Rede Campos Sulinos

Rede Campos Sulinos Pesquisas ecológicas para conservação e uso sustentável da biodiversidade dos campos nativos

A Rede Campos Sulinos reúne mais de 30 grupos de pesquisa que focam na geração, organização e difusão de conhecimento sobre os Campos Sulinos. As ações da Rede buscam promover a comunicação entre produtores, técnicos, pesquisadores, administradores, gestores, estudante e demais interessados pela conservação e uso sustentável dos Campos Sulinos. Os Campos do Sul do Brasil são ecossistemas naturais

que ocorrem no Rio Grande do Sul, Santa Catarina e Paraná. As formações campestres estão associados ao Bioma Pampa e ao Bioma Mata Atlântica. Presentes há mais de 35 milhões de anos,predominavam e caracterizavam a Região Sul do Brasil antes da chegada dos primeiros grupos indígenas, ou seja, os campos originalmente não foram criados pelo desmatamento de áreas florestais. Os campos são a principal fonte forrageira para a pecuária, além disso estes ecossistemas prestam importantes serviços ambientais para a sociedade: melhoram a qualidade do meio ambiente, evitam a erosão e garantem a manutenção do solo, aumentam a infiltração da água da chuva, mantém espécies polinizadoras, e propiciam belas paisagens e tem grande potencial turístico. Apesar da aparente uniformidade , os Campos Sulinos tem elevada biodiversidade são mais de 2600 espécies de plantas, em sua maioria gramíneas, de baixo e de alto porte, ocorrendo também ervas, arbustos e árvores isoladas. Na Flora e Fauna campestre há espécies endêmicas e ameaçadas de extinção, e muitas cujo conhecimento de usos potenciais ainda é incipiente. Atualmente os campos naturais ocupam menos de 50% da área original e vem diminuindo a cada ano, principalmente devido ao avanço da agricultura e da silvicultura. Assegurar sua conservação é o grande desafio da atualidade. A conservação dos campos sulinos tem implicações no balanço de carbono no solo, nas emissões de gases e do efeito estufa; o que é determinante para o esforço de mitigação das mudanças climáticas globais.

08/05/2026

O professor Valério Pillar, coordenador da Rede Campos Sulinos, em entrevista na 15ª Reunião de Acompanhamento e Avaliação do Programa Ecológico de Longa Duração (PELD). O encontro aconteceu entre os dias 3 e 7 de maio, em Brasília, marcando 28 anos de existência dessa rede de pesquisa e reunindo pesquisadores de todo o país para avaliar resultados e discutir os desafios futuros da pesquisa ecológica de longa duração.

A rede PELD está presente em todos os biomas brasileiros e acompanha de forma contínua as transformações dos ecossistemas. Criado pelo CNPq, é uma importantes iniciativa científica do país ao monitorar, ao longo do tempo, como a biodiversidade responde às mudanças ambientais e às atividades humanas.

No Rio Grande do Sul, o PELD Campos Sulinos está presente por meio de pesquisas ecológicas sobre os campos nativos dos biomas Pampa e Mata Atlântica (campos de altitude). Desde 2010, desenvolve pesquisas experimentais sobre comunidades biológicas campestres e seus estudos acompanham, ao longo do tempo, efeitos do manejo pastoril (convencional, diferimento e exclusão de pastejo) na biodiversidade e processos ecossistêmicos, contribuindo para aliar a conservação da biodiversidade com o manejo sustentável dos campos.

📄 ARTIGO CIENTÍFICO: O conteúdo do carrossel tem como referência prioritária o trabalho “Pivotal steps to consistently a...
05/05/2026

📄 ARTIGO CIENTÍFICO: O conteúdo do carrossel tem como referência prioritária o trabalho “Pivotal steps to consistently advance invasion science in a megadiverse country”, publicado na revista Perspectives in Ecology and Conservation.

O estudo apresenta os desafios e as possibilidades para a gestão de espécies exóticas invasoras no Brasil e destaca a necessidade de uma estratégia integrada para lidar com esse problema, que compromete a conservação do patrimônio natural e gera impactos negativos na economia e na saúde pública no país.

