SEASOP - Sociedade de Engenheiros e Arquitetos da SOP

SEASOP - Sociedade de Engenheiros e Arquitetos da SOP A SEASOP, tem por finalidade congregar os profissionais de nível superior ligados ao sistema CREA e

Estrutura do viaduto Otávio Rocha terá inspeção inédita em evento sobre termografia A seccional gaúcha da Associação Bra...
16/11/2020

Estrutura do viaduto Otávio Rocha terá inspeção inédita em evento sobre termografia

A seccional gaúcha da Associação Brasileira de Engenheiros Mecânicos e Industriais (Abemec) realizará, nesta quinta-feira (19/11), uma vistoria cadastral, de forma não destrutiva, no viaduto Otávio Rocha, em Porto Alegre, utilizando a técnica de termografia aplicada à análise de danos (Termodan).

A técnica, desenvolvida pela Abemec-DF, permite o registro das variações térmicas medidas na superfície do objeto tendo como base a detecção da radiação infravermelha refletida naturalmente pelos corpos, com intensidade proporcional à sua temperatura. Pela Termodan, é possível identif**ar onde há alterações de comportamento térmico em uma determinada estrutura.

As imagens que serão captadas no viaduto Otávio Rocha f**arão disponíveis em um banco de dados para a identif**ação de possíveis manifestações patológicas, como forma de incentivar estudantes e profissionais da engenharia a conheceram a técnica, que teve como primeiro objeto as “tesourinhas” de Brasília – viadutos que fazem parte do patrimônio histórico e cultural da cidade.

Os resultados da vistoria em Porto Alegre serão apresentados no Seminário Internacional de Engenharia Mecânica e Industrial (SEIEMI Termodan), que ocorre no dia 2 de dezembro na Ulbra Canoas numa parceria entre as seccionais da Abemec do Rio Grande do Sul e do Distrito Federal.

“A Termodan é eficiente e econômica e, pelo método passivo, não há a necessidade de estímulo externo na estrutura, pois ela faz a leitura superficial por meio de uma faixa infravermelha. Com o uso de uma câmera termossensível, a técnica identif**a irregularidades que afetam o fluxo de calor na superfície da estrutura”, explica o presidente da Abemec-DF, Gutemberg Rios.

Os relatórios da vistoria cadastral desta quinta-feira serão disponibilizados a todos os parceiros, apoiadores e entidades governamentais para que as informações possam ser compartilhadas. As imagens termográf**as que serão colhidas também estarão à disposição na página oficial da Abemec gaúcha.

Os alunos e profissionais que tenham interesse em participar do projeto podem se inscrever como voluntários em https://www.sympla.com.br/seiemi-termodan__785390?token=00aa29bd8a5b59fa3e6d06711d10c760.

O SEIEMI Termodan ocorrerá no dia 2 de dezembro, na Ulbra Canoas, das 15h às 21h40. Devido às precauções com o novo coronavírus, todas as medidas de segurança serão tomadas e o ambiente será desinfectado pela equipe da GHS Brasil, empresa parceria do evento.

O evento é organizado pela Abemec-RS em conjunto com a Abemec-DF e Engenharia & Prosa e patrocínio do sistema CONFEA-CREA, Mútua, GHS Brasil e AK Automação.

Link de inscrições para divulgação:
https://www.sympla.com.br/seiemi-termodan__785390

Profissionais de arquitetura e engenharia  lutam para garantir dignidade ao sistema prisional do Estado São nove profiss...
28/08/2020

Profissionais de arquitetura e engenharia lutam para garantir dignidade ao sistema prisional do Estado

