Instituto Amado Autista

Instituto Amado Autista Organização sem fins lucrativos voltada à inclusão social, educacional e profissional de pessoas autistas.

20/01/2026
Olá, O meu nome é Antonio Carlos Kozak .Eu sou Autista e fundador do Instituto Amado Autista .Eu tenho 42 anos e em 2025...
19/01/2026

Olá,

O meu nome é Antonio Carlos Kozak .

Eu sou Autista e fundador do Instituto Amado Autista .



Eu tenho 42 anos e em 2025 conclui a minha nona e décima tentativas de suicídio.

Obrigado:




pucrs







Sobre isso de direitos humanos ...
Vale para pessoas autistas?

Caso exista algum tipo de carência para o cidadão autista solicitar esse direito dos humanos ...

No meu caso, com 10 tentativas de suicídio, já dá para solicitar?

É que eu acho que chega, sabe ...

Seria possível considerar o meu caso?

Eu agradeceria imensamente, se vocês pudessem reconsiderar o meu pedido, mesmo que sejam apenas 10 tentativas de suicídio.

Peço desculpas a todos os humanos que são portadores oficiais dos direitos humanos.

Eu entendo que em razão do meu autismo, um pedido como este pode soar ousado, visto que estamos no ano de 2026 e só consegui acumular 10 tentativas de suicídio.

Sabe, isso que vocês chamam de viver, existir, trabalhar, estudar... Ser naturalmente aceito, poder ser produtivo na sociedade... Ter os direitos humanos...

Eu sei que sou autista, acumulei apenas 10 tentativas de suicídio.

Mas eu vou arriscar a minha sorte, pois eu sei que a internet pode ser muito legal, quando ela quer.

Hey, Internet!!!

Quantas curtidas vocês poderiam dar neste post? Para que não apenas eu, mas todos os meus amigos autistas, comecem a ter os seus direitos respeitados, possam ter acesso livre à educação, ao trabalho. Possam exercer uma vida digna e gratificante, possam ser incluídos na sociedade, com todo o acesso e o respeito que nós merecemos.

Hey, Internet!
Vamos fazer história?

Quantas curtidas vocês poderiam realizar?
Para que 2026 seja lembrado como o ano em que eu e os meus amigos autistas, graças ao carinho de todos vocês, passassemos a poder viver com direitos e dignidade humana?

Hey, Internet!! A hora é essa!

Todos nós.

Um único espectro.

O espectro humano.



Imagine abrir a porta da sua casa e encontrar uma vida marcada por portas fechadas. Não por incapacidade, mas por uma so...
25/11/2025

Imagine abrir a porta da sua casa e encontrar uma vida marcada por portas fechadas.

Não por incapacidade, mas por uma sociedade que prefere ignorar, ocultar e excluir.

Em 2025, 85% das pessoas autistas não têm acesso ao trabalho — não por falta de talento, mas por falta de oportunidade.

Além disso, negam-lhes também o direito à educação: jovens e adultos são sumariamente barrados por instituições que falham em acolher a diversidade.

O resultado é uma ferida aberta na nossa comunidade: a chance de morte por suicídio entre autistas adultos é dez vezes maior.

Não são números frios — são vidas, famílias, histórias interrompidas.

Este descaso, este abandono e estas violações de direitos humanos precisam terminar IMEDIATAMENTE.

Queremos políticas públicas efetivas, empresas comprometidas com adaptações reais, escolas que acolham com responsabilidade e comunidades que defendam o direito à existência plena da pessoa autista.

Se você acredita na dignidade humana, junte-se a nós: informe-se, pressione, apoie organizações que atuam pela inclusão e faça ouvir sua voz. Porque nenhuma sociedade é justa enquanto seus membros forem abandonados.

Instituto Amado Autista

Você não está sozinho: o que as famílias suíças revelam sobre a jornada autista. Quando o seu filho era pequeno, você ta...
07/11/2025

Você não está sozinho: o que as famílias suíças revelam sobre a jornada autista. Quando o seu filho era pequeno, você talvez tenha notado algo—uma dificuldade na fala, uma certa estranheza na interação social—que lhe causou inquietação. Este sentimento precoce, aflorando aos 1,8 anos de idade em média, marca o início de uma trajetória complexa que uma investigação pioneira da Universidade de Zurique acaba de documentar com precisão reveladora. Mediante 57 famílias suíças e entrevistas profundas com vinte delas, os investigadores mapearam não apenas os desafios práticos, mas também as nuances emocionais e financeiras que caracterizam a experiência de famílias com crianças no espectro autista.

