RenatoSerra.NOVO

RenatoSerra.NOVO Debate livre Vamos discutir formas de aprimorar nossa democracia.

A dança,Dos saloons do velho oeste americano à música da legião urbana, a dança é um convite e um desafio. O linguajar c...
17/04/2026

A dança,

Dos saloons do velho oeste americano à música da legião urbana, a dança é um convite e um desafio. O linguajar chulo, em tom de ameaça, soprou nos salões do supremo: "- Não me convidem para dançar , porque eu posso aceitar", vociferou o decano da corte suprema ao pôr do sol, com a ira de quem aceita o duelo.

Do outro lado, o desafiante e agora desafeto, senador da república Alessandro Vieira. O relator da comissão parlamentar de inquérito procurava mapear o crime organizado, na CPI criada para este fim, e viu o trabalho da comissão dificultado ao máximo por membros do STF, beneficiários diretos deste estado de coisas.

Nesse ambiente de obstrução judicial permanente aos avanços dos trabalhos, o senador, em um ato de rara coragem, fez constar em seu relatório fatos e decisões tomadas por estes magistrados que caracterizam os chamados crimes de responsabilidade.

A reação foi imediata e proporcional. A "corte dos ministros sóis" cuja percepção do estado recai sobre sua própria imagem , L' État, c'estmoi, denunciou que a simples menção de vossas excelências no documento constitui ameaça ao estado de direito e às instituições democráticas. - Off with their Heads, ecoou pelos corredores do tribunal.

Vieira acertou na mosca. Não há como combater o crime organizado sem o empenho das autoridades judiciais. Mais ainda, mostrou a todos que o crime no Brasil só conseguiu este nível de organização, graças à participação ativa de seus cúmplices, lotados nas mais altas estruturas do poder judiciário. Gente alçada a essa posição por políticos tão inescrupulosos quanto eles próprios. Um "pas de deux" sincronizado de favorecimentos e impunidade mútuas.

Na história recente do país, quem ameaçou a posição destes intocáveis da república amargou as punições exemplares, que só os justos suportam com altivez.
Não foi surpresa que o governo tenha mobilizado a sua liderança na comissão para substituir seus membros no momento da votação do relatório final. Afinal, Lula só está no poder graças ao STF, segundo declaração pública do próprio ministro Gilmar. Já o governador Zema não ficou calado frente a outra declaração do ministro, em relação a uma decisão judicial que favoreceu o estado de minas. Segundo Zema, interpretando a fala suprema, a decisão do tribunal em favor de Minas parece não ter sido motivada pela lei e a constituição e sim para estabelecer uma dívida de gratidão e subserviência eterna à corte. Como diria o então senador do Amazonas Omar Aziz, por ocasião da CPI da COVID : "Acima do Supremo, só Deus".

O ex-presidente, entre outros, desafiaram a autocracia suprema e foram condenados com auxílio de construções narrativas cuidadosamente elaboradas por seus opositores. Contaram ainda com o auxilio da retórica de atores midiáticos que têm nas verbas públicas o grosso de seus ganhos. A ameaça à democracia virou o último refúgio dos canalhas.

O relatório foi enterrado , porém seu objetivo político foi alcançado. O tribunal foi exposto. As ameaças à integridade moral e aos direitos políticos do senador-relator, pelos formalmente acusados, foram explicitadas. O decano convidou a todos para entrar na sua dança. Quem serão os homens do congresso a aceitar o convite do cateretê? Aguardemos...

RSerra

Prezados ,Hoje estarei participando da live Linha de Frente do Canal GRUAssunto: A terceira guerra do Golfo - cessar fog...
12/04/2026

Prezados ,
Hoje estarei participando da live Linha de Frente do Canal GRU
Assunto: A terceira guerra do Golfo - cessar fogo.

No Linha de Frente do dia 13 Abr 26, o Coronel Coutinho recebe Renato Serra, o criador e editor do Canal parceiro +QI Realpolitik. Na pauta, o impacto das es...

A vitória da Marreta.Vivemos em um mundo de grande velocidade e muita ansiedade. Isso se reflete em todos os aspectos de...
02/04/2026

A vitória da Marreta.

