Espiritismo Allan Kardec = Cristianismo Primitivo

Espiritismo Allan Kardec = Cristianismo Primitivo SÃO MENSAGENS, ESCLARECIMENTOS e INFORMAÇÕES SOBRE O ESPIRITISMO(consolador) E Ensinamentos DE JESUS!

A FÉ HUMANA E A DIVINA.(À Luz do Espiritismo)12. No homem, a fé é o sentimento inato de seus destinos futuros; é a consc...
30/05/2026

A FÉ HUMANA E A DIVINA.
(À Luz do Espiritismo)

12. No homem, a fé é o sentimento inato de seus destinos futuros; é a consciência que ele tem das faculdades imensas depositadas em gérmen no seu íntimo, a princípio em estado latente, e que lhe cumpre fazer que desabrochem e cresçam pela ação da sua vontade.

Até ao presente, a fé não foi compreendida senão pelo lado religioso, porque o Cristo a exaltou como poderosa alavanca e porque o têm considerado apenas como chefe de uma religião. Entretanto, o Cristo, que operou milagres materiais, mostrou, por esses milagres mesmos, o que pode o homem, quando tem fé, isto é, a vontade de querer e a certeza de que essa vontade pode obter satisfação. Também os apóstolos não operaram milagres, seguindo-lhe o exemplo? Ora, que eram esses milagres, senão efeitos naturais, cujas causas os homens de então desconheciam, mas que, hoje, em grande parte se explicam e que pelo estudo do Espiritismo e do Magnetismo se tornarão completamente compreensíveis?

A fé é humana ou divina, conforme o homem aplica suas faculdades à satisfação das necessidades terrenas, ou das suas aspirações celestiais e futuras. O homem de gênio, que se lança à realização de algum grande empreendimento, triunfa, se tem fé, porque sente em si que pode e há de chegar ao fim colimado, certeza que lhe faculta imensa força. O homem de bem que, crente em seu futuro celeste, deseja encher de belas e nobres ações a sua existência, haure na sua fé, na certeza da felicidade que o espera, a força necessária, e ainda aí se operam milagres de caridade, de devotamento e de abnegação. Enfim, com a fé, não há maus pendores que se não chegue a vencer.

O Magnetismo é uma das maiores provas do poder da fé posta em ação. É pela fé que ele cura e produz esses fenômenos singulares, qualificados outrora de milagres.

Repito: a fé é humana e divina. Se todos os encarnados se achassem bem persuadidos da força que em si trazem, e se quisessem pôr a vontade a serviço dessa força, seriam capazes de realizar o a que, até hoje, eles chamaram prodígios e que, no entanto, não passa de um desenvolvimento das faculdades humanas.

Um Espírito Protetor.
Paris, 1863.

O Evangelho segundo o Espiritismo > Capítulo XIX — A fé transporta montanhas > Instruções dos Espíritos. > A fé humana e a divina.

26/05/2026

A PORTA ESTREITA (À luz do Espiritismo)

3. Entrai pela porta estreita, porque larga é a porta da perdição e espaçoso o caminho que a ela conduz, e muitos são os que por ela entram. – Quão pequena é a porta da vida! quão apertado o caminho que a ela conduz! e quão poucos a encontram! (S. MATEUS, 7:13 e 14.)

4. Tendo-lhe alguém feito esta pergunta: Senhor, serão poucos os que se salvam? Respondeu-lhes ele: – Esforçai-vos por entrar pela porta estreita, pois vos asseguro que muitos procurarão transpô-la e não o poderão. – E quando o pai de família houver entrado e fechado a porta, e vós, de fora, começardes a bater, dizendo: Senhor, abre-nos; ele vos responderá: não sei donde sois. – Pôr-vos-eis a dizer: Comemos e bebemos na tua presença e nos instruíste nas nossas praças públicas. – Ele vos responderá: Não sei donde sois; afastai-vos de mim, todos vós que praticais a iniqüidade.

