IP.rec - Instituto de Pesquisa em Direito e Tecnologia do Recife

IP.rec - Instituto de Pesquisa em Direito e Tecnologia do Recife Think tank para estudos relativos a direito e tecnologia.

O IP.rec é um instituto de pesquisa independente, fundado em 2017 em Recife (PE) que tem por missão investigar como as novas tecnologias, em especial, a Internet, impactam a sociedade e quais as novas relações jurídicas advindas desses fenômenos tecnológicos.

O IP.rec está com chamada aberta para novas pessoas pesquisadoras e estagiárias voluntárias! ✨️Estamos selecionando inte...
17/06/2026

O IP.rec está com chamada aberta para novas pessoas pesquisadoras e estagiárias voluntárias! ✨️

Estamos selecionando integrantes para dois projetos que investigam alguns dos principais desafios contemporâneos da tecnologia: os impactos ambientais da inteligência artificial e as relações entre gênero, segurança digital e tecnologias emergentes.

Ao todo, são 4 vagas para pesquisadores(as) voluntários(as) e 2 vagas para estagiários(as). Regime remoto com carga horária de 20h semanais. Possibilidade de atividades presenciais caso a pessoa more no Recife e RM.

As pessoas selecionadas irão integrar as atividades de pesquisa, produção de conhecimento e incidência desenvolvidas pelo IP.rec, contribuindo para debates sobre direitos digitais, justiça social e governança da internet.

📅 Inscrições até 3 de julho.

Para participar, envie currículo e carta de intenção para [email protected] com o assunto "Seleção Voluntariado 2026".

A chamada completa, com informações sobre os projetos, critérios de seleção e cronograma, está disponível em ip.rec.br.

A infraestrutura digital não é invisível. Cabos submarinos, data centers, mineração de minerais críticos e consumo massi...
12/06/2026

A infraestrutura digital não é invisível. Cabos submarinos, data centers, mineração de minerais críticos e consumo massivo de energia conectam o avanço tecnológico a disputas territoriais e impactos ambientais muito concretos. Por isso, discutir direitos digitais também é discutir justiça ambiental.

🗞️ No artigo publicado pelo Um Só Planeta, André Lucas Fernandes, diretor do IP.rec, analisa que o modelo atual de expansão tecnológica reproduz lógicas extrativistas históricas: territórios são sacrificados para sustentar cadeias globais de tecnologia, enquanto comunidades locais arcam com os custos ambientais e sociais.

🌎 André mostra que a chamada “economia digital” depende de recursos naturais, água, energia e infraestrutura física, e que seus impactos recaem de forma desproporcional sobre populações vulnerabilizadas do Sul Global.

⚖️ Integrar justiça ambiental e direitos digitais significa reconhecer que sustentabilidade tecnológica não pode ser medida apenas por eficiência ou inovação. É preciso considerar quem suporta os impactos, quem decide sobre os territórios e como proteger direitos humanos diante da expansão das infraestruturas digitais.

📖 Leia o artigo completo no Um Só Planeta.

É uma vitória e a gente comemora! 🎉O documento técnico produzido pelo IP.rec em parceria com o LAPIN foi citado diretame...
22/05/2026

É uma vitória e a gente comemora! 🎉

O documento técnico produzido pelo IP.rec em parceria com o LAPIN foi citado diretamente na recomendação conjunta do Ministério Público Federal (MPF) e da Defensoria Pública da União (DPU), publicada em 20 de maio de 2026, que pede adequações no licenciamento ambiental do data center do TikTok no Ceará.

Um empreendimento desse porte não pode ser licenciado como se fosse de baixo impacto. O MPF e a DPU-CE atuaram como fiscais da lei e dos vulneráveis ao reconhecer o que a evidência técnica mostrava.

Mas a luta não acabou. O povo Anacé ainda não foi consultado, seus territórios continuam sendo invadidos e o licenciamento ainda precisa ser corrigido.

Seguimos.