Vivemos em um mundo de grande velocidade e muita ansiedade. Isso se reflete em todos os aspectos de nossas vidas. Desde as relações familiares até mercados globais e geopolítica. Tudo acaba sendo reflexo da velocidade do tempo presente. No passado, guerras podiam durar décadas. Nos dias de hoje, alguém consegue conceber uma guerra de cem anos? Impensável, mas todos que frequentaram o ensino médio e prestaram atenção nas aulas de história, conhecem este fato.
A terceira guerra do golfo, tão apropriadamente denominada pelo especialista, amigo e militar Marco Coutinho, é um caso interessante a ser analisado sob este aspecto psicossocial contemporâneo.

Longe de mim a pretensão de ser especialista, seja lá no que for, além das generalidades que caracterizam minha capacidade como arquiteto. Embora seja inevitável sofrer interpelações “ad homminen” , tal posição traz o conforto das análises descompromissadas, tendo como base as informações coletadas e a capacidade inata do intelecto humano de processá-las e externá-las.

Ao que tenho assistido, em relação à participação dos EUA no conflito, em críticas sobre sua falta de objetivo claro e , por consequência , sua derrota iminente, temo ter que discordar da maioria. É fato que existe uma antipatia global ao jeito fanfarrão de Trump, mas é impossível negar que se trata de um grande líder.

O Irã , desde a revolução islâmica, é uma pedra no sapato do ocidente. Sua persistência destrutiva, em relação a questão sionista, e o constante patrocínio à seus proxis, a fim de manter o conflito permanente por procuração com Israel, chegou ao seu limite em sete de outubro de 2023. O ataque do Hamas vitimou mais de 1200 civis judeus entre jovens, mulheres, crianças e até bebês. Uma ação que não ficaria sem resposta e, hoje sabemos, não se limitaria a Gaza.

A entrada dos EUA no conflito foi uma oportunidade, numa conjuntura que talvez não se repetisse em um futuro próximo. Os EUA não precisam ganhar a guerra, eles têm que garantir que Israel não perca. Os EUA estão em uma posição extremamente confortável para deixar o conflito à qualquer momento e, em um mundo de relativismos e narrativas, construir sua versão vitoriosa dos fatos.

Trump, porém, é um homem acostumado às adversidades e em transformar oportunidades em resultados. As perdas provocadas pelos intensos bombardeios no Irã não são desprezíveis e miram a infraestrutura produtiva e energética do país. A “diplomacia da marreta” inaugurada pela administração Trump, age com uma naturalidade e frieza que vem afetando os mercados, manipulando e dirigindo as reações. A declaração de levar o Irã de volta “à idade da pedra”, não é mera retórica vazia. O poderio militar de Trump não está focado no controle de recursos ou em ocupar o território iraniano, mas em provocar destruição à níveis jamais vistos. Um diferencial deste conflito foi o uso da GBU 57A/B , as “bunker busters”, usadas pela primeira vez em combate, em que até o momento foram despejadas 14 delas, segundo informações oficiais. Os EUA não estão projetando seu poderio bélico apenas para o Irã, mas principalmente aos olhos de todo o resto do mundo.
Se os EUA mantiverem por mais três ou quatro semanas o volume de bombardeios, aos alvos fixos dentro do território iraniano, é possível que suas palavras se tornem realidade.

O Irã, destruído e sancionado, levará quanto tempo para reconstruir suas capacidades industriais? Vai usar os recursos para reconstruir seu arsenal, em detrimento das necessidades da população? Quanto tempo o regime irá aguentar a pressão, tanto regional quanto de sua própria população? Estes são os principais efeitos diretos da ação dos EUA no conflito.

Já os efeitos indiretos, estes também corroboram em favor do governo Trump. O Irã ficou isolado no Oriente Médio, mantendo apenas seus dois grandes aliados históricos, China e Rússia, ambos com seus próprios problemas. A tentativa do Irã em estabelecer um “pedágio” no estreito de Hormuz não melhora essa condição, pelo contrário. Do outro lado, a recusa da Europa em se envolver no conflito dá aos EUA o pretexto ideal para abandonar a OTAN. Caso se torne fato, a saída traria, em um primeiro momento, uma economia anual aos EUA de cerca de 1 bilhão de dólares de custos de participação na aliança. Será que este “alívio de caixa” seria ruim para o governo Trump, durante seu mandato?

Por outro lado, os efeitos colaterais de uma possível debandada da OTAN, impactam diretamente no faturamento de sua indústria armamentista, porém não podemos esquecer a alternativa do “Corolário Trump” como um novo mercado a ser explorado junto a seus aliados nas Américas, assim como a reposição dos estoques internos, necessária após sua retirada do conflito.

