GAJUP - SAJU/UFRGS

GAJUP - SAJU/UFRGS Grupo de Assessoria Justiça Popular, do Serviço de Assessoria Jurídica Universitária (SAJU) da Faculdade de Direito da UFRGS.

O Grupo de Assessoria Justiça Popular (GAJUP) é um grupo de extensão, vinculado ao Serviço de Assessoria Jurídica Universitária (SAJU) da Universidade Federal do Rio Grande do Sul. O GAJUP possui como temática de trabalho a educação e assessoria populares. Da experiência proporcionada por nossas atividades, tiramos o que queremos para a Universidade: baseada na ação-reflexão, uma instituição que s

e coloque ao lado do povo para construir dialogicamente e trabalhar conjuntamente em soluções para problemas que atentam contra a dignidade humana e o pleno desenvolvimento de nossas potencialidades. Pretendemos, com as ações de nosso grupo, contribuir para que isso de fato aconteça. Nossas reuniões acontecem todas as quartas-feiras, das 12h às 14h, na sede do SAJU. Qualquer pessoa é bem-vinda a conhecer o nosso trabalho e com ele contribuir de alguma forma.

07/03/2022

Às 18 horas, em Porto Alegre, estudantes indígenas dos povos Kaingang, Xokleng e Guarani retomam um prédio da Prefeitura de Porto Alegre, na entrada do Túnel da Conceição, em frente ao Campus Centro da Universidade Federal do Rio Grande do Sul. São cerca de 50 indígenas, mães que reivindicam a construção de uma Casa do Estudante Indígena, demanda antiga dos povos, que nunca foi atendida pela Universidade. Gah Té Iracema, kujà, pajé do povo Kaingang, que recentemente foi indicada pela universidade para o título de Dra. Honoris Causa, está junto retomando este território. Retomada, pois toda Porto Alegre é território ancestral indígena, guarani, kaingang, charrua. O imóvel abandonado há cinco anos, foi cedido para a UFRGS, mas no começo de fevereiro devolvido à Prefeitura.

A permanência das pessoas que ingressam na Universidade através de Ações Afirmativas, como as estudantes indígenas, é uma luta dura e importante. Não adianta só colocar as pessoas para dentro dos muros, das salas, é preciso dar condições para que elas sigam seus estudos e dentro da visão de mundo que acreditam e vivem. É preciso o básico, como moradia, alimentação, cuidado com os filhos, respeito à cultura. É luta de anos! Em carta de 2017 direcionada à Coordenadoria de Acompanhamento do Programa de Ações Afirmativas (CAF) da UFRGS, o coletivo de estudantes indígenas exigiu ações da universidade para que a cultura dos povos seja respeitada e valorizada, o que é fundamental para a permanência nos estudos, a não desistência, o não se "embraquecer". Entre os pontos sugeridos, no final da carta, o destaque para a importância de uma casa indígena.

"[...] uma casa de estudantes indígenas, uma ég īn, uma casa nossa onde
poderemos praticar nossa cultura, nossas formas de estar bem uns com os outros, seja
na alimentação, na contação de histórias, nos aconselhamentos dos mais velhos aos
mais novos, nos risos e nos rituais, os quais consagram nossos corpos é uma demanda
urgente e será pauta contínua na agenda das discussões acerca das ações afirmativas e
na construção de uma universidade intercultural e que respeita os povos originários
deste território".

A necessidade de um espaço assim também se dá para que as mulheres possam criar com tranquilidade seus filhos. O tema já foi assunto de reportagens e trabalhos acadêmicos, como a dissertação "Indígena-Mulher-Mãe-Universitária o estar-sendo estudante na UFRGS", de Patrícia Oliveira Brito. "São mulheres que em geral apresentam na sua forma social e cultural a vivência do casamento e da maternidade em idades que coincidem com a experiência do ensino médio e superior, sendo a convivência com suas crianças uma característica que as identifica", explica a pesquisadora.

O coletivo indígena denuncia que após 2008, quando as Ações Afirmativas começaram, algumas mulheres já viveram na Casa do Estudante da UFRGS tendo que esconder seus filhos, pois o regimento interno da casa não permite crianças. Os vigias e seguranças fingiam que não viam, mas a necessidade do esconder. Imagina viver assim?

Querendo mudar essa situação, abrir um espaço de respeito à cultura e ao modo de viver dos povos dos estudantes indígenas, este prédio está sendo retomado neste momento.

Fortaleça a ocupação. Tragam alimentos, produtos de limpeza, some-se nessa luta.

NOTA DE REPÚDIO DO GAJUP/SAJU FRENTE A INTERVENÇÃO BOLSONARISTA NA UFRGSO Grupo de Assessoria Jurídica Popular (GAJUP), ...
17/09/2020

NOTA DE REPÚDIO DO GAJUP/SAJU
FRENTE A INTERVENÇÃO BOLSONARISTA NA UFRGS

O Grupo de Assessoria Jurídica Popular (GAJUP), grupo que compõe o Serviço de Assessoria Jurídica Universitária (SAJU) da UFRGS, programa de extensão universitário que vem desde 1950 realizando um trabalho de assessoria jurídica gratuita com a população de Porto Alegre na defesa e garantia de seus direitos, vem manifestar-se diante da intervenção do presidente Bolsonaro em relação ao processo de consulta à comunidade acadêmica reitoria da Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS).

Entendemos que é preciso respeitar a autonomia do processo de consulta interno da Universidade do processo substitução da reitora, sendo necessário avançar para um sistema consulta paritária entre docentes, discentes e funcionários, o qual é mais democrática e não devemos retroceder para uma política adotada pelo período anterior, o regime ditatorial civil-militar de 64. Portanto, é fundamental que seja respeita a autonomia das IFES, de seus departamentos e institutos.