Pedimos explicações e a Prefeitura respondeu. Mas as respostas contradizem o que o próprio ex-prefeito já declarou publi...
21/05/2026

Pedimos explicações e a Prefeitura respondeu. Mas as respostas contradizem o que o próprio ex-prefeito já declarou publicamente.

🔎 Via Lei de Acesso à Informação, a gestão municipal negou o uso de reconhecimento facial no monitoramento urbano, porém, há vídeos nas plataformas da própria Prefeitura e declarações públicas confirmando o uso da tecnologia em grandes eventos como o Carnaval e o Réveillon.

📸 Essa contradição nas respostas revela um padrão: ora admitem o uso de IA, ora dizem que não coletaram dados para avaliação. Ora descrevem fluxos de alertas com potencial de mobilização policial, ora negam que houve qualquer abordagem.

📣 O poder público não consegue manter coerência sobre o que faz com uma tecnologia de vigilância de massa, violando os direitos de quem circula na cidade todos os dias.

🔗O IP.rec segue investigando no projeto “Um Totem para Cada Esquina”. Se você foi abordado por conta desses sistemas, relate pra gente em nosso formulário de forma anônima pelo link na bio.

No Super Bowl de fevereiro, Bad Bunny transformou o maior palco do entretenimento mundial numa denúncia política sobre o...
13/05/2026

No Super Bowl de fevereiro, Bad Bunny transformou o maior palco do entretenimento mundial numa denúncia política sobre o imperialismo em Porto Rico.

💡Entre as músicas do show, "El Apagón" fala sobre uma crise que a população da ilha enfrenta há anos: um sistema elétrico que nunca se recuperou do furacão Maria, em 2017, e que segue falhando enquanto o Estado normaliza a precariedade de um serviço essencial.

🇵🇷 Enquanto famílias porto-riquenhas convivem com apagões rotineiros e contas de luz cada vez mais caras, grandes empresas de tecnologia chegam à ilha com prioridade garantida na rede elétrica, incentivos fiscais e consumo massivo de energia.

📣 Esse roteiro não é exclusivo de Porto Rico. No Brasil, a instalação de um mega data center do TikTok em Caucaia (CE) já levanta alertas sobre o uso intensivo de água e a ameaça aos territórios do povo indígena Anacé.

O debate sobre data centers também é sobre justiça social e proteção de territórios.

A violência não circula nas redes por acaso. Plataformas digitais transformam conteúdos extremos em engajamento, alcance...
11/05/2026

A violência não circula nas redes por acaso. Plataformas digitais transformam conteúdos extremos em engajamento, alcance e lucro, mesmo quando envolvem crimes, violações e sofrimento para as vítimas.

Quando vídeos violentos viralizam, o problema está principalmente nos sistemas que impulsionam esse tipo de conteúdo e normalizam sua circulação cotidiana.

🗞 Em reportagem da revista VEJA, André Fernandes, diretor do IP.rec, explica que conteúdos violentos costumam gerar alto engajamento nas plataformas e, por isso, acabam sendo favorecidos pelos modelos de inteligência artificial que organizam e distribuem o que vemos nas redes.

🤳 Para André, esse cenário revela como os algoritmos das plataformas são alimentados por dinâmicas que premiam a violência, ampliando a circulação de conteúdos extremos e contribuindo para processos de dessensibilização coletiva diante da brutalidade online.

O algoritmo também discrimina por região.📣 Uma pesquisa da Universidade de Oxford analisou mais de 20 milhões de consult...
08/05/2026

O algoritmo também discrimina por região.

📣 Uma pesquisa da Universidade de Oxford analisou mais de 20 milhões de consultas ao ChatGPT e encontrou um padrão preocupante: a IA reproduz preconceitos regionais sobre o Brasil, associando Norte e Nordeste a atributos negativos, enquanto Sul e Sudeste recebem avaliações consistentemente mais positivas. O estudo se chama "The Silicon Gaze" e investiga como os grandes modelos de linguagem enxergam e julgam os lugares do mundo.