A terceira guerra do golfo, mesmo com a saída dos EUA, deve prosseguir com Israel. As perdas provocadas dentro do território iraniano constituem em mais uma oportunidade para o país intensificar sua projeção regional e aprimorar as capacidades de sua indústria militar doméstica, tendo ainda os EUA como parceiro preferencial e grande fornecedor de material bélico.

O Irã já perdeu essa guerra, mesmo que o regime sobreviva e permaneça sólido internamente. O objetivo central foi atingido. Ele se resume em acabar com a projeção regional do Irã, incapacitando o regime como grande ameaça à estabilidade do Oriente Médio.

RSerra

O Leão rugeMinha especialidade não é geopolítica. Como arquiteto, costumo dizer que sou um especialista em generalidades...
20/03/2026

O Leão ruge

Minha especialidade não é geopolítica. Como arquiteto, costumo dizer que sou um especialista em generalidades. Para tanto, procuro me cercar de especialistas e de literatura. A geopolítica tem uma arquitetura atraente. Gosto de analisar um conceito à partir de seus fundamentos. Também, como arquiteto, aprendi a não ser crítico de obra pronta, mas atento a toda a estrutura que a compõe, além do que possa ser ou não agradável aos olhos. Dentro das escolas de arquitetura, a que tenho mais afinidade é a do funcionalismo, onde a função define a forma.

Dito isto, me atrevo na análise dos estados americanos unidos do norte. Confesso minha simpatia e afinidade em relação aos valores sobre os quais a sociedade americana foi constituída. A ex-colônia britânica, de maioria cristãos puritanos, cuja constituição foi escrita por liberais clássicos, tementes à Deus, ainda não contaminados pelo racionalismo puro ou as ideologias coletivistas, contém uma beleza formal e fundamentos morais tão verdadeiros que me encantam. Não preciso estar alinhado com as ações do deep state ou com as interferências do establishment para prestar esse devido reconhecimento. Também é indiscutível o lugar que, ao longo dos séculos, os EUA ocupou no tabuleiro global, além de exercer forte influência sobre todo o ocidente.

Israel , não deixa de ser um apêndice do ideal de democracia americana, uma vez que os judeus, sionistas ou não, foram acolhidos pelos EUA durante o êxodo provocado pelo nazismo. Não à toa que o estado de Israel e o reconhecimento da causa sionista pela ONU se deu nas Américas no pós guerra, consequência direta da perseguição e do holocausto. O estado de Israel foi assim institucionalizado em assembléia da ONU em Nova York, presidida pelo grande brasileiro Oswaldo Ar**ha.
A Pérsia cultural, atual Irã, tem origens imperiais e expansionistas. No passado, pelo domínio territorial, hoje pelo projeto do califado universal. Um conceito baseado na escatologia islâmica , muito similar a cristã. Diferente dos estados seculares, o Irã é uma teocracia onde o estado está submetido à religião e às interpretações dadas por seus líderes. É como se o papa, por motu próprio, definisse o que é aplicável, vigente ou não, na legislação criada e aprovada pelos parlamentos do ocidente, assim como estabelecer as punições a quem não cumprir suas determinações conforme sua interpretação da Bíblia. Desde a revolução islâmica, provocada pelo processo de ocidentalização que o país vinha sofrendo pelas mãos da monarquia Parlev com a repressão aos tradicionalistas, o projeto de estado passou a se fundir com o ideal islâmico, onde a influência ocidental na região é uma ameaça constante. Não se trata apenas de uma identidade cultural, mas principalmente um projeto de redenção. Este conflito inconciliável legitima a jihad, promovida pelo regime, e que tem enorme influência em grupos revolucionários (ou restauradores?) na região.

Essa introdução, feita desta forma, tem como intuito criar o ambiente cognitivo necessário à compreensão dos pontos principais que estão na origem do conflito.
Para a guerra no oriente médio acabar , é necessário que se decrete o fim do estado de Israel. Não estou falando da bem denominada, pelo grande analista de guerra e geopolítica Marco Coutinho, terceira guerra do Golfo e sim da guerra assimétrica que se instalou na região após a vitória de Israel na guerra do Yom Kippur.

