Jeannis "Naufrágios Ilhabela Astúrias"

Jeannis "Naufrágios Ilhabela Astúrias" “Príncipe de Astúrias”
Conheci Jeannis Michail Platon por uma casualidade. Fui ao Brasil em 2007 para conseguir mais informações sobre o naufrágio.

meu amigo jeannis
Em 2006 fui formalmente apresentado a Jeannis Michail
Platon, quando eu era o Delegado da Capitania dos Portos em
São Sebastião, mas, na verdade, o conheci no início da década
de 1980. Naquela época ingressei à Marinha do Brasil e, logo
após o concurso para a Escola Naval, como prêmio, passei as
férias do verão de 1981 acampado em Ilhabela. Nas suas águas
iniciei práticas de merg

ulho, pesca, aquarismo marinho e interesse
pela arqueologia submarina, paixões que me acompanham
até hoje. Durante um dos passeios na Vila, nas tardes que seguiam
os dias passados na praia, adquiri um livreto que contava
mistérios e lendas do local. Ao voltar ao camping devorei, em poucas horas, o livrinho
com histórias dos caiçaras e de exploradores, sobre os diversos
acontecimentos que ocorreram no entorno da ilha. No decorrer
do tempo passei a ler e colecionar artigos, textos e tudo mais
relacionado a Ilhabela, principalmente sobre o mergulho nos
inúmeros naufrágios. Assim, conheci Jeannis Platon, o famoso
Grego que também apareceu em um programa de TV, mergulhando
num antigo Avião T-6 que caiu ao mar próximo à Ilha da
Vitória. Jeannis é aquele tipo de aventureiro que povoou os sonhos de
muitos mergulhadores. Ainda jovem arrematou, em um leilão da
Marinha, o Caça-Minas Piranha e o transformou em navio de
apoio ao mergulho, aparelhado para transportar, com todo conforto,
os aficionados por essa atividade. Rebatizado como
Hipocampo, foi um ícone do Litoral Norte de São Paulo por vá-
rios anos. Entre as temporadas de mergulho com turistas, estava
Jeannis sempre envolvido em algum outro trabalho de resgate ou
pesquisa, tornando-se um expert sobre o fundo do mar na região. Essa história pessoal só encontra um paralelo no mundo: Jacques
Costeau e o famoso Calypso, que também foi um Caça-Minas da
Marinha Francesa, muito semelhante ao Hipocampo.Cerca de 25 anos depois daquelas férias, retornei ao Litoral
Norte de São Paulo para trabalhar em São Sebastião e passei a
residir em Ilhabela, bem próximo daquele local onde acampei na
juventude. Já tinha na bagagem a minha própria história de aventuras
quando fui levado a conhecer, pessoalmente, meu ídolo. Na
época (2006), Jeannis lançara seu primeiro livro, Ilhabela Seus
Enigmas. Daquele dia em diante formamos uma dupla de mergulho
que tem ido fundo em diversas outras histórias. Entretanto,
o meu amigo tem preferência especial por um assunto no qual
se tornou especialista e carinhosamente chama de O Astúrias. Nova viagem
Neste novo livro, o autor e mergulhador nos mostra que a
aventura não acabou. Com novas informações, fruto de suas
recentes pesquisas, ele vai desvendar mais um capítulo dos
intrigantes mistérios que envolveram o naufrágio do paquete
Espanhol Príncipe de Astúrias. Podemos admitir que Jeannis seja um dos maiores conhecedores
deste caso no mundo, com vantagem muito peculiar
diante dos outros estudiosos do tema: o navio naufragado está
bem aqui no seu quintal, repousando há quase um século na
costa da Ilha de São Sebastião (Ilhabela), ao lado da Ponta da
Pirabura cuja laje submersa cortou seu casco na madrugada
de 5 março de 1916. Como mergulhador, Jeannis teve a oportunidade de estudar,
tecnicamente, o caso in loco, durante os vários anos que
reside na região. Da sua interação com descendentes de testemunhas,
além de pesquisa documental, vemos que essa formid
ável história sempre o acompanhou. Agora, como pesquisador
e escritor, ele une novos detalhes que contribuirão para
deixar um registro acerca daquele antigo viés humano que sempre
assombra os casos de naufrágios: por que aconteceu? Mais uma vez seu espírito de descobridor incansável deixa
um bom legado às futuras gerações. Jeannis viveu essa grande
aventura e agora vai nos contar como foi.Este livro chega no momento de celebrar, em 2016, o centen
ário de um dos acidentes marítimos mais importantes da hist
ória, devido à magnitude e quantidade de vítimas. O mundo
ainda não havia se esquecido do Titanic e um fato semelhante
se repete, aqui bem perto, em Ilhabela. Cumprimento meu amigo
escritor e mergulhador por sua perseverança no fomento da
mentalidade marítima e pela importância em estudar e guardar
a nossa história. Em 2014 ano do Centenário da Força de
Submarinos da Marinha do Brasil tive a honra de participar
da cerimônia que o agraciou como Submarinista Honorário. Até hoje ele e eu apenas mergulhamos - juntos - nos livros e
pesquisas. Espero que nosso batismo no mar ainda aconteça,
em breve, e que seja lá no Astúrias! (Cláudio Viola)
Príncipe de Astúrias
O Comandante Viola é Capitão-de-Mar-e-Guerra da Reserva. Serviu à
Marinha por 33 anos, de 1982 a 2015. Aperfeiçoado em Submarinos, foi
Delegado da Capitania dos Portos em São Sebastião de 2006 a 2007...