A publicação, coordenada pelos pesquisadores Michele Dechoum e Gerhard Overbeck (este integrante da Rede Campos Sulinos), reúne contribuições de especialistas de 14 instituições nacionais e estrangeiras.

🔗 Acesse o artigo completo no link da bio (linktree).

Autores: Ana Clara Sampaio Franco, Fernando Gertum Becker, Marcelo Fulgêncio Guedes Brito, Alessandra Fidelis, Anaclara Guido, Rafael Lacerda Macêdo, Thaisa Sala Michelan, Gerhard Overbeck, Fernando Pelicice, Bruno Eleres Soares, Brisa Marciniak, Helena Streit, Jean Simões Vitule, Rafael de Oliveira Xavier, Juliano Zardetto, Sílvia R. Ziller, Michele S. Dechoum.

📷 Gerhard Overbeck. Reprodução: Nutrinews, Ecoregistros, Guia das suculentas e plantas.

📸 ⚠️ CORREÇÃO: Primeira imagem corresponde à espécie senecio brasiliensis, espécie nativa e não exótica.

Instituições vinculadas: , , , , , , , , , , ,

Esta legenda incorpora contribuições do

17/03/2026

Vera Colares. Pecuarista Familiar.

📄 ARTIGO CIENTÍFICO: Quer acessar o artigo completo (em inglês)? 🔗No link da bio, busque por “Natural grasslands used fo...
26/02/2026

📄 ARTIGO CIENTÍFICO:
Quer acessar o artigo completo (em inglês)?
🔗No link da bio, busque por “Natural grasslands used for grazing livestock can mitigate climate change”.

Fomento: Valério Pillar recebeu apoio para essas pesquisas do Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq) e da Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado do Rio Grande do Sul (FAPERGS). Bruna Winck foi beneficiária de bolsa de pós-doutorado do CNPq.

📷 Thamires Valle

💢 Mitigação e adaptação são duas estratégias complementares no enfrentamento da crise climática, mas atuam em frentes di...
04/02/2026

💢 Mitigação e adaptação são duas estratégias complementares no enfrentamento da crise climática, mas atuam em frentes distintas.
MITIGAÇÃO busca reduzir as causas das mudanças climáticas, principalmente por meio da diminuição das emissões de gases de efeito estufa (GEE), com o objetivo de evitar que o aquecimento global se intensifique.
ADAPTAÇÃO climática refere-se à capacidade de antecipar, preparar-se e ajustar-se aos impactos do clima, lidando com efeitos que já são inevitáveis e reduzindo a vulnerabilidade e a exposição de sociedades e ecossistemas.

1.⁠ ⁠Mitigação das Mudanças Climáticas (combater a causa)
Foco: reduzir fontes de emissão de GEE e ampliar os sumidouros de carbono.

Exemplos de ações:
•⁠ ⁠Transição para fontes de energia renováveis, como solar e eólica;
•⁠ ⁠Melhoria da eficiência energética em edifícios, indústrias e transportes;
•⁠ ⁠Conservação e recuperação de ecossistemas naturais, preservando, assim, estoques naturais de carbono e o aumentando do sequestro de carbono;
• Práticas agrícolas de menor impacto ambiental, por exemplo a pecuária tradicional manejada de forma sustentável.

2.⁠ ⁠Adaptação às Mudanças Climáticas (lidar com os efeitos)
Foco: ajustar sistemas naturais e humanos para enfrentar os impactos climáticos.

Exemplos de ações:
•⁠ ⁠Construção e adequação de infraestruturas mais seguras e resistentes a eventos extremos;
•⁠ ⁠Desenvolvimento e uso de cultivos agrícolas mais resistentes à seca e a variações climáticas;
•⁠ ⁠Implantação de sistemas de alerta precoce para desastres climáticos;
•⁠ ⁠Gestão sustentável dos recursos hídricos e manutenção dos ecossistemas naturais associados, por exemplo, banhados.

