17/06/2026
PRESIDENTE DA EPTC RECEBE LIDERANÇAS SINDICAIS PARA TRATAR AJUSTES NA IMPLANTAÇÃO DOS CONTROLADORES ELETRÔNICOS E PROTEÇÃO AOS TRABALHADORES
A diretoria do STETPOA – Sindicato dos Rodoviários de Porto Alegre participou de uma importante reunião com a presidência da EPTC para debater os impactos da implantação dos novos controladores eletrônicos de trânsito, conhecidos popularmente como "Caetanos", e os reflexos da nova política de fiscalização sobre os trabalhadores do transporte coletivo. Representando o sindicato estiveram presentes o presidente Adair da Silva, o vice-presidente Abbáde, os diretores e delegados sindicais Alessandro Ávila (Boneca – Nortran), Alexsander Azevedo (Mãozinha – VAP), Airton Maciel (Pelotense – Navegantes), Marcelo Weber e Rosangela Machado (Carris), Paulinho (Gerente – VAP), Itamar Constante (Tropeço – VAP), além da assessora jurídica e especialista em trânsito, Dra. Stella Ma, que acompanhou os debates sob a perspectiva jurídica dos trabalhadores. Pela EPTC, participaram o presidente Pedro Bisch Neto e o diretor Carlos Pires.
Durante o encontro, o sindicato apresentou a preocupação da categoria com o aumento das autuações decorrentes da nova dinâmica de fiscalização, especialmente nos cruzamentos monitorados pelos equipamentos eletrônicos.
As lideranças sindicais defenderam a necessidade de reavaliação das multas aplicadas e a criação de um programa permanente de orientação e conscientização, permitindo que os profissionais do volante possam compreender plenamente os novos critérios adotados e contribuir para a construção de uma cultura de trânsito mais segura.
Entre os pontos debatidos esteve a campanha educativa sintetizada pela orientação "No sinal amarelo, reduza", inserida no contexto de mudança de comportamento que a EPTC busca implementar nas vias da Capital.
Entretanto, o sindicato alertou para situações que vêm gerando insegurança entre os trabalhadores, especialmente em cruzamentos onde os equipamentos registram excesso de velocidade acima de 30 km/h em períodos noturnos.
A preocupação está relacionada à legislação municipal que autoriza, entre 23h e 5h, a transposição do sinal vermelho em determinados cruzamentos, desde que realizada em baixa velocidade, limitada a 30 km/h.
Segundo os representantes da categoria, a configuração dos equipamentos e a dinâmica operacional do transporte coletivo podem resultar em autuações consideradas desproporcionais, exigindo uma avaliação técnica mais aprofundada.
Outro tema levado pelo STETPOA foi a possibilidade de implantação de temporizadores em pontos específicos da cidade, como forma de ampliar a previsibilidade e a segurança para motoristas e usuários do sistema de transporte coletivo.
A proposta deverá integrar futuras análises técnicas, embora não estivesse contemplada inicialmente entre as medidas planejadas pela EPTC. Durante a reunião, o presidente da EPTC, Pedro Bisch Neto, solicitou que o sindicato encaminhe formalmente os casos concretos de autuações para que possam ser analisados pelos setores competentes da administração pública.
O dirigente também manifestou disposição para realizar uma reunião temática específica, destinada à apresentação de dados, avaliação dos resultados da implantação dos equipamentos e discussão de possíveis aperfeiçoamentos do sistema.
Além disso, Pedro Bisch Neto propôs que o sindicato sistematize suas demandas, apresente sugestões técnicas e indique, de forma descritiva, possíveis melhorias que possam contribuir para o equilíbrio entre a segurança viária e as condições de trabalho dos profissionais do transporte.
O STETPOA solicitou prazo para que as situações apresentadas possam ser analisadas e solucionadas, reforçando que sua principal preocupação é impedir que trabalhadores sejam colocados em condição de vulnerabilidade, especialmente diante do risco de penalizações que possam resultar em medidas disciplinares ou até mesmo na perda de postos de trabalho.
Para o presidente do STETPOA, Adair da Silva, a modernização dos mecanismos de fiscalização e a busca por mais segurança no trânsito são objetivos legítimos, mas precisam estar acompanhados de diálogo permanente com quem vivencia diariamente a realidade das ruas. "O trabalhador não pode ser penalizado por um período de adaptação a um novo modelo de fiscalização.
Somos favoráveis às iniciativas que promovam mais segurança no trânsito, mas defendemos que qualquer mudança seja acompanhada de orientação, conscientização e garantias para que os rodoviários não sejam prejudicados em sua atividade profissional.
O que buscamos é construir soluções equilibradas, que preservem vidas sem colocar em risco os empregos e a dignidade dos trabalhadores", destacou Adair.
Para o sindicato, a segurança no trânsito e a valorização dos profissionais que diariamente transportam milhares de passageiros devem caminhar juntas, por meio do diálogo permanente, da transparência e da construção coletiva de soluções.