Grupo Homens do Mar da Baía de Guanabara

Grupo Homens do Mar da Baía de Guanabara Grupo criado no ano de 2005, a partir de várias lideranças unidas para lutar pelos direitos dos e defender os pescadores artesanais da baía de guanabara. .

Os homens do mar sempre lutando para sobrevivência e bem das suas famílias!A luta dos pescadores artesanais da Baía de G...
28/07/2026

Os homens do mar sempre lutando para sobrevivência e bem das suas famílias!

A luta dos pescadores artesanais da Baía de Guanabara, com forte presença em municípios ao redor da Baía de Guanabara, reflete décadas de resistência contra a degradação ambiental, os impactos da indústria do petróleo e a carência crônica de políticas públicas para o setor.

Nos Desafios Diários no Mar

Os Impactos do Petróleo, a proximidade de complexos petroquímicos, o tráfego de grandes navios e os acidentes com vazamentos de óleo destroem manguezais e reduzem drasticamente o pescado, comprometendo o sustento de milhares de famílias.

Zonas de Exclusão, a expansão de estruturas portuárias e industriais restringe as áreas tradicionais onde os pescadores tiravam seu sustento de forma artesanal.

Falta de Políticas Efetivas, há carência de assistência contínua, dificuldades no acesso a direitos básicos como o Seguro Defeso e ausência de um plano integrado de despoluição real da baía.

A Força da Organização Coletiva

Resistência Local, nas comunidades do entorno se organizam por meio de entidades como a Associação de Homens e Mulheres do Mar (AHOMAR), ACAMM, APEAPA, APALGP, SINDPESCA-RJ, APEMAR, APELT, APESCAPEDRINHAS, APASP, APAP, ACAPESCA, LIPESCARJ dentre outras, que estão atuando fortemente na defesa do território pesqueiro.

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LEIS DA ALERJ FORTALECEM DIREITOS DOS PESCADORES E REFORÇAM IMPORTÂNCIA DA ECONOMIA DO MAR NO RIOhttps://www.jornalrenas...
30/06/2026

LEIS DA ALERJ FORTALECEM DIREITOS DOS PESCADORES E REFORÇAM IMPORTÂNCIA DA ECONOMIA DO MAR NO RIO
https://www.jornalrenascer.com.br/1896-No-Dia-do-Pescador,-celebrado-em-29-de-junho,-a-Alerj-destaca-legislacoes-que-beneficiam-mais-de-17-mil-pescadores,-fortalecendo-direitos-e-reforcando-a-importancia-da-economia-do-mar-no-Estado.

Legislações aprovadas pelo Parlamento fluminense beneficiam 17.954 pescadores registrados no estado e ajudam a proteger um setor estratégico para a economia fluminense.

Mais do que uma data comemorativa, o Dia do Pescador, celebrado em 29 de junho, reforça a importância dos pescadores para a economia, segurança alimentar e preservação cultural das comunidades pesqueiras. No Estado do Rio de Janeiro, onde a pesca artesanal mantém viva uma herança secular, a atividade segue como uma das mais estratégicas para o desenvolvimento fluminense e para a subsistência de milhares de famílias. Para fortalecer e incentivar o setor, a Assembleia Legislativa do Estado do Rio de Janeiro (Alerj) aprovou leis voltadas à proteção social, à saúde e à valorização cultural da atividade pesqueira.

Dados do Boletim Estatístico da Pesca e Agricultura (2023,2024), apresentados pela Fundação Instituto de Pesca do Estado do Rio de Janeiro (Fiperj), apontam o território fluminense como o segundo maior produtor de pesca marinha do Brasil, com produção anual entre 61 mil e 66 mil toneladas, podendo alcançar cerca de 70 mil toneladas em períodos de maior produtividade. A pesca extrativista marinha é responsável por cerca de 70% a 75% de toda a captura registrada no estado.

Atualmente, o Rio conta com 17.954 pescadores profissionais registrados, conforme o Boletim do Registro Geral dos Pescadores Profissionais do Governo Federal. Desse total, 71,2% estão concentrados em dez municípios, com destaque para São Francisco de Itabapoana, Campos dos Goytacazes e a capital fluminense.

A força da economia do mar

Muito além da pesca, a chamada Economia do Mar engloba atividades como turismo, transporte marítimo e indústria naval. O estudo da Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Econômico (OCDE) aponta que esse conjunto de atividades representa 9,74% do Produto Interno Bruto (PIB) fluminense, movimentando cerca de R$ 242,1 bilhões por ano e gerando aproximadamente 301 mil empregos formais em atividades ligadas ao setor no estado.

Esse desempenho reforça o papel estratégico do litoral fluminense para a economia estadual e evidencia como a pesca ocupa posição central nessa engrenagem. Os principais polos pesqueiros do estado estão em Niterói, Angra dos Reis e Cabo Frio, além de São Gonçalo e São João da Barra, que também possuem participação relevante no desembarque de pescado.