São nove profissionais da arquitetura e da engenharia que têm uma árdua tarefa na Secretaria de Obras e Habitação (SOP): humanizar o sistema prisional do Estado. Na contramão da sociedade e da própria administração pública, a preocupação dessas mulheres e desses homens é garantir socialização e um cotidiano digno para quem cometeu crimes, mas que nem por isso deve ser tratado com desprezo ou violência.
“É claro que estamos falando de pessoas que cometeram crimes e que estão pagando por eles. Mas também de pessoas que têm família, que merecem uma chance, que estão dispostos a aprender. É mais fácil tentar recuperar do que jogá-los na vala comum das facções”, diz o arquiteto e urbanista Carlos Iponema, um dos poucos especialistas em arquitetura prisional no Brasil e que há dez anos atua na SOP junto ao sistema prisional.
A coisa funciona assim: um grupo de profissionais é designado para atender segmentos específicos de obras e reformas na Secretaria, que demandam projetos de acordo com as demandas de cada atividade. Por exemplo, educação e saúde. No caso da segurança pública, um dos segmentos é justamente o sistema prisional, que conta com mais de cem unidades no Rio Grande do Sul.
Assim surgiram propostas que visam tornar mais digna a vida nas cadeias, já que a privação da liberdade é a pena imposta pela sociedade – e não qualquer outro tipo de punição. “Nesse sentido, por que não tornar sociável a vida de quem nunca conseguiu se socializar?”, pergunta Iponema. O profissional cita os módulos polivalentes, onde há espaço de lazer para filhas e filhos de apenados, como exemplo de iniciativa viável de humanização dos presídios.
Também cita módulos de trabalho e estudo, onde detentos podem exercer atividades durante o cumprimento da pena em oposição à ociosidade que marca a maioria das cadeias no país. Ou áreas de atendimento de saúde diferentes para detentas grávidas ou que deram à luz recentemente em penitenciárias femininas, como forma de garantir os cuidados especiais necessários nessa fase.
Iponema argumenta que um presídio, mesmo que seja um local de reclusão para criminosos, não precisa ter uma arquitetura sombria. O pátio, por exemplo, pode ter bancos. Em vez de muros, telas. As paredes podem receber cores, que inclusive ajudam no desafio da ressocialização. As celas de encontros íntimos também devem ser adaptadas, com o conforto e o isolamento necessários para que os apenados que têm direito usufruam o benefício com dignidade.
A maioria das propostas, infelizmente, não sai das pranchetas. Iponema diz que as administrações estão mais preocupadas em garantir novas celas, que amenizem a superlotação, ou medidas que aumentem a segurança do que equipamentos que podem trazer dignidade a presos e presas e, consequentemente, mais tranquilidade ao sistema. Sem esquecer, claro, a preocupação dos que convivem com a população carcerária, ou seja, agentes penitenciários, guarda externa e funcionários.
“O sistema resiste muito a mudanças. Mas um tratamento desumano não resolve nada, pelo contrário. Já vi celas com 30 pessoas onde só caberiam seis, se as diretrizes do próprio sistema fossem cumpridas. Eu sigo tendo esperança em recuperar pessoas para o convívio social”, conclui o arquiteto.

Técnicos do Estado garantem segurança e acessibilidade nos novos elevadores do IPE Os oito elevadores do prédio do Insti...
19/08/2020

Técnicos do Estado garantem segurança e acessibilidade nos novos elevadores do IPE

Os oito elevadores do prédio do Instituto de Previdência do Estado do Rio Grande do Sul (IPE) vão passar pela maior modernização de sua história, que completa 50 anos em 2021. Os oito elevadores do prédio de 12 andares serão trocados por equipamentos novos, de alta tecnologia, numa obra que se estenderá até abril de 2022. O investimento será de R$ 6,2 milhões.
O projeto para a troca dos equipamentos foi todo coordenado pelos técnicos da Secretaria de Obras e Habitação (SOP), que também fiscalizarão a implantação dos novos elevadores – começando pela vistoria, passando pelo estudo técnico preliminar, projeto básico (mecânico, elétrico e civil), orçamento para formação do preço oficial e fiscalização técnica do contrato.
“Nossa preocupação, no projeto, foi garantir segurança e acessibilidade para os novos equipamentos, já que o IPE recebe um público majoritariamente idoso que precisa de nossa atenção”, diz o engenheiro mecânico Luciano Neves da Fontoura, da Seção de Projetos Elétricos e Equipamentos da SOP.
Neves e outros dois técnicos da secretaria compõem a comissão de fiscalização técnica da obra, que deve iniciar até dezembro. A comissão tem a incumbência de garantir o cumprimento das especif**ações técnicas do contrato e também a realização das obras elétricas e civis necessárias à modernização. Junto com Neves estarão o engenheiro Jeremias Gelsomino Dellagostin e a engenheira Gabriela Matins da Silva.
Os oito elevadores do prédio fazem parte do projeto original da sede do IPE, que foi inaugurada em 1972. Na nova versão, a velocidade de 150 metros por minuto se mantém. Mas haverá adaptações importantes: as botoeiras serão rebaixadas na versão que a ser instalada, para servir a usuários cadeirantes.
Também haverá piso tátil para orientar pessoas com baixa visão em todos os andares, além de um sistema regenerativo de energia que vai devolver eletricidade ao prédio sempre que o equipamento estiver usando seu sistema de frenagem – tanto nas descidas quanto nas subidas.
Serão retirados e substituídos dois elevadores de cada vez, para que o fluxo de acesso do prédio – que concentra os serviços administrativos do IPE Prev e do IPE Saúde – não seja prejudicado. Depois das trocas, a empresa que fornecerá os equipamentos fará a manutenção dos elevadores pelo período de um ano.

