Em 1993, um grupo de alunos, ex-alunos e professores do PFR ensaiaram uma quadrilha para apresentar no arraiá do Colégio.
A música que eles usavam para o ensaio era Josefina Furacão, do Asa de Águia; e por perguntarem entre si sobre o ensaio “tu vai hoje pra ‘furacão’?” surgiu o nome Quadrilha Junina Furacão, que já foi uma grande sensação do São João, daquele ano. Diferenciada, ousada, vibrante!
Já homenageou o Brasil em ano de Copa do Mundo, lembrou e homenageou muitas pessoas de nossa cidade que deixaram marcas: D. Ducarmo, Tony Magno, Dom.
Tinham sede de evolução e em 1995, escolheram como tema “Os Portugueses no Brasil”, e conquistaram o primeiro Campeonato em Riachão do Jacuípe.
Em 1996, a Furacão cantou e dançou um ousado tema que polemizou, falou de cultura mas também de política, Imagine o Brasil ser dividido e o Nordeste ficar independente.
Naquele ano a Furacão foi animada pela banda Anéis de Saturno! Nilton, Wilson, Altemar, Simone, Ninha...
A Furacão conquistou o Bicampeonato em Riachão do Jacuípe e um prêmio “Revelação” em Feira Santana por conta da Dança Portuguesa.
Em 1997 com o tema “Brasil, Terra da Dança”, participamos do Ao Pé da Fogueira em Salvador, e ficamos entre as 10 melhores quadrilhas da Bahia.
1998, a Furacão falou da criação do mundo e da vida de Luiz Gonzaga o Rei do Baião com o tema “Deus criou o mundo e tudo o que existe”. Quem lembra de quando Anita Garibalde – Gabe, começou a marcar a quadrilha dizendo “No princípio, Deus criou o céu e a terra...?”
Fomos futuristas e trouxemos O Vaqueiro Nordestino dançando no terceiro milênio em pleno 1999 (ano da foto desta nota). Teve aboio, cavalo e vaqueiro no meio da quadra.
Em 2000, o tema foi “Os 500 Anos do Brasil e a Seca do Nordeste” mostramos o dilema sertanejo que por conta da seca se separa da família para trabalhar, mas se anima e volta para casa quando Deus manda chuva.
No ano 2001 a Furacão desembarcou na Bahia, terra de magias e encantos, terra de todos os santos e todos os orixás. Mostramos as festas populares e religiosas da Bahia o misticismo, a crença e até a capoeira.
Quando fizemos 10 anos, em 2002, relembramos a nossa história e resolvemos parar... Penso que ficamos cansados... Muitos obstáculos...
Mas o amor pela quadrilha tanto por parte dos seus integrantes quanto por parte de seus admiradores, pulsava nos nossos corações...
Amor este que já passou de geração a geração: em 1995, Vaninha participou da Quadrilha, mas em 1997 quem participaram foram suas filhas Luana e Cleide. Em 1999, Simone Rios entrou para a quadrilha, mas em 2018 junto com ela, dança a sua filha, Victoria!
E em 2005 não suportamos a saudade, e aqui viemos trazendo a história de LAMPIÃO, Entre Deus e o Diabo.
Mas após 13 anos de silêncio e parada, voltamos aqui esse ano para comemorar 25 anos de nosso nascimento.
Tanta história e tanta saudade...
Tantas emoções... Que marcaram época e gerações...
Nós somos como um Furacão natural, de força avassaladora que a qualquer momento a depender do vento e da temperatura pode passar. É possível que estraguemos algo, mas a nossa passagem é inesquecível!
Porque FURACÃO É SHOW!