Coletivo Zarabatana

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**GUARDA MUNICIPAL DO RJ ESPANCA INDÍGENAS DA ALDEIA MARACANÃ**Na noite do dia 28/12, indígenas saíram do território da ...
30/12/2022

**GUARDA MUNICIPAL DO RJ ESPANCA INDÍGENAS DA ALDEIA MARACANÃ**

Na noite do dia 28/12, indígenas saíram do território da Aldeia Maracanã para buscar doações de legumes e frutas num mercado vizinho. Ao retornarem à aldeia com alguns carrinhos com os mantimentos, foram abordados, nos arredores do estádio Maracanã, por guardas municipais, que tentaram impedir a passagem dos indígenas, alegando que não poderiam passar com mercadoria. Mesmo com os envolvidos tentando esclarecer que não estavam no Maracanã tentando comercializar berinjelas e cenouras (!), que aquilo tudo era doação e que as pessoas seriam habitantes da aldeia, os guardas permaneceram irredutíveis, tentando impedir a passagem. Já é de conhecimento de todos agentes de segurança que trabalham no entorno do estádio que os indígenas habitam ali, assim como qualquer outro morador, que por ocasião dos jogos mesmo com bloqueios, podem ter acesso a suas residências.

Mas aqueles agentes, num acesso de raiva e movidos pelo ódio racial, decidiram ignorar tudo isso e elevar o tom das ameaças contra os indígenas, o que evoluiu para agressões com cassetetes, transformando-se num espancamento generalizado e brutal, chegando a ser empregado o uso de taser (arma de descarga elétrica de alta tensão), deixando as vítimas com lesões graves. Um dos indígenas foi detido e conduzido de maneira violenta à delegacia.

Acompanhados de seu advogado, os indígenas já estão tomando as medidas cabíveis perante à justiça e exigindo a responsabilização dos agentes envolvidos neste crime de ódio.

17/05/2022

Ato da Resistência da Aldeia Maracanã em frente ao Tribunal Federal da 2ª Região contra a recente manifestação do Ministério Público Federal em favor da imissão de posse do Estado do RJ no território da Aldeia Maracanã.

Nota pública de Aty Guasu Guarani e Kaiowá. Com imensa tristeza comunicamos mais um ato criminoso cometido contra a reli...
31/12/2021

Nota pública de Aty Guasu Guarani e Kaiowá. Com imensa tristeza comunicamos mais um ato criminoso cometido contra a religião, memória e patrimônio coletivo do povo Guarani Kaiowá. Hoje 29/12/2021, na madrugada às 2h a oga pysy/ casa de reza foi incendiada em tekoha Município de Douradina- MS. No momento de queimada as famílias: crianças e idosas se encontravam dormindo no interior da casa de reza. Conseguiram escapar do incêndio criminoso. A oga pysy /casa de reza é patrimônio coletivo da religião do povo Guarani-Kaiowá, a religião Guarani-Kaiowá está sofrendo ameaça frequente de intolerância religiosa. Diante do fato pedimos a investigação do fato pela polícia federal e MPF. Os rezadores/as Nhanderu e Nhandesy sofrem cerco de ameaça de morte por praticar religião do povo Guarani-Kaiowá. Em 2021 foram incendiadas 5 oga pysy- casas de reza Guarani-Kaiowá. Mais uma vez reforçamos a solicitação de investigação séria para punir os mandantes e autores dos crimes cometidos contra o patrimônio coletivo do Kaiowá.

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27/12/2021

Reposted from Tati da comunidade indígena Bribri da Costa Rica e Panama moendo cacau. A espiritualidade e cultura deles se entremeia ao redor de chocolate e cacao. Os Bribri tem um sistema clânico matrilinear, onde apenas as mulheres Bribri tem a permissão de fazer chocolate e beberagens de cacau sagrado e apenas elas podem herdar terra.
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A privatização do Jalapão é uma aberração legislativa, jurídica, política e humana, por isso não podemos deixar que isso...
21/10/2021

A privatização do Jalapão é uma aberração legislativa, jurídica, política e humana, por isso não podemos deixar que isso se concretize. Concessão é só um nome mais tragável para PRIVATIZAÇÃO.

Segue texto feito pela Pesquisadora tocantinense Jéssica Painkow Rosa Cavalcante, que explica esse absurdo contexto de forma bem didática.

Texto via: jessicapainkowrc

A concessão é uma transferência real para fins de administração do direito de explorar a propriedade do outro. Hoje grande parte das populações quilombolas da região possuem o turismo como forma de subsistência, dependendo dos empreendimentos locais nos quais eles são proprietários.