A Secretaria de Obras e Habitação (SOP) foi constituída pelo governo do Estado por meio do Projeto de Lei 224/2018, apro...
12/08/2020

A Secretaria de Obras e Habitação (SOP) foi constituída pelo governo do Estado por meio do Projeto de Lei 224/2018, aprovado pela Assembleia Legislativa e publicado no Diário Oficial como a Lei Estadual nº 15.246, de 02 de janeiro de 2019, que redefiniu a estrutura administrativa do Poder Executivo do Rio Grande do Sul.
É um dos órgãos mais antigos do Estado, tendo sido criado em 1890 como estrutura vinculada à Agricultura. Dividida em seis departamentos (administrativo, habitação, obras públicas, regularização fundiária e reassentamento, desenvolvimento urbano e poços e redes), tem como secretário o deputado federal José Stédile.
O departamento mais volumoso é justamente o de obras públicas (DOP), que cuida de todos os empreendimentos que envolvam contratação da iniciativa direta – com exceção da força-tarefa da segurança pública, que cuida dos presídios, delegacias de polícia e da Brigada Militar. O diretor Ricardo Todeschini informa que o DOP recentemente passou a cuidar também das obras de duas barragens federais no Estado: Jaguari e Tacuarembó, ambas na região da Campanha.
O Estado tem 92 obras ativas em execução e 135 paradas – a maioria por restrições provocadas pela pandemia de coronavírus. As mais importantes são a construção da nova sede do Instituto Geral de Perícias (IGP), orçada em R$ 29 milhões, e a construção dos Centros da Juventude, cujo orçamento chega a R$ 20 milhões com recursos do Banco Interamericano de Desenvolvimento (BID).
Outras obras importantes são a construção de dois novos Centros de Atendimento Socioeducativos (Case) – um em Santa Cruz do Sul e outro em Viamão. Cada um terá capacidade para cerca de 60 jovens infratores a um custo construtivo de R$ 24 milhões por unidade. Um terceiro Case será erguido em Osório.
São 28 coordenações regionais no Rio Grande do Sul, que têm como principal demanda o atendimento de reformas emergenciais em escolas. “Cerca de 90% de nossos projetos são vinculados à Secretaria da Educação”, informa Todeschini. O corpo funcional tem 121 pessoas, com destaque para profissionais das áreas de engenharia e arquitetura.
Graças à modalidade “autonomia financeira”, as coordenadorias têm autonomia para contratar empresas locais para obras de até R$ 330 mil. Isso, segundo Todeschini, garante mais agilidade nas contratações, que normalmente envolvem prazos médio de 60 dias entre laudos, vistorias, licitações e contratações, entre outros procedimentos.
Outro departamento estratégico da SOP é o desenvolvimento urbano, que cuida de eventos climáticos especialmente relacionados à recuperação de estradas vicinais – que são aquelas administradas pelas prefeituras. A assessora especial Ana Paula Eid diz que há 12 convênios ativos com prefeituras referentes às cheias registradas no Rio Grande do Sul entre outubro e novembro de 2019 e outros 53 em relação à mais recente estiagem no Estado.
“Nossa principal atividade é repassar maquinário para que os municípios reconstruam suas estradas ou façam desassoreamento de rios e córregos, além da abertura de ruas ou estradas”, diz Ana Paula. A secretaria tem sete retroescavadeiras em operação, três em conserto e cinco pessoas para cuidar de 497 municípios.
“Temos uma demanda gigantesca e eventos climáticos severos cada vez mais frequentes. Mas contamos com a boa vontade das prefeituras para que tudo funcione bem”, destaca a assessora, que cuida da gestão da área. O maquinário é cedido às prefeituras mediante convênio. As administrações municipais precisam entregar um relatório fotográfico sobre a situação das obras.
A contrapartida dos municípios é a operação e o combustível para o período de uso, que em geral se esgota em 45 dias. Há casos, porém, em que a necessidade se estende por períodos maiores. As máquinas, segundo Ana Paula, estão sempre rodando. Como há menos máquinas que convênios, também há contratação de retroescavadeiras terceirizadas para atender à demanda.
O Departamento de Habitação (DH) surgiu da fusão da Secretaria de Obras com a Secretaria de Habitação, ainda no governo passado. “As funções da secretaria foram absorvidas entre vários departamentos”, informa o diretor do DH, Albano Rochedo Gaddo.
O DH ficou organizado em duas divisões: novos convênios e social. Na primeira, são realizados convênios com prefeituras e cooperativas para a construção de unidades habitacionais – ou o Estado entra com a área para a construção ou com um valor e até R$ 5 mil por cada moradia. “Logo depois de firmada a parceria, o departamento passa a controlar a prestação de contas das prefeituras”, sustenta Albano. A fiscalização, entretanto, f**a a cargo de apenas um funcionário.
No caso dos projetos não se concretizarem, as prefeituras são obrigadas a devolver os recursos. “Infelizmente isso acontece com certa frequência. As prefeituras às vezes não têm recursos para terminar as obras, ou realizam a construção de forma diferente dos projetos. Aí têm que devolver”, diz o diretor.
Há dois anos não há novos convênios firmados por falta de verbas. Já nos quatro anteriores, segundo dados da divisão, foram fechados cinco convênios – dois deles oriundos de consulta popular. Também não há investimentos relativos ao programa Minha Casa, Minha Vida, do governo federal, que secou verbas a partir de 2019.
A divisão social, por sua vez, cuida de famílias removidas para fins de obras públicas – a construção da RS-118, por exemplo – com pagamento de aluguel social. O valor chega a R$ 500 mensais e as famílias são acompanhadas pela assistência social da Secretaria, que verif**a o cumprimento do acordo e a situação de cada núcleo.
Há também os departamentos de regularização fundiária e reassentamento, que atua diretamente em áreas públicas estaduais ocupadas para fins de moradia, e de poços e redes.

