Observatório de Territórios Sustentáveis e Saudáveis da Bocaina - OTSS

Observatório de Territórios Sustentáveis e Saudáveis da Bocaina - OTSS Desenvolve o conceito de territórios sustentáveis e saudáveis a partir de experiências concretas. Uma

No Tempo-Escola (TE) realizado entre os dias 22 e 25 de abril na Ilha Grande (RJ), diálogos sobre soberania de dados, ci...
02/06/2026

No Tempo-Escola (TE) realizado entre os dias 22 e 25 de abril na Ilha Grande (RJ), diálogos sobre soberania de dados, ciência cidadã e a construção coletiva de ecossistemas tecnológicos comunitários concentraram as atenções nas comunidades do Aventureiro e da Parnaioca. As atividades incluíram o fortalecimento da formação das Guardiãs e Guardiões de Dados da Sociobiodiversidade e a validação comunitária do protocolo de coleta de dados da sociobiodiversidade –elaborado de forma colaborativa com os territórios. A oficina buscou construir um diálogo de saberes voltado para o monitoramento do território, capaz de cuidar, interpretar, proteger e arbitrar coletivamente sobre os dados produzidos ali.
O foco central da discussão esteve, justamente, no entendimento de que dados nunca são neutros: carregam memórias, relações de poder, formas de vida, conhecimentos tradicionais e disputas de território. Soberania de dados signif**a também autonomia, governança territorial e defesa do patrimônio biocultural.
Plataformas como KoboToolbox e iNaturalist foram usadas nas oficinas e práticas de campo para apoiar a construção participativa dos protocolos e processos de coleta territorializada. Por meio da articulação com o SiBBr (Sistema de Informação da Biodiversidade Brasileira do MCTI-RNP), que orienta a padronização, o compartilhamento e a integração de dados sobre a biodiversidade nacional, gerando incidência em políticas públicas. Nesse processo, a tecnologia deixa de ser ferramenta técnica para ser compreendida como parte das relações construídas entre território, memória, cuidado, circulação de saberes e organização comunitária. O uso dos aplicativos dialoga diretamente com os saberes tradicionais de observação –como a leitura das marés e ciclos da água, a pesca artesanal e transmissão oral e intergeracional.
No Tempo Comunidade (TC) entre os 18 e 24 de maio, guardiãs e guardiões registraram espécies importantes e intimamente relacionadas às práticas culturais de povos e comunidades tradicionais. A “Rede de Guardiãs e Guardiões em Ação” é parte da Semana Nacional da Biodiversidade.
📣📣📣Formada por Instituições científ**as, Movimentos Sociais e Povos e Comunidades Tradi

Está oficialmente lançada a Aliança dos Povos e Comunidades Tradicionais Guardiões da Mata Atlântica! Reunindo sete fóru...
01/06/2026

Está oficialmente lançada a Aliança dos Povos e Comunidades Tradicionais Guardiões da Mata Atlântica! Reunindo sete fórum regionais de Povos e Comunidades Tradicionais (PCTs) e a Comissão Guarani Yvyrupá (CGY) - que representa o povo guarani no sul e sudeste do Brasil -, a aliança teve seu ato de lançamento realizado na Faculdade de Direito da USP, em São Paulo.

Realizado com o apoio do , o encontro reuniu povos indígenas, quilombolas, caiçaras, pescadores e pescadoras artesanais, marisqueiras, caboclos e diversas comunidades tradicionais que, há séculos, protegem a Mata Atlântica através de seus saberes ancestrais, de sua cultura e de sua relação harmoniosa com os territórios.

O evento contou com a presença de autoridades e lideranças como Sônia Guajajara, ex-ministra dos Povos Indígenas; Danilo Pássaro, da Secretaria-Geral da Presidência da República; Maria Grabner, do Ministério Público Federal (MPF); Eduardo Backer, da Defensoria Pública do Estado de São Paulo; Breno Herrera, gerente regional Sudeste do ICMBio; Natália Boulos, do Movimento dos Trabalhadores Sem Teto (MTST), Erica Malunguinho, ex-deputada estadual; e Isis Campos, da Coordenação Nacional do MST, entre outras autoridades e lideranças.

A Aliança nasce fortalecendo a compreensão de que os povos originários e as comunidades tradicionais não são obstáculos ao desenvolvimento, mas sim os verdadeiros guardiões da Mata Atlântica, responsáveis pela proteção da sociobiodiversidade, das águas, das florestas e dos modos de vida tradicionais.

