09/03/2026
Depois de duas décadas de esforços pelo Parque Nacional do Albardão, localizado no mar e nas longas praias do Extremo Sul do Brasil, o presidente Lula assinou o decreto de criação na última quinta-feira.
A busca por essa Unidade de conservação, que protegerá espécies migratórias marinhas, tubarões e arraias ameaçados de extinção, aves, limícolas, tartarugas, baleias e golfinhos, é resultado de um esforço multi institucional do qual instituto Curicaca faz parte. Especialmente, é preciso destacar a dedicação contínua e qualificada do Núcleo de Educação e Monitoramento Ambiental - Nema -, que de forma incansavelmente sustentou a importância e a insubstituibilidade dessa Unidade de Conservação. O tema também tem sido prioritário para a Coalizão CostaMarSul, do qual Curicaca, Nema e Furg fazem parte, e que vinha argumentando em defesa do parque.
Durante o processo de negociação diversos ajustes foram feitos de forma a minimizar conflitos com interesses energéticos, da pesca industrial e da agricultura irrigada de arroz. Isso resultou num mosaico onde o Parque, de proteção integral, está circundado por uma outra Unidades de Conservação de uso sustentável da categoria Área de Proteção Ambiental - APA -, onde diferentes usos podem ser compatibilizados.
Agora passaremos aos desafios de implantação, que terão a colaboração do Instituto Curicaca no campo da política ambiental e da gestão territorial. O parque passa a ser um núcleo do corredor ecológico de espécies migratórias e lagunas costeiras que a ONG vem articulando com o Governo de Rocha e outros parceiros.
ong