26/08/2026
Hoje, 26 de agosto de 2026, Jorge Beloqui completaria 77 anos. Relembrar Jorge é também revisitar uma parte fundamental da história da resposta brasileira ao HIV/AIDS e sua trajetória de militância junto ao Grupo de Incentivo à Vida (GIV) (GIV Grupo de Incentivo à Vida ),organização com a qual construiu uma longa história de luta em defesa das pessoas vivendo com HIV. Sua atuação esteve ligada à defesa de direitos, ao acesso ao tratamento, à produção e disseminação de conhecimento e ao enfrentamento do estigma e da discriminação.
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É nesse contexto que compartilho este trecho de “O Cartaz HIV Positivo”, campanha realizada pelo GIV, que colocou pessoas vivendo com HIV no centro da comunicação e ajudou a romper silêncios, medos e preconceitos. Ao rever a participação de Jorge, não vejo apenas um registro histórico. Vejo uma trajetória de coragem, compromisso e luta coletiva.
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Porque o enfrentamento à AIDS requer solidariedade. E solidariedade não significa pena. Não é olhar para alguém com compaixão de cima para baixo, nem transformar pessoas vivendo com HIV em objeto de caridade. Solidariedade é reconhecer direitos, compartilhar responsabilidades, combater o preconceito e estar ao lado de quem luta. É caminhar junto, construir junto e compreender que a resposta ao HIV/AIDS precisa ser coletiva.
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Jorge fez de sua experiência uma ferramenta de transformação. Sua presença no GIV e em iniciativas como o Cartaz HIV Positivo expressa justamente essa perspectiva: pessoas vivendo com HIV não são apenas destinatárias de cuidado; são sujeitos políticos, produtores de conhecimento, protagonistas de suas próprias histórias e fundamentais na construção da resposta à epidemia.
Jorge Beloqui, presente. Sua voz continua ecoando, sua memória continua sendo luta e seu legado permanece vivo.