LOJA REI SALOMÃO - UM POUCO DE NOSSA HISTÓRIA
Logo após iniciar-se o outono do ano de 1946, mais precisamente no primeiro dia do mês de abril daquele ano, um grupo de idealistas do bem-fazer imbuídos do mais puro, límpido e radioso sentimento de amor fraternal haurido nas cerimônias iniciáticas de nossa sacrossanta Instituição Maçônica Universal, com esforço e abnegação erigiu os pilares sobre u
m sólido alicerce já de algum tempo formatado para a construção primorosa desta Loja Maçônica delineada com esmero na taboa de traçar daqueles ilustres anônimos MESTRES MAÇONS dos nossos dias que escolheram para título designativo o sábio REI SALOMÃO, monarca dos hebreus que incumbido de construir por seu genitor, Rei David, a quem sucedera no trono, o majestoso Templo de Jerusalém no Monte Moriah para abrigar a Virtude em honra e glória do G.’. Esses adeptos da Arte Real, verdadeiros Filhos de ISIS, viúva de OSÍRIS, pelo descuido ou negligência do ser humano, tornaram-se completamente desconhecidos de seus sucessores, concorrendo para não lhes ser tributada nenhuma homenagem póstuma em reconhecimento de seus méritos, contudo, não podemos esquecer a intrepidez, a coragem moral aliada ao sentimento de amor fraternal desses saudosos Mestres Maçons que souberam fertilizar com virtude o solo sagrado onde germinou, regada com dedicação persistente esta bela e exuberante Árvore que frondosa cresceu, floriu e frutificou bons frutos. Cremos que esses Maçons, anônimos de hoje, de quem nos lembramos pela magnífica obra que nos legaram e que ora comemoramos seu aniversário de fundação, de há muito já se transferiram para o Oriente Eterno de onde ainda velam pela sua realização e, espiritualmente aqui se encontram no seio de nós, certamente exultantes de felicidade por esta demonstração coesa de amor fraternal dos prosseguidores de sua obra, com estremada dedicação e carinhoso esmero, dando continuidade aos esforços por eles encetados em prol do aperfeiçoamento intelectual, moral e espiritual próprio e de seus semelhantes, ao manterem à prumo as colunas da Sabedoria, da Força e da Beleza, forjadoras de bom caráter capaz de sustentar o lema emblemático de nossa Sublime Instituição: Liberdade, Igualdade e Fraternidade. A fundação, desenvolvimento e manutenção pujante e perene de uma Loja Maçônica requer de certa forma, muito cuidado e devotamento, uma vez que, sua composição estrutural é viva por comportar somente seres humanos cujas individualidades são por demais complexas, o que torna ainda mais árdua e delicada a coordenação e direcionamento das tendências e potencialidades no sentido de consecução da harmonia, sem a qual é impossível a existência de uma Oficina da Arte Real cujo propósito utópico é a felicidade humana, mediante a construção de uma nova ordem social universal alicerçada na emancipação pacífica dos povos por meio de sua evolução intelectual, moral e espiritual. Visando conseguir esse objetivo os membros da Loja Maçônica Rei Salomão, sobre sua seleção dar-se no seio da comunidade jurisdicionada com enfoque em eventuais virtudes manifestas que traduzem um procedimento ético-moral de bons princípios, concebe nessa escolha, seres humanos depositários da esperança de possuírem requisitos intelectuais e morais capazes de impulsioná-los a evoluírem individualmente pelo estudo e assimilação dos princípios doutrinários da Maçonaria, reconhecida como a única Instituição Universal que desde tempos imemoriais, tem se ocupado de maneira permanente com o desenvolvimento do ser humano proclamando e defendendo o direito à liberdade de pensar sem limitação em busca da Verdade. A escolha do título distintivo para denominação desta Loja pelos seus fundadores recaiu na notável figura histórica do “REI SALOMÃO” que em hebraico é grafado SHELOMOH com significado de Homem Pacifico e, que tradicionalmente ostentava o conceito de notável sabedoria razão pela qual lhe fora atribuída por seu pai David rei dos hebreus, a sublime honra de construir e consagrar em 966 AC, o Primeiro Templo dedicado ao G:. e, considerado como a segunda Loja Maçônica, visto que, o Tabernáculo de Moisés foi considerado a primeira Loja. A imprevidência humana, aliada a temerários procedimentos de animosidade acarretou ficarem até os dias atuais, no limbo das coisas inúteis dados históricos importantíssimos sobre a existência da Loja Rei Salomão, como por exemplo o nome da Potência Maçônica sob cujos auspícios foi ela fundada em 1º de abril de 1946, bem assim os nomes de seus fundadores, o único documento existente ainda hoje é uma cópia da Carta Constitutiva expedida em 10 de março de 1954 pela então Grande Loja Simbólica do Rio de Janeiro, fundada em junho de 1927, contendo a assinatura do Grão-Mestre dessa Potência IR:. EURICO DE FIGUEIREDO SAMPAIO autorizando a Oficina trabalhar nos três graus simbólicos do Rito Escocês antigo e Aceito. Os acontecimentos de 1962 decorrentes de uma campanha difamatória por membros da Alta administração dessa Grande Loja contra o Ir:. Ignácio Areal Gerpe, membro da Loja Rei Salomão eleito Grão-Mestre Adjunto que não suportando tal injúria renunciou a esse Alto Cargo, levando seus Irmãos do quadro aprovarem por unanimidade o desligamento da Oficina da jurisdição dessa Potência Maçônica devolvendo a Carta Constitutiva aos 13 dias do mês de maio dede 1963 (E.’