Defender a Mata Atlântica é defender a vida, a memória, a cultura e o futuro das próximas gerações. Longa vida à Aliança!

Para saber mais, acompanhe

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Hoje, 21 de maio, as crianças e jovens guaranis da Aldeia Sapukai, em Angra dos Reis (RJ) se reuniram para participarem ...
21/05/2026

Hoje, 21 de maio, as crianças e jovens guaranis da Aldeia Sapukai, em Angra dos Reis (RJ) se reuniram para participarem de atividades e brincadeiras especiais. 

Quem conduziu o grupo ao longo do dia foi o psicólogo Lucas Xunu, que faz parte da Coordenação de Saúde e Bem Viver do OTSS.

Confira alguns repletos de alegria, partilha, interação e aprendizados no carrossel que traz os registros fotográficos de . 

Fortalecer a cultura e a filosofia guarani é promover saúde e bem-estar nas comunidades. Nos territórios ancestrais, a rotina coletiva --incluindo diálogos intergeracionais e rodas de conversa--, é fundamental para preservar os modos de vida tradicionais. 💛

📸 Fotos: | 
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Estratégia TAUS avança em articulações para regularização fundiária de territórios tradicionais caiçaras!Durante a 4ª ed...
18/05/2026

Estratégia TAUS avança em articulações para regularização fundiária de territórios tradicionais caiçaras!

Durante a 4ª edição da Caravana do Bem Viver, realizada entre 27 e 29 de abril em Paraty (RJ), as políticas de regularização fundiária para os Povos e Comunidades Tradicionais (PCTs) tiveram lugar de destaque, com a realização de reunião interinstitucional sobre a Estratégia TAUS. O TAUS (Termo de Autorização de Uso Sustentável), instrumento previsto pela Portaria SPU nº 89 de 2010, garante o reconhecimento e o direito à permanência de comunidades tradicionais em áreas da União. 

A iniciativa é resultado da parceria entre a Secretaria do Patrimônio da União (SPU/MGI), o Fórum de Comunidades Tradicionais (FCT) e a Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz), por meio do Observatório de Territórios Sustentáveis e Saudáveis da Bocaina (OTSS). Com mais de 100 processos já submetidos pela articulação local do projeto, a ação é considerada a maior iniciativa de regularização fundiária de territórios tradicionais, em volume de pedidos, já encampada pelo Estado Brasileiro na história. 

Para acessar a cartilha do projeto, acesse www.otss.org.br. 

17/05/2026

✊🏽 Nossos corpos existem e resistem nos territórios! 🌈✨

Hoje, no **Dia Internacional de Combate à LGBTfobia**, celebramos a nossa existência, o nosso direito de amar sem medo e a força de quem não aceita mais ser silenciado.

Para marcar este dia de luta e orgulho, relembramos com emoção um momento histórico: a **Primeira Parada LGBTQIAPN+ dos Povos e Comunidades Tradicionais**, realizada pela Frente Arco-Íris do Fórum de Comunidades Tradicionais (FCT). Na noite de 19 de abril, caiçaras, quilombolas e indígenas ocuparam o centro de Paraty com cores, movimento, coragem, brilho e afeto. Para provar que a alegria faz parte da luta. E que afirmar nossa a identidade só fortalece a nossa ancestralidade. 🌾❤️🏳️‍🌈

Abaixo, uma poesia de Jottapê Guarani, nosso comunicador e coordenador da Frente Arco-Iris:

"Ser LGBTQIAPN+ é mais do que uma sigla é história, é resistência, é identidade. Cada letra carrega vivências que por muito tempo foram silenciadas, mas que hoje se levantam com coragem, orgulho e verdade.

Nós não existimos para nos esconder. Existimos para viver plenamente, para amar sem medo, para ocupar espaços que sempre foram nossos por direito. Cada pessoa que se assume, cada voz que se levanta, fortalece toda uma comunidade.

Não falamos só por nós mesmos. Falamos por quem ainda não pode falar. Lutamos por quem ainda não pode viver sua verdade com segurança. E seguimos abrindo caminhos para que o futuro seja mais justo, mais livre e mais humano.

Ser LGBTQIAPN+ é também sobre união. Sobre acolher, respeitar e fortalecer uns aos outros. Porque juntos somos mais fortes, mais visíveis e impossíveis de ignorar.

Que nunca falte coragem. Que nunca falte orgulho. E que nunca nos falte uns aos outros." 🌈🏳️‍🌈

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Juntos somos mais fortes! Viva a diversidade nos territórios!