Então, haverá prantos e ranger de dentes, quando virdes que Abraão, lsaac, Jacob e todos os profetas estão no reino de Deus e que vós outros sois dele expelidos. – Virão muitos do Oriente e do Ocidente, do Setentrião e do Meio-Dia, que participarão do festim no reino de Deus. – Então, os que forem últimos serão os primeiros e os que forem primeiros serão os últimos. (S. LUCAS, 13:23 a 30.)

5. Larga é a porta da perdição, porque são numerosas as paixões más e porque o maior número envereda pelo caminho do mal. É estreita a da salvação, porque a grandes esforços sobre si mesmo é obrigado o homem que a queira transpor, para vencer suas más tendências, coisa a que poucos se resignam. É o complemento da máxima: “Muitos são os chamados e poucos os escolhidos.”

Tal o estado da Humanidade terrena, porque, sendo a Terra mundo de expiação, nela predomina o mal. Quando se achar transformada, a estrada do bem será a mais freqüentada. Aquelas palavras devem, pois, entender-se em sentido relativo e não em sentido absoluto. Se houvesse de ser esse o estado normal da Humanidade, teria Deus condenado à perdição a imensa maioria das suas criaturas, suposição inadmissível, desde que se reconheça que Deus é todo justiça e bondade.

Mas, de que delitos esta Humanidade se houvera feito culpada para merecer tão triste sorte, no presente e no futuro, se toda ela se achasse degredada na Terra e se a alma não tivesse tido outras existências? Por que tantos entraves postos diante de seus passos? Por que essa porta tão estreita que só a muito poucos é dado transpor, se a sorte da alma é determinada para sempre, logo após a morte? Assim é que, com a unicidade da existência, o homem está sempre em contradição consigo mesmo e com a justiça de Deus. Com a anterioridade da alma e a pluralidade dos mundos, o horizonte se alarga; faz-se luz sobre os pontos mais obscuros da fé; o presente e o futuro tornam-se solidários com o passado, e só então se pode compreender toda a profundeza, toda a verdade e toda a sabedoria das máximas do Cristo.

O Evangelho segundo o Espiritismo » Capítulo XVIII - Muitos os chamados, poucos os escolhidos » A porta estreita

ORIGEM E NATUREZA DOS ESPÍRITOS.76. Que definição se pode dar dos Espíritos?“Pode dizer-se que os Espíritos são os seres...
23/05/2026

ORIGEM E NATUREZA DOS ESPÍRITOS.

76. Que definição se pode dar dos Espíritos?

“Pode dizer-se que os Espíritos são os seres inteligentes da criação. Povoam o universo, fora o mundo material.”

NOTA: A palavra Espírito é empregada aqui para designar as individualidades dos seres extracorpóreos e não mais o elemento inteligente universal.

77. Os Espíritos são seres distintos da Divindade, ou serão simples emanações ou porções desta e, por isto, denominados filhos de Deus?

São obra de Deus, exatamente qual a máquina o é do homem que a fabrica. A máquina é obra do homem, não é o próprio homem. Sabes que, quando faz alguma coisa bela, útil, o homem lhe chama sua filha, criação sua. Pois bem, o mesmo se dá com relação a Deus: somos seus filhos, pois que somos obra Sua.”

78. Os Espíritos tiveram princípio, ou existem, como Deus, de toda a eternidade?

“Se não tivessem tido princípio, seriam iguais a Deus, quando, ao invés, são criação sua e se acham submetidos à sua vontade. Deus existe de toda a eternidade, é incontestável. Quanto, porém, ao modo pelo qual nos criou e em que momento o fez, nada sabemos. Podes dizer que não tivemos princípio, se quiseres com isso significar que, sendo eterno, Deus há de ter sempre criado ininterruptamente. Mas, quando e como cada um de nós foi feito, repito-te, nenhum o sabe: aí é que está o mistério.”

79. Pois que há dois elementos gerais no universo: o elemento inteligente e o elemento material, poder-se-á dizer que os Espíritos são formados do elemento inteligente, como os corpos inertes o são do elemento material?

“Evidentemente. Os Espíritos são a individualização do princípio inteligente, como os corpos são a individualização do princípio material. A época e o modo por que essa formação se operou é que são desconhecidos.”

