22/05/2026
A deputada Alexandria Ocasio-Cortez levou potes de água barrenta ao Congresso americano para denunciar o impacto invisível e destrutivo da rápida construção de data centers nos aquíferos locais, quebrando a ilusão de que a internet é “limpa e abstrata”.
O Brasil vive uma corrida das Big Techs (Microsoft, AWS, TikTok) e já concentra 50% de toda a infraestrutura de data centers da América Latina.
Para resfriar milhares de supercomputadores que rodam Inteligências Artificiais sem parar, essas estruturas consomem milhões de litros de água por dia. Cientistas alertam que isso pode esgotar lençóis freáticos e fazer faltar água nas torneiras da população, mesmo em cidades com grande potencial hídrico (como Uberlândia-MG).
Além da água, a demanda elétrica massiva e ininterrupta põe em risco o Sistema Interligado Nacional, ameaçando encarecer a conta de luz e gerar apagões em períodos de seca.
As grandes corporações operam sob sigilo, sem divulgar abertamente seus consumos reais, enquanto os licenciamentos ambientais ignoram o impacto cumulativo dessas estruturas.
O Brasil não pode se submeter ao papel de “colônia digital”, sacrificando seus recursos vitais para processar dados do Norte Global. A luta ecossocialista exige fiscalização rígida e a obrigatoriedade de tecnologias de resfriamento que não usem água.