Clube de Cinema de Porto Alegre

Clube de Cinema de Porto Alegre Conheça e se associe. Clube de Cinema de Porto Alegre
Fundado em 13 de abril de 1948.

O Clube de Cinema exibe filmes semanalmente, nas manhãs de sábado, eventualmente em outros horários, além de promoção de mostras, debates esessões especiais para associados e seus convidados.

Em alguma medida, a história de São Paulo Sociedade Anônima parece ir ao encontro da trajetória de seu diretor e roteiri...
12/08/2026

Em alguma medida, a história de São Paulo Sociedade Anônima parece ir ao encontro da trajetória de seu diretor e roteirista, Luiz Sérgio Person, que abandonou a fábrica do pai para estudar cinema na Itália. O clássico brasileiro, contudo, independe dessa relação biográf**a, a transcende: explora a não linearidade, constrói personagens profundamente complexos e transforma São Paulo em uma personagem que observa aqueles que vivem a história, refletida nas janelas e fachadas de vidro da metrópole.

No filme, Carlos ascende profissionalmente em meio à expansão da indústria automobilística. Após se casar com Luciana e associar-se a um empresário do setor, ele alcança a vida que supostamente deveria desejar. O progresso social, no entanto, não traz realização. Em crise, Carlos tenta abandonar a carreira, o casamento e a própria identidade construída a partir das expectativas de sucesso.

Na última quinta-feira, 6 de agosto, exibimos a versão restaurada do filme na Sala Redenção - Cinema da UFRGS. A sessão, que faz parte do ciclo Nouvelle Vague e suas influências, contou com a presença do crítico de cinema presidente da Associação de Críticos de Cinema do Rio Grande do Sul (Accirs), Daniel Rodrigues, que conversou com o público após a exibição.

No longa de Person, o diálogo com a Nouvelle Vague francesa aparece nas inquietações existenciais, na narrativa fragmentada, no uso das ruas e de locações reais e na relação direta com as transformações sociais de seu tempo. Tudo isso atravessado por um olhar autoral e por um trabalho primoroso com os enquadramentos e os movimentos de câmera. Mais de seis décadas depois, a crise de Carlos permanece atual. Em uma cidade movida pelo trabalho, pela indústria e promessa de progresso, pela solidão do indivíduo, ele percebe que avançar profissionalmente não signif**a necessariamente saber para onde está indo.

Cortesia Vitrine Filmes

📸 Kelly Demo Christ

Neste sábado (15/08), o Clube de Cinema de Porto Alegre se reúne às 10h15 da manhã no auditório do Instituto Goethe para...
12/08/2026

Neste sábado (15/08), o Clube de Cinema de Porto Alegre se reúne às 10h15 da manhã no auditório do Instituto Goethe para uma exibição do cult Corra, Lola, Corra, de Tom Tykwer.

Combinando ação, romance, animação e experimentação narrativa, o filme acompanha Lola, uma jovem que recebe um telefonema desesperado de seu namorado, Manni. Ele perdeu uma grande quantia de dinheiro e precisa recuperá-la em apenas 20 minutos. A partir daí, ela precisa atravessar as ruas de Berlim em uma corrida contra o tempo, enquanto pequenos acontecimentos parecem ser capazes de alterar o rumo da história.

Confira os detalhes da sessão:

SESSÃO DE SÁBADO NO CLUBE DE CINEMA
📅 Data: Sábado, 15/08, às 10h15 da manhã
📍 Local: Instituto Goethe -
Rua 24 de Outubro, 112 - Moinhos de Vento, Porto Alegre
🎟️ Entrada franca e aberta à comunidade

Corra, Lola, Corra (Lola rentt)
Alemanha, 1998, 81min
Direção e roteiro: Tom Tykwer
Elenco: Franka Potente, Moritz Bleibtreu, Herbert Knaup, Armin Rohde

Sinopse: Lola recebe um telefonema do namorado Manni, que perdeu uma grande quantia de dinheiro e precisa recuperá-la em apenas vinte minutos. Ela parte então em uma corrida desesperada por Berlim, numa tentativa de evitar que ele cometa um ato irreversível.

No último sábado, 8, o Clube de Cinema exibiu Fanon, de Jean-Claude Barny. A sessão contou com a participação de Walter ...
10/08/2026

No último sábado, 8, o Clube de Cinema exibiu Fanon, de Jean-Claude Barny. A sessão contou com a participação de Walter Lippold e Orson Soares, fundadores do Coletivo Fanon, voltado à promoção dos estudos afro-asiáticos. Os convidados enriqueceram o debate com diferentes perspectivas sobre o filme, o pensamento fanoniano e sua atualidade.