Entre as espécies mais capturadas estão corvina, anchova, badejo, garoupa, linguado e a tradicional sardinha, símbolo histórico da pesca fluminense e importante fonte de renda para milhares de trabalhadores.

Saúde e dignidade para quem vive da pesca

Entre as legislações aprovadas pela Alerj está a Lei 10.969/25, que estabelece diretrizes específicas para a atenção e o cuidado com a saúde de pescadores e marisqueiras artesanais. A norma garante prioridade no acesso a exames oferecidos pelo Poder Público e reconhece o alto desgaste físico provocado pela atividade, marcada por esforço repetitivo, longas jornadas sob exposição solar, riscos ergonômicos e contato frequente com ambientes insalubres.

Segundo o coordenador da Liga das Entidades da Pesca do Estado do Rio de Janeiro (Lipesca,RJ), Alexandre Anderson, a federação conta com mais de 30 mil trabalhadores da pesca da Região Metropolitana. Para ele, a legislação é muito importante para a saúde dos pescadores.

“Nós sofremos com as doenças laborais. Estamos expostos ao calor excessivo, demasiado esforço, riscos de afogamento, quebra de ossos, tuberculose, entre outras doenças. Por isso é necessário esse cuidado mais diferenciado”, descreve.

Alexandre também reforça que para as marisqueiras é ainda pior:

“Temos que ter atenção especial às mulheres, que possuem jornada dupla”, afirma.

Trabalho, tradição e identidade no mar

Mais do que uma atividade econômica, a pesca artesanal também carrega forte valor simbólico e cultural. Em muitas comunidades pesqueiras do estado, o mar representa sustento, memória, trabalho e pertencimento, unindo gerações em torno de uma tradição que ajuda a preservar a identidade coletiva dessas famílias.

Há uma tradição curiosa entre os pescadores no Dia do Pescador: o peixe parece sumir do mar e o pescador também. Isso porque muitos trabalhadores deixam as redes de lado para refletir sobre a categoria, celebrar a própria história e reforçar a continuidade da luta por direitos.

“É um dia de homenagem, de refletir sobre a nossa categoria e de celebrar. Nesse dia também é comemorado o Dia do Pescador e queremos honrar a data e a continuidade da nossa luta”, destaca o coordenador da Lipesca,RJ, Alexandre Anderson.

“Para quem vive da pesca, o mar é sustento, tradição e esperança. É uma atividade que passa de geração em geração e faz parte da identidade das nossas comunidades”, relata José Maria, pescador artesanal da região.

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16/06/2026
26/04/2026

Convite para a reunião sobre a criação de Unidade de Conservação Marinha e Corredor Ecológico.

Este encontro atende a uma demanda apresentada por representantes da atividade pesqueira durante a oitiva realizada em 05 de março de 2026, com o intuito de sanar dúvidas e ampliar o diálogo com a categoria.

A reunião ocorrerá amanhã às 13 horas do dia 27 de abril de 2026, no auditório do IBAMA, situado na Praça XV de Novembro, 42 – Centro, Rio de Janeiro/RJ.

O Instituto Estadual do Ambiente (INEA) e a Secretaria de Estado do Ambiente e Sustentabilidade (SEAS) propõem a criação de uma Unidade de Conservação marinha estadual nas praias
selvagens do Rio de Janeiro, com o objetivo de proteger a biodiversidade marinha, ordenar os usos do território e garantir a manutenção dos recursos naturais de forma sustentável. A proposta visa assegurar a conservação de ecossistemas marinho-costeiros estratégicos, conciliando a proteção ambiental com
atividades compatíveis, como pesquisa científica, turismo sustentável e pesca de baixo impacto.

A iniciativa contempla ainda a implantação de um corredor ecológico marinho, destinado a promover a conectividade entre o Monumento Natural das Ilhas Cagarras, o Hope Spot das Ilhas Cagarras e Águas do Entorno e outras áreas protegidas da região, favorecendo o fluxo de espécies, ampliando a resiliência dos ecossistemas e fortalecendo a gestão integrada do território marinho em escala regional.

Parceria:
IBAMA RJ
Federação Liga das Entidades de Pesca do Rio de Janeiro - LIPESCARJ

10/04/2026

Indique lideranças que propõem economias azuis sustentáveis!

O prêmio 2026 reconhece pessoas e organizações que fazem novas possibilidades de economia acontecerem, englobando indivíduos, comunidades e a sociedade como um todo. É sobre a proteção do nosso presente e do nosso futuro de mãos dadas com a natureza.

Prazo até 15 de abril: https://bit.ly/CampeoesdaTerra2026

01/04/2026

Parte da visita técnica à Baía de Guanabara, no intercâmbio da Rede AHOMAR e caciques membros do CCPIO - Conselho de Caciques do Oiapoque, em conjunto com o Coletivo Pororoka, Instituto Brasileiro de Direito Ambiental-IBDA e o Instituto IEPÉ.