Com os ataques de 7 de outubro de 2023, Israel passou a ter o entendimento que não bastaria ter sistemas de defesa e fronteiras resguardadas enquanto seus inimigos continuassem aumentando sua influência e poder bélico na região. Na minha visão, o atual ataque israelense ao Irã parte do princípio que se trata de uma situação considerada perene, onde os embates irão variar ao longo do tempo, em nível de intensidade e local. Para chegar a essa conclusão basta olhar o objetivo central da operação “Rugido do leão” (atenção: Não foi uma declaração formal de guerra, essa fase já é superada). Trazido ao conhecimento do público geral, no vigésimo dia da operação, pelo porta-voz do exército de Israel para países de língua portuguesa, Rafael Rozenszajn. O objetivo central da operação é “desmantelar uma ameaça existencial à Israel vinda do Irã, ameaça essa que se baseia em três pilares distintos: Os mísseis balísticos , o programa nuclear e o financiamento de grupos terroristas. Vejam bem, em nenhum momento da declaração afirma que o objetivo seria a rendição do Irã ou a mudança do regime. Devemos partir do princípio básico de qualquer vitória é atingir o objetivo declarado.

Já o do Irã, para justificar até então uma guerra assimétrica, é o fim do estado Judeu, razão da postura adotada e da compreenão de Israel em relação ao conflito.

E os EUA? Como o “grande satã” embarcou nessa? Os EUA não trabalham pela emoção e sim em uma lógica de dominação econômica, isto desde Bretton Woods. Quando Nixon abandonou o padrão ouro estabelecido , criando a figura do petrodólar, os EUA passaram a usar como lastro de sua moeda o controle sobre o comércio global de petróleo. Isso não se deu pelo domínio territorial, mas garantindo que o fluxo da commotidies tenha o dólar como padrão e moeda única para as transações. Isso garantiu aos EUA a hegemonia nos mercados e um enriquecimento sem precedentes.

Para compreender este movimento dos EUA é preciso olhar para a China. O governo de Pequim também tem seu caráter expansionista e de dominação, só que silencioso. O PCC não tem uma oposição interna nem transparência governamental, características das democracias, que seja capaz de chamar atenção externa sobre sua política e, desde os eventos ocorridos na Praça da Paz Celestial, não creio que um dia haverá.

Com a guerra Russo Ucraniana e o congelamento dos ativos da Rússia seguido dos embargos econômicos, principalmente relacionados ao petróleo e gás, a China que já vinha desenvolvendo sua plataforma alternativa ao sistema swift, acelerou o processo, ao mesmo tempo que passou a comprar ouro a fim de lastrear sua moeda ao metal. É fato que hoje a China controla seu câmbio artificialmente, porém no seu plano de domínio global (hoje com discurso multilateral pelas circunstâncias) em algum momento se fará necessário dar estabilidade de câmbio com lastro estável e universal.

O bloco dos BRICS é a ponte de possibilidade para dar uma alternativa aos “petrodólares” através de um sistema de pagamentos em moedas nacionais descentralizadas. A tecnologia hoje permite transações em “multi moedas” com grande facilidade. A estratégia silenciosa da China foi começar a se desfazer de títulos da dívida pública americana, usando os dólares convertidos para financiar infraestruturas de seu interesse no sul global. A grande maioria dos investimentos se deu através de contratos de concessão e empréstimos à países subdesenvolvidos ou em desenvolvimento, nas áreas de infraestrutura, logística e transportes. Ao mesmo tempo que negociava a compra de petróleo diretamente com dois países, utilizando não apenas dólares mas também seu novo sistema de pagamentos fora do controle dos Estados Unidos. Obviamente que a estratégia do silêncio não iria durar para sempre e os EUA sabem o que de fato ameaça a sua existência como potência hegemônica. Agora, quais eram os dois países sancionados, não alinhados, que estavam negociando petróleo diretamente com a China? Quem pensou Venezuela e Irã merece assistir um episódio do +QIRealpolitik.
Em relação a Venezuela , Washington passou a controlar o fluxo de petróleo, sem interromper as vendas para China , mas garantindo que as transações fossem feitas em dólar. Para isso fizeram uma operação espetacularmente bem sucedida em termos militares e até agora também no campo diplomático.