🌎 O problema não está na tecnologia em si, mas no que a alimenta. Os dados usados no treinamento dessas IAs refletem contextos predominantemente ricos e ocidentais que reforçam preconceitos que já existem na sociedade. Quando isso não é enfrentado com regulação e transparência, a IA passa a aprofundar desigualdades.

⚖️ É por isso que a regulação da inteligência no Brasil não pode esperar. O PL 2338 é o caminho para garantir que essas tecnologias respeitem direitos fundamentais em vez de reproduzir as desigualdades do nosso país. Vota o PL 2338 agora! Divulga o relatório, !

🔎 O projeto de Inteligência Artificial do IP.rec está de olho nessas questões. Acompanhe nossas redes sociais para mais estudos e conteúdos sobre governança, regulação e direitos fundamentais na IA.

🔗 Acesse ip.rec.br

O reconhecimento facial erra de forma sistemática com as mesmas pessoas.🔎 Pesquisas documentam taxas de erro de até 35% ...
04/05/2026

O reconhecimento facial erra de forma sistemática com as mesmas pessoas.

🔎 Pesquisas documentam taxas de erro de até 35% para mulheres negras em sistemas desenvolvidos por grandes empresas de tecnologia. Para homens brancos, esse número cai para menos de 1%. Essa diferença mostra quem foi considerado (e quem foi ignorado) na construção dessas ferramentas.

📣 Esse viés tem consequências graves: uma identificação errada por um sistema de segurança pública pode significar uma exposição a violência que já é desproporcionalmente maior para pessoas negras, mulheres e pessoas trans, como nos exemplos citados.

📸 Em Recife, 89 totens foram instalados sem estudo de impacto, sem análise de viés e sem consultar quem mais seria afetado. No projeto “Um Totem para Cada Esquina”, analisamos a intersecção de violências que populações em vulnerabilidade sofrem com a instalação de reconhecimento facial como medida de segurança pública.

Acompanhe nossos achados.

Desembarcamos na Zâmbia! 🌍✈️Nosso diretor, André Fernandes, desembarca em Lusaca, na Zâmbia, para participar do encontro...
30/04/2026

Desembarcamos na Zâmbia! 🌍✈️

Nosso diretor, André Fernandes, desembarca em Lusaca, na Zâmbia, para participar do encontro internacional EarthKeepers vs AI Empires, a convite da Aliança da Zâmbia para Agroecologia e Biodiversidade (ZAAB).

Durante três dias, o evento reúne organizações do mundo todo para debater caminhos possíveis entre tecnologia, clima, biodiversidade e justiça social, temas que atravessam diretamente o nosso trabalho.

Seguimos conectando o Recife ao mundo e fortalecendo redes por um futuro mais justo e sustentável.

O conceito de "pátria" vai muito além das fronteiras no mapa. Envolve também poder, identidade e quem controla os recurs...
27/04/2026

O conceito de "pátria" vai muito além das fronteiras no mapa. Envolve também poder, identidade e quem controla os recursos naturais e os modos de vida de um lugar.

No Brasil, esses conflitos se manifestam principalmente de forma interna, nas tensões entre grandes empreendimentos e comunidades locais. A ocupação e o uso do território seguem marcados por desigualdades históricas.

🗞Em reportagem da Gama Revista, André Fernandes, diretor do IP.rec, critica o processo de licenciamento ambiental do data center da ByteDance, empresa controladora do TikTok, previsto para ser inaugurado em 2027 em Caucaia (CE). O projeto foi tratado como um simples galpão, o que ignora o uso intensivo de recursos naturais que esse tipo de estrutura exige, especialmente a água.

🌿André também destaca que o caso segue um padrão mais amplo: grandes empreendimentos tendem a se instalar em territórios vulneráveis, afetando populações indígenas, quilombolas e comunidades tradicionais. Para ele, esse modelo aprofunda desigualdades e expõe falhas na proteção socioambiental.

Endereço

Recife, PE

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