80. A criação dos Espíritos é permanente, ou só se deu na origem dos tempos?

“É permanente. Quer dizer: Deus jamais deixou de criar.”

81. Os Espíritos se formam espontaneamente, ou procedem uns dos outros?

“Deus os cria, como a todas as outras criaturas, pela sua vontade. Mas, repito ainda uma vez, a origem deles é mistério.”

82. Será certo dizer-se que os Espíritos são imateriais?

“Como se pode definir uma coisa, quando faltam termos de comparação, e com uma linguagem deficiente? Pode um cego de nascença definir a luz? Imaterial não é bem o termo; incorpóreo seria mais exato, pois deves compreender que, sendo uma criação, o Espírito há de ser alguma coisa. É a matéria quintessenciada, mas sem analogia para vós outros, e tão etérea que escapa inteiramente ao alcance dos vossos sentidos.”

Dizemos que os Espíritos são imateriais, porque sua essência difere de tudo o que conhecemos sob o nome de matéria. Um povo de cegos careceria de termos para exprimir a luz e seus efeitos. O cego de nascença se julga capaz de todas as percepções pelo ouvido, pelo olfato, pelo paladar e pelo tato. Não compreende as ideias que só lhe poderiam ser dadas pelo sentido que lhe falta. Nós outros somos verdadeiros cegos com relação à essência dos seres sobre-humanos. Não os podemos definir senão por meio de comparações sempre imperfeitas, ou por um esforço da imaginação.

83. Os Espíritos têm fim?

Compreende-se que seja eterno o princípio donde eles emanam, mas o que perguntamos é se suas individualidades têm um termo e se, em dado tempo, mais ou menos longo, o elemento de que são formados não se dissemina e volta à massa donde saiu, como sucede com os corpos materiais. É difícil conceber-se que uma coisa que teve começo possa não ter fim.

“Há muitas coisas que não compreendeis, porque tendes limitada a inteligência. Isso, porém, não é razão para que as repilais. O filho não compreende tudo o que a seu pai é compreensível, nem o ignorante tudo o que o sábio compreende. Dizemos que a existência dos Espíritos não tem fim. É tudo o que podemos, por agora, dizer.”

O Livro dos Espíritos > Parte segunda — Do mundo espírita ou mundo dos Espíritos > Capítulo I — Dos Espíritos > Origem e natureza dos Espíritos.

CONSOLADOR PROMETIDO.(À luz do Espiritismo)3. Se me amais, guardai os meus mandamentos; e eu rogarei a meu Pai e ele vos...
11/05/2026

CONSOLADOR PROMETIDO.
(À luz do Espiritismo)

3. Se me amais, guardai os meus mandamentos; e eu rogarei a meu Pai e ele vos enviará outro Consolador, a fim de que fique eternamente convosco:

— O Espírito de Verdade, que o mundo não pode receber, porque o não vê e absolutamente o não conhece. Mas, quanto a vós, conhecê-lo-eis, porque ficará convosco e estará em vós.
— Porém, o Consolador, que é o Santo Espírito, que meu Pai enviará em meu nome, vos ensinará todas as coisas e vos fará recordar tudo o que vos tenho dito. (S. João, 14:15 a 17 e 26.)

4. Jesus promete outro consolador: o Espírito de Verdade, que o mundo ainda não conhece, por não estar maduro para o compreender, consolador que o Pai enviará para ensinar todas as coisas e para relembrar o que o Cristo há dito. Se, portanto, o Espírito de Verdade tinha de vir mais tarde ensinar todas as coisas, é que o Cristo não dissera tudo; se ele vem relembrar o que o Cristo disse, é que o que este disse foi esquecido ou mal compreendido.

O Espiritismo vem, na época predita, cumprir a promessa do Cristo: preside ao seu advento o Espírito de Verdade. Ele chama os homens à observância da lei; ensina todas as coisas fazendo compreender o que Jesus só disse por parábolas. Advertiu o Cristo: “Ouçam os que têm ouvidos para ouvir.” O Espiritismo vem abrir os olhos e os ouvidos, porquanto fala sem figuras, nem alegorias; levanta o véu intencionalmente lançado sobre certos mistérios. Vem, finalmente, trazer a consolação suprema aos deserdados da Terra e a todos os que sofrem, atribuindo causa justa e fim útil a todas as dores.