E o Irã?
Retomar o controle do fluxo de pagamentos do petróleo no Irã não estava no horizonte tangível, porém, diferente da Venezuela, o Irã é responsável pelo consumo de 40% do petróleo importado pelo governo, 90% da importação marítima da China. Um número de impacto e alto custo para a economia americana. A via diplomática para essa questão já havia se esgotado. O alinhamento com a Rússia e a forte influência regional do Irã tornavam a tarefa praticamente inviável. O cenário mudou, tanto para Israel quanto para os EUA, desde o prolongamento da guerra russo ucraniana. A Rússia não tem meios disponíveis no momento para se envolver em outro conflito. Israel, que já vinha intensificando suas operações antiterror, com vitórias significativas contra o Hamas e o Hezbollah e ainda contando com um serviço de inteligência muito bem estabelecido dentro do território inimigo, viu abrir a janela de oportunidades.

Além do objetivo não declarado dos EUA, também colaborou com a decisão de Israel em atacar a mudança do regime na Síria. Momento em que aliados históricos, EUA e Israel , mesmo com objetivos diferentes, entraram juntos nessa campanha. Israel muito fundamentada no seu objetivo e com planejamento de 5 semanas de operação. Neste momento estamos no final da terceira semana. O governo Trump é aquele amigo brutamonte que gosta de ir a festa para arrumar confusão. Quando chamado para as vias de fato é convite irrecusável. Está sempre pronto a comprar uma briga, principalmente com o tamanho do prêmio. Só não sabe muito bem como vai fazer isso, mas tem disposição. Seu maior inimigo é a democracia, a liberdade de opinião de seu público interno e de seus aliados no ocidente. Um problema que o Irã não tem.

Caso a coalizão conquiste seus objetivos. Israel terá um período menos intenso entre guerras. Já o governo Trump, caso bem sucedidos, terá a vitória absoluta, não só sobre o Irã, mas na garantia de mais um longo período de hegemonia econômica e unilateralismo.
Para o Brasil, melhor estar do lado dos vencedores, sem desprezar as oportunidades que venham dos perdedores. Onde se chora é onde se vende mais lenços.

Falar hoje em vitória pela rendição do inimigo ou por uma mudança do regime é algo fora de cogitação para os participantes e não havendo, não pode ser considerado como derrota da coalizão. A vitória ou derrota desta operação está condicionada diretamente à conquista dos objetivos, declarados e não declarados, mas que não parecem tão evidentes dentro do teatro de operações.

RSerra
20/03/26

Estupro Coletivo Dos impropérios proferidos na reunião privada, à portas fechadas, com objetivo tratar dos inconveniente...
21/02/2026

Estupro Coletivo

Dos impropérios proferidos na reunião privada, à portas fechadas, com objetivo tratar dos inconvenientes causados pela investigação da polícia federal, realizada à partir da quebra da criptografia dos celulares do banqueiro Daniel Vorcaro, um se destaca. O do iminente ministro "comunista graças a Deus" , ao afirmar que ele e seus pares só podem ser investigados, sem autorização prévia e apenas na existência de provas, por crimes de pedofilia e estupro. Uma pérola digna dos porcos que chafurdam na lama da impunidade.

Bingo! Obrigado ministro! Frente às manifestações de solidariedade expressas pelos demais e também transcritas clandestinamente da mesma reunião, podemos afirmar a existência de materialidade para o crime de estupro coletivo contra qualquer padrão moral ou ético que se espera de um tribunal de justiça de São João da Barra Funda, quiçá da mais alta corte de justiça do Brasil.

Já em matéria de ações criminosas com o uso do aparato estatal , dois ministros se destacam (embora o corporativismo covarde de seus pares expressem o contrário) :Dias Tofolli e Alexandre de Moraes. Ambos usando do poder que lhes foi conferido para enriquecimento ilícito e auto proteção. O primeiro criador e o segundo executor do inquérito 4781 de 2019, desde então instrumento de exceção em vigor, sem prazo de conclusão ou limite de atuação. O do AI5 do STF.

Esta situação absurda e insustentável me fez lembrar uma fala de um jovem político na tribuna do Congresso. Não me recordo do inteiro teor e sim um pequeno trecho. Daqueles que ficam na memória, onde residem os raros momentos em que, naquele ambiente, verdades são ditas. Exortou: " De nada adianta criar mais leis neste parlamento para combater o crime. Este país só irá mudar, quando as pessoas começarem a mudar a si próprias...."

Este alerta, dado de forma simples e direta, lembra que em não existindo mais padrão de princípios, leis são inócuas contra os poderosos. Tudo se anula na relatividade interpretativa, tal como em uma orgia de parlamentares e banqueiros, em alguma mansão, de algum banqueiro em Brasília, lotada de meretrizes estrangeiras.

