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Instituto Clima e Sociedade O Clima e Sociedade é uma organização filantrópica brasileira que mobiliza recursos e transformações

O Clima e Sociedade é uma organização filantrópica brasileira que mobiliza recursos e transformações no tema de mudanças climáticas. Ao financiar projetos, conectar parceiros e catalisar ações transversais entre os setores da sociedade, promove iniciativas e políticas estratégicas que contribuem para o desenvolvimento próspero, justo e de baixa emissão de carbono no Brasil.

O Brasil tem uma matriz elétrica majoritariamente renovável. Mas, quando ampliamos o olhar para toda a matriz energética...
22/10/2026

O Brasil tem uma matriz elétrica majoritariamente renovável. Mas, quando ampliamos o olhar para toda a matriz energética, os combustíveis fósseis ainda ocupam um espaço central.

Os dados que constam na 2a edição do Anuário Estadual de Mudanças Climáticas, desenvolvido pelo Centro Brasil no Clima com apoio do iCS, mostram o tamanho do desafio.

Em 2024, o setor de transportes brasileiro emitiu 221 milhões de toneladas de CO₂ equivalente. Na maior parte dos estados, mais de 90% das emissões do setor vêm do transporte rodoviário. Ao mesmo tempo, as fontes renováveis representam, em média, apenas 26% da energia utilizada nos transportes.

A dependência dos combustíveis fósseis também aparece de forma diferente pelo território: eles correspondem a 83% da matriz energética na Região Norte, 80% no Nordeste, 79% no Sul, 70% no Centro-Oeste e 69% no Sudeste.

A transição energética brasileira passa, portanto, por uma questão estratégica: como conciliar desenvolvimento econômico, segurança energética e redução da dependência dos combustíveis fósseis?

O documento mostra que a chave para essa equação está em enfrentar o trade-off direto entre a expansão de receitas fósseis e a coerência com as metas climáticas. Embora o Brasil tenha uma matriz elétrica predominantemente renovável, o relatório evidencia que a dependência estrutural dos combustíveis fósseis ainda persiste, sobretudo na produção de petróleo e no transporte rodoviário.

Para garantir a segurança energética e o crescimento econômico sem comprometer a descarbonização, o estudo aponta caminhos como a coordenação do Sistema Interligado Nacional (SIN) com soluções descentralizadas e reservas estratégicas de potência, além da superação de gargalos logísticos e tecnológicos por meio da expansão de biocombustíveis, polos industriais verdes e hidrogênio de baixa emissão.

Conheça esses e outros dados do Anuário Estadual de Mudanças Climáticas, no site do iCS.

Últimos dias de inscrição! ⏳Seminário Equidade Racial, Transição Justa e Empregos Verdes Falar de transição justa é fala...
21/10/2026

Últimos dias de inscrição! ⏳

Seminário Equidade Racial, Transição Justa e Empregos Verdes

Falar de transição justa é falar de quem vai ocupar os novos empregos, as novas rendas e as novas formações que a economia verde está criando. E essa conversa precisa incluir a população negra, as juventudes, as mulheres e as comunidades tradicionais, que são as principais afetadas pela crise climática.

O Seminário Equidade Racial, Transição Justa e Empregos Verdes surge justamente nesse contexto e reúne academia, setor público, empresas, sociedade civil e movimentos sociais para tratar desse tema que é indispensável de se discutir para o futuro do país.

Será um dia de debates, reflexões relevantes e muita conversa. Não perca essa oportunidade, garanta já a sua vaga!

📅 Data: 27 de outubro
⏰ Horário: 9h às 17h30
📍 Local: Insper – Auditório Steffi | São Paulo (SP)
🎟️ Evento gratuito

🔗 Inscreva-se pelo link na nossa bio e nos nossos stories. Esperamos você por lá!

Instituto Clima e Sociedade Daniel Bento Teixeira João Carlos Mario Rogerio Natália Silva Ana Luiza Canalli Elisangela Soldateli Paim Dinelma Goncalves Gabriela Alves RAÍSSA CALDAS🎙cantora Luanda Mayra

Apesar de sua importância, conservar a floresta nem sempre recebe o apoio e os recursos necessários. As florestas seguem...
20/10/2026

Apesar de sua importância, conservar a floresta nem sempre recebe o apoio e os recursos necessários. As florestas seguem sob pressão, com impactos para o clima, a biodiversidade, a produção de alimentos e a vida das populações que dependem desses territórios.