Disse o Cristo: “Bem-aventurados os aflitos, pois que serão consolados.” Mas, como há de alguém sentir-se ditoso por sofrer, se não sabe por que sofre? O Espiritismo mostra a causa dos sofrimentos nas existências anteriores e na destinação da Terra, onde o homem expia o seu passado. Mostra o objetivo dos sofrimentos, apontando-os como crises salutares que produzem a cura e como meio de depuração que garante a felicidade nas existências futuras. O homem compreende que mereceu sofrer e acha justo o sofrimento. Sabe que este lhe auxilia o adiantamento e o aceita sem murmurar, como o obreiro aceita o trabalho que lhe assegurará o salário. O Espiritismo lhe dá fé inabalável no futuro e a dúvida pungente não mais se lhe apossa da alma. Dando-lhe a ver do alto as coisas, a importância das vicissitudes terrenas some-se no vasto e esplêndido horizonte que ele o faz descortinar, e a perspectiva da felicidade que o espera lhe dá a paciência, a resignação e a coragem de ir até ao termo do caminho.

Assim, o Espiritismo realiza o que Jesus disse do Consolador prometido: conhecimento das coisas, fazendo que o homem saiba donde vem, para onde vai e por que está na Terra; atrai para os verdadeiros princípios da lei de Deus e consola pela fé e pela esperança.

Evangelho segundo o Espiritismo Allan Kardec > Cap. VI
O Cristo consolador.
Consolador prometido.

05/05/2026

RESPEITO AOS ANIMAIS
(À Luz Do Espiritismo)

