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A Medalha do Barão da Laguna, ou de Distinção do Exército do Sul, foi criada pelo Império do Brasil a 31 de Janeiro de 1...
21/10/2023

A Medalha do Barão da Laguna, ou de Distinção do Exército do Sul, foi criada pelo Império do Brasil a 31 de Janeiro de 1823 e regulada a 18 de Fevereiro do mesmo ano. Era conferida ao general em chefe e demais oficiais generais, oficiais, sargentos e praças que compõem o exército e esquadra, assim com aos empregados civis com graduação militar dada por serviço em campanhas no sul do Brasil entre 1811 e 1824.

A Medalha foi conferida no período de intensos conflitos armados internacionais em que o Brasil lutou pela supremacia sul-americana, tendo o primeiro sido a Invasão Luso-brasileira, o terceiro sido a Guerra do Prata, o quarto a Questão Uruguaia e o último a Guerra do Paraguai. Juntos, integram o conjunto das Questões Platinas.

Localizada na entrada do estuário do Rio da Prata, a Província Oriental era uma área estratégica, já que quem a controlava tinha grande domínio sobre a navegação em todo o rio, acesso aos rios Paraná e Paraguai, e via de transporte da prata andina.

A região era disputada pelas coroas de Portugal e da Espanha desde a fundação da Colônia do Santíssimo Sacramento (1680), pelos portugueses, sendo objeto de vários tratados territoriais, dos quais os principais foram o Tratado de Madrid (1750), o Tratado de Santo Ildefonso (1777) também chamado Tratado dos Limites, por ter decidido a posse do território aos espanhóis, e o Tratado de Badajoz (1801).

Na posse espanhola, com a independência da Províncias Unidas do Rio da Prata, constituiu-se em território daquele país até 1816 quando foi invadida pelo general Carlos Frederico Lecor, comandante da Divisão de Voluntários Reais do Príncipe, para o Reino Unido de Portugal, Brasil e Algarves, na Guerra contra Artigas.

A província aceitou fazer parte do Império do Brasil, inclusive enviando deputados para a Constituinte de 1823 (e antes mesmo para as Cortes em 1822). Contudo, trinta e três nativos da província liderados por Juan Antonio Lavalleja revoltaram-se contra o Brasil e declaram a união da Cisplatina com as Províncias Unidas do Rio da Prata (futura Argentina). Tal insurreição fora possível graças à colaboração material e financeira por parte das Províncias Unidas. Tal atentado contra a soberania brasileira por parte de uma nação estrangeira foi revidada por uma declaração formal de guerra em 10 de dezembro de 1825.

O Brasil não alcançou a vitória na parte terrestre ante as Províncias Unidas, porém a marinha do Império do Brasil conseguiu fazer com o que o bloqueio naval fosse efetivo, principalmente após a Batalha de Monte Santiago, sufocando a economia e levando ao desabastecimento, de modo que o empate militar levou aos dois países a aceitarem uma mediação de um acordo de paz proposto pela Grã-Bretanha, quando Argentina e Brasil concordaram em desmilitarizar a área e reconhecer a independência proclamada pelos nacionalistas uruguaios.

"Atenas do Brasil": A Capital do Maranhão no Brasil Império"Por volta de 1820, São Luís, Capital do Maranhão, era a quar...
29/09/2023

"Atenas do Brasil": A Capital do Maranhão no Brasil Império

"Por volta de 1820, São Luís, Capital do Maranhão, era a quarta cidade mais importante do Brasil, depois apenas do Rio de Janeiro, Salvador e Recife posição que manteria até o último quartel do século XIX. Mas esse crescimento que se afirmaria até os anos de 1860-1870 passará a declinar a partir dos anos 1890, já no período republicano

Entre a segunda metade do século XVIII e início do XIX, o algodão havia se tornado o principal produto da economia do Maranhão. O Estado passa a g***r assim de uma prosperidade econômica que se estenderá até a primeira década do século XX e que moverá São Luís rumo ao crescimento. Seguindo a malha original traçada no século XVII pelo engenheiro português Francisco Frias de Mesquita neste momento a cidade passa a acumular novos papéis que vão definindo um conjunto de edifícios de caráter público e privado e se afirma como capital. De fato, o período do Império foi a fase áurea do Maranhão.

As famílias mais opulentas tinham o hábito de mandar educar os jovens em Portugal e não raro os rapazes formavam-se na Inglaterra e na França, incentivando a circulação de costumes, mas também de produtos europeus. Alcide d’ Orbigny que visita o Maranhão treze anos depois, em 1832, reafirma a impressão anterior de Spix e Martius
relatando a elegância e a riqueza da sociedade.

