02/06/2026
CONTATOS VIRTUAIS, SOLIDÕES REAIS
Antigamente, o máximo que se tinha era o telefone convencional. E há cerca de meio século, poucos e abastados possuiam uma linha telefônica. Apesar disso, as pessoas se viam mais, se falavam mais, se visitavam seguidamente. Era comum visitar ou receber visitas de familiares, parentes, amigos e até vizinhos...
Hoje em dia, dentre as inúmeras vantagens que o avanço da tecnologia nos proporciona, estreitando as distâncias e facilitando as relações interpessoais com possisbilidades de contatos mais imediatos e instantâneos, sem necessitar sair do lugar. Através das redes sociais, por exemplo, onde é possível agregar um número maior de pessoas ao mesmo tempo, fazemos novas amizades ou reencontramos antigos amigos, colegas e parentes distantes. Tudo é mais prático nesta nova configuração nos padrões de relacionamentos, exceto o contato com o corpo, face to face e com o afeto concreto.
O paradoxo da era digital é a hiperconexão aliada a uma epidemia de isolamento. Embora a internet facilite o contato imediato, as relações virtuais costumam ser mais superficiais e voláteis. Essa dinâmica gera uma "solidão real": pessoas cercadas de seguidores nas telas, mas vazias de vínculos profundos no mundo físico.
Mas o pior de tudo, a contradição e o paradoxo é que apesar de toda essa facilidade proporcionada pela tecnologia, internet e redes socias (especialmente WhatsApp e Telegtram), as pessoas estão mais DISTANCIADAS e não dispõem de tempo (ou não têm motivação e/ou vontade) de ao menos trocar um "hola, que tal" com familiares, parentes e amigos mais amiúde...