Adão Antunes (Karai Tataendy) descobriu que estava uma doença em 2012, em 2013 mudou para aldeia de maciambu onde morou por um ano, durante essa sua estadia, houve conflito entra a Terra do Morro dos Cavalos e o Estado, onde o governador sequestraram mais 600 famílias, movimento ligado ao MST, denominados como “OS AMARILDOS”, foram deslocados sem consulta da aldeia, para um espaço que pertencia a
Terra Indígena. Durante esse período houve uma grande tensão na aldeia, pois já havia uma luta pela terra dos Guarani com o Estado, e agora seria mais uma com outro grupo que também lutava pelo direito a terra. Por causa disso ele voltou novamente ao Morro dos Cavalos para acompanhar e orientar que na ocasião quem era a liderança da Terra Indígena Morro dos Cavalos, era sua filha Eunice Antunes. Depois de 90 dias de ocupação e muitos diálogos e negociação com os líderes dos “OS AMARILDOS”, FUNAI, INCRA, MPF e Estado, o lugar foi desocupado e logo retomado pelos Mbya Guarani no dia 12 de julho de 2014. Foram 31 dias de ocupação do espaço pela aldeia, logo tinham que voltar a suas atividades normais e alguém teria que ficar no espaço. Porém a maioria não queria ficar, pois temiam represália dos não indígenas, que na época havia muita perseguição à liderança da aldeia. Como a maioria não teve a coragem de ficar no espaço, Karai Tataendy disse: “Eu fico, pra proteger o lugar, nem que seja a última coisa que eu faça na minha vida”
Então em sua homenagem o Centro de Formação foi denominado Tataendy Rupa, que quer dizer "Espaço do Tataendy"