Não houve uma consulta com as comunidades quilombolas do jalapão e isso caracteriza em uma USURPAÇÃO DA POPULAÇÃO QUILOMBOLA por interesse alheio a uma população minoritária e política, essa atenção e celeridade dada a lei de concessão deveria ser empregada na regularização e titulação das comunidades quilombolas que estão sobrepostas pela região do jalapão.

O discurso de que não atinge as comunidade é falacioso, pq há conflitos jurídicos territoriais na região que já poderiam ter sido resolvidos se tivesse interesse político em dar segurança jurídica para as comunidades. Essa lei é arbitrária pq além das consultas públicas, anteriormente a aprovação da lei de concessão, deveriam ter sido feitas consultas prévias com as comunidade.

A convenção 169 da organização internacional do trabalho obriga os Estados a garantir proteção aos direitos dos povos quilombolas e as comunidades tradicionais sempre que houver alguma decisão a ser tomada que tenha o potencial de afetar seus direitos, suas terras ou o seu modo de organização. Essas consultas devem ser feitas de maneira adequada, com tempo e com informação que sejam suficientes para que os povos possam entender a questão que foi dada, emitir opinião e influenciar o resultado final.

A efetividade do direito de consulta dessas comunidades só se materializa quando há um diálogo cultural marcado por boa-fé, pela transparência e pelo caráter público, respeitando a tomada de decisões das comunidades quilombolas.
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Violência e terror do Estado de Rondônia contra trabalhadores rurais da LCP.Entidades de direitos humanos e diversos mov...
20/10/2021

Violência e terror do Estado de Rondônia contra trabalhadores rurais da LCP.

Entidades de direitos humanos e diversos movimentos sociais do campo e da cidade denunciam a violência e o terror contra trabalhadores rurais da Liga dos Camponeses Pobres (LCP), em Rondônia.

A ABRAPO – Associação Brasileira dos Advogados do Povo denuncia que no final da tarde do dia 16 de outubro, último sábado, recebeu um vídeo de uma camponesa moradora de Nova Mutum Paraná, em Rondônia (Acampamento Tiago Campin dos Santos), que registra dezenas de carros da Polícia Militar (PM) de Rondônia, Força Nacional de Segurança e Polícia Federal cercando o acampamento. É possível ver também pelo menos três helicópteros militares sobrevoando um local próximo, feito de zona de pouso. Camponeses disseram que há mais de 50 viaturas cercando a área.

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Fotos: Reprodução

O conflito, que deixou cinco vítimas fatais, é causado pelo arrendamento de terras da aldeia para produtores de soja. No...
17/10/2021

O conflito, que deixou cinco vítimas fatais, é causado pelo arrendamento de terras da aldeia para produtores de soja.

No dia 24 de setembro, o Conselho de Anciãos da Terra Indígena Serrinha, localizada no norte do Rio Grande do Sul, divulgou um “pedido de socorro” e alertou sobre o risco de um conflito iminente na região devido as irregularidades envolvendo o arrendamento de terras e plantio de soja na reserva. “Se nada for feito hoje, haverá sangue indígena derramado amanhã!”, dizia a nota.

O “amanhã” chegou cerca de 20 dias depois do pedido de socorro. Neste sábado (16), cinco indígenas foram assassinados na região, situada em uma área que abrange os municípios de Ronda Alta, Três Palmeiras, Constantina e Engenho Velho. Uma pessoa permanece desaparecida.

Segundo testemunhas, a cena do crime foi montada para ser uma chacina. Sob condições de anonimato, sobreviventes contaram que um grupo de 12 famílias expulsas da aldeia estava reunido num local. A ideia era realizar um protesto e bloquear a RS324 para chamar atenção sobre o conflito instalado na aldeia há mais de um ano.

Enquanto se preparavam para o ato, homens armados, muitos deles não-indígenas, chegaram em automóveis e já desceram atirando para matar. Desesperados, os indígenas começaram a fugir para dentro da mata. Alguns alcançaram o rio existente na aldeia e tentaram escapar por dentro d’água. Havia homens, mulheres e crianças na fuga.

Os denunciantes afirmam que o arrendamento das terras é ilegal e tem causado problemas, inclusive de corrupção, desde sua implementação pelo governo federal há décadas. As famílias expulsas e perseguidas têm tido suas casas queimadas e saqueadas. Há relatos de violência sexual contra as mulheres.

