A Historia de Olivença
Olivença está situada a 19 quilômetros ao sul da sede do município de Ilhéus no Estado da Bahia.
É a única estância hidromineral localizada na faixa litorânea do Brasil.
1700 – Aldeia de Nossa Senhora da Escada foi o primeiro e principal Aldeamento Jesuítico no sul da Bahia. No alto da colina os índios e os jesuítas construíram a Igreja de Nossa Senhora da Escada.
1759
- A aldeia indígena foi transformada em Vila, por Ordem Régia de 22 de novembro, passando a se chamar “NOVA OLIVENÇA’.
1760 - Os jesuítas foram afastados da direção das atividades desenvolvidas na Vila e foram entregue à Câmara Municipal de Ilhéus.
1911 - Dia 6 de novembro, Assembléia Legislativa do Estado da Bahia transformou a Vila em Distrito de Olivença, anexando ao município de Ilhéus, atendendo o desejo dos ilheenses de aproveitar aquelas terras e sua águas medicinais.
1924 - Distrito de Olivença considerado ZONA DE VERANEIO, tendo em vista a evolução ocorrida nos meios de transportes e comunicação; Olivença torna-se a tão sonhada Estância Hidromineral e, com suas lindas praias, inúmeros são os turistas que procuram Olivença no verão. Os antigos moradores, descendentes de índios, preservaram um pouco das tradições dos seus antepassados, principalmente as festas e os rituais. Olivença é dirigida por um Administrador e possui cinco regionais: Acuipe – Águas de Olivença – Banco de São Pedro – Parque de Olivença e Sapucaieira. Origem da Puxada do Mastro em Olivença
No distrito de Olivença o culto a São Sebastião, que teve sua origem no início do século XVIII, é realizado com missas, promessas e em sua festa que acontece todos os anos no mês de janeiro. A festa da Puxada do Mastro de São Sebastião possui elementos indígenas e dos folguedos populares das festas religiosas da Península Ibérica. O principal símbolo da festividade, o mastro, é utilizado pela Igreja Católica para sustentar bandeiras de santos em frente aos templos, mas também fazia parte dos rituais de consagração do espaço de sociedade arcaicas e dos ritos mágicos de vários grupos indígenas brasileiros. Os portugueses trouxeram para o Brasil esse costume de erguer mastros com bandeiras nos dias de festas dos seus santos. Apesar de Nossa Senhora da Escada ser a padroeira, São Sebastião foi o santo mais cultuado em Olivença. Os habitantes da aldeia pediam proteção ao santo para livrá-los das moléstias e das guerras. Os costumes dos índios de cortar e puxar a madeira até o centro da aldeia era um sacrifício oferecido ao Santo. Além disto, retiravam a casca ou pedaço da madeira para fazer chás ou guardá-los como amuletos. Havia também o compromisso de realizar a festa todos os anos, no segundo domingo do mês de janeiro. Acreditavam que se a Puxada do Mastro não fosse realizada e se o mastro antigo não fosse substituído, um grande mal se abateria sobre Olivença. Portanto, os moradores de Olivença, para não deixar morrer um ritual que faz parte da cultura e a história do distrito mantêm, até hoje, a realização desta festa. ASSOCIAÇÃO DOS MACHADEIROS DE OLIVENÇA “AMAO”
Na semana anterior à Puxada do Mastro, alguns índios e descendentes dirigem-se à mata do Ipanema para escolher a árvore que será transformada no Mastro de São Sebastião. Portanto, são chamados de machadeiros; por esta razão, esta entidade recebeu o título de: Associação dos machadeiros de Olivença “AMAO”. Uma entidade civil, de direito público, SEM FINS LUCRATIVOS, legalmente constituída e devidamente registrada nos órgãos competentes, com duração indeterminada e foro na Comarca de Ilhéus, Estado da Bahia, de caráter educativo, cultural, social, esportivo e ambiental, de gestão comunitária, composta por número ilimitado de associados e constituída pela união de moradores da Comunidade, respeitando os valores éticos e sociais da família e não discriminação de raça, religião, s**o, preferência sexual e convicção político-ideológico partidário. Tem como órgãos deliberativos: Assembléia Geral - Conselho Fiscal - Diretoria Executiva.