Verinotio - Revista on-line de Filosofia e Ciências Humanas

Verinotio - Revista on-line de Filosofia e Ciências Humanas A Verinotio é um periódico vínculado ao Grupo de Pesquisa Marxologia - Filosofia e Estudos Confluentes, da UFMG, e ao curso de serviço social da UFF.

A Verinotio – Revista de Filosofia e Ciências Humanas, ISSN 1981-061X – é um periódico semestral exclusivamente virtual, indexada no Latindex, e está vinculada ao Colégio Técnico da Universidade Federal de Minas Gerais, ao Grupo de Pesquisa Marxologia – Filosofia e Estudos Confluentes da UFMG, formalmente registrado junto ao Diretório de Grupos de Pesquisas do CNPq – Ref.: UFMG.0253, e ao curso de

serviço social da Universidade Federal Fluminense - câmpus Rio das Ostras. O propósito de Verinotio é difundir produções teóricas e estabelecer intercâmbio entre grupos de pesquisas e investigadores individuais que atuem no campo do marxismo, do humanismo e de concepções filosóficas afins e que desenvolvam reflexões críticas tendo por objeto o desenvolvimento histórico-social das formas de interatividade e de suas expressões ideais (ciência, moral, arte etc.). Nesse sentido, a linha editorial de Verinotio tem por orientação e parâmetro principais a compreensão conceitual qualificada e lúcida das raízes concretas dos desafios e dilemas da sociabilidade atual, visando à reposição do reconhecimento teórico das determinações categoriais que se articulam e perfazem a vida social moderna e contemporânea. Desse perfilado teorético fazem parte, além da obra de Marx, as formulações filosóficas e científicas que, em convergência ou paralelismo com esta, tiveram e têm por telos a apreensão racional do mundo humano e o enfrentamento das contendas ideológicas em torno dos problemas sociais. Trata-se, pois, de um resgate do humano, de um humanismo crítico no qual se apreenda conceitualmente o complexo de elementos e relações que constituem a vida societária. Totalidade de teor, em certa medida, contraditório, que enlaça o desdobramento das possibilidades humanas, virtualmente infinitas, de objetivação e de cultura com uma imensidade de mazelas e aporias. Não se tratando, portanto, de um elogio abstrato a uma suposta essencialidade humana, mas de escrutínio cuidadoso e rigoroso dos óbices atuais e das perspectivas de futuro. A Verinotio – Revista de Filosofia e Ciências Humanas – está aberta à publicação de artigos, resenhas, resumos de dissertações e teses, traduções ou ensaios nas áreas de filosofia e ciências humanas cujas proposições tiverem por escopo o cultivo do pensamento crítico frente à forma social vigente, bem como as suas figurações ideais de diversas ordens. Desse modo, abre-se este espaço às produções teóricas que tematizem questões em torno do desenvolvimento da interatividade social, que tratem das diversas formas de estranhamentos e questões afins, desenvolvam reflexões sobre as ideologias e as atuais formas de degradação da vida. Outrossim, busca enriquecer o debate teórico entre aqueles que desejam encontrar perspectivas de transformação da realidade.

Há 141 anos, no dia 13 de abril de 1885, em Budapeste, nascia György Lukács.Nosso 27º volume, (números 1 e 2, de 2021 e ...
13/04/2026

Há 141 anos, no dia 13 de abril de 1885, em Budapeste, nascia György Lukács.

Nosso 27º volume, (números 1 e 2, de 2021 e 2022), foi inteiramente dedicado ao filósofo húngaro, em homenagem aos 50 anos de seu falecimento. Em 2013, dedicamos uma edição especial refletindo sobre os 90 anos de seu livro História e consciência de classe.

Além dessas edições comemorativas, publicamos diversos outros artigos que analisam a obra lukácsiana, bem como traduções inéditas de escritos de Lukács.

Para ler esses trabalhos e muitos outros, basta acessar os arquivos da Verinotio em nosso site.