Diretorias garantem eficiência da Secretaria de Obras e Habitação do RSA Secretaria de Obras e Habitação (SOP) foi const...
12/08/2020

Diretorias garantem eficiência da Secretaria de Obras e Habitação do RS

A Secretaria de Obras e Habitação (SOP) foi constituída pelo governo do Estado por meio do Projeto de Lei 224/2018, aprovado pela Assembleia Legislativa e publicado no Diário Oficial como a Lei Estadual nº 15.246, de 02 de janeiro de 2019, que redefiniu a estrutura administrativa do Poder Executivo do Rio Grande do Sul.
É um dos órgãos mais antigos do Estado, tendo sido criado em 1890 como estrutura vinculada à Agricultura. Dividida em seis departamentos (administrativo, habitação, obras públicas, regularização fundiária e reassentamento, desenvolvimento urbano e poços e redes), tem como secretário o deputado federal José Stédile.
O departamento mais volumoso é justamente o de obras públicas (DOP), que cuida de todos os empreendimentos que envolvam contratação da iniciativa direta – com exceção da força-tarefa da segurança pública, que cuida dos presídios, delegacias de polícia e da Brigada Militar. O diretor Ricardo Todeschini informa que o DOP recentemente passou a cuidar também das obras de duas barragens federais no Estado: Jaguari e Tacuarembó, ambas na região da Campanha.
O Estado tem 92 obras ativas em execução e 135 paradas – a maioria por restrições provocadas pela pandemia de coronavírus. As mais importantes são a construção da nova sede do Instituto Geral de Perícias (IGP), orçada em R$ 29 milhões, e a construção dos Centros da Juventude, cujo orçamento chega a R$ 20 milhões com recursos do Banco Interamericano de Desenvolvimento (BID).
Outras obras importantes são a construção de dois novos Centros de Atendimento Socioeducativos (Case) – um em Santa Cruz do Sul e outro em Viamão. Cada um terá capacidade para cerca de 60 jovens infratores a um custo construtivo de R$ 24 milhões por unidade. Um terceiro Case será erguido em Osório.
São 28 coordenações regionais no Rio Grande do Sul, que têm como principal demanda o atendimento de reformas emergenciais em escolas. “Cerca de 90% de nossos projetos são vinculados à Secretaria da Educação”, informa Todeschini. O corpo funcional tem 121 pessoas, com destaque para profissionais das áreas de engenharia e arquitetura.
Graças à modalidade “autonomia financeira”, as coordenadorias têm autonomia para contratar empresas locais para obras de até R$ 330 mil. Isso, segundo Todeschini, garante mais agilidade nas contratações, que normalmente envolvem prazos médio de 60 dias entre laudos, vistorias, licitações e contratações, entre outros procedimentos.
Outro departamento estratégico da SOP é o desenvolvimento urbano, que cuida de eventos climáticos especialmente relacionados à recuperação de estradas vicinais – que são aquelas administradas pelas prefeituras. A assessora especial Ana Paula Eid diz que há 12 convênios ativos com prefeituras referentes às cheias registradas no Rio Grande do Sul entre outubro e novembro de 2019 e outros 53 em relação à mais recente estiagem no Estado.
