Associação Paraguaçuense de Escritores e Poetas - APEP

Associação Paraguaçuense de Escritores e Poetas - APEP Desde 2013, a APEP vem divulgando e fomentando a literatura no município de Paraguaçu Paulista e também de toda região.

31/10/2024

ALBAP-Academia Luso-Brasileira de Artes e Poesias.
Acadêmico: Alfredo Lopes Brochado.
Patronesse: Maria Aparecida de Paiva.
Cadeira: 108.


Caminhos Floridos:

Eu andava por caminhos
difíceis de caminhar.
Caminho cheio de espinhos
que até a alma vinha perfurar.
Do nada apareceu você!

Jovem linda de uma beleza
estonteante que fez meu coração
balançar. Não sei se por mim se
apaixonou.

Só sei que ela entrou naquele
caminho sem que eu visse, tirou
os espinhos e só flores deixou.
Todos os dias fazia aquele
mesmo caminho.

Vez em quando via ela a beira
do caminho com seus lindos
olhos a me fitar. Seus olhos diziam tudo.
Eu acho que tinha começado a me
apaixonar.

Todos os dias a encontrava no
mesmo lugar. Só me fitava com os
olhos e um leve sorriso a esboçar.
Sempre que voltava, não mais a via.
Era de uma beleza sobre natural.

Pensei comigo!
Como ela me espera todos os dias,
amanhã vou falar com ela.
No outro dia o coração batia forte só
de pensar.

Tinha certeza que era o que ela
vivia a esperar. Para minha
surpresa ela não estava naquele lugar.
Pensei!
Alguma coisa deve ter acontecido.

Fiquei o dia todo aborrecido.
Os dias foram passando e nada
dela voltar. Comecei a indagar!
Mas ninguém a conhecia e nem
tinha ouvido dela falar.


Passei ali vários anos e nada dela voltar.
Os espinhos desapareceram para sempre.
Mas as flores estavam sempre a brotar.
A tristeza me consumiu por muito
tempo por nunca ouvir o seu falar.

Vez em quando ainda passo
nesse caminho,
mas sei que nunca mais,
nunca mais irá voltar.

Alfredo Lopes Brochado.
31/10/2024.

31/10/2024

Caminhos Floridos:

Eu andava por caminhos difíceis de caminhar. Caminho cheio de espinhos que até a alma vinha perfurar.

Do nada apareceu você! Jovem linda de uma bele za estonteante que fez meu coração balançar. Não sei se por mim se apaixonou.

Só sei que ela entrou naquele caminho sem que eu visse, tirou os espinhos e só flores deixou.

Todos os dias fazia aquele mesmo caminho. Vez em quando via ela a beira do caminho com seus lindos olhos a me fitar.

Seus olhos diziam tudo. Eu acho que tinha começado a me apaixonar. Todos os dias a encontrava no mesmo lugar. Só me fitava com os olhos e um leve sorriso a esboçar.

Sempre que voltava, não mais a via. Era de uma beleza sobre natural. Pensei comigo! Como ela me espera todos os dias, amanhã vou falar com ela.

No outro dia o coração batia forte só de pensar, pois tinha cer teza que era o que ela vivia a esperar. Para minha surpresa ela não estava naquele lugar.

Pensei! Alguma coisa deve ter acontecido. Fiquei o dia todo aborrecido. Os dias foram passan do e nada dela voltar. Comecei a indagar!

Mas ninguém a conhecia e nem tinha ouvido dela falar. Passei ali vários anos e nada dela voltar. Os espinhos desapareceram para sempre.

Mas as flores estavam sempre a brotar. A tristeza me consumiu por muito tempo por nunca ouvir o seu falar.

Vez em quando ainda passo nesse caminho, mas sei que nunca mais, nunca mais irá voltar.

Alfredo Lopes Brochado.
31/10/2024.

03/10/2024

ALBAP-Academia-Luso-Brasileira de Artes e Poesias.
Acadêmico: Alfredo Lopes Brochado.
Patronesse: Maria Aparecida de Paiva.
Cadeira: 108.
Brasil.

Geração sadia:

Minha amiga me mandou um vídeo
que fizeram meus olhos marejar.
Voltei a um passado de quase
sessenta anos atrás.
A minha infância revisitou.

Por mais que esforçasse, não aguentei!
Comecei a chorar!
O vídeo mostrava a fartura que
tínhamos ha muitos anos atrás.
Passou um filme em minha cabeça!

Lembrei-me das criações de
porcos, cabras, galinhas e ovelhas
que meu pai nunca deixou faltar.

Abatíamos porcos, e a carne meu pai
conservava na gordura em latas
de vinte litros e durante vários meses
vínhamos a nos fartar.
Tínhamos cabras leiteiras.

Todas as manhãs minha mãe
tirava leite para mim e para
minhas irmãs tomar. Vez em quando
comprava do leiteiro leite de vaca.


Leite gordo, minha mãe aproveitava
a nata para fazer manteiga.
Pegávamos um litro e tomávamos
no mesmo dia. Pois arriscava azedar.
Não tínhamos geladeira.

Nosso armário era uma prateleira.
Onde mamãe guardava as louças,
panelas e as latas de carnes na gordura.
Éramos uma geração sadia.

Tomávamos o leite caseiro, comíamos
a carne dos animais que criávamos
e nunca ouvi falar em colesterol
nesta época.
Tempo de fartura!

Tínhamos vida simples. Como disse:
O leite consumíamos no mesmo dia
por medo de azedar.
Gostaria de saber atualmente o seguinte:

Que leite mágico é esse que vendem
hoje em caixinhas que f**a por vários
meses sem azedar?
Dificilmente ficávamos doentes.

Quando falávamos para a mamãe
que estávamos passando mal,
ela corria e nos trazia um comprimido
chamado Melhoral.
O mal-estar logo passava!

Pouco tempo, e já voltávamos
a brincar. Uma vez por ano,
a mamãe levava eu e minhas
irmãs no médico.
Consulta de rotina!

Mas quando este dia chegava,
vinha nossa agonia.
O médico sempre passava umas
pílulas verdes de puro óleo de Santa Maria.

O gosto era horrível
A mamãe vinha com as pílulas
e um chinelo. Às vezes, com uma
vara de marmelo.
Tomávamos três pílulas cada um.

Ficávamos em jejum durante
todo dia. Pois era recomendação
medica. A mamãe dizia que se
comêssemos alguma coisa, as
bichas iriam alvoroçar.

A noite nos dava um chá de capim
santo com umas bolachas de água e sal.
No outro dia, ainda fraco ajudávamos
a mamãe nas tarefas diárias e rapidamente
voltávamos ao normal.

Hoje os alimentos, todos têm herbicidas.
Não temos mais alimentação sadia.
Que saudades deste velho tempo que
eu era tão feliz com tão pouco e não sabia!
Que saudades!

Alfredo Lopes Brochado.
03/10/2024

Endereço

Paraguaçu Paulista, SP

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