Há mais de um século, as visões e os conceitos dos seres humanos sobre a evolução eram proporcionais à época, o que torna imprescindível atualizarmos alguns deles, a fim de trazer coerência para determinados temas. Entre esses assuntos diversos, está a questão dos animais.
Os animais são criaturas de Deus; são nosso passado como espírito e, atualmente, membros de nossas famílias, tendo se tornado a ênfase da sociedade moderna: amados, respeitados e vistos com o valor que deveriam ter recebido desde o princípio.
A humanidade começou a analisar o comportamento deles, a desvendar seus níveis de compreensão e inteligência primitiva, e surpreendeuse, sentindo mais empatia e afeto por essas lindas criaturas.
Depois de milênios de dor, sofrimento e desprezo, os animais finalmente ocupam seu espaço na sociedade, fazendo cada vez mais parte da vida dos encarnados. Nada há de mais justo e coerente que compreender os mistérios que os cercam.
Haverá um dia em que os homens os enxergarão como irmãos, deixarão de consumi-los e passarão a respeitá-los ainda mais. Até que esse instante chegue, é hora de conhecê-los.
177. Os animais têm anjo da guarda?
— Sim, todos os seres que possuem alma possuem um protetor. A. Esse protetor é individualizado?
— Não necessariamente. A individualização de proteção será útil quando houver consciência.
Ainda assim, não há diferença entre os níveis de proteção individual ou coletiva, pois ambos são propostos por Deus, sendo suficientes para determinado estágio.
178. Por que alguns animais sofrem abandonos, crueldades e doenças graves?
— Por causa das más escolhas dos homens; livre-arbítrio que produz consequências. Deus, na Sua grandeza, utiliza-se dessas falhas para fazê-los evoluir.
Nota: O abandono não é culpa do animal, mas do “tutor”. Ainda assim, como o equilíbrio universal é inabalável, Deus utiliza-se de vossas más escolhas para adequar situações que irão gerar progresso e evolução para o animal. Os autores das más escolhas responderão por essas atrocidades na devida proporção.
179. A subjugação tem algum aspecto benéfico no processo evolutivo dos animais?
— Devido à perfeição de Deus, todo sofrimento concede evolução por consequência. Entretanto, a subjugação é um enorme equívoco. O correto é a instrução ou direcionamento.
Estar em um estágio diferente do processo evolutivo não vos faz superiores: faz-vos responsáveis.
180. Aquele que subjuga ou maltrata os animais aumenta suas próprias provas futuras?
— Sim, sempre haverá consequência para todos os atos maléficos cometidos pelos encarnados em seu livre-arbítrio; entretanto, quando eles forem benéficos, as consequências também serão.
Nota: Cuidar, zelar e amar os animais é uma dádiva, pois é através deles que enxergamos o que fomos no passado e o quanto evoluímos para chegar até o instante atual, sendo também através deles que ocorre a oportunidade de praticar a caridade e agir com amor para acelerar o processo de evolução, como outrora fizeram conosco.
181. Quem se cala ao presenciar uma injustiça contra um animal se torna cúmplice?
— Mais do que isso, torna-se um responsável. Presenciar uma injustiça em silêncio é responsabilizar-se por ela.
182. Como a espiritualidade vê a castração dos animais?
— Somos sempre a favor da preservação da vida. A mutilação nunca será apoiada pelo Criador. Para que isso mude, é necessário conscientizar os encarnados a não abandonarem os animais, e nisso todos podem contribuir.
A. E a castração como meio de prevenção de doenças (castra-ção preventiva)?
— Apenas se houver claros indícios e probabilidades muito grandes de um problema futuro. Cada caso merecerá ser analisado com muita cautela; do contrário, haverá consequências.
B. E em caso de zoonoses e superpopulação?
— Não seria o ideal, pois ambos poderiam ser evitados, contudo, sabemos que levará certo tempo até que a humanidade adeque seus procedimentos; entendemos que, em alguns casos, torna-se necessário. Cabe a vós a responsabilidade de prevenir esses acontecimentos. Sacrificais um doente contagioso ou apenas o isolais de forma adequada?
Nota: Animais abandonados, protetores sobrecarregados, lares temporários superlotados... é evidente que há trabalho de sobra! Trabalho em excesso para alguns justamente pela responsabilidade e conscientização ainda não desenvolvidas em outros.
Sabemos que a evolução não dá saltos e que o progresso não acontece de repente, mas é necessário que façamos, todos nós, a parte que nos cabe como criaturas mais evoluídas e “irmãos mais velhos” que somos. Que tenhamos foco para tratar a causa do problema, e não os sintomas. O respeito a toda criação divina é premissa para um mundo mais evoluído e feliz.
183. O que dizer da comercialização legalizada dos animais?
— Em um mundo perfeito, a vida não seria comercializada. Ainda assim, sempre dependerá da intenção dessa ação e da benesse que isso irá propiciar.
Nota: A comercialização não seria o meio correto de distribuir os animais para seus tutores (o melhor seria a adoção), porém, neste momento evolutivo da Terra, o comércio ainda presta um auxílio de forma indireta para os futuros tutores e animais, permitindo o despertar do amor e consequentes melhorias físicas e psíquicas para muitas famílias.
184. Quais aperfeiçoamentos genéticos em animais poderiam ser considerados plausíveis?
— Tudo aquilo que vier para aprimorar e elevar o espírito será bemvindo, mas jamais se esquecendo de que o mau uso poderá gerar resultados indesejados.
185. O que pensa a espiritualidade sobre os antigos costumes de oferecer animais em sacrifício para entidades de poder?
— Um grande equívoco! Porém, tudo ocorreu de acordo com a evolução da época. Agora, não é mais necessário.
186. Como o voluntariado pode auxiliar na evolução dos animais?
— De diversas formas: energéticas, vibracionais, físicas e emocionais. O voluntariado é a forma mais pura de amor. Desde que os voluntários tenham o conhecimento e a cautela necessários, estarão praticando um lindo ato de caridade.
187. Os animais farejadores, usados nos resgates e na segurança, e os utilizados em terapia assistida, como cães, gatos e equinos, estariam encarnados nessa condição por merecimento?
— Não, eles exercem as funções por recompensa. O fato de os animais exercerem funções de trabalho ou de caridade é reflexo do condicionamento originado pelo homem. Cabe ao homem condicioná-los às práticas dignas de caridade e amor, e não às inconvenientes ou demeritórias.
188. O trabalho faz parte das leis da natureza. Os animais que trabalham estão respondendo a essas leis ou sendo explorados?
— Depende da finalidade com que trabalham. Se trabalharem por uma causa nobre, estarão respondendo a essa lei.
Nota: Com o passar do tempo, o homem vai perdendo a dependência dos animais para os trabalhos cotidianos. No passado, era necessária a utilização de cavalos para arar o campo e produzir alimentos, mas hoje existem máquinas. No passado, era imprescindível a vaca para fornecer o leite, mas hoje se sabe extraí-lo a partir dos vegetais. Portanto, a utilização dos animais deve acontecer quando não existem outros meios para tal tarefa e da forma mais moral possível.
189. O que dizer daqueles que exploram a capacidade de trabalho de um animal até o extenuar de suas forças?
— Sofrerão as consequências de seus atos. Na Terra, tudo o que se planta é colhido.
190. Tratamos nossos animais domésticos como as “crianças” da família. Isso os auxilia na evolução?
— Não, animais precisam ser tratados como tais. Tratá-los como humanos os priva de suas necessidades instintivas, prejudicando-os. Devemos tratá-los com muito amor, mas sem descaracterizar seus instintos e propósitos.
191. É real a necessidade de utilizar-se dos animais para estudos científicos, pesquisas medicamentosas e comportamentais ou afins?
— Vós quem deveis julgar cada caso. Os animais foram importantes para o desenvolvimento científico, entretanto, hoje possuís diversas outras alternativas. Não deveríeis buscar apenas a porta larga.
192. A domesticação de algumas espécies contribuiu para sua evolução?
— Sim, em alguns casos. Apesar de a domesticação auxiliar no desenvolvimento de alguns animais, é possível que eles atinjam sua evolução também em ambientes naturais.
Nota: A domesticação de animais tem sido utilizada como um meio de condicioná-los ao controle instintivo. Entretanto, Deus, Inteligência Suprema do Universo, não restringiria o desenvolvimento evolutivo de animais apenas para ambientes domésticos; assim, inúmeras espécies de animais se desenvolvem, tanto quanto os domesticados, em ambientes naturais.
A domesticação é uma oportunidade não somente para o animal, mas, principalmente, para o tutor, que desenvolve seu poder de auxílio, resiliência e a habilidade de tutorar. A dificuldade que os encarnados têm de domesticar os animais é proporcional à que os espíritos mais evoluídos têm de domar as más tendências dos encarnados: tudo em etapas.

