12/03/2025
CAMINHANDO EM RECIFE
Almir José Verísimo
Tudo começou levado pelas mãos do Meu Pai Ir.’.Amaro Veríssimo meu primeiro Mestre, desde criança, nos passeios ou no trabalho caminhando pelo Recife, conhecendo seus habitantes, suas ruas, bairros, Pátios, Praças,Templos, Igrejas, comercio, sociedade, clubes, teatros, restaurantes, botecos, praias, parques, museus e monumentos, fazendo e preservando amigos, descobrindo suas origens, conhecendo sua história e suas histórias. Como bom aprendiz andei muito, conheci outros continentes, paízes, cidades do Brasil e do Mundo, hoje com minha esposa Bianca, levo pelas minhas mãos minhas Filhas Juliana, Tatiana e Isabella e Meus Filhos Victor e Almir Jr, a caminhar em Recife, como peregrinos, descobrindo a vida em cada esquina, fazendo e preservando amigos, para no futuro levar meus netos a sentirem as emoções de aprender a amar a nossa Recife a nossa família e aos nossos amigos. Recife não tem Identidade e não tem alma. Tem História mas, não tem histórias. Identidade e histórias têm os habitantes do Recife. Que são também as que lhe fornece a alma. Tendemos a atribuir uma personalidade ao Recife e suas instituições, independentemente de seus habitantes, algo que existiria mesmo que seus habitantes fossem invisíveis, muitas vezes esquecemos que a mais moderna e bela Metrópole é um conjunto de pessoas, de vidas e por mais desenvolvida que pareça nunca independerá do humano, que através do tempo construiu sua imagem com suas vidas, o seu passado e o presente. Faço um resgate das manifestações e sensibilidade do recifense, com suas histórias, pungentes, patéticas, enfim tudo aquilo que nos acontece por sermos desta espécie de mamíferos, condenados à autoconsciência e à compaixão, como é bom se conhecer ouvindo e lendo as experiências dos homens, mulheres e crianças do Recife e descobrir que além das pontes, das praias, dos monumentos existe a vida com o coração de cada um como um Templo de onde se vê a Alma do Recife.