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“A terra não é um recurso, é uma extensão do nosso corpo.” 🌿🏹Os tons e cores do urucum, o sabor marcante da juçara, a fu...
15/05/2026

“A terra não é um recurso, é uma extensão do nosso corpo.” 🌿🏹

Os tons e cores do urucum, o sabor marcante da juçara, a fumaça sagrada do petyngua, o aroma das folhas e a força da terra sob os pés. A experiência sensorial deu o tom na imersão guarani que festejou o Abril Indígena na Mata Atlântica, tema da quarta edição da Caravana do Bem Viver na Aldeia Boa Vista, em Ubatuba (SP), nos dias 28 e 29 de abril. 

Para os povos e comunidades tradicionais, a saúde vai muito além do corpo: é terra protegida, água limpa, língua falada e o Nhandereko (modo de vida) vivos e vibrantes em todas as gerações. Em dois dias intensos de ecologia de saberes, as rodas de conversa, cantos e danças revelaram a poesia do futurismo ancestral. 

Nas oficinas, os rituais de cultivo do mel e da erva-mate, a arte, a natureza e as pinturas corporais. Na Casa de Reza (Opy’i), lideranças compartilharam sabedoria e celebraram a força de Nhanderu. E a 2ª Edição do Desfile da Beleza e do Bem Viver encerrou o evento revelando o brilho e a potência do estilo guarani mbya.

Porque resistir também é celebrar a identidade, valorizar a autoestima e mostrar ao mundo que a verdadeira beleza está na plenitude do bem-viver.  ✨ 

No álbum de fotos do comunicador , alguns registros dos momentos únicos na Mata Atlântica. O futuro é, e sempre será, ancestral! 

MataAtlantica Saudeebemviver

12/05/2026

No solo ancestral da Aldeia Rio Silveiras, em Boracéia (São Sebastião/SP), o modo de vida tradicional encontra a inovação. E dessa união nascem novos caminhos para o futuro!

Assista, no vídeo dos comunicadores Franklin Louis e Everton Rocha, à chegança da Incubadora de Tecnologias Sociais (ITS) do OTSS à comunidade guarani que f**a na costa sul de São Sebastião (SP), com a campanha “A Juçara é nossa”, do Fórum de Comunidades Tradicionais (FCT).

A iniciativa, liderada pela equipe do MesoSP, é uma ação integrada entre a ITS e o Projeto Povos –que multiplicam e compartilham forças em defesa do território tradicional.

A parceria entre o FCT e a Fiocruz, por meio do OTSS, começou há quase 20 anos na região de Paraty (RJ) e Angra dos Reis (RJ) e hoje se expande de Mangaratiba (RJ) até Ilhabela (SP), no litoral norte de SP.

É na construção coletiva do bem-viver que a ITS –especialmente pesquisadores do Núcleo de Agroecologia– e o time do Projeto Povos promovem a ecologia de saberes que garante territórios vivos, saudáveis, seguros e abundantes. 💚

🌿 A campanha "A Juçara é Nossa" é uma articulação do FCT, com apoio do OTSS/Fiocruz e da Funasa, para salvaguarda da palmeira Juçara (Euterpe edulis), espécie nativa da Mata Atlântica que corre riscos devido à extração ilegal de palmito.

📍 O que é o Projeto Povos? Reivindicação histórica do , a realização do Projeto Povos é uma medida de mitigação, exigida pelo IBAMA, no âmbito do licenciamento ambiental federal da atividade de produção de petróleo e gás da Petrobras no Polo Pré-Sal. Quem executa é o Observatório de Territórios Sustentáveis e Saudáveis da Bocaina (OTSS), uma parceria entre o FCT e a Fundação Oswaldo Cruz () em parceria com a Conaq (), CGY (.cgy) e CNCTC.

OTSS Agroecologia

O Observatório de Territórios Sustentáveis e Saudáveis da Bocaina (OTSS), parceria entre a Fundação Oswaldo Cruz (Fiocru...
12/05/2026

O Observatório de Territórios Sustentáveis e Saudáveis da Bocaina (OTSS), parceria entre a Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz) e o Fórum de Comunidades Tradicionais (FCT), celebra com imensa alegria e respeito os 30 anos da Coordenação Nacional de Articulação das Comunidades Negras Rurais Quilombolas — a CONAQ.