O caminho até ao diagnóstico, longe de ser um alívio imediato, revela-se frequentemente como uma odisseia frustrante. Dois terços das famílias descrevem este processo como exaustivo, prolongando a incerteza por quase dois anos—do momento em que as primeiras inquietações surgem até à confirmação formal aos 3,7 anos. Este intervalo não é mero tempo decorrido; é um período saturado de angústia parental, de consultas repetidas, de perguntas sem resposta. Mais perturbador ainda: 60% das famílias expressam necessidade urgente de acompanhamento mais próximo após o diagnóstico, evidenciando que o sistema, mesmo numa nação de infraestruturas avançadas, falha precisamente no momento em que as famílias mais precisam de orientação.

A realidade quotidiana mostra-se desproporcionalmente desafiadora. Apenas um terço das famílias consegue gerir adequadamente o dia-a-dia, enquanto 17,5% relata exaustão extrema—um alerta que transpõe números para sofrimento tangível. Metade enfrenta pressões financeiras severas, apesar dos subsídios públicos, força levada ao ponto extremo: mais de metade dos progenitores reduziu ou abandonou vinculações laborais, configurando sacrifícios profissionais que redefinem trajetórias de vida inteiras. A ausência de suporte familiar agrava este panorama: um quinto das famílias reporta isolamento significativo, criando círculos viciosos onde a solidão amplifica vulnerabilidades preexistentes.

Contudo, a narrativa não é de simples derrota. Paradoxalmente, a maioria das famílias sublinha dimensões transformadoras da neurodivergência de seus filhos. Relatos testemunham maturação pessoal, ampliação de sensibilidades, reconfiguração de prioridades existenciais—perspectivas que revogam preconceitos convencionais sobre o "défice" autista. Este valor existencial convida a repensar o discurso medical-patológico que frequentemente domina estas narrativas.

As recomendações emergentes são inequívocas: pediatras devem transcender a função diagnóstica, assumindo papéis coordenadores que avaliem holisticamente as necessidades familiares independentemente da confirmação diagnóstica. Educadores especializados em infância precoce emergem como figuras cruciais, pois sua abordagem integral sobre dinâmicas familiares complementa efetivamente o atendimento convencional. Mais ainda, aconselhamento financeiro de baixo limiar e acompanhamento longitudinal sistemático surgem não como luxos, mas como imperativos estruturais.

Este estudo suíço, ao expor fraturas num sistema presumivelmente exemplar, illumina realidades presumivelmente mais graves em geografias menos dotadas de recursos. A mensagem final é cristalina: o diagnóstico é meridiano, nunca terminus, da jornada genuína de cuidado.

Referência

Battanta, N.K., Jenni, O.G., Schaefer, C. et al. Autism spectrum: parents’ perspectives reflecting the different needs of different families. BMC Pediatr 24, 439 (2024). https://doi.org/10.1186/s12887-024-04912-x

You Are Not Alone: What Swiss Families Reveal About the Autism Spectrum Journey. When your child was small, you may have...
07/11/2025

You Are Not Alone: What Swiss Families Reveal About the Autism Spectrum Journey. When your child was small, you may have noticed something—a difficulty with speech, a certain awkwardness in social interaction—that caused you worry. This early concern, emerging on average at 1.8 years of age, marks the beginning of a complex trajectory that groundbreaking research from the University of Zurich has now documented with striking precision. Through interviews with 57 Swiss families and deeper conversations with twenty of them, investigators have mapped not only the practical challenges but also the emotional and financial nuances that characterize the lived experience of families raising children on the autism spectrum.

The path to diagnosis—far from bringing immediate relief—often reveals itself as a frustrating odyssey. Two-thirds of families describe this process as exhausting, prolonging uncertainty for nearly two years, from the moment first concerns surface to formal confirmation at age 3.7. This interval is far more than elapsed time; it is saturated with parental anguish, repeated consultations, and unanswered questions. More troubling still: 60% of families express urgent need for closer follow-up after diagnosis, demonstrating that even advanced healthcare systems fall short precisely when families most desperately require guidance.