Elevados pela grande mídia à "defensores da democracia" , estes homens (e uma mulher) "salvaram" o Brasil da "tirania de milhões de pequenos ditadores" , ou seja, dos cidadãos que se recusam a se curvar as teratologias da corte suprema. Aqueles cujas ameaças golpistas foram expressas em um momento de violenta catarse coletiva munidos de bíblias, bandeiras , algodão doce e punhais verde-amarelos, ausentes por não conseguirem um táxi.

É esta corte vexatória que hoje pretende ser o norte moral da nação? A quem querem enganar?

A hipertrofia do judiciário, poder máximo das oligarquias socialistas e dos burocratas estatais sem voto, não é um fenômeno restrito ao Brasil. Este ano, porém, a população terá novamente a oportunidade de eleger seus representantes para um novo mandato nos poderes executivo e legislativo. Que possamos fazê-lo com a mesma força e capacidade do povo salvadorenho, que através dos poderes eleitos conseguiu, em 2021, depor de uma só vez todos os integrantes da suprema corte do país, reconduzindo novos juízes, certamente menos ativistas, corruptos ou venais.

A isto não se dá o nome de revolução, nem golpe, mas de restauração. Resgate de uma democracia hoje violentada e estuprada todos os dias. Uma população simbolicamente sequestrada por habitantes de uma ilha hedonista chamada Brasília, onde togados insaciáveis satisfazem suas perversões enquanto vomitam seus desígnios na cara da população.

RSerra

Puxão do Orelha Quem usa as redes sociais para se informar certamente sabe sobre o destino do Orelha. Nada foi capaz de ...
31/01/2026

Puxão do Orelha

Quem usa as redes sociais para se informar certamente sabe sobre o destino do Orelha. Nada foi capaz de unir pessoas de diferentes espectros políticos para condenar de forma unânime um ato bárbaro contra um animal. Caso fosse um ser humano, surgiriam pessoas justificando o ato.

De tudo que li e ouvi à respeito, o que mais me chamou a atenção foram publicações e comentários, onde são feitas afirmações e questionamentos do tipo: "E os pais desses adolescentes?..." , "fracassamos como sociedade...", "onde está a escola que não educa?..." , "falta de Deus na vida,..." , "as redes sociais incentivam..." . Em comum , todas estas opiniões não abordam uma simples verdade que é a índole pessoal do indivíduo que pratica a ação.

Somos uma sociedade que naturalizou a transferência das responsabilidades individuais para o coletivo. A culpa do ato ilícito ou cruel é compartilhada. Como somos uma sociedade dividida e cada vez mais incapaz do exercício dialético, ocorre um fenômeno interessante.

Quando o ilícito é feito por alguém que partilha de valores e ideais comuns há uma inclinação natural para não prejulgar, para a garantia do direito de defesa e não raro justificar o ato de maneira a abrandar ou eximir qualquer condenação. O oposto ocorre quando o sujeito da ação diverge destes valores e ideais.

Neste contexto, a índole pessoal é o único fator que dá discernimento. A potência que distingue o certo daquilo que é errado. Incutir valores é fundamento básico do caráter. Pode conter impulsos da índole pessoal em favor da razão, mas não tem como ser preponderante na decisão que leva alguém a praticar um ato de crueldade.

São esses traços do comportamento social que fazem algumas pessoas fecharem os olhos à realidade e abraçar aquilo que conforta e dá suporte às suas convicções. Mesmo admitindo como atenuante a propaganda de massa, financiada pelo sistema e veiculada pela militância nas grandes mídias, a escolha é sempre uma decisão do indivíduo.

Pessoas de má índole são mais propícias a abraçar as narrativas que desconsideram fatos. São aqueles que não se importam com o sofrimento alheio, desde que justifiquem suas crenças, ou lhe rendam visibilidade ou pertencimento. Este é o motivo porque estamos nesta encruzilhada. Abdicamos racionalmente da justiça, onde a realidade passou a ser uma construção.

Acabei de ler o livro "Técnicas de Golpe de Estado" escrito por contemporâneo do Trotski, Lenin , Stalin, Mussolini e Hi**er, Curzio Malaparte. Que esteve presente na Polônia, na Rússia e na Itália nas respectivas revoluções socialista e fascista. Admitir que no Brasil, houve um processo de golpe em 2022, não é apenas ignorância é uma convicção baseada na índole.