O Livro Dos Espíritos
A Obra Interminável
Cap. 6 Amor aos animais
It.10 Respeito aos animais, pg. 107

28/04/2026

MEDIUNIDADE
(À Luz do Espiritismo)

A mediunidade, conhecida por esse nome há 164 anos, com as revelações trazidas por Allan Kardec, sempre existiu entre os homens, porém, sua prática era dificultada pela falta de conhecimento, levando diversas pessoas à loucura, ao suicídio e ao prejulgamento. Sempre existiram os médiuns, pessoas capazes de se comunicar com o mundo espiritual através de dons, que lhes vieram com grandes responsabilidades e utilidades, porém, o aperfeiçoamento da mediunidade iniciou-se no momento correto, quando o homem já possuía preparo maior para compreendê-la e compreender, também, seus mecanismos.
Nesses anos, diversos médiuns desenvolveram sua mediunidade e aprimoraram o contato com o mundo espiritual. Hoje, o grau de conhecimento que possuem é proporcional à responsabilidade de exercer esse dom de forma séria, verdadeira e honesta, uma vez que essa aptidão é prova da existência de Deus e nenhum aparato disponibilizado por Ele deverá gerar retorno financeiro ou de ego, servindo apenas para o desenvolvimento do espírito através da prática da caridade e do amor.
Portanto, médiuns, fazei por merecer o conhecimento que vos foi dado; nós, da espiritualidade maior, esperamos que possais agir de maneira responsável, digna e condizente com o propósito sob o qual viestes a este planeta. Não permitais que vossas tendências e intenções materiais prevaleçam sobre o real sentido desse instrumento de amor, não vos preocupeis em animizar, mas, sim, em instruir-vos, para que esse animismo seja somatório, e não destruidor. Haverá um dia em que a mediunidade não será mais necessária, e entendereis que, por serdes espíritos, possuís a capacidade de aconselhar, consolar e instruir vossos irmãos de menor preparo, mas, até que esse instante chegue, sejais ferramentas construtoras da grande seara do Pai. Que assim seja!