A revolta dos sobreviventes e indígenas expulsos da aldeia por denunciarem a má gestão das terras deve-se ao fato de que as mortes poderiam ter sido evitadas se as autoridades agissem. Por sua vez, a Funai e o MPF têm adotado o discurso de que se trata de “conflitos internos” às terras indígenas.

- Depoimento: Vãngri Kaingang
- Outras informações:https://sul21.com.br/geral-1/2021/10/tragedia-anunciada-perseguicao-e-mortes-abalam-ald

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16/10/2021

Resistência Mapuche enfrenta repressão policial em protesto no Chile.

Manifestantes que realizavam ato de apoio à população mapuche, a maior etnia indígena do Chile, entraram em confronto com a polícia, que recuou em diversos momentos, com dezenas de agentes feridos.

Dez pessoas foram detidas, segundo a imprensa local.

O ato contou com representantes de comunidades indígenas, na maioria mulheres, e muitas pessoas utilizando os trajes típicos Mapuche. A bandeira Wenüfoye foi o principal símbolo utilizado no protesto.

Os cartazes carregados pelos manifestantes traziam frases como “Liberdade aos presos políticos” e “Mais de 500 anos de luta”, além de outros que faziam menção ao Dia Nacional dos Povos Originários, celebrado no Chile em 12 de outubro. Inscrições como “Wallmapu (território mapuche) livre”, ou “eles não vão deter nossa legítima luta”, uma alusão ao conflito histórico entre os indígenas e o Estado chileno, também fizeram parte de faixas e cartazes.



Vídeo:

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Reposted from  MEXEU COM MÁRCIA MURA ... BULIU COM AGENTE! MÁRCIA É REFERÊNCIA DE LUTA E ANGA (ALMA) INDÍGENA! NÃO AO ET...
13/10/2021

Reposted from MEXEU COM MÁRCIA MURA ... BULIU COM AGENTE! MÁRCIA É REFERÊNCIA DE LUTA E ANGA (ALMA) INDÍGENA! NÃO AO ETNOCÍDIO INSTITUCIONAL!

Segundo o texto de Fábio Bispo (segue o link na sequência): Márcia “removida” da escola onde lecionava (Escola Estadual Professor Francisco Desmorest Passos - Comunidade Ribeirinha de Nazaré, distrito de Porto Velho - RO).

De acordo com Bispo, disseram que minha Parenta insistia “’na temática indígena’”. Ainda conforme o texto: “o relatório circunstanciado que sustenta o pedido de remoção da professora Márcia Nunes Maciel, Márcia Mura, doutora em História Social pela USP (Universidade de São Paulo), indígena da etnia Mura e pesquisadora indígena, apontou dificuldades em lotar a docente em escolas ribeirinhas por ‘insistência da professora em inserir a temática indígena”.

Não vou nem discutir muito aqui o absurdo da alegação porque: oxente existe a Lei 11.645/2008 que tornou obrigatório o ensino de história e cultura indígena na rede pública, mesmo que o conservador e colonial BNCC vire as costa para este Lei conquista na luta dos Povos Originários. Já venho discutindo em mesas e palestras as contradições profundas desse BNCC.

Além disso: Márcia assim como eu somos educadores indígenas e faz parte de nossa formação espiritual, (re)existência e de luta tratar da temática dos Povos Originários, ainda mais em comunidades que possivelmente tem suas origens na indianidade. Como disse: não irei debater muito agora, mas um dos medos deles (entre outros) é que as pessoas se entendam como indígenas e lutem por seus direitos, incluindo à terra sagrada.

Não sei quem tomou essa decisão de perseguir minha Parente num verdadeiro “etnocídio institucional” como Márcia escreveu. Mas quem são vocês? Deveriam ter vergonha.

Professores e escritores indígenas amazonenses querem fundar a primeira Academia da Língua Nheengatu, conhecida como Lín...
01/10/2021

Professores e escritores indígenas amazonenses querem fundar a primeira Academia da Língua Nheengatu, conhecida como Língua Geral, afirma a jornalista manauara Jullie Pereira, que faz sua estreia na Amazônia Real. As estratégias de ensino têm o objetivo de valorizar a língua, que já foi proibida na Amazônia pelos colonizadores. Eles pedem a presença de cursos nas universidades brasileiras e se organizam para criar estratégias de ensino que devem atingir comunidades e públicos na internet.

“A Academia vem para dar visibilidade à língua, para pôr a língua em seu devido lugar, de onde nunca deveria ter saído, que é justamente a língua mãe da Amazônia”, explica o escritor indígena Yaguarê Yamã, do povo Maraguá.

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