Não há como negar que muitas pessoas desejavam uma ação de golpe contra o sequestro das instituições pelo crime organizado. Elas não estão presas por tentativa e sim por desejarem um contra golpe. Aqueles que estão presos pelos atos do 8 de janeiro, segundo seus acusadores, não merecem os sentimentos ou comoção provocados por um cachorro.

RSerra

Enfim , uma encruzilhada.Não sei vocês, mas para mim está cada vez mais claro a ameaça que Bolsonaro representa para aqu...
24/01/2026

Enfim , uma encruzilhada.

Não sei vocês, mas para mim está cada vez mais claro a ameaça que Bolsonaro representa para aquilo que convencionamos chamar de democracia. De caricatura de humor duvidoso e falas polêmicas à arauto do ressurgimento da ditadura, sua transfiguração foi um processo de marketing dos mais bem sucedidos, culminando em um golpe, fruto de exercício narrativo tão criativo como perverso.

Sabemos que o Brasil não é para amadores, mas o nível de iniquidades parece não ter um fim. O supremo tribunal federal não é a origem de todo mal , mas sem dúvida se tornou sua ferramenta mais eficaz.

Pior é saber que não para na figura de seus onze ministros. Eles constituem a "frente" . O tribunal é uma estrutura paquidérmica que junta em si privilégios, favorecimentos, interesses, influências... Tudo , menos a expressão da justiça.

O Brasil foi sequestrado por uma quadrilha que não se limita a membros do executivo. Estes foram reabilitados por outra, que tem o condão de interpretar a constituição sem qualquer base moral ou princípios. O que torna o texto constitucional uma miríade de relativismos, muito distante dos ideais daqueles que a conceberam. Aspas: "Quem não se lembra do 6x5 em relação ao termo "vedado" no texto constitucional? (para 5 ministros , vedado significa permeável)."

Neste ambiente de inexistência de escrúpulos, o judiciário é apenas o meio de legitimar crimes e imoralidades. Poderosos firmam contratos milionários com escritórios de advocacia pertencentes a cônjuges dos ministros da corte para atuarem juntos aos processos em que figuram e que serão julgados e sentenciados pelos próprios. Os famosos "escritórios especializados em tribunais superiores" e por que não dizer , com acesso irrestrito ao leito matrimonial?

A farra vai da anulação de multas bilionárias aplicadas em acordos a partir de crimes confessos, passando por lavagem de dinheiro, fundos suspeitos, fraudes sistêmicas, offshores, ocultação de patrimônio, indícios claros de enriquecimento ilícito, viagens e eventos internacionais patrocinados por empresários e banqueiros, blindagem institucional, coação as ações de fiscalização de auditores da receita, intimidação a jornalistas independentes . Nenhuma ORCRIM , nem mesmo o PCC , somado ao comando vermelho e as FARC, tem tamanho alcance e capacidade de atuação.

O pior é que no teatro do golpe, a mídia optou por elevar essa camarilha ao status de heróis da democracia. Em um país de alto grau de analfabetismo funcional, conformismo em relação à desonestidade dos poderosos e falta de caráter de grande parte da população, não é de se admirar que essa fantasia esteja legitimando o atual regime de exceção. Até quando?

Nesse cenário de completo desalento , eis que surge no horizonte a figura de um jovem político, de origem humilde, cristão e conservador. Como disse um de seu detratores , um ato digno de Forrest Gump. O personagem genial de Tom Hanks. Inocente, intelectualmente limitado e desprovido de malícia é também capaz de mudar os rumos da história, da mesma maneira em que ilumina a vida de quem cruza seu caminho.

Já a proposta de Nikolas carrega uma simplicidade quase infantil: Caminhar. Percorrer quilômetros e quilômetros de distância, partindo de Minas Gerais, seu estado natal, até Brasília.

Sua atitude nos lembra que mesmo nos momentos de maior aflição, o simples caminhar para frente, deixando o que passou para trás, significa tomar a direção do futuro, que mesmo incerto é melhor que ficar parado em agonia.

Go Nikolas, go!