“Nossa principal atividade é repassar maquinário para que os municípios reconstruam suas estradas ou façam desassoreamento de rios e córregos, além da abertura de ruas ou estradas”, diz Ana Paula. A secretaria tem sete retroescavadeiras em operação, três em conserto e cinco pessoas para cuidar de 497 municípios.
“Temos uma demanda gigantesca e eventos climáticos severos cada vez mais frequentes. Mas contamos com a boa vontade das prefeituras para que tudo funcione bem”, destaca a assessora, que cuida da gestão da área. O maquinário é cedido às prefeituras mediante convênio. As administrações municipais precisam entregar um relatório fotográfico sobre a situação das obras.
A contrapartida dos municípios é a operação e o combustível para o período de uso, que em geral se esgota em 45 dias. Há casos, porém, em que a necessidade se estende por períodos maiores. As máquinas, segundo Ana Paula, estão sempre rodando. Como há menos máquinas que convênios, também há contratação de retroescavadeiras terceirizadas para atender à demanda.
O Departamento de Habitação (DH) surgiu da fusão da Secretaria de Obras com a Secretaria de Habitação, ainda no governo passado. “As funções da secretaria foram absorvidas entre vários departamentos”, informa o diretor do DH, Albano Rochedo Gaddo.
O DH ficou organizado em duas divisões: novos convênios e social. Na primeira, são realizados convênios com prefeituras e cooperativas para a construção de unidades habitacionais – ou o Estado entra com a área para a construção ou com um valor e até R$ 5 mil por cada moradia. “Logo depois de firmada a parceria, o departamento passa a controlar a prestação de contas das prefeituras”, sustenta Albano. A fiscalização, entretanto, f**a a cargo de apenas um funcionário.
No caso dos projetos não se concretizarem, as prefeituras são obrigadas a devolver os recursos. “Infelizmente isso acontece com certa frequência. As prefeituras às vezes não têm recursos para terminar as obras, ou realizam a construção de forma diferente dos projetos. Aí têm que devolver”, diz o diretor.
Há dois anos não há novos convênios firmados por falta de verbas. Já nos quatro anteriores, segundo dados da divisão, foram fechados cinco convênios – dois deles oriundos de consulta popular. Também não há investimentos relativos ao programa Minha Casa, Minha Vida, do governo federal, que secou verbas a partir de 2019.
A divisão social, por sua vez, cuida de famílias removidas para fins de obras públicas – a construção da RS-118, por exemplo – com pagamento de aluguel social. O valor chega a R$ 500 mensais e as famílias são acompanhadas pela assistência social da Secretaria, que verif**a o cumprimento do acordo e a situação de cada núcleo.
Há também os departamentos de regularização fundiária e reassentamento, que atua diretamente em áreas públicas estaduais ocupadas para fins de moradia, e de poços e redes.

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