Feira de Trocas Solidárias
O que é? A idéia da Feira de trocas tem fundamento na prática da Economia Solidária, buscando promover na sociedade uma reflexão sobre o consumismo e os valores dados a cada produto. É um espaço onde as pessoas trocam entre elas produtos, serviços e saberes sem o uso de dinheiro. A venda de produtos não é permitida no evento, valendo apenas a troca. A feira é uma forma
de dar outro destino aos produtos que não são mais necessários para você, mas que podem ter muito valor para outras pessoas; ou ainda artigos que você tem de sobra que podem ser trocados por outros que lhe faltam. O que levar para a feira? Artigos novos ou usados (em bom estado): Livros; Apostilas; Revistas em quadrinhos; CDs; Dvds; Roupas; Bijuterias; Calçados; Bolsas e mochilas; Artigos de decoração, esportivos, de utilidade doméstica; Brinquedos; Pequenos móveis (berços, cadeiras, etc); Ferramentas; Plantas frutíferas e ornamentais; Frutas, legumes, verduras (para ambientes rurais); doces em compota; Bolos (fatiados ou inteiros); Artesanato em geral, e tudo o mais que a sua imaginação permitir. O importante é que os objetos estejam em bom estado, em condições de uso. Os organizadores da Feira não se responsabilizam por possíveis defeitos nos objetos trocados, ficando essa responsabilidade entre os próprios usuários. Como funciona? No local do evento deverão ser disponibilizadas mesas para que as pessoas possam expor seus objetos. As trocas são feitas pessoa a pessoa, desde que ambas as partes concordem com a troca, sem nenhuma interferência dos organizadores do evento. Troca de Saberes: Paralela a feira de trocas de objetos, pode-se oferecer também a troca de saberes que consiste em um painel onde as pessoas anotam suas habilidades e seu contato para posterior troca de saberes. Exemplos: troco aula de violão por aula de matemática; ou, troco aula de informática por aula de pintura em tecido; ou, troco aula de inglês por aula de xadrez. Troca de serviços: Mais elaborado que as demais, porém não menos interessante, a troca de serviços nos aproxima ainda mais do ideal solidário. Consiste em um cadastro onde as pessoas oferecem seus serviços em troca de outros. As pessoas combinam entre si e trocam seus serviços. Exemplos: serviço de cabeleireiro por serviço de manicure; ou faxina por capina; ou conserto do carro por pintura de parede. A Feira pode ser aberta a um grande público ou em ambientes menores como uma igreja, uma escola ou um condomínio. De uma forma mais avançada, existe também a possibilidade da criação de uma moeda para uso nas trocas. Mais isso é para um segundo momento. O mais importante é que as pessoas entendam o sentido “solidário” da Feira, onde o que não lhe serve mais pode estar fazendo falta a alguém. Rosemary Cruz Cerqueira