18/02/2025
MAESTRO E DIRETOR ARTÍSTICO
DA METROPOL FALA SOBRE AS
AÇÕES NO THEATRO AVENIDA
A convite da vereadora Carol Marinelli Delbin (Podemos), o maestro e diretor artístico da Metropol (que gerencia o Theatro Avenida), Felipe dos Santos Alves, participou da sessão de segunda-feira (17 de fevereiro) para falar sobre as ações desenvolvidas no Theatro Avenida e as metas para 2025.
Felipe falou sobre a história da Metropol, que nasceu em Paulínia, não tem fins lucrativos, mas recebe pelo que faz, não podendo haver distribuição de lucro.
Ele informou sobre as oficinas realizadas no Theatro, como de balé, jazz, hip hop, dança de salão e ritmos, teatro, violão e coral. Essas aulas são semanais. Também houve várias apresentações culturais ao longo dos anos, muitas gratuitas, tendo como contrapartida do público a entrega de alimentos a serem enviados posteriormente ao Fundo de Solidariedade. “A meta foi fazer a maior parte de eventos gratuitos. Desde quando a empresa assumiu, em janeiro de 2022, o público que frequentou o Theatro foi de 72 mil”. Em 2024, por exemplo, houve 150 apresentações culturais, atingindo um público de 29.667, segundo consta no relatório oficial da Metropol.
Ele explicou ainda que, antes de assumir o Theatro, foi feita uma vistoria técnica no local para saber como estava a situação: encontraram entulhos, rato, morcego e conseguiram fazer uma limpeza no local, que estava parado. “O Theatro não tinha página no youtube e no instagram, repaginamos o facebook e assim criamos essas mídias sociais, atingindo um bom público. O local também possui um totem (estrutura) para a divulgação das programações culturais”.
Felipe disse que conseguiu captar recursos no ano passado do ProAC (Programa de Ação Cultural, do governo federal) e do ProAC ICMS, do governo estadual. Do governo federal captaram no ano passado, por meio de projeto, R$ 500 mil para a reforma do telhado, forro e parte elétrica para o ano de 2025. O telhado e o forro são a partes críticas do local, explicou Felipe. “A preocupação é grande e sempre temos de chamar técnicos para acertar eventualmente o problema”.
Também foram conseguidos no ano passado do ProAC ICMS R$ 250 mil para a reforma da fachada e do hall (foyer) de entrada. “Fizemos uma cozinha que não existia e uma porta semiacústica, colocamos lustre e acertamos a parte elétrica da entrada”.
Em três anos, a empresa recebeu da Prefeitura um pouco mais de R$ 1 milhão e conseguiu fazer uma captação de cerca de R$ 850 mil por meio de projetos apresentados aos governos estadual e federal e também a empresas parceiras. O gasto mensal gira em torno de R$ 28 mil, que é variável por conta de eventos e limpeza, contou Felipe.
A Prefeitura quer rescindir o contrato. Se a rescisão ocorrer de forma definitiva, a Metropol f**a gerenciando o local até 5 de março, revelou Felipe. “Eu não acho ético rescindir o contrato por causa do que já foi feito e do que foi captado em recursos. Como não estarei na gestão, como a obra de restauro do telhado, forro e parte elétrica vai funcionar sem estar na gestão? Qual a política pública para o local? Quem vai gerir o Theatro? Como? É mais fácil eu fazer a obra estando na gestão até pelo conhecimento já adquirido”.
Na sua avaliação, rescindindo o contrato tudo mundo vai ser prejudicado, podendo afetar até o próprio restauro.
Felipe falou ainda que se continuasse à frente do Theatro, depois do restauro do telhado e do forro, a ideia era captar novo recurso para climatizá-lo.