05/02/2026
O retorno às aulas em Praia Grande escancara um problema que a gestão do prefeito Alberto Mourão insiste em tratar com descaso.
As lousas digitais, adquiridas com grande investimento de dinheiro público, seguem sem funcionar. Não se trata de falha pontual ou problema técnico isolado: trata-se de anos sem manutenção. Equipamentos que deveriam qualificar o ensino permanecem inutilizados, transformando investimento em sucata e evidenciando o desperdício de recursos públicos.
Neste início de ano letivo, a situação se agrava ainda mais. As escolas estão sem acesso à internet, inviabilizando o desenvolvimento de projetos pedagógicos que dependem de recursos digitais, pesquisa e uso de plataformas educacionais. Em pleno século XXI, a escola pública é empurrada para o atraso.
A falta de internet também compromete diretamente o trabalho docente. O diário digital, ferramenta essencial para o registro pedagógico, não está disponível neste início de ano, e não há qualquer orientação clara sobre como os registros deverão ser feitos. Paira, inclusive, a possibilidade de retorno ao diário de papel — um retrocesso que revela improviso, desorganização e ausência de planejamento por parte da administração municipal.
A Lei de Diretrizes e Bases da Educação Nacional (LDB – Lei nº 9.394/96) é clara ao afirmar que o dever do Estado com a educação será efetivado mediante a garantia de “padrões mínimos de qualidade de ensino” (art. 4º). A própria LDB estabelece como princípio a garantia de padrão de qualidade (art. 3º). O que se vê nas escolas de Praia Grande hoje está muito distante disso.
Enquanto a Prefeitura falha, professores seguem improvisando, acumulando responsabilidades e lidando com problemas estruturais que não deveriam fazer parte da rotina pedagógica.
Educação não se faz com propaganda, nem com tecnologia abandonada.
Educação exige manutenção, planejamento e responsabilidade política.
A gestão Alberto Mourão precisa responder.
E precisa responder agora.