RSerra

A mentalidade revolucionária é pior que um vírus. Onde se estabelece, não tão somente contamina o paciente, como também ...
04/01/2026

A mentalidade revolucionária é pior que um vírus. Onde se estabelece, não tão somente contamina o paciente, como também distorce a realidade em seu entorno. Quando se torna uma pandemia se dá o nome de processo revolucionário, que só é concluído após a morte espiritual dos portadores. Um fenômeno que pode ser observado à partir da Revolução Francesa, passando pelas diversas revoluções socialistas tais como a soviética, a chinesa, a alemã, a Italiana e a Cubana.

Após um longo período de processo revolucionário, a única maneira de restabelecer o processo histórico é a restauração. Quando o dano é profundo, fruto de décadas de regime revolucionário e subsequentes gerações nascidas no seu decorrer, a restauração se faz praticamente impossível. É quando a revolução alcança o sucesso absoluto. É o caso de Cuba, que atingiu seu ápice, se tornando um exemplo para o mundo revolucionário. De um lado temos uma elite abastada e imoral no comando das instituições e do outro um povo miserável, apático e , como diria a Bela Gil de uma linda pobreza digna.

O caso venezuelano é menos grave. Ainda existem pessoas de meia idade que se lembram como era a vida antes da revolução socialista bolivariana do século XXI (outra capacidade revolucionária é a da reciclagem, onde embalam o velho lixo com novos rótulos e o mesmo argumento: Dessa vez vai dar certo).

A condenação do ataque à soberania venezuelana por parte dos EUA, feita por seus críticos, à partir do conceito de problema doméstico e que, por pior que seja, deve ser resolvido por seus cidadãos é valida em diversos contextos.

A história, porém, nos mostra que países mergulhados em processos revolucionários só conseguem reverter a situação mediante ações contra-revolucionárias violentas e homicidas e dependendo da situação frustradas. Quem não lembra da praça da paz celestial ?

Pela primeira vez na história uma potência estrangeira faz uma ação efetiva com uso de planejamento, inteligência, tecnologia e tamanha precisão ao ponto de capturar com vida o líder maior de uma revolução (e sua esposa). Com um detalhe impressionante, absolutamente nenhuma baixa entre civis e militares da força ofensiva. Algo sem precedentes e sem paralelo na história considerando ações desta natureza e magnitude.

F**a a pergunta então: O que vale mais? As vidas poupadas de cidadãos venezuelanos ou a soberania sequestrada pela revolução?

Os EUA , baseado na sua nova política externa para a América Latina , anunciaram que irão administrar o país até que sejam restauradas as instituições e restabelecida a legitimidade do governo.

O problema reside no tempo que isso irá levar. Não pode ser tão rápido ao ponto que os revolucionários retomem o processo e nem tão longa ao ponto de substituir o processo revolucionário por um processo de colonização. Em ambos os casos , o povo sairá perdendo.

Agora, se a restauração vier no tempo certo, com uma parceria em que a Venezuela mantenha o controle de suas reservas e os EUA, através de suas companhias petrolíferas, as explore com as devidas compensações, pode ser o recomeço de uma parceria comercial capaz de promover o desenvolvimento da Venezuela, diversificando sua economia.

Se for assim, todos sairão ganhando. Isso sim, seria um golpe mortal na revolução bolivariana. Onde há a colaboração entre nações independentes e soberanas com governos responsáveis e preocupados com seus cidadãos, não há espaço para processos revolucionários.

No Brasil, o processo de restauração foi interrompido em 2022 com apenas 6 anos de vigência. Foi quando as elites corruptas e dominantes, infiltradas na alta corte estatal, se viram ameaçadas. Junto com elas, o sistema financeiro. O poder e o dinheiro falaram mais alto.

A retomada do processo revolucionário está sendo violento . Com processos sumários, prisões arbitrárias, perseguição política e censura. Nada muito fora do script. A diferença é que os patrocinadores estão minguando e a elite criminosa está sendo exposta. O tempo é o senhor da história.

Em 2026 será outra janela de oportunidade. Será que continuaremos sendo um país que não perde a oportunidade de perder uma oportunidade?

Quanto ao futuro da Venezuela e do resto do continente, este reside em extirpar mentalidade revolucionária, mãe de todo tipo de autoritarismo e violência sempre em nome da "igualdade e da justiça social".

RSerra

Endereço

Resende, RJ

Notificações

Seja o primeiro recebendo as novidades e nos deixe lhe enviar um e-mail quando RenatoSerra.NOVO posta notícias e promoções. Seu endereço de e-mail não será usado com qualquer outro objetivo, e pode cancelar a inscrição em qualquer momento.

Compartilhar