Esses três viajantes também nos falam que a maior parte da população de São Luís era constituída pela mistura de raças, com grande predominância de negros. “Notam-se, entre eles, relativamente, muitos descendentes, sem mistura, de portugueses, e grande número de negros; o número de índios é pequeno”. Sobre a melhora dos cuidados com a saúde e a higiene observa-se a construção e conclusão, em 1815 do Hospital de São José da Santa Casa de Misericórdia, tendo por selo a Irmandade da Misericórdia. Este Hospital passou a funcionar em 1817.

Além de inúmeras casas comerciais francesas e inglesas, em 1817, São Luís passa a construir seu primeiro teatro (Teatro União, atual Artur Azevedo), em cujo palco ocorriam apresentações trazidas diretamente de Lisboa. Em 1821 a cidade ganha a Tipografia Nacional e
o primeiro.

A Chafariz Imperial de Cachoeira, Bahia. Construído em 1781, foi reformado no seu estilo atual em 1827. Localizado na Pr...
29/09/2023

A Chafariz Imperial de Cachoeira, Bahia. Construído em 1781, foi reformado no seu estilo atual em 1827. Localizado na Praça Dr. Aristides Mílton a relevância do local está associada à Independência do Brasil, tendo sido usado como ponto de encontro de independentistas, em 1822. Era o principal ponto de abastecimento de água da cidade até o início do Século XX. O Chafariz foi tombado pelo Património Histórico em 09 de agosto de 1939.

A Instituição da Língua de sinais no BrasilO Imperial Instituto de Surdos-Mudos (atual Instituto Nacional de Educação de...
29/09/2023

A Instituição da Língua de sinais no Brasil

O Imperial Instituto de Surdos-Mudos (atual Instituto Nacional de Educação de Surdos) foi fundado em 26 de setembro de 1857, através da Lei 939, tendo como primeiro diretor o educador francês Conde Eduard Huet, que veio para o Brasil a pedido do Imperador. O Instituto, criado sob o patrocínio do Imperador Pedro II com o objetivo de ensinar a língua de sinais aos mais pobres. Huet nasceu em Paris, França, no ano de 1822. Aos doze anos ficou surdo em conseqüência de sarampo. Embora já falasse francês, alemão e português, após tornar-se surdo, aprendeu espanhol.

As atividades educacionais no instituto foram iniciadas no dia 26 de setembro de 1857, na mesma sede, no bairro de Laranjeiras, zona sul do Rio de Janeiro. Ao passo que Huet adaptava a língua de sinais francesa à comunicação usada no Brasil, foi aos poucos se desenvolvendo a Língua Brasileira de Sinais (Libras).

O surgimento da Libras consistiu em um imenso marco na história dos surdos brasileiros. Essa língua se transformou no principal recurso para que as pessoas surdas possam se comunicar no dia a dia utilizando um padrão. O programa do curso oferecido incluía a língua portuguesa, aritmética, geografia e história do Brasil, escrituração mercantil, doutrina cristã e linguagem articulada, aos que estivessem aptos.

A Libras foi criada, então, junto com o INES, a partir de uma mistura entre a Língua Francesa de Sinais e de sinais já utilizados pelos surdos brasileiros. Ela foi ganhando espaço pouco a pouco, mas sofreu uma grande derrota em 1880. Um congresso internacional sobre surdez em Milão proibiu o uso das línguas de sinais no mundo, acreditando que a leitura labial era a melhor forma de comunicação para os surdos. Isso não fez com que eles parassem de se comunicar por sinais, mas atrasou a difusão da língua no país.

Com a persistência do uso e uma crescente busca por legitimidade da Língua de Sinais, a Libras voltou a ser aceita.

O primeiro documento produzido no Brasil para orientar a aprendizagem e consulta de sinais manuais por pessoas interessadas em comunicar-se com surdos foi a "Iconografia dos Signaes dos Surdos-Mudos" publicado em 1875, criada.

O Chafariz de Conceição do Serro (Mato Dentro). Minas Gerais No dia 22 de abril de 1825, no quarto ano da Independência ...
29/09/2023

O Chafariz de Conceição do Serro (Mato Dentro). Minas Gerais

No dia 22 de abril de 1825, no quarto ano da Independência e do Império, o povoado de Conceição do Serro (Mato Dentro), Minas Gerais, inaugurou o chafariz coroado pela escultura de um indígena – “gênio do Brasil”. Tal monumento da água transformava o aspecto da praça pública daquele povoado ao reforçar e inserir no imaginário local a sua adesão ao Brasil Império

Atribuído ao mestre Caetano, foi inaugurado em 1825, conforme inscrito na pedra. Veio substituir um velho pelourinho, que existia no local desde 1719. Trata-se de uma bacia em pedra-sabão encimada por uma escultura central composta por figuras indígenas, de cujas bocas jorra a água. Essas figuras sustentam um pedestal onde se assenta um guerreiro guarani. É um dos mais belos exemplares do gênero existentes em Minas Gerais, tanto por sua qualidade como por sua originalidade. O Chafariz pertence à Prefeitura Municipal de Conceição do Mato Dentro. Atualmente, encontra-se em bom estado de conservação.

