhuma mulher deixe de denunciar por não conseguir se comunicar.

O projeto foi aprovado na Câmara dos Deputados e segue em tramitação no Senado, tendo como relatora a senadora Augusta Brito.

O debate também tem sido impulsionado por lideranças indígenas. A ministra dos Povos Indígenas, Sonia Guajajara, tem destacado o aumento das denúncias e o papel das redes sociais como ferramenta de proteção e visibilidade para mulheres indígenas.

Nos tribunais, vozes como a da defensora pública indígena Aléssia Bertuleza Tuxá também denunciam a chamada violência institucional: quando mulheres indígenas procuram ajuda e encontram, em vez de acolhimento, preconceito e barreiras de comunicação.

Neste 8 de março, lembrar das mulheres indígenas é reconhecer uma luta ancestral por dignidade, justiça e vida.

Mulheres indígenas muitas vezes já crescem aprendendo a resistir. Desde meninas, seus corpos e suas existências enfrenta...
09/03/2026

Mulheres indígenas muitas vezes já crescem aprendendo a resistir. Desde meninas, seus corpos e suas existências enfrentam violências que atravessam gerações dentro de um sistema que ainda é marcado pelo patriarcado, pelo racismo e pela invisibilização.
Mas quando a violência chega, o silêncio costuma chegar antes. Primeiro dentro de casa, depois no caminho até buscar ajuda e, muitas vezes, também na delegacia,onde nem sempre há alguém que fale sua língua ou compreenda sua realidade.

Essa mulher existe. Ela é real. E, na maioria das vezes, o Estado brasileiro ainda não a enxerga.

Neste Dia Internacional da Mulher, enquanto o país celebra conquistas femininas, muitas mulheres indígenas ainda lutam por algo mais básico: ser vistas. Porque sem visibilidade não há política pública. Sem política pública não há proteção. E sem proteção, a violência continua.

Em 2023, a deputada federal Célia Xakriabá protocolou o PL 4381/2023, um projeto histórico que busca garantir atendimento adequado a mulheres indígenas vítimas de violência doméstica. A proposta prevê respeito às especificidades culturais e étnicas, além da presença de intérpretes quando necessário para que nenhuma mulher deixe de denunciar por não conseguir se comunicar.

O projeto foi aprovado na Câmara dos Deputados e segue em tramitação no Senado, tendo como relatora a senadora Augusta Brito.

O debate também tem sido impulsionado por lideranças indígenas. A ministra dos Povos Indígenas, Sonia Guajajara, tem destacado o aumento das denúncias e o papel das redes sociais como ferramenta de proteção e visibilidade para mulheres indígenas.

Nos tribunais, vozes como a da defensora pública indígena Aléssia Bertuleza Tuxá também denunciam a chamada violência institucional: quando mulheres indígenas procuram ajuda e encontram, em vez de acolhimento, preconceito e barreiras de comunicação.

Neste 8 de março, lembrar das mulheres indígenas é reconhecer uma luta ancestral por dignidade, justiça e vida.

Se você ou alguém que conhece está em situação de violência, denuncie. Ligue 180 ou procure ajuda. Silêncio não pode ser destino.

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O 7 de fevereiro marca o Dia Nacional da Luta dos Povos Indígenas, data que lembra que a presença indígena não pertence ...
07/02/2026

O 7 de fevereiro marca o Dia Nacional da Luta dos Povos Indígenas, data que lembra que a presença indígena não pertence ao passado. Ela atravessa séculos de invasões, expulsões e tentativas de apagamento, permanecendo viva em cada território defendido, em cada língua preservada e em cada corpo que insiste em existir.

A data nasce para reconhecer que direitos básicos ,terra, cultura, autonomia e dignidade precisaram ser reivindicados continuamente. Demarcação não é privilégio, é reparação histórica. É a garantia mínima para que povos originários possam continuar sendo quem são.

Falar desse dia é falar de futuro. Porque proteger os povos indígenas é proteger rios, florestas, conhecimento e equilíbrio. Não é apenas uma pauta indígena: é uma escolha coletiva sobre que país queremos continuar construindo.


Que hoje seja lembrado que não somos uma lenda e estamos em todos os lugares.A cidade é nosso novo território de luta. E...
20/01/2026

Que hoje seja lembrado que não somos uma lenda e estamos em todos os lugares.

A cidade é nosso novo território de luta. Estamos aqui, reorganizando nossa existência no asfalto que cobre a terra ancestral.

Não somos símbolos do passado. Somos profissionais, estudantes, lideranças. Carregamos a memória e os saberes para dentro dos espaços de decisão, desafiando a invisibilidade.

A presença indígena urbana não é acidente. É consequência de um projeto histórico. Enquanto nossas terras são cobiçadas, nossa cultura, folclorizada, e nossos corpos, questionados, seguimos escrevendo nossa história com novas ferramentas, sem abandonar nossa raiz.

Consciência começa quando você percebe que não precisa salvar o indígena da floresta, mas precisa ouvir, respeitar e incluir o indígena da cidade, do escritório, da universidade ao seu lado. A luta continua, e seu cenário agora também é digital e urbano.

14/01/2026

Vivenciamos um encontro de troca entre mulheres marcado pela escuta, pela ancestralidade e pelo cuidado, guiado pela liderança Maluche María Hueichaqueo na ocasião, recebemos o Guía de Atención en Salud Intercultural, material que fortalece a saúde com pertinência cultural.
A experiência foi compartilhada com estudantes da PUC Santiago, ampliando diálogos e conexões.

Entre 2013 e 2023, 32 lideranças indígenas foram assassinadas no Brasil. Em 2023, mais de 200 vidas foram tiradas em um ...
13/01/2026

Entre 2013 e 2023, 32 lideranças indígenas foram assassinadas no Brasil. Em 2023, mais de 200 vidas foram tiradas em um cenário de violência que só cresce.

Esses números são rostos, vozes e histórias interrompidas na luta pela defesa dos territórios e dos direitos originários. A violência não é um dado, é um projeto de silenciamento que se alimenta da omissão do Estado na proteção das terras indígenas.

Nesse carrossel, fazemos um chamado à memória e à ação. Lembrar é resistir. Exigir justiça é lutar para que nenhuma outra liderança precise pagar com a vida o preço de proteger seu povo e a nossa mãe terra.

📌 Compartilhe essa memória.
📌 Exija justiça e demarcação já.
📌 Nos comentários, deixe o nome de uma liderança que você carrega na memória.

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R. Candelária, 9/Sala 1004/Centro
Rio De Janeiro, RJ
20091-904

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