284. O que é mediunidade?

— A mediunidade é um instrumento que todos os encarnados possuem, em intensidades e formas diferentes, e que lhes permite mediar: serem intermediadores entre os planos carnal e espiritual.
Nota: Mediunidade é uma ferramenta que Deus nos concedeu para ser exercida de modo despretensioso, em benefício dos necessitados. É inerente ao ser humano, apresentando-se em alguns com maior ostensividade. Independentemente da religião ou doutrina professada, sua prática deverá ser exercida dentro dos princípios da moral cristã.
Bendita luz que veio para confortar os que sofrem – sobretudo os próprios médiuns, que, utilizando-se desse recurso, terão grandes oportunidades no exercício da caridade. É necessário estudá-la e entendê-la para não se cair em armadilhas, criadas, muitas vezes, pelo egocentrismo ou pelo fanatismo.
Ela não é mística nem sobrenatural, muito menos uma enfermidade; não deverá trazer retornos financeiros, e sim, ser fundamentada no amor, na caridade e na fé baseada na razão.
A mediunidade, que deverá ser estudada e compreendida para a sua prática, é um dos alicerces dos estudos da Doutrina Espírita e está contida com mais clareza em O Livro dos Médiuns, de Allan Kardec.

285. Como explicar a mediunidade de forma objetiva?

— Faculdade que precisa de mediadores: instrumentos que necessitam de aprimoramento constante para conectar os dois planos.

Nota: Sendo uma faculdade própria da espécie humana e que existe desde as épocas remotas, a mediunidade não é privilégio exclusivo de ninguém e não torna especial quem a pratica, mas responsável. Ainda assim, sua manifestação é peculiar a cada indivíduo, um processo de descoberta espiritual individual e único. É necessária a busca pelo conhecimento intelectual e moral, em conjunto com as reformas íntimas, para que sua prática seja salutar e despretensiosa e seus objetivos sejam o amor e a caridade.

286. A mediunidade é prova, expiação ou missão?

— Pode ser todas as opções ou apenas uma, dependendo de cada caso.

A. Como podemos enfrentá-la?

— Não precisais enfrentá-la, basta o aprendizado de conviver com ela, por meio das vossas reformas íntimas, da vossa vibração e da busca pela instrução.

B. Em sendo uma missão, por que ocorre?

— Alguns espíritos evoluídos escolhem reencarnar com a mediunidade, com a finalidade de auxiliar outros irmãos.

287. A mediunidade é intrínseca ao indivíduo?

— Sim, de formas diferentes; ainda assim, nem todos têm a necessidade de praticá-la.
Nota: É de vosso conhecimento que todos sois médiuns, porém, existem diversos tipos de mediunidade que não despertam ostensividade, mas que, através de vossas intuições, vos conduzem para o caminho correto. Nem todos os médiuns nascem precisando praticar sua mediunidade, contudo, todos os encarnados nascem com a carência de entender o contato com algo maior, para, assim, poderem praticar a caridade com maior efeito.
Outras religiões a denominam de modos diferentes, no entanto, todas comungam que há o toque de Deus na vida dos médiuns. Não importa o nome dado a ela: a mediunidade é uma grande oportunidade de evoluir e auxiliar na evolução do próximo.