Portanto, somos contrários ao processo que está acontecendo de forma arbitrária, conduzindo uma intervenção à reitoria da UFRGS. É impossicão do governo, demonstrando mais uma vez o seu caráter fascistóide, que tem como o objetivo principal o desmonte da educação gratuíta, pública e de qualidade, bem como, a intimidar os trabalhadores, servidores públicos federais e os estudantes, principal setor que hoje esta na linha de frente em combatendo as políticas desse governo.

´É preciso lembrar que a luta contra o FUTURE-SE não está encerrada, e que mais uma vez estamos diante da iminência do corte de verbas na área da educação (18,2%), o que pode inviabilizar as atividades acadêmicas em várias instituições.
Na UFRGS, o corte pode chegar a 30 milhões, afetando, inclusive, a assistência estudantil. Demonstrando que o Governo Bolsonaro não tem nenhum compromisso com a educação pública, a pesquisa e a ciência.

O GAJUP, como não poderia ser diferente, repudia todo e qualquer ato fascista, antidemocrático e que visa acabar com autonomia das universidades públicas.
Nos colocamos à disposição para organizar a luta contra a intervenção de Bolsonaro e em defesa da Universidade Pública.

As catadoras e os catadores poderão circular até dia 31 de julho de 2022. Temos um ano e meio para construir projetos de...
10/09/2020

As catadoras e os catadores poderão circular até dia 31 de julho de 2022. Temos um ano e meio para construir projetos de fortalecimento das catadoras e catadora. Obrigado pelo apoio todas e todos, diz Alex Cardoso - MNCR

NÓS DO GAJUP ESTAREMOS JUNTOS NESSA LUTA PELO DIREITO À RENDA

MANTEREMOS NOSSO COMPROMISSO SOCIAL COM AS TRABALHADORAS E TRABALHADORES!

TODO APOIO RECICLADORES E CARRINHEIROS!
https://www.jornaldocomercio.com/_conteudo/colunas/pensar_a_cidade/2020/09/756026-camara-prorroga-ate-2022-circulacao-de-carrinhos-nas-ruas-de-porto-alegre.html

29/12/2019

Por que a violência na Amazônia aumentou no final de 2019 e por que a sociedade precisa se organizar para barrar as mortes

13/11/2019
Seleção do GAJUP 2019/2
01/09/2019

Seleção do GAJUP 2019/2

02/04/2019

Seleção GAJUP:
Dia 09/04, às 17h
Sala 09 - Faculdade de Direito UFRGS

27/10/2018

SAJU PELA DEMOCRACIA

Há 68 anos, o Serviço de Assessoria Jurídica Universitária da UFRGS tem construído uma história de luta pela proteção dos Direitos Humanos e pelo acesso à justiça, voltado para pessoas em situação de vulnerabilidade social.

O SAJU sofreu na pele a injustiça da censura, fruto da falta de democracia e do autoritarismo do regime ditatorial militar, que após o golpe de 1964, impôs uma nova ordem autoritária no país. Devido ao seu caráter social e intenso contato com a população mais pobre, o SAJU começou a ser visto na época como uma importante ferramenta de politização do espaço da Faculdade de Direito, motivo que o fez ficar sob o controle de órgãos autárquicos criados pela então direção da faculdade, e culminando com o seu fechamento no ano de 1971, no auge dos anos de chumbo do regime.

Entre os anos de 1976 e 1977 o SAJU foi reaberto por meio da iniciativa estudantil, com a condição, é claro, que o espaço fosse sem politização e exclusivamente assistencial. Apenas com o fim da ditatura militar, em meados da década de 80, que começaram então a haver tentativas de se atuar para fora dos muros da universidade principalmente por meio dos grupos de assessoria, valores esses que persistem e que ajudaram a construir o SAJU que conhecemos hoje.

Para o SAJU enquanto projeto que luta para garantir direitos humanos fundamentais àqueles e aquelas que mais precisam, é inaceitável que possamos viver outra ditadura. É inaceitável cogitar que após 30 anos de Constituição Cidadã, possamos regredir em um direito adquirido sequer.

Viemos por meio de esta carta nos posicionar, tendo em vista o cenário de ameaça a direitos representados nesse pleito eleitoral de 2018 pela candidatura de Jair Bolsonaro. Reiteramos nosso posicionamento incondicionalmente a favor da democracia, a favor de políticas públicas inclusivas, do respeito à diversidade cultural e de gênero e dos direitos humanos básicos conquistados sob tanta luta pela nossa Constituição Federal de 1988.

Precisamos olhar para a raiz dos problemas sociais e enxergar que discursos com soluções rasas e imediatistas não resolverão questões que são estruturais e que assolam nosso país e nosso povo a longa data.

Assim, registramos o compromisso de que independentemente do resultado das urnas neste domingo, nós do SAJU lutaremos sempre por uma sociedade mais justa e não aceitaremos retrocessos e a perda de direitos já adquiridos. Faremos o que sempre fizemos nesses quase 70 anos de história, seremos resistência!

Endereço

Rua Sarmento Leite
Porto Alegre, RS
90050-170

Horário de Funcionamento

12:00 - 14:00

Notificações

Seja o primeiro recebendo as novidades e nos deixe lhe enviar um e-mail quando GAJUP - SAJU/UFRGS posta notícias e promoções. Seu endereço de e-mail não será usado com qualquer outro objetivo, e pode cancelar a inscrição em qualquer momento.

Entre Em Contato Com A Organização

Envie uma mensagem para GAJUP - SAJU/UFRGS:

Compartilhar