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"Ecologia e modernidade: contribuições de Rousseau para o desenvolvimento do debate contemporâneo", por Daniel do Val Co...
01/04/2026

"Ecologia e modernidade: contribuições de Rousseau para o desenvolvimento do debate contemporâneo", por Daniel do Val Cosentino e Henrique Segall Nascimento Campos

Resumo: As diversas filosofias que animam o ideário relativo aos problemas ambientais são tão diversas, que o julgamento sobre esse amor devotado à natureza, pode ser, claramente, questionado. Entendemos, por sua vez, que Rousseau, um dos representantes, por assim dizer, dessa modernidade que poderia ser criticada pelos “verdes” mais radicais, por ser antropocêntrico, ao nosso ver, tem contribuições importantes a oferecer para o debate teórico que se coloca a respeito da temática ecológica. Ao acompanharmos a crítica das ciências, das artes, das instituições humanas, a partir do conceito de natureza, e também do homem de natureza, podemos extrair do pensamento de Rousseau elementos importantes para reforçar o debate em ciências humanas sobre o pensamento ecológico advogado nos dias atuais. Portanto, do exame das artes percebemos os problemas da relação humana com a natureza e, por conseguinte, o sentido da reforma que precisa ser levada à diante, contrariando a condição de decrepitude humana em sociedade que fazem o homem tirano de si mesmo e da natureza como um todo.

"A exploração aeroespacial como fronteira de valorização do capital portador de juros: especulação e formas jurídicas", ...
30/03/2026

"A exploração aeroespacial como fronteira de valorização do capital portador de juros: especulação e formas jurídicas", por Rafael Silva dos Santos e Mateus Lima Furtado

Resumo: A corrida espacial do século XXI não representa apenas um renascimento da disputa tecnológica entre potências, mas a expressão de um novo estágio da acumulação capitalista, em que a valorização se sustenta pela financeirização e pela destruição controlada de valores. O presente artigo analisa o fenômeno do New Space – a crescente privatização e financeirização do setor aeroespacial – como a forma mais acabada da fusão entre capital fictício e capital portador de juros, mediada pelo estado e pela forma jurídica. Partindo da crítica da economia política de Karl Marx, o estudo insere o setor aeroespacial no Departamento III da reprodução ampliada do capital, demonstrando que sua função estrutural é absorver excedentes por meio de mecanismos jurídicos e financeiros que convertem expectativas futuras em ativos negociáveis. A pesquisa evidencia que o direito, ao conferir segurança e legitimidade a tais processos, torna-se elemento constitutivo da acumulação contemporânea, transformando o fundo público em rentabilidade privada. Conclui-se que a exploração espacial não é uma ruptura com a lógica do capital, mas sua continuação sob formas cada vez mais sofisticadas, nas quais o cosmos se torna fronteira jurídica e financeira da valorização fictícia.

"'Habilidoso', de Machado de Assis: um retrato do artista na moldura do diletantismo à brasileira", por Ana Laura dos Re...
25/03/2026

"'Habilidoso', de Machado de Assis: um retrato do artista na moldura do diletantismo à brasileira", por Ana Laura dos Reis Corrêa

Resumo: A justaposição imediata, e com traços satíricos, da figuração do artista em polos opostos – como Gênio e como alguém “Habilidoso”, título do conto de Machado de Assis que será analisado neste texto, – remete o leitor à questão do diletantismo na arte, que ganha força no século XIX e se reflete artisticamente, na narrativa machadiana, pela composição de personagens e narradores artistas: músicos, como o Pestana, de “Um homem célebre”, Inácio Ramos, de “O machete”, Mestre Romão Pires, de “Cantiga de esponsais”; escritores autobiográficos, como Brás Cubas, Bento Santiago e Conselheiro Aires; e um curioso pintor de quadros sem sucesso, João Maria, nosso protagonista “Habilidoso”. Entendendo a atitude diletante como uma condição histórica a ser enfrentada pelo artista e pelo intelectual na modernidade, investigamos de que forma a posição diletante, objeto da atenção de Goethe no século XVIII e estreitamente ligada à mudança da produção da arte no mundo do capital, se apresenta acrescida de um segundo grau problemático na obra machadiana: o diletantismo à brasileira.