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15/04/2026

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08/04/2026

Documentos bem antigos que pesquisei mencionam o naufrágio
de uma nau pirata, cujo nome, possivelmente, era Pamelar. Em junho
de 1721, seus corsários espalhavam terror em Ilhabela e na região.
Quando saquearam o Mosteiro de São Francisco, em São Sebastião,
os freis enviaram um mensageiro a Santos, informando as autoridades
sobre as ações dos corsários e pedindo socorro. As autoridades não
tinham meios para socorrê-los, mas, por sorte, estavam ancoradas três
naus holandesas da Companhia das Índias Ocidentais, sob comando do
Capitão Roggewyn, que aceitou ajudar e, na passagem pelo Canal de
São Sebastião, encarou a nau pirata e a botou a pique. Segundo o diário
do Capitão Roggewyn, o Pamelar estava abarrotado de saques de valor
inestimável. Vieram, expressamente de Portugal, mergulhadores para o
resgate da embarcação, que estava a 13 braças de profundidade, e até
conseguiram tirar algumas coisas de valor, mas como o mergulho era
muito difícil, abandonaram os trabalhos.
Imagine-se, leitor, submergindo como naquela época, tendo um
barril como equipamento de mergulho... Se homens vieram da Europa,
provavelmente, foi porque a carga era (ou ainda é) muito interessante
e valia a pena tentar resgatar seus tesouros. Mas não se entusiasme demais.
Existem várias e diferentes histórias para o mesmo navio pirata.
Como pretendo publicar um atlas para mergulhadores, exclusivamente
sobre os naufrágios na costa brasileira, nele contarei os detalhes de uma
outra versão que estou pesquisando.
1825: 2 navios de comércio, o Aurora e o Menalia foram a
pique, atacados pelo corsário uruguaio Lavalleja, em São Sebastião.
1828: a galera portuguesa Comércio Marítimo encalhou na
praia, perto do Porto de São Sebastião.
1839: a escuna Dois Amigos partiu de Santos e naufragou em 15
de maio junto à Praia das Anchovas, em Ilhabela. A carga foi perdida,
mas a tripulação salvou-se.
1853: o brigue Cacique, de Paranaguá, indo para o Rio, afundou
em 9 de janeiro a 3 milhas da Ilha de Alcatrazes.
Infelizmente, há uma enorme lacuna na documentação do que
aconteceu antes desses naufrágios, pois muitas naus soçobraram na
região de Ilhabela desde o descobrimento do País. E nada se sabe sobre
elas. É mais um mistério do lugar. Esse, insondável...

