07/07/2026
O Rio Grande do Sul se prepara para receber um mega investimento de R$ 3 bilhões para a construção de uma cidade de data centers na cidade de Eldorado do Sul, a mais afetada pela enchente de 2024 segundo apontamento do GZH.
O discurso é de progresso econômico, mas a realidade é que a corrida para nuvem tornou-se mais importante do que a garantia a moradia e dignidade aos moradores da cidade, que acompanham o desenvolvimento do projeto sem consulta ou envolvimento. Isso faz parte de uma tática para garantir o sucesso do empreendimento, já que obras similares em outros países, como os Estados Unidos, estão enfrentando bloqueios e protestos pelos residentes impactados.
Isso acontece pois empreendimentos dessa escala geram grandes impactos negativos, tanto para o meio ambiente quanto a comunidade, e não trazem benefícios em retorno. Enquanto os governos aprovam isenções fiscais a fim de incentivar essas construções, elas possuem alto consumo energético, o que acaba por elevar a tarifa de energia para os moradores locais, e geram ruídos e poluição sonora além de uma série de outros problemas.
Tentando posicionar a construção como algo positivo, os anúncios do governo estadual e da Scala projetam a criação de 3 mil empregos na primeira fase. Essa fase, entretanto, se refere ao período de construção e omite a realidade na qual após conclusão essas estruturas exigem pouca supervisão humana, gerando poucos empregos qualif**ados e baixo retorno financeiro para comunidade.
O empreendimento anda a passos rápidos enquanto a população aguarda o que parece ser uma eternidade por obras que garantam dignidade e moradia segura. A crise climática evidencia e intensif**a problemas de desigualdade social, e deixa claro que o futuro capitalista é um em que o progresso chega para as empresas às custas das pessoas.