COPACABANA ME ENGANA

COPACABANA ME ENGANA Bairro de Copacabana Morar em Copacabana virou, durante décadas, obsessão de quase todo brasileiro, alimentada em filmes, livros, teatros de revista.

Copacabana, pedaço de terra e areia imprensado entre os morros e o Oceano Atlântico, inacessível até final do século XIX, a não ser para o nobre transeunte que gostasse de alpinismo e excursões longas. Com a abertura de um túnel velho, a região integrou-se ao resto do Rio -- e, paradisíaca, ganhou ares de metrópole internacional a partir da construção do hotel Copacabana Palace, no início dos anos

20. Argutos, os especuladores ocupavam milimetricamente cada lote possível. Em certo tempo, a construção de prédios de luxo foi abandonada e surgiram os famigerados edifícios de quitinetes: vinte, trinta apartamentos por andar, em funcionalidade espartana. Graças a essa ocupação -- e à favelização nos morros -- o bairro foi se tornando uma babel de classes e origens diversas, convivendo entre tapas e beijos. No rastro da degradação do Rio (e do país), dos anos 80 pra cá, a percepção do entorno vem piorando progressivamente, e pode-se dizer que grande parte daquele mito sucumbiu violentado por hordas de camelôs, pedintes dos grotões mais distantes e uma quantidade surreal de carros circulando pelas ruas e avenidas calorentas.

Endereço

Rio De Janeiro, RJ

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