Quanto mais eficazes forem as ações de mitigação no presente, menor será a necessidade de adaptações no futuro. No entanto, a adaptação é indispensável, independentemente do nível de redução das emissões, uma vez que as emissões históricas já provocaram alterações significativas no clima global.
Juntas, mitigação e adaptação são essenciais para proteger pessoas, territórios, economias e a biodiversidade diante das transformações climáticas em curso.

📷 Tiago Gomes, Fábio Piccin Torchelsen, Thamires Valle.

🌿 QUEM SOMOS A Rede Campos Sulinos é composta por grupos de pesquisa que integram aos seguintes projetos:Projetos vigent...
26/01/2026

🌿 QUEM SOMOS

A Rede Campos Sulinos é composta por grupos de pesquisa que integram aos seguintes projetos:

Projetos vigentes:
- PELD – Pesquisa Ecológica de Longa Duração. Realizado em 8 localidades no RS.
- PPBio Pampa – Programa de Pesquisa em Biodiversidade. Envolve 9 áreas no RS, SC e PR.
- INCT Adapta Clima Veg – Instituto Nacional de Ciência, Tecnologia e Inovação. De abrangência nacional.

Projetos encerrados:
- Sisbiota – Sistema Nacional de Pesquisa em Biodiversidade. Organizada em 62 propriedades rurais no RS, SC e PR.
- Nexus. Pesquisa localizada no bioma Pampa.

Acompanhe os resultados por aqui e por nosso outros canais.

Coordenação: Valério De Patta Pillar
Laboratório de Ecologia Quantitativa UFRGS
Email: [email protected] (geral); [email protected] (comunicação)

Em muitos ecossistemas campestres e savânicos do mundo, o fogo exerce um papel ecológico central. Sua recorrência ao lon...
19/01/2026

Em muitos ecossistemas campestres e savânicos do mundo, o fogo exerce um papel ecológico central. Sua recorrência ao longo da história evolutiva desses ambientes – que dependem da remoção de biomassa aérea, causada por distúrbios como o fogo e o pastejo – moldou a estrutura, a diversidade e a dinâmica das comunidades vegetais. Muitas espécies campestres possuem adaptações que garantem sua regeneração após o distúrbio, como gemas protegidas sob o solo (em raízes, rizomas, xilopódios e outras estruturas), capacidade de rebrote, germinação estimulada por calor ou fumaça e florescimento pós-fogo.

Globalmente, o fogo contribuiu para a formação e manutenção de biomas com predominância de espécies herbáceas e, em diversos ecossistemas campestres, é reconhecido como uma ferramenta de conservação e restauração da biodiversidade.

Nos Campos Sulinos, estudos palinológicos apontam que o fogo já ocorria desde a última glaciação e se tornou mais frequente nos últimos 7400 anos. Atualmente, no bioma Pampa, o fogo é usado eventualmente como ferramenta de manejo. Já nos Campos de Altitude da Mata Atlântica, o fogo é uma ferramenta de manejo tradicional utilizada pelos pecuaristas familiares a cada 2 ou 3 anos, aproximadamente, para remover a biomassa morta após o inverno e promover o rebrote das pastagens naturais. Assim, juntamente com o pastejo, o fogo molda a dinâmica da vegetação dos Campos Sulinos e promove a manutenção desses ambientes e da sua diversidade.

Texto: Elena Taborda (Mestranda em Ecologia/UFRGS) e Mateus Schenkel (Mestre em Botânica/UFRGS)

📄 ARTIGO CIENTÍFICO: O estudo revela que áreas protegidas florestadas da Mata de Araucárias estão relativamente estáveis...
13/01/2026

📄 ARTIGO CIENTÍFICO: O estudo revela que áreas protegidas florestadas da Mata de Araucárias estão relativamente estáveis nos últimos 35 anos (1985-2021). No entanto, os Campos de Altitude continuam sendo convertidos e degradados.

No Refúgio de Vida Silvestre dos Campos de Palmas, criado para proteger áreas de Campo de Altitude, foi identificado uma perda de 31% de sua área entre 1985 e 2021. No período após a criação da unidade (2005–2021), a perda do ecossistema passou de 20%.