"Decadência ideológica e a gênese do irracionalismo filosófico em Lukács", por Francisco Malê Vettorazzo CannalongaResum...
23/03/2026

"Decadência ideológica e a gênese do irracionalismo filosófico em Lukács", por Francisco Malê Vettorazzo Cannalonga

Resumo: Neste trabalho procuramos elucidar o conceito de irracionalismo empregado por Lukács. Partimos da teoria da decadência ideológica de Lukács para indicar dois elementos centrais da decadência ideológica: (1) a limitação do saber ao empírico e (2) a recusa dos problemas ontológicos. Concluímos que a impossibilidade de solucionar o problema da gênese dos fenômenos é traço característico da decadência ideológica. Com base nisso analisamos a maneira como o irracionalismo procura dar uma solução para esse problema mediante a postulação de um saber intuitivo e não-racional do sentido da realidade fetichizada do capitalismo, através do qual procura realizar uma apologia indireta deste.

"Los orígenes del pensamiento ontológico en Georg Lukács", por Diego Fernando Correa CastañedaResumo: En este artículo s...
18/03/2026

"Los orígenes del pensamiento ontológico en Georg Lukács", por Diego Fernando Correa Castañeda

Resumo: En este artículo se hará un acercamiento a los diferentes períodos creativos de Georg Lukács en busca del sistema categorial, contenido a través del cual construyó su pensamiento ontológico. La ubicación de las categorías en las obras más representativas nos permitirá ver el desarrollo intelectual y, además, descubrir las diversas corrientes de pensamiento que iban a la par de sus creaciones, hasta llegar a su opus postumum: la Ontología del ser social en la que los diferentes campos ontológicos quedan consignados.

Leia na íntegra: https://verinotio.org/sistema/index.php/verinotio/article/view/766/818

"Pachukanis, Marx e o caminho do abstrato ao concreto: a assim chamada questão de método", por Marcos Antônio Nascimento...
16/03/2026

"Pachukanis, Marx e o caminho do abstrato ao concreto: a assim chamada questão de método", por Marcos Antônio Nascimento de Castilho

Resumo: Pretendemos com esse artigo abordar algumas diferenças de tratamento sobre a “questão de método” entre Pachukanis, em Teoria geral do direito e marxismo, e Marx, na “Introdução” de 1857. Destacamos que o caminho do abstrato ao concreto, presente em Marx, é interpretado de forma distinta por Pachukanis. De início, com o objetivo de apreender o sentido que o pensador soviético dá à palavra “método”, passamos pelo seu debate com autores da teoria geral do direito, em especial os neokantistas e adeptos das teorias sociológicas e psicológicas do direito. Feito esse trabalho, passamos a explicitar as diferenças de tratamento do tema entre Pachukanis e Marx, evidenciando a ausência de uma questão de método no pensamento marxiano. Posteriormente, explicamos como a discussão do caminho do abstrato ao concreto está, em Marx, muito mais associada à distinção entre modo de exposição e modo de investigação, assim como no modo de apreensão do concreto pelo pensamento, do que em uma questão de método, como Pachukanis faz até certo ponto. Ao fim, encerramos as reflexões com a problemática da ordem das categorias: Para Pachukanis, a apreensão do concreto pelo pensamento corresponde à ordem histórica de surgimento das categorias na realidade mesma, enquanto, para Marx, essa ordem deve refletir a relação interna entre as abstrações na sociedade civil-burguesa, e isso implica no caráter histórico dessas abstrações, mas não em um historicismo como entende Pachukanis.

Leia na íntegra: https://verinotio.org/sistema/index.php/verinotio/article/view/777/816

"Lênin como advogado: um problema inicial no estudo do direito na obra leniniana", por Pedro Rocha BadôResumo: No presen...
12/03/2026

"Lênin como advogado: um problema inicial no estudo do direito na obra leniniana", por Pedro Rocha Badô

Resumo: No presente artigo, buscou-se avaliar a hipótese geral, e suas derivações teóricas, de que Lênin, em sua juventude, exerceu a advocacia como forma de luta social. Através da leitura do próprio texto leniniano, que implicou também em uma breve pesquisa biográfica, concluiu-se por uma fragilidade desta hipótese, notando-se que não só a breve atividade advocatícia de Lênin não teve papel significativo em seu esquema tático, como há a preponderância da luta política sobre a esfera direito, principalmente através da organização de um partido.

