28/05/2026
✊🏽 O dia 28 de maio, Dia Nacional de Redução da Mortalidade Materna.
✨ Nós, do SOS Corpo - Instituto Feminista para a Democracia, acreditamos que as estruturas de desigualdades de gênero, raça e classe conformam nossa sociedade, e por sua vez, constroem desigualdades sociais na saúde, que determinam condições injustas de atendimento dentro do Sistema de Saúde para diferentes grupos em diversos contextos.
📈 Para ilustrar melhor como essas estruturas de desigualdade operam na prática fizemos uma rápida pesquisa no DATASUS, no sistema de informações sobre Óbito de mulheres em idade fértil e óbitos maternos, que é o sistema que alimenta o Painel de Morte Materna e consideramos apenas o ano de 2024. Segundo esses dados 1.326 mulheres morreram de morte materna.
🗺️ O Nordeste é a segunda região do país com maior número de óbitos, perdendo apenas para o Sudeste, que tem cerca de 28 milhões de habitantes a mais do que a região Nordeste. E dentro do NE os quatro estados com maior parte dos casos são Bahia (24,7%), Maranhão (16,8%), Ceará (13,7%) e Pernambuco (12,7%).
👉🏽 Em relação à raça/cor, considerando os casos de todo o país, as mulheres negras, considerando a soma de pretas (12,1%) e pardas (51,7%) são a maioria esmagadora dos casos, totalizando 63,8%.
💥 Existem sete razões para a morte materna no Brasil, as complicações por ab**to inseguro configuram a quinta causa de morte materna, o que nos revela fortemente os efeitos reais da criminalização do ab**to.
📖 Para continuar a refletir sobre Justiça Reprodutiva, o SOS Corpo sugere duas leituras que aprofundam esses debates, são as duas Leituras Críticas que saíram no segundo semestre do ano passado. “Saúde das mulheres: injustiças, desigualdades e resistências” e “Gravidez forçada é tortura: a luta feminista contra gravidez infantil e a situação em Pernambuco”.
🔗 Elas estão disponíveis para download no site do SOS Corpo.