08/10/2026
COLEGAS DO BB DE ANTIGAMENTE
Dia de Finados chegando, dois de novembro, a saudade de antigos colegas do BB já vai apertando no peito. Tanta gente já partiu. A velha guarda se foi. A lembrança da família BB está presente na memória. Os bons momentos vividos juntos. O famoso espírito de corps que fazia toda a diferença entre nós e os outros bancários.
Lembro de colegas generosos, cuja amizade estava acima de qualquer suspeita. Eram amigos de verdade. Dispostos a ajudar nas adversidades. Dispostos a nos apoiar quando necessário. Podíamos contar sempre com eles.
Mário Juarez, Carlos Duren, Luizinho Lemos Velho, Dr. Jorge Krieger, Carlos Feres, Eli Figueira, João Emery Buratto, Oscar Fagundes, Nestor Hintz, Renato Silva, Silmar Haubrich, Aldo Ibanos, Tirelly, Queiroz, o Carioca, Otávio Lunardi, Glicério Midom. Tantos outros. Colegas e amigos incondicionais.
Sinto falta dessa turma. Tivemos muitas lutas e aventuras juntos, bem-sucedidas, alegres e felizes. Não tínhamos vergonha de procurar a felicidade. E coragem nunca nos faltava. Há pouco, lembrei meu lance do peladaço no Mourisco, no Rio de Janeiro, para liberar o BET.
O Luizinho Lemos Velho gostava de organizar excursões. Me ajudou a organizar a excursão a Uruguaiana. Dois ônibus lotados sob o comando do Chico Tourruco. Partidas de tênis e futebol, visita a Libres, churrasco na fazenda da mãe da Ana. Luizinho sempre lembrava desse alegre acontecimento. Era contumaz nas reuniões do CD da Afabb RS em registrar voto de louvor à diretoria. Grande bailarino. Nos deixou precocemente.
Mas pé de valsa mesmo era o Mário Juarez de Oliveira. Com sua querida esposa Rosa, dava show no salão de baile. Eli Figueira e Clara também eram bons de dança.
Vou ficando por aqui nas recordações. Hoje, muito se fala nas diferenças das gerações, nas diversas épocas, nos anos dourados, nos anos de chumbo, no tempo em que o BB era a nossa Casa também. Até alguns chamavam o BB de Mãe Brasileira.
Essas relembranças me parecem necessárias quando me deparo hoje com um BB diferente, longe daquele no qual trabalhamos, com um funcionalismo dividido e distante, omisso e desinteressado, com as nossas AABBs esvaziadas e sucateadas. Que tristeza!