05/11/2021
👏👏👏🇧🇷🐍Nossos Parabéns hoje vai para o Sr. Odorico Dias de Góes, Veterano da 2ª Guerra Mundial que completa 101 anos de exemplo e amor à Pátria,desejamos ao Herói muita saúde, Nossa Nação agradece seus serviços!🇧🇷,Nossa eterna Gratidão e respeitosa continência ao nosso herói BRASILEIRO da FEB.
Major Odorico Dias de Góes, Durante a 2ª Guerra, serviu como 3º Sargento e esteve em uma série de batalhas para a libertação de cidades italianas, entre elas a Conquista de Monte Castello.
Odorico Dias de Góes, morador de Ponta Grossa, entrou no Exército por acaso. Estava insatisfeito com o trabalho numa serraria quando ouviu um anúncio no rádio que convocava jovens para o antigo 13.º Regimento de Infantaria (RI). Na serraria, recebia o ordenado de 3 mil réis e como soldado ganharia 19 mil.
Largou o que estava fazendo e arriscou ser soldado. Gostou. Ficou 31 anos no Exército. "Nunca recebi uma punição", diz o major, que coleciona medalhas e diplomas. Major Odorico detalha sua participação na 2.ª Guerra Mundial:
"Saí do 13.º RI com um contingente de 334 homens, entre soldados, cabos, sargentos e oficiais." Ele não imaginava encontrar um cenário tão devastador na Itália. "Nápoles foi destruída pelos alemães. Tinha gente morrendo de fome. Nós tínhamos bolacha e jogávamos para eles. A bolacha caía no barro, eles pegavam e engoliam do jeito que estava", afirma.
Em solo italiano, a ordem era de alerta. Odorico conta que não podia tomar água de nenhum riacho, porque poderia estar envenenada. "Ficávamos num buraco redondo, agachados o dia inteiro, não podia tirar a cabeça para fora porque o [soldado] alemão tinha uma metralhadora muito potente que dava 1,2 mil tiros por minuto", conta.
As duas cenas mais marcantes no front foram a rendição de um pelotão alemão frente ao comando brasileiro e o anúncio do final da guerra. "Os brasileiros jogavam seus capacetes para cima. Foi a maior festa. Estava todo mundo com saudade da família", diz.
Antes de voltar para o Brasil, Odorico foi escolhido entre os pracinhas para viajar a Lisboa. "Portugal queria prestar uma homenagem para a tropa. Ficamos dois dias em Lisboa. Anunciaram nossa chegada em um alto-falante. Tinha gente trepando em árvore para nos ver. A gente ia passando e as pessoas jogavam pétalas de rosas para nós", relata.
A melhor recepção, no entanto, foi na estação de Ponta Grossa. A esposa Anna Roza tinha pedido para a banda do Exército tocar na chegada do ex-combatente. Ele não a via desde o casamento, ocorrido 28 dias antes da partida para a guerra.
Major Odorico Dias de Góes e Dona Anna Rosa, Que o Senhor esteja sempre abençoando essa união e fortalecendo a família.
No dia 03 de Setembro de 1945 a Força Expedicionária Brasileira desfilou em Portugal, Trata-se do retorno de um contingente da Força Expedicionária Brasileira - FEB que lutou na Itália durante a II Guerra Mundial (1939-1945). De volta da vitoriosa campanha promovida contra o nazi-facismo, o contingente militar parou em Lisboa onde foi recepcionado com festejos e honrarias ofertados pelo governo português e grande adesão popular. Conforme relata o jornal “Diário de Lisboa”, publicado naquele dia, o vaso de guerra brasileiro Duque de Caxias, que chegou à véspera a Cascais, navegou o rio Tejo acima e atracou de madrugada em Lisboa. Conduzia 162 oficiais e 1.636 praças do Batalhão de Infantaria do Depósito de Pessoal da FEB, entre eles estava o Major Odorico Dias de Góes ex-combatente da Força Expedicionária Brasileira.
Naquele mesmo três de setembro desfilou o batalhão em conjunto com o Exército Português pelas ruas da vaidosa alfacinha. Iniciando a parada na praça Marquês de Pombal, onde o presidente da República Portuguesa general Antonio Oscar de Fragoso Carmona condecorou a bandeira da FEB com a mais alta condecoração militar de Portugal: a Medalha de Ouro de Valor Militar. Conforme consta no decreto-lei que concedeu a medalha, o ato estava: “Querendo significar à nação brasileira e ao seu exército o público testemunho de alto aprêço do Governo e do povo português pelos actos de excepcional bravura praticados pelas forças do Corpo Expedicionário Brasileiro no teatro de guerra da Itália, em que as armas do Brasil se cobriram de glória; ...”
Tradição. Respeito. Disciplina. Hierarquia. Unidade de comando. Pracinha Major Odorico, 101 anos de vida. Tudo pela Pátria, Brasil acima de tudo!!! Foto: Cel Daniel Moreira Marques - Ex- Cmdt do 13°BIB.