288. Pode-se aflorar a mediunidade através dos estudos?

— Sim, se houver a utilidade e se estiver nos planos de Deus.
Através dos estudos, dá-se o meio mais adequado e ideal para se desenvolver a mediunidade, sendo totalmente aconselhável que assim procedais. Caso ela não venha a ser revelada por vós não a possuirdes ostensivamente, outros importantes valores vos serão despertados, que também auxiliarão na vossa evolução.

289. Por que algumas pessoas querem ser médiuns ostensivos?

— Por pensarem ter importância ou utilidade apenas ao possuírem essa faculdade, porém, enganam-se profundamente. A mediunidade é uma prova e traz consigo imensas responsabilidades e renúncias. Existem infinitas formas de as pessoas serem úteis e ajudarem o próximo com o mesmo valor.
Nota: Caros irmãos, a mediunidade é um tipo de prova, expiação ou missão que permite que vos comuniqueis com o plano espiritual de diversas maneiras, com a finalidade de auxiliar vossos irmãos e a vós mesmos, por consequência.
O médium vem com grande responsabilidade, em especial, para consigo mesmo. A prática mediúnica torna-se limpa e verdadeira na proporcionalidade das reformas íntimas, portanto, seu compromisso em tornar-se uma pessoa melhor é inevitável e imprescindível, para não ser levado à loucura ou à insanidade. Conforme mencionado no primeiro livro, simpatizareis com espíritos de mesma vibração que a vossa , por isso, permanecer em boas sintonias é o primeiro passo para vos conectardes com o bem.
A mediunidade ostensiva acontece por diversos meios, e, quando ela ocorre, não há dúvida: o médium consegue discernir e entender que aquela mensagem não lhe pertence, sabendo, assim, que ela provém de outro amado irmão. A ostensividade jamais vem de forma pretensiosa, tendenciosa ou apenas para suprir desejos familiares ou dar as respostas que tanto se espera; surge de modo imparcial, não possui fronteiras, classes sociais, nem mesmo religião.
É importante o despertar da verdade dentro de vós e a consequente paz de espírito. A vossa consciência fala convosco: sempre sabereis se o que praticais é embasado na verdade ou apenas em vossas fantasias e tentativas de suprir vosso ego e orgulho. Não brinqueis com algo tão sério, permiti que outros irmãos tenham a mesma oportunidade pela qual um dia vós suplicastes enquanto permanecíeis na erraticidade e que sejam ajudados por aqueles que possuem essa prova. Buscai outras formas de tratar vosso psicológico sem a necessidade de vos utilizar de uma ferramenta que não possuís de verdade.
Quanto maior for o conhecimento, mais profundo o estudo. Quanto mais aprimoramento, mais próximos estareis do discernimento entre o que é vosso e o que nunca foi.
Se chegardes à conclusão de que não possuís a “tão esperada” mediunidade, senti-vos merecedores de não possuí-la e, ao mesmo tempo, buscais tantos outros jeitos que existem de ajudar e amar o próximo.

290. Quais as responsabilidades de um médium?

— Ser o mais fiel e transparente instrumento para o benefício de seus irmãos, buscando a instrução, as reformas íntimas e a melhoria constante, tanto moral quanto intelectual.
Nota: O médium precisa compreender que não possui responsabilidade apenas para consigo mesmo, mas também para com seus irmãos, encarnados e desencarnados, que confiam em sua veracidade e transparência.
Iludir seus irmãos para beneficiar-se materialmente ou sustentar o próprio ego é uma falta grave. Que jamais falte verdade em seus atos. O bom médium não é aquele que é bom comunicador, e sim, aquele que é fiel à assistência recebida do plano espiritual, ao mesmo tempo em que converte os ensinamentos recebidos para sua própria vida.

291. A mediunidade será diferente no futuro?

— No futuro, ela não será mais necessária, todos os indivíduos serão capazes de realizar suas próprias conexões de forma direta e objetiva, mas, para isso, será fundamental o desenvolvimento de algumas faculdades.

Livro Dos Espíritos, A Obra Interminável, cap. IV INTERVENÇÃO DOS ESPÍRITOS NO MUNDO CORPÓREO Ítem I

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Pinhalzinho, SP

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