12/06/2026
O Dia Mundial de Combate ao Trabalho Infantil, em 12 de junho, é uma data de mobilização e conscientização sobre uma das mais graves violações dos direitos de crianças e adolescentes. A iniciativa busca chamar a atenção para os impactos do trabalho precoce e reforçar a importância de garantir o acesso à educação, ao lazer e ao desenvolvimento integral durante a infância.
Apesar dos avanços obtidos nas últimas décadas, o trabalho infantil segue presente na realidade brasileira. Dados da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios Contínua (PNAD Contínua), divulgados pelo IBGE, mostram que o país registrou 1,65 milhão de crianças e adolescentes de 5 a 17 anos em situação de trabalho infantil em 2024, o equivalente a 4,3% da população dessa faixa etária. Desse total, cerca de 560 mil estavam submetidos às chamadas piores formas de trabalho infantil, em atividades que oferecem riscos à saúde, à segurança e ao desenvolvimento físico e psicológico.
Os dados também revelam que os adolescentes de 16 e 17 anos concentram os maiores índices de trabalho infantil no país. Além disso, dois terços das crianças e adolescentes são pretos ou pardos, evidenciando a relação entre a exploração e as desigualdades sociais e raciais existentes no Brasil.
O trabalho infantil compromete a permanência na escola e reduz oportunidades futuras. Por isso, seu enfrentamento depende do fortalecimento de políticas públicas de proteção social, acesso à educação de qualidade, geração de renda para as famílias e fiscalização das relações de trabalho.
Neste 12 de junho, reforçamos a necessidade de um compromisso coletivo pela erradicação do trabalho infantil e pela garantia de que crianças e adolescentes possam viver plenamente sua infância, com proteção, dignidade e acesso a todos os seus direitos.