17/05/2026
*Momento Ampare - PE*
Com Lucimar Albuquerque Mello Felipe, Neuropsicóloga na AMPARE
Vivemos um momento em que há maior acesso à informação sobre saúde mental, o que é positivo. No entanto, isso também tem levado a interpretações rápidas e, por vezes, imprecisas de comportamentos humanos complexos.
Características como incômodo com etiquetas, aversão a determinadas texturas alimentares, hipersensibilidade a sons ou cheiros costumam ser imediatamente associadas ao Transtorno do Espectro Autista (TEA).
Mas, do ponto de vista clínico, essas manifestações são inespecíf**as, ou seja, não pertencem exclusivamente a um único diagnóstico.
Podem aparecer em diferentes contextos, como: ansiedade, TDAH, estresse, cansaço, transtornos de humor ou até em pessoas sem qualquer transtorno.
No TEA, as alterações sensoriais fazem parte de um padrão mais amplo, que inclui dificuldades persistentes na comunicação social e padrões restritos e repetitivos de comportamento.
O diagnóstico não se baseia em um sintoma isolado, mas em um conjunto consistente de critérios, com início no desenvolvimento e impacto funcional signif**ativo.
O que define um transtorno não é um sintoma isolado, mas a intensidade, frequência e impacto na vida da pessoa.
Antes de rotular, é preciso avaliar o contexto. Nem tudo é transtorno. Muitas vezes, é apenas humano.