Em 12 de maio de 1996, em Bom Jesus da Lapa, na Bahia, lideranças quilombolas de nove estados se reuniram para avaliar o I Encontro Nacional de Comunidades Negras Rurais — realizado em novembro de 1995, nos dias da histórica Marcha Zumbi dos Palmares. Desse encontro nasceu a CONAQ, dando forma organizativa a uma luta que já vinha de séculos. Três décadas depois, a CONAQ se consolidou como a maior e mais importante organização de representação quilombola do Brasil, tecendo uma trajetória de resistência, conquistas e esperança.

São 30 anos de luta incansável pela titulação dos territórios, pela garantia de direitos, pela educação e saúde diferenciadas, pela valorização das mulheres quilombolas e pela defesa da democracia. A CONAQ esteve presente na formulação de políticas públicas fundamentais, como o Decreto 4.887/2003, e segue firme na incidência política em todas as esferas de governo, levando a voz do povo quilombola por todo o país.

Assim como a CONAQ, acreditamos que territórios sustentáveis e saudáveis se constroem com protagonismo comunitário, ecologia de saberes e defesa intransigente dos direitos dos povos tradicionais. Seguimos juntos e juntas na luta por territórios livres, pelo bem viver e por um Brasil que reconheça, em cada quilombo, a força da resistência e a beleza da vida que insiste em florescer.

Vida longa à CONAQ!

No próximo dia 20 de maio de 2026, profissionais de saúde e gestores municipais do litoral sul do Rio de Janeiro e e do ...
12/05/2026

No próximo dia 20 de maio de 2026, profissionais de saúde e gestores municipais do litoral sul do Rio de Janeiro e e do litoral norte de São Paulo participarão de um encontro estratégico para o fortalecimento da rede pública: a “Capacitação em Saúde no Contexto Pós-Desastres Hidrometeorológicos”.

Realizado pela Coordenação de Saúde do Observatório de Territórios Sustentáveis e Saudáveis da Bocaina (OTSS) com o apoio da Vice Presidência de Ambiente, Atenção e Promoção da Saúde (VPAAPS) e do Instituto Nacional de Infectologia da Fiocruz (INI), o evento será realizado de forma remota e transmitido online, facilitando a integração entre os municípios de Mangaratiba, Angra dos Reis, Paraty, Ubatuba, Ilhabela, Caraguatatuba e São Sebastião.

Para saber mais, acesse www.otss.org.br

08/05/2026

Foram dias intensos de diálogos, encontros, trocas, cultura, festa. O centro de Paraty (RJ) foi tomado pelas cores e sons da alegria na luta, celebrando o bem viver que nasce, vive e resiste nos territórios ancestrais.

Comemoramos também o Abril Indígena, num delicioso intercâmbio cultural --o estilo de vida guarani esteve no centro da cidade, e os juruás vivenciaram a aldeia Tekoa Porã. A luta fundiária, o TAUS, a pesca, o TBC em Trindade, os quilombos, a agroecologia, a cultura caiçara, a inesquecível Cozinha das Tradições e os patrimônios culturais tão vivos e pulsantes... Tudo isso e mais, junto, misturado e azeitado pela ecologia de saberes e pelo conceito de saúde integral --aquele que tem mais a ver com bem viver do que com exames e consultórios.

Mais uma vez, fizemos um evento rico e plural que destaca a desafiante, inovadora e deliciosa união de quase duas décadas entre o Fórum de Comunidades Tradicionais (FCT) e a Fiocruz, por meio do OTSS.

A Caravana do Bem Viver renovou as energias, removeu bons encontros e união de lutas! Vale registrar agradecimentos especiais a todas e todos que se dedicaram e trabalharam, parceiros institucionais, convidad@s, a Juventude do FCT, prestadores de serviço e a todas as pessoas que abrilhantaram essa ocupação ancestral.

A edição Paraty das Caravanas do Bem Viver foi realizada pela parceria entre a Vice-Presidência de Ambiente, Atenção e Promoção da Saúde da Fiocruz (VPAAPS/Fiocruz) e a Secretaria Executiva do Ministério da Saúde, por meio do Departamento de Gestão Interfederativa e Participativa (DGIP).

Endereço

Rua Araponga, 502
Paraty, RJ
23970-000

Horário de Funcionamento

Segunda-feira 09:00 - 17:00
Terça-feira 09:00 - 17:00
Quarta-feira 09:00 - 17:00
Quinta-feira 09:00 - 17:00
Sexta-feira 09:00 - 17:00

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