05/10/2026
Segue um resumo do Capítulo 3 da obra Mediunismo, de Ramatís.
"Todas as criaturas são médiuns?"
👉🏽A Intuição Pura como a faculdade mais avançada: Ramatís esclarece que a forma mais sublime de mediunidade não é um fenômeno de efeitos físicos espetaculares, mas sim a Intuição Pura. Ela liga a alma encarnada diretamente à Mente Divina, funcionando como uma lente que amplia a visão humana para além das formas materiais e ilusórias. É o ápice da evolução espiritual, característica de seres iluminados como Buda, Jesus e Francisco de Assis.
👉🏽A mediunidade como atributo inerente ao espírito: O texto afirma que todas as criaturas são médiuns em potencial. Isso ocorre porque a mediunidade não é um subproduto mecânico do sistema nervoso ou da carne, mas uma propriedade intrínseca da alma. Constantemente influenciamos e somos influenciados por pensamentos e sentimentos de outros (tanto encarnados quanto desencarnados). Pessoas otimistas emanam energias de ânimo e esperança, enquanto os pessimistas propagam melancolia e desânimo.
👉🏽A eclosão da mediunidade e o sofrimento: Enquanto uma mediunidade saudável e natural brota de forma serena pelo aprimoramento espiritual, a chamada "mediunidade de prova" costuma eclodir acompanhada de distúrbios mentais ou físicos. Trata-se de uma concessão provisória da espiritualidade superior para auxiliar espíritos endividados em seu resgate cármico. O desregramento e a falta de vigilância moral atraem espíritos sofredores ou obsessores, tornando o desenvolvimento inicial um processo muitas vezes doloroso e tensional.
👉🏽A eletricidade espiritual e o livre-arbítrio: A faculdade mediunística é comparada à eletricidade: quando bem orientada e compreendida (seguindo as diretrizes salutares codif**adas por Allan Kardec), produz frutos admiráveis; quando mal utilizada ou entregue ao empirismo desordenado, gera desilusões e ruína. O texto reforça que o ser humano sempre esteve diante de escolhas morais (simbolizadas no mito de Adão e Eva), tendo o livre-arbítrio para sintonizar-se com as forças do Bem ou com o instinto animal inferior.
👉🏽A lei de afinidade e a proteção espiritual: Os espíritos obsessores ou malfeitores só conseguem atuar sobre os encarnados que cedem aos vícios, às paixões desregradas e à negligência espiritual. Através da lei da afinidade eletiva, "os homens bons atraem os bons espíritos e os homens maus atraem os maus espíritos". Por isso, o verdadeiro antídoto contra as influências trevosas não reside em rituais complexos, mas na reforma íntima, no estudo superior, na prática da caridade e na vivência sincera dos ensinamentos do Cristo.
Reflexão Final
Que possamos compreender a mediunidade não como um fardo ou um privilégio passageiro, mas como uma sagrada oportunidade de autoaperfeiçoamento e amor ao próximo. Que a luz da Intuição Pura e a sintonia com os excelsos benfeitores do Alto guiem os nossos passos diários, transformando cada pensamento e atitude em instrumentos vivos de paz, renovação e caridade genuína na seara do bem.