16/04/2026
Dando continuidade à Semana Nacional de Oratória do Interact (SNO)
No dia 4 vivemos mais do que um encontro… vivemos uma experiência de reflexão profunda.
No 4º dia da SNO, o Interact promoveu uma roda literária de debates, com o objetivo de ir além da leitura: exercitar a argumentação e a oratória por meio da defesa de pontos de vista sobre uma narrativa, seus personagens e as mensagens por trás da obra.
Para isso, utilizamos como base o conto “A Cartomante”, de Machado de Assis — uma história que atravessa o tempo ao expor algo muito humano: o conflito entre razão e emoção, verdade e ilusão, escolha e consequência.
A partir de um triângulo amoroso marcado por traição, medo e autoengano, os participantes foram convidados a sair da posição de ouvintes e assumir o papel de protagonistas do debate.
💭 Quem é o verdadeiro culpado?
💭 Camilo, que traiu e ignorou os sinais?
💭 Rita, que se apoiou na ilusão para sustentar suas escolhas?
💭 Ou Vilela, que reagiu de forma extrema diante da verdade?
Divididos em grupos, cada participante precisou argumentar, defender ideias e, principalmente, enxergar a situação por diferentes perspectivas — desenvolvendo não apenas a oratória, mas também empatia e pensamento crítico.
Ao longo da discussão, um ponto ficou evidente:
Em momentos de medo, até quem não acredita pode buscar conforto naquilo que sempre negou.
Às vezes, não é sobre o que é verdade… mas sobre o que conseguimos suportar.
E então chegamos ao grande impacto da história:
A cartomante mentiu — e trouxe paz.
A verdade apareceu — e destruiu tudo.
Esse contraste nos levou a uma reflexão que ultrapassa o conto e toca a vida real:
✨ Nem sempre a verdade é confortável.
✨ Nem toda mentira nasce para fazer mal.
Encerramos com uma pergunta que não exige resposta imediata, mas que permanece ecoando:
Você escolheria uma mentira que acalma… ou uma verdade que pode mudar tudo?
Mais do que aprender a falar, hoje aprendemos a pensar, questionar e sentir. Porque a verdadeira oratória começa quando temos coragem de encarar ideias difíceis, e dar voz a elas.