. apostilando no seu verso a decisão tomada em assembléia da Loja realizada no dia 10 de abril desse mesmo ano presidida pelo Venerável Mestre Ir:. David Nagib, cumprindo as exigências determinadas para poder desligar-se da Grande Loja do Rio de Janeiro. O desligamento da então “Loja Rei Salomão nº 41” foi aceito com expedição de um Ato do Grão-Mestre Ir.’. Wilson do Valle Fernandes que publicado foi posteriormente anulado e, editado novo Ato transformando o desligamento em expulsão dos obreiros da Loja e declarando esta adormecida, sendo posteriormente soerguida no ano de 1964, mediante arregimentação de obreiros de algumas Lojas subordinadas, principalmente da Loja Philantropia e Ordem nº 13 com expedição de uma segunda Carta Constitutiva que foi extraviada em decorrência dos acontecimentos de 1970 que acarretaram dissensões de algumas Lojas, dentre elas a Rei Salomão nº 41. Esse acontecimento desagradável abalou novamente a harmonia da Loja Rei Salomão que em função da eclosão do “MOVIMENTO MAÇÔNICO MORALIZADOR” acarretou o desligamento das Lojas: “Fraternidade e Progresso”, “Luiz de Camões”, “Sete de Setembro” e “Rei Salomão” da obediência da então Grande Loja da Guanabara, sucessora da Grande Loja do Rio de Janeiro. Tal desligamento foi bastante penoso para os irmãos insurretos face à edição do famoso Ato 891 do Grão–Mestre, expulsando todos os que não desistissem da cisão, todavia, a maioria dos membros da Loja Rei Salomão persistiu e, superando grandes transtornos conseguiu juntamente com as co-irmãs rebeladas fundar a Grande Loja Regular da Guanabara em 24 de maio de 1971, que mesmo não logrando reconhecimento, mercê da aquisição de sede própria na Rua São Luiz Gonzaga nº 1732 em São Cristóvão, conseguiu sobreviver até 1976 quando foi dissolvida e suas Lojas, incluindo a Loja Rei Salomão que detinha o seqüencial nº 3, que foram incorporadas por filiação à Grande Loja Maçônica do Estado do Rio de Janeiro com o tratamento atual de “Augusta, Respeitável, Fiel e Grande Benemérita Loja Maçônica Rei Salomão 41ª nº 36 e nº 83, consideradas também fundadoras dessa Potência Maçônica, quando da extinção da Grande Loja da Guanabara. permitir que após novos acontecimentos não menos desagradáveis as Lojas homônimas co-irmãs, ramos de uma mesma Árvore Maçônica, separados por um vendaval de incompreensões humanas, viessem novamente se reunir em 1982 ao mesmo caule alimentado pela seiva extraída pelas raízes procedentes de aquela dadivosa semente plantada e germinada em 1946 e que mesmo com as vicissitudes porque passaram nesse longo período de existência, jamais deixaram de florir e produzir bons frutos. Na comemoração dos 65 anos de fundação da nossa querida Loja Maçônica Rei Salomão sob os auspícios da Muito Respeitável GLMERJ cujo supremo malhete está sendo empunhado pelo Sereníssimo Grão-Mestre Irmão Waldemar Zveiter, nesta memorável Sessão Magna, entendemos que em verdade não somos duas Lojas Maçônicas – a nº 36 e a nº 83, e sim, dois ramos de uma exuberante Árvore Maçônica denominada “REI SALOMÃO” resultante da germinação de uma semente plantada em terra adubada com a generosidade do amor fraternal e do persistente idealismo de bem-fazer daqueles entusiastas da Arte Real, que em 1º de abril de 1946 souberam esquadrinhar o terreno fértil onde alicerçaram com pedras cúbicas preparadas de conformidade com as exigências da Arte Real, para erigir esta magnífica Obra para honra e glória do Altíssimo, Verdadeiro e Eterno Deus, nosso G.’. U.’., e, que muito tem contribuído para o progresso dos seus obreiros e, inclusive praticando em sua plenitude a filantropia por intermédio do Departamento Feminino Fênix, criado em 1993 para que nossas cunhadas com suas doçuras, sensibilidades e perspicácias pudessem contribuir para o fortalecimento do convívio social entre os familiares da Loja, bem como, minorar o sofrimento dos nossos semelhantes menos favorecidos pela sorte. Ainda em comemoração aos 65 anos de fundação, foi proposto pelo Venerável Mestre Monir Antonio Scramignon Delate (Gestão 2010/2011), a introdução no Regimento Interno da "Comenda Mestre Instalado José Gallo" sendo aprovada por unanimidade. Prestemos uma singela mas significativa homenagem póstuma aos inesquecíveis fundadores desta Oficina e seus pósteros continuadores que já se transferiram para o Oriente Eterno. Alguns desses saudosos irmãos continuadores podemos citar FRANCISCO ANTONIO FRANÇA, SÉRGIO LOBO DA CUNHA E SILVA, FIDÉLIS ASSIS GOMES e JOSÉ GALLO, agradecemos pela dádiva maravilhosa de estarmos juntos e coesos fraternalmente, selando este memorável acontecimento de intensa vibração energética, união perene e
inigualável demonstração de amor fraternal.