Visitamos o espelho d'água da Baía de Guanabara, onde podemos conversar com pescadores, que relataram que a instalação da Petrobras na região trouxe impactos ambientais e sociais.

Os peixes estão sumindo e os moradores lidam com problemas de saúde ligados a contaminação das águas. A população não teve ganhos com a exploração.

De lá, eles enviam o alerta para o Amapá: a verdadeira riqueza do Brasil está na natureza e nas comunidades tradicionais.
Vazamentos - mais de 1 milhão de litros de óleo combustível foram parar nas águas da Baía de Guanabara, em janeiro de 2000. O vazamento foi na refinaria REDUC, operada pela Petrobras.

A tragédia ambiental deixou sequelas sentidas até hoje no meio ambiente, como relata Alexandre Anderson, pescador e presidente da rede AHOMAR.

" Retirar pescadores da Baía de Guanabara é apagar modos de vida legítimos. O sofrimento dessas famílias não pode ser invisível. A AHOMAR segue firme na luta por direitos, por território e pelo reconhecimento de quem sempre viveu e protegeu essas águas. "

Imagens:
Edição:

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Série Baía 360 | Episódio 2https://www.youtube.com/watch?v=ENCutxa6ekcAlém de navegar por águas tomadas pela poluição, o...
24/03/2026

Série Baía 360 | Episódio 2
https://www.youtube.com/watch?v=ENCutxa6ekc

Além de navegar por águas tomadas pela poluição, os pescadores artesanais da Baía de Guanabara vivem uma constante disputa por território. Atores econômicos instalados na Baía criaram áreas de exclusão de pesca e deixaram apenas 12% do espaço livre para a atividade pesqueira.

Nesse cenário, muitas que tentam sobreviver da pesca, colocam a própria vida em risco. O ativista e presidente da Associação Homens e Mulheres do Mar da Baía de Guanabara, Alexandre Anderson, já sofreu 6 atentados contra a sua vida.

Ele e outros pescadores relatam conflitos que envolve tiros e abordagens agressivas em meio às águas da Guanabara. Eles temem que a prática histórica da pesca na Baía, um campo minado e poluído, seja extinta.

Esse é o segundo episódio da série de 3. Além de navegar por águas tomadas pela poluição, os pescadores artesanais da Baía de Guanabara vivem uma constante...

Pescadores artesanais usam aplicativo para monitorar Baía de Guanabara A tecnologia vai ajudar pescadores artesanais a p...
03/03/2026

Pescadores artesanais usam aplicativo para monitorar Baía de Guanabara

A tecnologia vai ajudar pescadores artesanais a proteger a Baía da Guanabara, símbolo do Rio de Janeiro e fonte de subsistência para milhares de famílias. Por meio do aplicativo “De Olho na Guanabara”, pescadores de toda a baía terão, ao alcance das mãos, uma forma de denunciar irregularidades ambientais ligadas, sobretudo, à indústria de petróleo e gás na região.

O aplicativo, desenvolvido pela 350.org e pela Associação dos Homens e Mulheres do Mar da Baía de Guanabara (Rede Ahomar), foi lançado na última sexta-feira (26), em um evento na Ilha de Paquetá, no Rio de Janeiro, com a presença de lideranças das comunidades pesqueiras e representantes dos governos municipal e estadual e do Ministério Público.

Dezenas de derrames e irregularidades ambientais ligadas à produção e ao transporte de combustíveis fósseis foram registrados na baía nos últimos anos, de maneira dispersa, pelos pescadores artesanais que circulam pelo local. No entanto, a maioria sequer foi investigada, por questões como a dificuldade em precisar o ponto do vazamento e a ausência de um canal que reúna os vários órgãos que precisam ser informados das ocorrências.

A ideia é que, pelo celular, os pescadores, moradores e ambientalistas tenham uma ferramenta de registro e denúncia dos frequentes impactos ambientais na Baía da Guanabara provocados pelo setor de petróleo e gás na região. Será possível compartilhar com as autoridades competentes fotos e vídeos dos vazamentos, bem como identificar por georreferenciamento o local exato dos derrames e em tempo real.

A denúncia, após verificação da coordenadoria da Rede Ahomar, ficará registrada no mapa e em um passo seguinte, será encaminhada para os órgãos de fiscalização oficiais do governo brasileiro (IBAMA, ICMbio, Marinha, entre outros).

Para aproveitar ao máximo a ferramenta, os pescadores estão recebendo treinamento e acompanhamento do uso do aplicativo pela Rede Ahomar. Para registrar as denúncias, é preciso ser membro das associações de pescadores artesanais da região, se inscrever no site e receber uma senha de acesso. É uma forma de garantir a credibilidade dos registros. Outro ponto importante é que os dados dos denunciantes são protegidos, de forma a impedir que sofram represálias.

Veja como saber mais sobre o projeto De Olho na Guanabara, acompanhar as denúncias e ajudar a propagar as irregularidades, de forma a preservar este importante patrimônio natural.

Fonte: www.ciclovivo.com.br

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