Ambientada entre 1953 e 1957, o longa acompanha o período em que Fanon trabalhou no hospital de Blida, na Argélia ocupada pela França. Chega a ser surpreendente perceber como até as mais simples ações humanistas do psiquiatra foram revolucionárias, tendo em vista que, naquele espaço, a violência era institucional. Fanon compreende, assim, que o colonialismo não se limita à ocupação de territórios: ele também age sobre a subjetividade, utilizando a desumanização como ferramenta ativa e estrutural para manter a exploração e o poder.

Walter Lippold, um dos principais especialistas brasileiros no pensamento de Fanon, chamou atenção para os limites desta cinebiografia. Segundo ele, o fato de o filme ter sido parcialmente produzido pela França influenciou diretamente suas escolhas narrativas. Ainda que se aproxime da atuação antimanicomial de Fanon, o longa se distancia dos conflitos entre França e Argélia e reduz a importância do pensador na luta anticolonial. Lippold também destacou o apagamento de Josie Fanon. Ativista política e jornalista, ela parece limitada a datilografar os textos do marido.

Orson Soares, por sua vez, trouxe elementos para pensarmos a atualidade de Fanon e a maneira como suas reflexões podem nos ajudar a compreender, e transformar, o Brasil. Ao integrar a desigualdade racial ao pensamento anticolonial, Fanon oferece ferramentas para analisar estruturas que sobreviveram ao fim formal das colonizações e continuam organizando relações sociais, econômicas e políticas.

Agradecemos imensamente a orson soares e 𝗪𝗮𝗹𝘁𝗲𝗿 𝗟𝗶𝗽𝗽𝗼𝗹𝗱 pelas valiosas contribuições, Fênix Filmes - Produção e Distribuição e Cinemateca Paulo Amorim pela parceria, e a todas as pessoas que participaram da sessão conosco.

📸 Kelly Demo Christ

Neste sábado (08/08), o Clube de Cinema de Porto Alegre se reúne na sala Eduardo Hirtz da Cinemateca Paulo Amorim para e...
06/08/2026

Neste sábado (08/08), o Clube de Cinema de Porto Alegre se reúne na sala Eduardo Hirtz da Cinemateca Paulo Amorim para exibir o filme Fanon, de Jean-Claude Flamand-Barny. Ambientado na Argélia às vésperas da guerra de independência, o longa acompanha o período em que o psiquiatra e pensador anticolonial Frantz Fanon desenvolveu parte de suas reflexões sobre colonialismo, racismo e emancipação. Ao articular sua prática médica com o contexto político da época, o filme aproxima a trajetória pessoal do intelectual das ideias que marcaram seu pensamento. A sessão terá comentários dos professores Walter Lippold e Orson Soares, especialistas na obra de Fanon.

Confira os detalhes da sessão:

SESSÃO DE SÁBADO NO CLUBE DE CINEMA

📅 Data: 08/08 (sábado), às 10h15 da manhã
📍 Local: Sala Eduardo Hirtz – Cinemateca Paulo Amorim
Casa de Cultura Mário Quintana – Rua dos Andradas, 736 – Centro Histórico, Porto Alegre

Fanon
França, Luxemburgo, Canadá e Bélgica, 2024, 132min
Direção e roteiro: Jean-Claude Flamand-Barny
Elenco: Alexandre Bouyer, Déborah François, Stanislas Merhar

Sinopse: Em 1953, Frantz Fanon assume o trabalho em um hospital psiquiátrico na Argélia colonial e promove mudanças no tratamento dos pacientes. À medida que testemunha a violência do regime colonial, aproxima-se da luta pela independência do país e consolida as reflexões que o tornaram um dos principais pensadores anticoloniais do século XX.

Esta sessão é uma cortesia da Fênix Filmes - Produção e Distribuição

No último sábado, o Clube de Cinema de Porto Alegre teve um encontro diferente. Além da nossa tradicional sessão, realiz...
04/08/2026

No último sábado, o Clube de Cinema de Porto Alegre teve um encontro diferente. Além da nossa tradicional sessão, realizamos a Assembleia Geral, momento em que foi eleita a diretoria para a gestão 2026–2028. A Assembleia também foi dedicada à prestação de contas das atividades do Clube, à apresentação de um panorama sobre nosso quadro de associados e à retrospectiva da programação do último período. Foi um espaço para ouvir sugestões, esclarecer dúvidas e compartilhar depoimentos de quem faz do CCPA um espaço de encontro e cinefilia há quase oito décadas.