Joaquim Manuel de Macedo (1820-1884) foi um médico, jornalista, escritor, professor, romancista, poeta, literato, teatró...
29/09/2023

Joaquim Manuel de Macedo (1820-1884) foi um médico, jornalista, escritor, professor, romancista, poeta, literato, teatrólogo, memorialista e político itaboraiense

Joaquim Manuel de Macedo nasceu em Itaboraí em 1820. Em 1844 formou-se em Medicina no Rio de Janeiro e, no mesmo ano, estreou na literatura com a publicação daquele que viria a ser seu romance mais conhecido, A Moreninha, que lhe deu fama e fortuna imediata.

Além de médico, Macedo foi jornalista, professor de Geografia e História do Brasil no Colégio Pedro II, e sócio fundador, secretário e orador do Instituto Histórico e Geográfico Brasileiro, desde 1845. Em 1849 fundou, juntamente com Gonçalves Dias e Manuel de Araújo Porto-Alegre, a revista Guanabara, que publicou grande parte do seu poema- romance A nebulosa — considerado por críticos como um dos melhores do Romantismo. Foi membro do Conselho Diretor da Instrução Pública da Corte (1866).

Joaquim Manuel de Macedo abandonou a medicina e criou uma forte ligação com Dom Pedro II e com a Família Imperial Brasileira, chegando a ser preceptor e professor dos filhos da Princesa Dona Isabel.

Sua obra é extensa e fez grande sucesso na época. Havia, entre os críticos, o argumento de que ele abusou do sentimentalismo, muito ao gosto popular, daí seu enorme sucesso de público. Os críticos, entretanto, não negam que Macedo foi cronista aberto e analítico do Rio de Janeiro do final do Império. Lançado em 1844, "A Moreninha" foi um dos primeiros romances publicados no país, depois de O Filho do Pescador, de Teixeira e Sousa, que, entretanto, é tido como uma obra menor.

Além de A Moreninha, Macedo escreveu ainda outros dezessete romances, dezesseis peças de teatro e um livro de contos. Em 1869 escreveu o romance abolicionista "As Vítimas-Algozes" O livro traz três novelas que contam histórias de escravos que se tornaram um pesadelo na vida de seus donos. Nas tramas, os senhores são sempre evidenciados como vítimas dos servos que tomam atitudes cruéis e cometem crimes contra eles.De caráter abolicionista, o romance era uma forma de defender que o fim da escravidão deveria ocorrer de forma gradual e sem prejuízo para a burguesia da época. Com essas narrativas, o

A Fundação da Vila IsabelFundado em janeiro de 1872, o bairro de Vila Isabel, Cidade do Rio de Janeiro, surgiu com a aqu...
29/09/2023

A Fundação da Vila Isabel

Fundado em janeiro de 1872, o bairro de Vila Isabel, Cidade do Rio de Janeiro, surgiu com a aquisição das terras da Imperial Quinta do Macaco em 1871 feita por João Batista Viana Drummond (Barão de Drummond). Francisco Joaquim Béthencourt da Silva foi quem fez o projeto arquitetônico do bairro, que se inspirou na cidade de Paris para construir a região. Bairro concebido pelo Barão de Drummond, Vila Isabel foi um dos primeiros bairros projetados da história da cidade do Rio de Janeiro

Os nomes do bairro e de sua principal sua principal avenida, o Boulevard 28 de Setembro, foi batizada em referência à Lei do Ventre Livre, assinada pela Princesa Dona Isabel em 28 de setembro de 1871.
, enquanto aos principais logradouros, batizaram com nomes de personagens da história considerados abolicionistas notáveis: Senador Nabuco, Visconde de Abaeté, Souza Franco, Conselheiro Paranaguá e Torres Homem.

A Região ganhou novo impulso em 1885, com a inauguração da Companhia de Fiação e Tecidos Confiança Industrial, localizada em Aldeia Campista, entre os bairros de Vila Isabel e do Andaraí.