Leia na íntegra: https://verinotio.org/sistema/index.php/verinotio/article/view/774/814

"Notas sobre estado e políticas públicas a partir da crítica da economia política marxiana", por Rossi Henrique ChavesRe...
03/03/2026

"Notas sobre estado e políticas públicas a partir da crítica da economia política marxiana", por Rossi Henrique Chaves

Resumo: Este artigo desenvolve uma análise imanente da obra magna de Karl Marx, O capital, com o objetivo de demonstrar que sua crítica da economia política fornece os fundamentos indispensáveis para uma análise radical do estado e da administração pública. Argumentamos que a aparente neutralidade e a função meramente técnica do aparato estatal são abstrações ideológicas que obscurecem sua subordinação à lógica da acumulação. Para desvelar essa dinâmica, a análise mobiliza categorias da crítica da economia política marxiana, assim como o conceito marxiano de impotência [Ohnmacht] da administração – compreendido como sua incapacidade estrutural para resolver as mazelas sociais que o próprio modo de produção capitalista engendra. Para tanto, realizamos uma exegese dos três volumes de O capital, articulando seus principais conceitos com a problemática da gestão estatal. O Livro I é analisado para revelar a gênese dos problemas sociais (a pauperização relativa) como produto imanente da acumulação, estabelecendo os limites intransponíveis da ação administrativa. O Livro II é explorado para elucidar a natureza do trabalho estatal e do fundo público enquanto custos de gestão sistêmica, análogos aos custos de circulação por sua função na realização do mais-valor e por seu caráter improdutivo. Por fim, o Livro III é mobilizado para situar o estado e sua administração como arena central da luta de classes pela distribuição do mais-valor, especialmente sob a pressão da queda tendencial da taxa de lucro e da dinâmica do capital de crédito. Concluímos que O capital, ao desvelar as leis de movimento do capital, oferece as ferramentas teóricas essenciais para desmistificar o estado, compreendendo sua dualidade funcional – sua potência para servir ao capital e sua impotência para promover a emancipação humana – e reafirmando a pertinência de sua análise para o debate contemporâneo sobre (contra)reforma do estado, austeridade econômica e políticas públicas.

Link 🔗 https://www.verinotio.org/sistema/index.php/verinotio/article/view/782

"Determinações da punição no capitalismo de via colonial: bonapartismo e autocracia burguesa institucionalizada na indus...
24/02/2026

"Determinações da punição no capitalismo de via colonial: bonapartismo e autocracia burguesa institucionalizada na industrialização brasileira", por Nayara Rodrigues Medrado

Resumo: Buscamos, neste trabalho, desde as lentes da teoria da via colonial, de J. Chasin, e partindo de abstrações razoáveis, apontar as determinações gerais do sistema penal na reprodução da via própria de desenvolvimento capitalista do Brasil. Em continuidade a artigo anterior, enfocamos neste escrito o período de afirmação, no país, do verdadeiro capitalismo - o industrial - a partir dos anos 1930, e até o processo de mundialização do capital, coincidente com a autorreforma negociada da ditadura nos anos 1980. O objetivo é mostrar como, longe de uma afirmação democrática, o Brasil tem oscilado, ao longo da república, entre períodos de bonapartismo e de autocracia burguesa institucionalizada, e como, em meio a esse movimento pendular próprio de uma particular via de formação capitalista, o sistema penal tende a ocupar um lugar privilegiado, e a receber contornos específicos. Para essa caracterização, o estudo vale-se de dados produzidos pela historiografia nas últimas décadas, ao mesmo tempo que dialoga com o campo da criminologia crítica e, mais especificamente, com a economia política da pena.

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"Economia política da pena e crítica da questão penal: da crise do passado aos aportes para o futuro", por Marina Araújo...
09/02/2026

"Economia política da pena e crítica da questão penal: da crise do passado aos aportes para o futuro", por Marina Araújo Reis Lavarini

Resumo: Este trabalho se propõe a revisitar criticamente a tradição da economia política da pena, identificando seus principais fundamentos, limites e possibilidades de reelaboração a partir do pensamento de Karl Marx. Derivando da constatação de que a criminologia crítica e a economia política da pena tendem, historicamente, a afastar-se da leitura histórico-materialista que as originou, o estudo busca retomar os pressupostos ontológicos e metodológicos do marxismo para a compreensão da questão penal. Analisa-se o desenvolvimento das duas obras mais conhecidas da economia política da pena, Punição e estrutura social, de Rusche e Kirchheimer, e Cárcere e fábrica, de Melossi e Pavarini, apontando os equívocos decorrentes da confusão entre economia política e crítica da economia política e da tendência ao parcelamento científico.

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