Na sequência, exibimos o clássico do cinema mudo Marinheiro de Encomenda (Steamboat Bill, Jr., 1928), estrelado por Buster Keaton. Prestes a completar 100 anos, o filme continua arrancando gargalhadas. Um dos momentos mais divertidos da sessão foi a tentativa de Willie de entregar ao pai, preso na cadeia, um pão recheado de ferramentas para ajudá-lo a escapar. Enquanto tenta, desesperadamente, sinalizar ao pai que aceite aquele pão, tudo dá errado, culminando na hilária justif**ativa ao policial: "Deve ter acontecido quando deixei o pão cair na caixa de ferramentas!" A mistura de ingenuidade, malandragem e um humor construído com precisão faz com que o filme permaneça surpreendentemente atual. Também impressiona a entrega física de Buster Keaton, que corre, mergulha, escala mastros e realiza acrobacias arriscadíssimas sem o auxílio de dublês — aliás, em toda a carreira, quase quebrou o pescoço APENAS uma vez.

Encerramos a manhã com um almoço de confraternização, celebrando mais um encontro entre amigos que acompanham o Clube, e amam o cinema.

🎬 Quer conhecer o Clube de Cinema de Porto Alegre? Nossas sessões acontecem aos sábados, sempre às 10h15. Acompanhe nossa programação pelas redes sociais e venha assistir a um filme conosco!

📸 Kelly Demo Christ (2 a 12) e Vergani Fotografia (1 e 13)

Nesta quinta-feira, 6 de agosto, às 19h, o Clube de Cinema de Porto Alegre realiza mais uma sessão do ciclo temático "No...
03/08/2026

Nesta quinta-feira, 6 de agosto, às 19h, o Clube de Cinema de Porto Alegre realiza mais uma sessão do ciclo temático "Nouvelle Vague e suas influências", promovido em parceria com a Sala Redenção da UFRGS.

A sessão é dedicada ao clássico São Paulo Sociedade Anônima (1965), de Luiz Sérgio Person, que será exibido em sua versão restaurada. Considerado um dos grandes títulos do cinema brasileiro, o filme acompanha Carlos, um jovem gerente da indústria automobilística que enfrenta uma profunda crise existencial em meio ao intenso processo de industrialização e crescimento da capital paulista. As aproximações entre São Paulo Sociedade Anônima e a Nouvelle Vague aparecem na narrativa fragmentada, na filmagem em locações reais, no olhar sobre a cidade como personagem e na investigação da alienação do indivíduo urbano.

Após a exibição, haverá um bate-papo com Daniel Rodrigues, crítico de cinema e presidente da Associação de Críticos de Cinema do Rio Grande do Sul (ACCIRS), mediada por integrantes do Clube de Cinema de Porto Alegre.

O ciclo "Nouvelle Vague e suas influências" é uma ação de extensão da Sala Redenção (UFRGS) em parceria com o Clube de Cinema de Porto Alegre, oferecendo certif**ados de participação aos inscritos e possibilitando o aproveitamento de horas complementares aos estudantes. Inscreva-se!

Confira os detalhes da sessão:

SESSÃO DE QUINTA-FEIRA NO CLUBE DE CINEMA

📅 Data: 06/08 (quinta-feira), às 19h
📍 Local: Sala Redenção – UFRGS
R. Eng. Luiz Englert, 333 – Bairro Farroupilha, Porto Alegre
🎤 Sessão comentada por Daniel Rodrigues
🎟️ Entrada franca e aberta à comunidade

São Paulo Sociedade Anônima
Brasil, 1965, 107min

Direção e roteiro: Luiz Sérgio Person
Elenco: Walmor Chagas, Eva Wilma, Ana Esmeralda, Otelo Zeloni, Darlene Glória, Mário Audrá

Sinopse: Um jovem da classe média tenta construir uma carreira na São Paulo em rápida industrialização, mas vê suas ambições e relações pessoais serem atravessadas pelas contradições da vida urbana e do mundo empresarial.

A exibição de São Paulo Sociedade Anônima é uma cortesia da Vitrine Filmes.

O   de hoje é sobre a excelente sessão de Nas Garras do Vício, comentada pela professora e crítica de cinema Fatimarlei ...
30/07/2026

O de hoje é sobre a excelente sessão de Nas Garras do Vício, comentada pela professora e crítica de cinema Fatimarlei Lunardelli.

Lançado em 1958, o filme é considerado uma das obras inaugurais da Nouvelle Vague. O diretor, Claude Chabrol, integrava o grupo dos "jovens turcos", mentorados de André Bazin, críticos da lendária revista Cahiers du Cinéma, onde eram debatidas ideias que transformariam o cinema. Da intensa cinefilia daquele período nasceram filmes revolucionários, nos quais os realizadores buscavam imprimir uma visão pessoal sobre seus temas. É o caso de Nas Garras do Vício, que acompanha François em seu retorno à cidade natal para se recuperar de uma doença. Ele reencontra Serge, amigo de infância que se tornou o bêbado da cidade, desiludido com a vida.

Em sua fala, Fatimarlei Lunardelli destacou a complexa relação entre os dois personagens, marcada por desejos não consumados, tensões latentes e um vínculo que, em alguns momentos, beira a obsessão. O desfecho do filme permanece aberto a interpretações, oscilando entre a esperança e o pessimismo, o que contribuiu para o intenso debate que tomou conta da sala após a sessão.

