14/11/2015
Ironicamente, o termo terrorismo tem origem no francês: "terrorisme", como o praticado durante a era Jacobina da Revolução Francesa. O terror proporcionado pelos atentados de 13 de Novembro de 2015 contra vários pontos de Paris, porém, toma configurações um pouco diferentes.
O Estado ja não é mais o responsável direto pela carnificina e sim homens-bomba, kamikazes, jihadistas agindo de acordo com leis fundamentalistas sob o comando do chamado "Estado Islâmico". O EI, no entanto, não é reconhecido pela comunidade internacional de Estados soberanos nem pelas Nações Unidas, nem por NENHUM outro ator do sistema internacional.
Como podemos lidar com algo "invisível" no sentido legal e ao mesmo tempo tão impactante na vida de diversas pessoas pelo mundo? O terrorismo não diz respeito à questões unicamente nacionais. Hoje foi Paris, ontem foi Beirut, ja foi Madrid, Nova Iorque e mais uma porção de cidades, nas quais milhões de pessoas, das mais diversas nacionalidades, circulam, trabalham e vivem.
Não reconhecer o EI não é pode ser a mesma coisa que ignorar os pontos causais de seu desenvolvimento e disseminação. O terrorismo não é um problema do Oriente Médio. O terrorismo é um problema internacional capaz de atingir os seres humanos da maneira mais baixa possível: pela intimidação, pelo medo, por atentados e assassinatos. Deve haver uma mobilização em nível global não apenas para punir os responsáveis por esses terríveis ataques, mas também para impedir que novos aconteçam e, o pior, com tanta frequência.
Foto NPR: http://www.npr.org/2015/11/14/455977728/photos-friday-nights-attacks-in-paris?utm_source=facebook.com&utm_medium=social&utm_campaign=npr&utm_term=nprnews&utm_content=2040