Deve-se ao Barão de Drummond o primeiro jardim zoológico do Brasil, inaugurado em 1888. Com o fim da monarquia, no ano seguinte, e as dificuldades de custear as despesas do parque, o barão encontrou uma solução criativa para levantar fundos: uma espécie de loteria diária, origem do conhecido “jogo do bicho”, que existe até hoje. Até os corpos dos animais mortos foram doados por ele para a coleção de taxonomia do Museu Nacional. O zoológico de Vila Isabel só fechou as portas na década de 1940, quando foi substituído pelo atual, que f**a na Quinta da Boa Vista.

Em Vila Isabel se instalaram algumas das primeiras fábricas da cidade, entre as quais se destacou a Companhia de Fiação e Tecidos Confiança Industrial, que funcionou de 1885 a 1964. De lá saiu o material usado nos uniformes das Forças Armadas brasileiras durante Segunda Guerra Mundial. A fábrica chegou a ter seu próprio time de futebol, o Confiança Atlético Clube, criado em 1915, e inspirou Noel Rosa a compor os versos iniciais de Três Apitos. Atualmente, tanto o prédio principal quanto a vila operária.

28/09/2023
Uma senhora indo à missa numa cadeirinha. Aquarela de Jean Baptiste Debret, 1825.Segundo Debret: "A cadeirinha, importad...
26/09/2023

Uma senhora indo à missa numa cadeirinha. Aquarela de Jean Baptiste Debret, 1825.

Segundo Debret: "A cadeirinha, importada de Lisboa, é usada no Brasil como a liteira na França. Serve comumente às senhoras para ir à missa. A cadeirinha do Rio de Janeiro é reconhecida pela sua cobertura, sempre enfeitada por adornos mais ou menos dourados, enquanto que a da Bahia, de teto liso, é geralmente menor e mais leve; comparação que se pode fazer ainda hoje nas ruas do Rio de Janeiro.

A cadeirinha do Rio de Janeiro aqui representada pertence a uma pessoa rica e de boa sociedade, conduzida por seus escravos de "libré". A mulher honesta, como deve ser; ao contrário, mantém suas cortinas fechadas, reservando-se todavia a possibilidade de mostrar-se, entreabrindo-as. Uma de suas criadas de quarto caminha imediatamente a seu lado para carregar a bolsa e o livro de missa, e transmitir suas ordens aos outros escravos, que seguem a poucos passos de distância ".

25/09/2023
Uma família chamada AlencarDas famílias brasileiras, a Alencar é uma das que deram origem ao maior número de personalida...
25/09/2023

Uma família chamada Alencar

Das famílias brasileiras, a Alencar é uma das que deram origem ao maior número de personalidades marcantes para a historiografia nacional desde o início do século XVIII. Vida e Bravura, é o primeiro estudo das raízes da família em Portugal e da genealogia que produziu heróis e políticos como Bárbara de Alencar, Tristão Gonçalves de Alencar Araripe, e o próprio escritor cearense, José de Alencar.

"Eu me perguntava: Será que a minha família Alencar é a mesma do escritor José de Alencar? Foi esse questionamento que me impulsionou a iniciar a pesquisa", lembra Raidson Negreiros de Alencar, que é coautor do livro. "Durante o processo, descobri que o pai do escritor José de Alencar, o padre José Martiniano de Alencar, era nascido no Crato, mesmo local de nascimento do meu bisavô Raimundo Alves de Alencar. Com o desenvolvimento das pesquisas, chegamos à conclusão de que a família Alencar proveniente da região da chapada do Araripe no Ceará e Pernambuco, que é originária da região de Freixieiro de Soutelo, em Portugal, é sim uma única família no Brasil", pontua.

O escritor José de Alencar faz parte da quarta geração de Alencares brasileiros, tanto pelo lado paterno quanto materno, uma vez que seus pais, José Martiniano de Alencar e Ana Josefina de Alencar, eram primos legítimos. Neto de Bárbara Pereira de Alencar pelo lado paterno e de Leonel Pereira de Alencar pelo lado materno, o autor de Iracema era trineto de Leonel de Alenquer Rego, esse o mais velho dos três irmãos Alenquer que vieram de Portugal e deram origem à família Alencar no Brasil.

A genealogia, enquanto ciência, vai além de simplesmente mapear as ligações biológicas entre gerações de indivíduos da mesma família. Ela também ocupa-se em descrever a origem, história e dispersão de pessoas ligadas não apenas pelo sobrenome, mas também por laços biológicos e afetivos. "Gostar de genealogia é curioso, é algo que vem de dentro. É um interesse que eu tinha desde muito novo, mas que nunca tinha dado os primeiros passos concretos na pesquisa. É uma ciência extremamente importante para a preservação da memória da família", finaliza Raidson.

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