Daily reality proves disproportionately demanding. Only one-third of families reports managing adequately, while 17.5% experience extreme exhaustion—a statistic that transforms numbers into tangible suffering. Half face severe financial pressures despite public subsidies, a burden intensified to the breaking point: more than half of parents have reduced or abandoned employment, reshaping entire life trajectories through sacrifices that prove professionally irreversible. Absent family support compounds these hardships—one-fifth report significant isolation, creating vicious cycles where loneliness amplifies preexisting vulnerabilities.

Yet the narrative resists simplification. Paradoxically, most families underscore transformative dimensions of their children's neurodivergence. Testimonies reveal personal maturation, expanded emotional sensitivity, reconsidered existential priorities—perspectives that challenge conventional deficit-based discourse about autism. This existential value invites reconsideration of the medical-pathological framework that typically dominates such narratives.

Actionable recommendations emerge with crystalline clarity: pediatricians must transcend diagnostic gatekeeping, assuming coordinating roles that holistically assess family needs regardless of diagnostic confirmation. Early childhood educators specializing in neurodiversity become crucial figures, their integral focus on family dynamics complementing conventional healthcare delivery. Equally essential: accessible financial counseling and systematic longitudinal care—not luxuries, but structural imperatives.

This Swiss study, exposing fractures within a presumptively exemplary system, illuminates presumably more severe realities across less-resourced geographies. The message crystallizes: diagnosis marks inception, never conclusion, of genuine caregiving.

Battanta, N.K., Jenni, O.G., Schaefer, C. et al. Autism spectrum: parents’ perspectives reflecting the different needs of different families. BMC Pediatr 24, 439 (2024). https://doi.org/10.1186/s12887-024-04912-x

In the world of scientific research, the intricate relationship between sensory processing difficulties and alcohol use ...
07/11/2025

In the world of scientific research, the intricate relationship between sensory processing difficulties and alcohol use in adults with Autism Spectrum Disorder (ASD) often remains shadowed by more prominent findings. However, a recent study shone a light on this nuanced ballet, revealing that adults with ASD who drink – either hazardously or not – experience heightened levels of low sensory registration compared to their abstaining counterparts.

The research is a response to the sparse studies connecting substance use with sensory processing troubles. Where previous research has traced the edges, the study by Frank van den Boogert et al. (2023) delves deep. Their findings? Non-hazardous drinkers exhibit a heightened sensory sensitivity, while their hazardous-drinking peers report an increased tendency for sensory seeking.

But it isn't just about the connection – it's about the undercurrents. While earlier findings by Bowri et al. (2021) saw a U-shaped pattern of higher autistic traits in non-drinkers and hazardous drinkers, Boogert's research challenges this narrative, proposing a nuanced understanding. They argue that the severity of sensory processing difficulties might differ from the amount and severity of other autistic traits.

The implications of this research are vast, hinting at a potential causal direction: sensory processing challenges might predispose individuals to substance use disorders. This narrative is in harmony with the supposition that alcohol might be used as a 'self-medication' for sensory difficulties.

The elegance of this study lies not just in its findings but in the urgency it brings to the fore. As research pushes the boundaries of understanding, it challenges us to view the world of ASD with a more discerning, compassionate lens, inviting deeper introspection into the interplay of sensory experiences and substance use.

Reference:

FRANK, van den Boogert et al. Sensory Processing and Alcohol Use in Adults with Autism Spectrum Disorder. *Alcohol*, 2023. ISSN 0741-8329. Available at: .

Em uma época  em que a adolescência se dissolve na vida adulta, um estudo sueco  ilumina o caminho tortuoso percorrido p...
07/11/2025

Em uma época em que a adolescência se dissolve na vida adulta, um estudo sueco ilumina o caminho tortuoso percorrido por jovens com Transtorno do Espectro Autista (TEA). A gravidade dos sintomas do autismo e problemas de saúde mental desses jovens, revela a pesquisa, afetam diretamente seu funcionamento diário e qualidade de vida.

A transição para a idade adulta é uma fase marcada por desafios e realizações. Porém, para jovens com TEA, esse período é ainda mais complexo. Relatos de dificuldades funcionais e baixa qualidade de vida inundam estudos prévios, despertando um senso de urgência na busca por soluções.

O estudo sueco reuniu 111 jovens com TEA, entre 16 e 25 anos, em uma clínica especializada, na tentativa de traçar um quadro mais nítido dessa realidade. Autoavaliações revelaram como esses jovens percebem a própria existência, seus sintomas de autismo e eventuais problemas de saúde mental.