E f**a o convite: na próxima quinta-feira (06/08), às 19h, o ciclo "Nouvelle Vague e suas influências" continua na Sala Redenção com São Paulo Sociedade Anônima (1965), de Luiz Sergio Person, em cópia restaurada. A sessão será seguida de um bate-papo com Daniel Rodrigues (Daniel Rodrigues), crítico de cinema e presidente da ACCIRS.

📸 Magnum Borini

Há filmes que apresentam um país. Persépolis apresenta também uma forma de olhar para ele.Homenageamos Marjane Satrapi q...
29/07/2026

Há filmes que apresentam um país. Persépolis apresenta também uma forma de olhar para ele.

Homenageamos Marjane Satrapi que nos deixou recentemente, e cedo demais. Foi com a obra mais conhecida da autora que o Clube de Cinema de Porto Alegre realizou, no último domingo (26), mais uma sessão em parceria com a Cinemateca Paulo Amorim. Para muitos espectadores, o filme representou um primeiro contato com a história recente do Irã.

Adaptando sua própria graphic novel autobiográf**a, Satrapi narra a infância e a juventude de Marji em meio às mudanças políticas do país, combinando com humor, uma história sobre o amadurecimento em tempos de repressão. Com uma animação praticamente toda em preto e branco, o filme relata sobre o processo revolucionário iraniano, a chegada dos aiatolás ao poder, e como isso limitou as liberdades individuais, especialmente das mulheres.

Longe de reproduzir estereótipos ou leituras simplistas sobre o Irã, Persépolis constrói uma narrativa íntima que desafia visões reducionistas do Ocidente e afirma a memória como forma de resistência. Ao transformar sua própria história em cinema, Marjane Satrapi nos lembra que, mesmo diante da violência e da intolerância, preservar a capacidade de contar, rir e lembrar continua sendo um gesto político.

📷 Magnum Borini

Em Os Desajustados, ninguém parece estar exatamente onde gostaria de estar. Marcados por perdas, frustrações e desencant...
29/07/2026

Em Os Desajustados, ninguém parece estar exatamente onde gostaria de estar. Marcados por perdas, frustrações e desencantos, seus personagens seguem em frente sem encontrar um lugar ao qual realmente pertençam. Foi com esse clássico dirigido por John Huston e escrito por Arthur Miller que o Clube de Cinema de Porto Alegre se reuniu, no último sábado (25), para mais uma sessão na Cinemateca Capitólio.

Estrelado por Marilyn Monroe, Clark Gable e Montgomery Clift, o filme acompanha o encontro entre figuras deslocadas, cujas trajetórias revelam diferentes formas de solidão. No árido deserto de Nevada, John Huston constrói uma atmosfera melancólica em que a paisagem parece refletir o estado emocional dos personagens. A sequência da captura dos cavalos selvagens, um dos momentos mais agoniantes do filme, concentra esse conflito entre um modo de vida que resiste em desaparecer e a compaixão de quem se recusa a aceitar a violência como algo inevitável.

Quer conhecer o Clube de Cinema? Nossas sessões acontecem aos sábados sempre às 10h15. Acompanhe a programação pelas nossas redes sociais!

📷 Causlos

Dentro das relações familiares também existem relações de poder, hierarquia e ressentimento. Mesmo quando são atravessad...
27/07/2026

Dentro das relações familiares também existem relações de poder, hierarquia e ressentimento. Mesmo quando são atravessadas pelo amor e pelo cuidado. Em Criadas, Carol Rodrigues parte do reencontro entre duas primas para revelar como as marcas da desigualdade persistem.

Foi com esse lançamento que o Clube de Cinema realizou a sessão do sábado 18 de julho, exibição em parceria com o CineBancários e a Vitrine Filmes .

Anos após a infância, Sandra e Mariana voltam a conviver. Ambas são mulheres negras que precisaram batalhar para conquistar seu espaço no mercado de trabalho, mas o passado insiste em moldar a relação entre elas. O fato de a mãe de Sandra ter trabalhado como empregada doméstica na casa da família de Mariana transforma aquele ambiente em um espaço carregado de memórias, tensões e fantasmas, onde uma relação verdadeiramente igualitária parece sempre escapar.

Criadas conduz o espectador por reflexões sobre racismo, colorismo, classe e poder, exemplif**ando como as estruturas herdadas da casa-grande continuam atravessando as relações contemporâneas. A casa, cenário de quase toda a narrativa, deixa de ser apenas um espaço físico e passa a ser uma metáfora: Carol Rodrigues nos leva a refletir sobre o que ainda deve permanecer de pé mesmo quando tantas coisas precisam mudar.

📷 vivian albanus

Endereço

Porto Alegre, RS

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