Foi nesse contexto que surgiu o Fundo Florestas Tropicais para Sempre (TFFF). Liderada pelo Brasil e construída em diálogo com outros países, a proposta busca criar uma fonte permanente de recursos para apoiar a conservação e a recuperação das florestas tropicais.

O TFFF prevê que parte dos recursos gerados pelo fundo chegue a políticas e programas voltados à proteção das florestas e à promoção da sociobiodiversidade. Outra parte será destinada diretamente a comunidades que vivem nesses territórios. Maíra Fainguelernt, especialista em Engajamento e Governança Climática do iCS, disse: “A participação informada de Povos Indígenas, Povos e Comunidades Tradicionais e da sociedade civil é fundamental para qualificar o debate sobre a implementação e governança do TFFF”.

Pensando nisso, o iCS criou a cartilha “TFFF: O que sabemos sobre o Fundo Florestas Tropicais para Sempre?”. No webinar de lançamento do material participaram Antônio Freitas de Brito (engenheiro florestal e diretor de projetos do Fundo Puxirum dos Extrativistas da Amazônia Brasileira), Nilce Cardoso Ferreira (secretária executiva do Fundo Babaçu) e Valeria Paye Tiriyô/Kaxuyana (diretora executiva do Fundo Podáali).
Confira trecho dos depoimentos dos participantes no carrossel!

Acesse no site do iCS a reportagem com destaques do webinar e baixe a cartilha: acesse o link na bio!

20/10/2026

O que precisa avançar na COP31 para que a agenda climática se traduza em proteção para as pessoas?

Para Daniel Porcel, do Instituto Talanoa, dois pontos serão fundamentais: avançar nos indicadores de adaptação, estabelecidos na conferência em Belém, ano passado, e destravar o financiamento para adaptação.

Mais do que medir compromissos, os indicadores precisam ajudar a orientar a implementação de políticas capazes de proteger vidas e fortalecer a resiliência de cidades diante dos impactos da mudança do clima. Ao mesmo tempo, será necessário encontrar caminhos concretos para que o financiamento possa chegar aos países e territórios que precisam transformar planos em ação.

A fala foi coletada durante o Diálogo Estratégico sobre COP31, encontro promovido pelo iCS com organizações donatárias, para refletir sobre prioridades e caminhos para a próxima Conferência do Clima. Confira!

O Brasil tem potencial para ampliar significativamente os investimentos na transição para uma economia de baixo carbono....
19/10/2026

O Brasil tem potencial para ampliar significativamente os investimentos na transição para uma economia de baixo carbono. Ainda assim, o agro, setor central para essa agenda no país, captou apenas 0,1% dos US$ 9 trilhões em dívida sustentável emitidos globalmente. O desafio é fazer com que projetos sustentáveis e capital disponível consigam se encontrar em escala, especialmente para pequena e média empresa.

Uma nova publicação de Winston Fritsch e Julieda Puig P Paes, apoiada pelo iCS, propõe o EcoA, um agregador de créditos sustentáveis que padroniza empréstimos de transição, reúne esses créditos em carteiras e combina capital de primeira perda, recursos públicos e garantias de bancos multilaterais para atrair investidores institucionais, com prazos e custos mais adequados à transição.nbsp;Sua primeira aplicação, o EcoA-Agro, tem foco em agricultura de baixo carbono, recuperação de pastagens, sistemas agroflorestais e restauração.

Mais do que mobilizar recursos, a proposta busca ampliar o universo de quem consegue acessá-los, incluindo pequenos e médios produtores, cooperativas, empresas e cadeias regionais que hoje têm pouca conexão com o financiamento climático internacional.

A lógica é transformar uma carteira dispersa de operações de menor escala em uma classe de ativos padronizada, escalável e de alta integridade, capaz de atrair capital institucional e, ao mesmo tempo, contribuir para os Planos Setoriais de mitigação e para o cumprimento da NDC brasileira.

Para o iCS, o EcoA apresenta uma abordagem inovadora para enfrentar um dos principais gargalos da transição: ampliar o acesso de pequenas e médias empresas e produtores a crédito de longo prazo, em escala e em condições adequadas.

Acesse o site do iCS e conheça a publicação!