Os resultados são tanto alarmantes quanto esclarecedores. A gravidade dos sintomas do autismo e os problemas de saúde mental exibem um vínculo significativo com o funcionamento e a qualidade de vida desses jovens. Contudo, a associação com a qualidade de vida é ainda mais forte quando se trata de questões de saúde mental.

Portanto, é essencial que se avalie os sintomas de autismo e problemas de saúde mental em jovens com TEA nessa fase crítica. Intervenções focadas na melhoria da saúde mental, sugere o estudo, podem gerar um impacto positivo substancial na qualidade de vida.

Esses achados reforçam a importância de uma abordagem holística e personalizada no tratamento dos jovens com TEA. São passos firmes que nos guiam para políticas públicas mais assertivas, capazes de melhorar significativamente o funcionamento e a qualidade de vida desses indivíduos, construindo um futuro mais inclusivo e empático.

̃es ́lia ̃o ̧ão

O Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística – IBGE, com esta publicação, dá continuidade à divulgação dos dados in...
07/11/2025

O Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística – IBGE, com esta publicação, dá continuidade à divulgação dos dados investigados no Questionário da Amostra do Censo Demográfico 2022, focalizando, nesta etapa, os perfis sociodemográfico e educacional das pessoas com deficiência e daquelas diagnosticadas com transtorno do espectro autista (TEA).

https://biblioteca.ibge.gov.br/visualizacao/livros/liv102178.pdf

Numa tarde pacata, João, aos 57 anos, senta-se no consultório de um especialista, uma pilha de anotações que contam uma ...
07/11/2025

Numa tarde pacata, João, aos 57 anos, senta-se no consultório de um especialista, uma pilha de anotações que contam uma vida inteira de experiências, esperanças e medos. Ele ouve a frase que irá mudar o entendimento sobre si mesmo: "Você tem Transtorno do Espectro Autista (TEA)". Uma revelação que, por um lado, traz alívio e clareza, mas, por outro, desperta questionamentos sobre a vida vivida.

Esta narrativa, embora fictícia, reflete a realidade de muitos adultos, cuja juventude e maturidade foram passadas sem o conhecimento de que possuíam TEA. De acordo com um estudo recente publicado em "Health Psychology and Behavioral Medicine", receber o diagnóstico na maturidade pode ser uma experiência enriquecedora, mas também ressalta a necessidade de maior conscientização entre clínicos e profissionais de saúde sobre os sinais de autismo não diagnosticado.

A questão que se coloca, então, é: Como esses diagnósticos tardios afetam a saúde mental e o bem-estar dos indivíduos? E o que os adultos mais velhos, diagnosticados com TEA, precisam para viver uma vida plena e compreendida?

A pesquisa revelou sentimentos mistos: o diagnóstico tardio permitiu a muitos entender melhor suas experiências de vida, encontrando um senso de identidade e pertencimento. No entanto, o estigma em torno do TEA em adultos mais velhos e a falta de suporte adequado são obstáculos persistentes.

Os detalhes são sofisticados, e o retrato desenhado é moderno e eloquente, mas a mensagem é clara: é imperativo fornecer suporte apropriado para esses indivíduos e aumentar a conscientização sobre o TEA em idades mais avançadas. Assim, talvez, em algum momento no futuro, as histórias de João e outros como ele não sejam mais exceção, mas um reflexo da compreensão e da empatia que nossa sociedade tem a oferecer.

04/11/2025

Em uma das cenas do filme "Oppenheimer (2023)", sentado e contemplando em sua mente a teoria quântica, ele começa a quebrar taças jogando-as contra a parede.

Em 2019 (4 anos antes de ver essa cena do filme) eu quebrei todas as taças do apartamento de uma amiga (sempre foi culpa da ciência, walpetterle) , por estar "vendo" essa beleza... (perdi a amiga e me custou cerca de R$800,00 a reposição)

No vídeo, é possível ter uma noção de como funciona o hiperfoco em autismo de altas habilidades.

Diferente do que vocês imaginam, ele funciona de maneira ultra caótica, podendo ter momentos belíssimos de descoberta, entretanto, para cada segundo de "belíssima descoberta" são necessários meses, anos e até mesmo uma vida de muito sofrimento, em busca dessa "solução".



Endereço

Porto Alegre, RS

Site

http://www.amadoautista.com/

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