08/04/2026

BREVE RELATO DE
VELHOS NAUFRÁGIOS
Arquivos antigos me “contaram” que são mais de 30 as
embarcações a vela afundadas entre Ilhabela e São Sebastião.
Consegui determinar, com certa aproximação, os pontos onde
5 delas soçobraram, com seus nomes e as datas em que isso aconteceu
nos séculos XVIII e XIX. No entanto, não é possível indicá-los com
exatidão, pois nossa região mudou muito após a construção do terminal
da Petrobras. O leito submarino e as mudanças das marés também
assorearam bastante o canal na parte de São Sebastião. Convém saber
que, para se chegar a estes naufrágios, há que investir muito, o que só
é possível para empresas de grande porte. Para se ter uma idéia, uma
embarcação para prospecção, com equipamentos para escavações submersas,
custa cerca de 15 a 25 mil dólares por dia.
Para um historiador ou arqueólogo, valem mais um caco de
louça, um cravo de bronze ou um pedaço de madeira, que várias moedas
em ouro. Naufrágios antigos são cápsulas do tempo. Os arqueólogos
não hesitam em afirmar que o maior museu do mundo está submerso:
os objetos cotidianos recuperados dos navios, preciosos ou não, são testemunhas
inigualáveis do passado. São, segundo eles, cápsulas da vida
anterior. O avanço tecnológico, com a instalação nas embarcações de
sonares, radares, GPS, entre outros equipamentos, e faróis construídos
nos pontos perigosos deixaram para trás a ameaça de desvios de rota e
parcéis inesperados.

https://www.youtube.com/jeannisplaton
24/03/2026

https://www.youtube.com/jeannisplaton

JEANNIS MICHAIL PLATON Deixemo-nos, pois, levar agora pelo navegar deste homem que, nascido em terras gregas, onde o mar é parceiro do povo, veio para o Brasil ainda jovem, aqui fez família e amigos e se consolidou como membro da comunidade do Litoral Norte. Porque quiseram os astros que lhe regem...

https://www.youtube.com/channel/UCOW0iWVYDRlwXklcZUw9nUg
10/03/2026

https://www.youtube.com/channel/UCOW0iWVYDRlwXklcZUw9nUg

JEANNIS MICHAIL PLATON Deixemo-nos, pois, levar agora pelo navegar deste homem que, nascido em terras gregas, onde o mar é parceiro do povo, veio para o Brasil ainda jovem, aqui fez família e amigos e se consolidou como membro da comunidade do Litoral Norte. Porque quiseram os astros que lhe regem...

28/02/2026
28/02/2026

Ilhabela seus enigmas O maior dos tesouros

Ilhabela viveria bem só pela sua beleza natural. Mas tornou-se
ainda mais deslumbrante pelo vasto repertório de lendas espetaculares,
que há séculos permeiam sua história. Caiçaras que trabalham como guias
em pesca e turismo distraem os visitantes, durante os passeios, repetindo
acontecimentos intrigantes que lhes foram contados pelos antepassados.
Este repertório, o “Tesouro de Monte Cristo” é dos mais enigmáticos.
Ele estaria por aqui, enterrado em uma das praias desertas. Seria
apenas um homônimo do romance do francês Alexandre Dumas, dada
a semelhança vista pelos ilhéus entre ambas as histórias,
ou o “nosso”
tesouro teria inspirado o famoso romance?
Em que consiste o Mistério do Tesouro da Trindade? A história
começa em meados do século XIX, ligando, magicamente, dois países
distantes, a Índia e o Brasil, e chega ao início do século XXI sem que se
saiba se tudo não é mais que uma lenda ou se há mesmo uma caverna
em Ilhabela, forrada com baús de ouro e jóias preciosas.
Para os sonhadores, considerando-se o cenário – afinal a ilha é um
cemitério de navios naufragados e foi paraíso de piratas que a usaram por
séculos – é bem provável que, de fato, haja em seus costões uma fortuna
escondida. Para os céticos, tudo não passa de uma mescla de roteiro de
ficção inspirado em personagens como Ali Babá e Indiana Jones.
Mas, o que se conta é que, em 1852, na Índia, foi encontrado um
mapa e, em 1884, foi descoberto um roteiro no Paraná. Ambos mencionam
o “Tesouro da Trindade”, composto de grande quantidade de
objetos e moedas de grande valor. E começou a caça ao tesouro.
Encontrei na Revista Marítima Brasileira1 menção de uma
viagem feita, em 1881, à Ilha da Trindade por um capitão de nome E.
F. Knight sob pretexto de admirar suas paisagens. Balela pura. Queria,
mesmo, procurar um tesouro nela. Não deu em nada, mas não desistiu:
3 anos depois comprou um roteiro de um certo contra-mestre russo ou
finlandês, de alcunha “O Pirata”, traficante de ópio.
Nele, havia informações que um tesouro das igrejas do Peru,
roubado por corsários durante as guerras de independência, fora escondido
ao pé de um pão de açúcar em Trindade. De volta à ilha, em
1889, Knight escavou-a por 4 meses, sem resultados...

Endereço

ONLINE
Orocó, PE
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