06/02/2025
Causas da doença de Parkinson
O Parkinson foi descrito pela primeira vez ainda em 1817, pelo médico e cirurgião inglês James Parkinson, ulteriormente a doença ficou conhecida como no meio médico neurológico da época, principalmente pela voz influente do então Neurologista Jean-Martin Charcot que trabalhava em Paris atendendo pacientes com as mesmas características e chamou a doença como havia sido descrita por James Parkinson, como “Mal” ou doença de Parkinson.
Assim a enfermidade ficou conhecida popularmente como “Mal de Parkinson”. No entanto, o termo “Mal” caiu em desuso e foi abandonado por médicos e pacientes com o objetivo de reduzir o estigma social e o preconceito contra os portadores da doença. Assim o termos mais utilizado atualmente é mesmo doença de Parkinson. Por ser uma doença considerada neurodegenerativa, tem progressão dos sintomas consequentes à perda antecipada de neurônios que produzem dopamina localizados em uma região profunda no cérebro chamada de substancia negra. Por isso é considerada uma doença neurológica crônica e lentamente progressiva e por isso aumenta com a idade.
Atualmente, se conhece muitos detalhes sobre a doença, como ela se desenvolve, seus sintomas e como tratá-los, mas não é possível saber entre as pessoas, quem realmente desenvolverá a doença. Por isso é difícil estabelecer uma só causa para o desenvolvimento da doença e assim, não é possível prevenir o aparecimento do Parkinson. A doença de Parkinson propriamente dita, no meio médico-científico é referida como Doença de Parkinson Idiopática, ou seja a doença a qual não sabemos a causa.
No entanto, principalmente na última década avanços sobre o conhecimento da doença de Parkinson foram atingidos, principalmente quanto a genética da doença de Parkinson. Hoje se sabe que cerca de 15% doas pessoas com doença de Parkinson tem algum familiar de primeiro ou segundo grau com a doença e desses, cerca de um terço tem alteração genética relacionado a doença de Parkinson. Ou seja, por volta de 5% de todas as pessoas com doença de Parkinson tem alguma alteração genética. Consequentemente a grande maioria (95%) não tem alterações genéticas que sejam conhecidas nos dias de hoje.
A dopamina é um neurotransmissor responsável pelo envio de mensagens às partes do cérebro que fazem a coordenação dos movimentos. Sem ela, a informação necessária para o controle do movimento não atinge seu alvo, ou seja, há falha na comunicação. Assim ocorre o tremor e o controle motor f**a comprometido.
O tremor ainda é o sintoma mais reconhecido pelas pessoas na doença, mas nem todo parkinsoniano tem tremor e nem todo tremor indica doença de Parkinson. O Parkinson também pode afetar diferentes regiões do corpo, como os músculos responsáveis pela fala e deglutição, olfato e até trazer dificuldades para andar. Com o avanço da degeneração, pode inclusive alterar a capacidade de concentração e em fases muito avançadas até comprometer a memória como veremos a seguir
Fonte site do . Erich Fonoff