O dado mais preocupante é este: a perda de campos dentro da área protegida foi maior do que fora dela. A conversão para silvicultura, soja e mosaicos agrícolas foi intensa, especialmente após 2005. Isso indica que a criação da unidade de conservação não interrompeu o avanço das atividades produtivas.

Leia o conteúdo na íntegra pelo site do
Ou pelo link 🔗https://doi.org/10.64628/ADE.wjsh6exv6

Autores: Mário S. M. Tagliari e Ricardo Jerozolimski

Os Campos de Altitude abrigam mais de 300 espécies vegetais exclusivas, mas apesar da sua rica biodiversidade, e com esp...
13/01/2026

Os Campos de Altitude abrigam mais de 300 espécies vegetais exclusivas, mas apesar da sua rica biodiversidade, e com espécies adaptadas a climas elevados, eles estão sendo convertidos para agricultura, pastagens e outras formas de uso do solo, mesmo dentro de unidades de conservação.

O estudo revela que áreas protegidas florestadas da Mata de Araucárias estão relativamente estáveis nos últimos 35 anos (1985-2021). No entanto, os Campos de Altitude continuam sendo convertidos e degradados.

No Refúgio de Vida Silvestre dos Campos de Palmas, criado para proteger áreas de Campo de Altitude, foi identificada uma perda de 31% de sua área entre 1985 e 2021. No período após a criação da unidade (2005–2021), a perda do ecossistema passou de 20%.

O dado mais preocupante é este: a perda de campos dentro da área protegida foi maior do que fora dela. A conversão para silvicultura, soja e mosaicos agrícolas foi intensa, especialmente após 2005. Isso indica que a criação da unidade não interrompeu o avanço das atividades produtivas.

Leia o conteúdo na íntegra no site do
ou pelo link https://doi.org/10.64628/ADE.wjsh6exv6

Autores: Mário S. M. Tagliari e Ricardo Jerozolimski.

📄 ARTIGO CIENTÍFICO: O artigo revela que o bioma Pampa enfrenta uma ameaça silenciosa e acelerada: a supressão dos campo...
06/01/2026

📄 ARTIGO CIENTÍFICO: O artigo revela que o bioma Pampa enfrenta uma ameaça silenciosa e acelerada: a supressão dos campos nativos pela expansão agrícola, especialmente soja e silvicultura. Silenciosa, porque a mudança na fisionomia das paisagens é menos abrupta para a maioria das pessoas. Acelerada, porque o Pampa registrou a maior perda proporcional de vegetação nativa entre os biomas brasileiros.

Utilizando dados históricos e modelagem estatística, o trabalho revela que, sem ações imediatas de conservação, os campos nativos do Pampa em áreas privadas podem desaparecer antes do final deste século — em apenas 64 a 73 anos. O estudo reforça a urgência de políticas públicas eficazes para evitar a perda irreversível de biodiversidade e dos serviços ecossistêmicos desse bioma brasileiro.

As imagens no carrossel mostram exemplos de mudanças no uso da terra no bioma Pampa e seus contrastes com práticas tradicionais de manejo pastoril.

Autores: Daniel Dutra Saraiva, Fábio Piccin Torchelsen, Gerhard Ernst Overbeck, Sandra Cristina Müller, Heinrich Hasenack, Leonardo Marques Urruth, Cassio Rabuske da Silva

Instituições vinculadas: UFRGS, ,

🔗 Acesse o artigo completo pelo link da bio ou por aqui: https://seer.ufrgs.br/index.php/biodiverso/article/view/146001/97867

Revista

📷 Fábio Piccin Torchelsen e Daniel Dutra Saraiva

📽️🎬 A beleza dos campos sulinos pelas lentes do cinema. Filmes sobre o bioma Pampa ou ambientados no Pampa não só encant...
22/12/2025

📽️🎬 A beleza dos campos sulinos pelas lentes do cinema.

Filmes sobre o bioma Pampa ou ambientados no Pampa não só encantam, mas também nos ensinam a valorizar e proteger esse patrimônio natural.

Assista e se apaixone pelo Pampa!

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Avenida Bento Gonçalves, 9500. Setor 4, Prédio 43411, Sala 205
Porto Alegre, RS
91501-970

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