23/04/2026
A gira formativa realizada no Quintal da Aldeia, no dia 19 de abril, se desenhou como um daqueles encontros que vão além de uma programação cultural — foi um dia inteiro dedicado à cultura popular, à troca de saberes e à construção coletiva de conhecimento.
Desde o início, o ambiente já apontava para algo maior: não se tratava apenas de atividades, mas de um território vivo, onde o conhecimento circula, se constrói e se transforma a partir da troca entre as pessoas. A proposta das Giras Formativas, inclusive, parte exatamente desse princípio — o saber como algo coletivo, compartilhado e transmitido entre gerações.
A condução de Daraina Pregnolatto e Dane de Jade reforçou esse caminho com sensibilidade e clareza. Mais do que apresentar uma metodologia, elas criaram um ambiente onde o processo podia ser vivido, sentido e compreendido na prática, evidenciando a importância da escuta, da partilha e do cuidado nos processos formativos.
A presença da mestra Fernanda Machado, vinda do Paraná para integrar o encontro, trouxe ainda mais profundidade ao momento. Sua fala atravessou memória, ancestralidade e resistência, revelando os desafios de manter viva a tradição do samba de roda e reforçando a importância da transmissão do conhecimento como continuidade cultural.
Ao longo do dia, a gira se desdobrou em diferentes expressões da cultura popular, culminando na celebração da festa do boi — uma manifestação que reuniu grupos, territórios e trajetórias distintas em torno de um mesmo propósito: manter viva a cultura. Essa convergência de experiências evidenciou a força da coletividade e o quanto essas práticas seguem pulsando nos diferentes cantos do país.
No centro de tudo, o Ponto de Cultura Quintal da Aldeia reafirmou seu papel como espaço de acolhimento e formação. Cada detalhe — da organização das atividades ao cuidado com a alimentação ao longo do dia — demonstrou um compromisso profundo com o bem-estar coletivo e com a construção de um ambiente onde a cultura não apenas acontece, mas é cuidada.
O que ficou dessa experiência foi a confirmação de que iniciativas como a gira formativa são fundamentais para fortalecer redes e preservar tradições!