16/10/2026

A COP31 será um momento importante para avaliar a continuidade das decisões de Belém e os primeiros avanços das iniciativas lançadas para apoiar os países na implementação de seus compromissos climáticos. Estará em jogo a consolidação desse legado: como os novos instrumentos ganharão aplicação prática e como avançarão, em paralelo, as negociações sobre adaptação, transição justa, bioeconomia, florestas, comércio e investimentos verdes. Nesse contexto, a Agenda de Ação da presidência turca buscará impulsionar resultados concretos em áreas como eletrificação, economia circular e cidades resilientes.

Para discutir esses temas, o iCS reuniu, para Debates Estratégicos para COP31, donatários que trabalham diretamente com a agenda internacional de negociações, nos mais diferentes setores e com enfoques complementares. O encontro permitiu conectar os parceiros do iCS, compartilhar perspectivas e aproximar estratégias para a Conferência do Clima, fortalecendo uma atuação estratégica na busca de encontrar escalar soluções para agenda climática.

Nos próximos dias, representantes de organizações apoiadas pelo iCS trazem, na visão deles, quais os principais debates que estão em jogo durante a conferência na Turquia.

Neste primeiro vídeo, Stefania Relva, diretora de Transformação Industrial do Instituto E+, parte do ponto de vista de energia, adaptação e comércio para apresentar pautas que podem ganhar destaque durante as negociações e também na agenda de ação.

Confira mais detalhes no vídeo.

O Fundo Florestas Tropicais para Sempre (TFFF) está entrando em uma nova etapa. Depois dos avanços nas negociações inter...
14/10/2026

O Fundo Florestas Tropicais para Sempre (TFFF) está entrando em uma nova etapa. Depois dos avanços nas negociações internacionais, o momento agora é de construir sua governança no Brasil, garantir a participação da sociedade e mobilizar os recursos necessários para que o Fundo comece a funcionar na prática.

Esse é um período importante para que Povos Indígenas, Povos e Comunidades Tradicionais contribuam para definir como o Fundo será implementado e como seus benefícios chegarão aos territórios. Para apoiar nesse processo, o Instituto Clima e Sociedade (iCS) acaba de lançar a cartilha “TFFF: O que sabemos sobre o Fundo Florestas Tropicais para Sempre?”. O material está disponível na íntegra no site do iCS!

Maíra Fainguelernt, especialista em Engajamento e Agentes de Mudança do iCS, diz: “Esta cartilha é resultado de uma verdadeira construção coletiva. Ela contou com contribuições de muitas pessoas que, de diferentes formas, acompanham e refletem sobre os desafios do financiamento climático, da conservação das florestas e da participação dos povos e comunidades na governança desses mecanismos”.

Saiba mais sobre o assunto: acesse o link na bio!

As mudanças climáticas estão transformando o mapa de riscos do Brasil — e o custo de não se preparar tende a crescer. Um...
14/10/2026

As mudanças climáticas estão transformando o mapa de riscos do Brasil — e o custo de não se preparar tende a crescer. Um novo estudo do CETEx (Centre for Economic Transition Expertise), centro de pesquisa da The London School of Economics and Political Science (LSE), em parceria com o iCS , “Beyond the floods: the economic case for adaptation and insurance in Brazil”, analisa as perdas econômicas provocadas por inundações fluviais em oito cidades brasileiras, considerando três cenários climáticos entre 2025 e 2100.

Os resultados reforçam a urgência de avançar em adaptação, seguros e instrumentos financeiros capazes de preparar o país para eventos extremos.

Em Manaus e Porto Alegre, as cidades mais expostas entre as analisadas, as perdas médias anuais com inundações podem chegar a cerca de 2% a 5% do PIB municipal, dependendo do cenário climático. Ao mesmo tempo, investimentos em proteção contra enchentes poderiam reduzir essas perdas em aproximadamente 50% a 80%.

O estudo também chama atenção para a lacuna de proteção por seguros no Brasil. Com grande parte dos prejuízos sem cobertura, os impactos acabam recaindo sobre famílias, empresas e o poder público, pressionando orçamentos municipais, estaduais e federais.

Entre as recomendações estão a criação de uma estratégia nacional de financiamento de riscos de desastres, a ampliação dos instrumentos do BNDES para resiliência climática, o avanço dos seguros paramétricos e o aumento dos investimentos em adaptação — especialmente nas cidades e comunidades mais vulneráveis.

Confira o estudo completo no site do iCS.

Endereço

Rua General Dionísio, 14, Humaitá
Rio De Janeiro, RJ
22271-050

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