Centro de Cultura Luiz Freire

Centro de Cultura Luiz Freire Organização Não Governamental de Direitos Humanos atuante nas áreas da Educação, Cultura e Direito à Comunicação.

13 de Maio não pode ser lembrado apenas como a data em que a Lei Áurea foi assinada.A abolição da escravidão no Brasil n...
13/05/2026

13 de Maio não pode ser lembrado apenas como a data em que a Lei Áurea foi assinada.

A abolição da escravidão no Brasil não aconteceu por um ato isolado da monarquia, tão pouco por bondade. Ela foi resultado de séculos de luta, resistência e organização do povo negro.

Mesmo após 1888, a população negra continuou sem acesso à terra, educação, moradia e direitos básicos. E até hoje as consequências desse abandono permanecem visíveis nas desigualdades sociais, no racismo estrutural e nos casos de trabalho análogo à escravidão registrados no país.

Em 2025, o Brasil bateu recorde de denúncias de trabalho escravo contemporâneo. Foram 4.516 denúncias, um aumento de 14% em comparação ao ano anterior.
A escravidão acabou na lei. Mas suas marcas continuam presentes na realidade brasileira.

Lembrar o 13 de Maio também é denunciar as estruturas que ainda sustentam exploração, violência e desigualdade.

Além de celebrar, o Dia das Mães (10) também é uma oportunidade de promover o debate público e aumentar a visibilidade d...
08/05/2026

Além de celebrar, o Dia das Mães (10) também é uma oportunidade de promover o debate público e aumentar a visibilidade das causas femininas e feministas no Brasil. Pauta histórica do movimento de mulheres, a luta pelo acesso à creche deve ser compreendida também como a luta por políticas públicas de educação, direito à cidade e acesso ao mundo do trabalho.

A existência de creches públicas, de qualidade e nos territórios garante melhor participação e inserção das mulheres no mercado de trabalho. Segundo a pesquisa “Estatísticas de Gênero”, do IBGE, as mulheres brasileiras dedicam, em média, 21,3 horas semanais aos afazeres domésticos e ao cuidado de pessoas, enquanto os homens dedicam 11,7 horas. O levantamento foi divulgado em 2024, com dados referentes a 2022.

A luta por creches também está articulada ao direito à educação infantil desde os primeiros anos, direito ainda negado para grande parte das crianças brasileiras. De acordo com levantamento do IBGE, em 2022, de um universo de 11,2 milhões de crianças de 0 a 3 anos no Brasil, apenas cerca de 40% frequentavam creches. Isso significa que mais de 6,8 milhões de crianças estavam fora dessa etapa da educação básica.

Além disso, o país ainda não atingiu a Meta 1 do Plano Nacional de Educação (PNE 2014-2024), que previa o atendimento de, no mínimo, 50% das crianças de 0 a 3 anos em creches até o fim da vigência do plano.

Os dados da PNAD Contínua Educação 2022, divulgados pelo IBGE, também evidenciam desigualdades: crianças de famílias mais pobres têm menos acesso às creches, e fatores como falta de vagas e ausência de unidades próximas ainda são barreiras significativas.

Nesse contexto, ampliar o acesso à educação infantil é fundamental para reduzir desigualdades, fortalecer a autonomia das mulheres e promover justiça social.

Além de celebrar, o Dia das Mães (10) também é uma oportunidade de promover o debate público e aumentar a visibilidade d...
08/05/2026

Além de celebrar, o Dia das Mães (10) também é uma oportunidade de promover o debate público e aumentar a visibilidade das causas femininas e feministas no Brasil. Pauta histórica do movimento de mulheres a luta pelo acesso à creche deve ser compreendido também como a luta por políticas públicas sobre educação, direito à cidade e mundo do trabalho.Sobre educação, direito à cidade e mundo do trabalho.

A existência de creches públicas,de qualidade e nos territórios garante melhor participação e inserção das mulheres no mundo do trabalho, uma vez que segundo a pesquisa “Estatísticas de Gênero”, da IBGE, as mulheres brasileiras dedicam, em média, 21,3 horas semanais aos afazeres domésticos e ao cuidado de pessoas, enquanto os homens dedicam 11,7 horas. O levantamento foi divulgado em 2024, com dados referentes a 2022.

A luta por creches está articulado com o direito à educação infantil, desde os primeiros anos, direito esse ainda negado, como indica o levantamento realizado pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), [2022] onde num universo de 11,2 milhões de crianças de 0 a 3 anos no Brasil, apenas cerca de 40% frequentam as creches. Isso significa que mais de 6,8 milhões de crianças estão fora dessa etapa da educação básica.
Além disso, o país ainda não atingiu a Meta 1 do Plano Nacional de Educação (PNE 014-2024), que prevê o atendimento de, no mínimo, 50% das crianças de 0 a 3 anos em creches até o fim da vigência do plano.
Os dados da PNAD Contínua Educação 2022, divulgados pelo IBGE, também evidenciam desigualdades: crianças das famílias mais pobres têm menos acesso às creches, e fatores como falta de vagas e ausência de unidades próximas ainda são barreiras significativas.

Neste contexto, ampliar o acesso à educação infantil é fundamental para reduzir desigualdades, fortalecer a autonomia das mulheres e promover justiça social.

A combinação das fortes chuvas que atingiram Pernambuco com a falta de políticas públicas ambientalmente sustentáveis de...
07/05/2026

A combinação das fortes chuvas que atingiram Pernambuco com a falta de políticas públicas ambientalmente sustentáveis deixaram milhares de pessoas fora de casa, especialmente na Região Metropolitana do Recife.

Diante desse cenário, iniciativas solidárias têm se mobilizado para garantir alimento, abrigo e itens básicos às famílias atingidas. A ajuda continua urgente!
Alimentos, água, roupas, materiais de limpeza e higiene fazem diferença neste momento.

➡️ No carrossel, reunimos alguns pontos e organizações onde você pode contribuir.
Se puder, doe. Se não puder, compartilhe e ajude a ampliar essa rede de solidariedade.

01/05/2026

Marcelo Dantas, jornalista e educomunicador do Centro de Cultura Luiz Freire (CCLF) e do projeto Educquilombo nos PMEs, partilha conosco reflexões sobre a relação entre o Plano Nacional de Educação e as juventudes.

Para o comunicador, pensar a educação para os próximos 10 anos é, necessariamente, pensar no papel político das juventudes. Cada vez mais, jovens têm se apropriado de seus direitos, fortalecendo as lutas por uma educação mais justa, atualizada e conectada também aos direitos digitais.

Marcelo destaca ainda a importância de compreender a educação e a comunicação como direitos interdependentes. Nesse sentido, iniciativas como o Educquilombo apostam em processos formativos que dão forças às novas lideranças, capazes de atuar na defesa dos direitos humanos em seus territórios.

O chamado é coletivo: que as juventudes quilombolas, dentro e fora do projeto, se reconheçam como sujeitas de direitos, ocupem espaços e participem ativamente da construção de um futuro mais justo e equânime.

Acompanhe o vídeo e reflita sobre o papel das juventudes na construção das políticas públicas de educação.

➡️ O projeto Educquilombo nos PMEs é realizado pelo CCLF em parceria com a Comissão Estadual das Comunidades Quilombolas de Pernambuco (CEAQ-PE) e apoio do Fundo Malala no Brasil.

30/04/2026

Rogério Barata, educador do Centro de Cultura Luiz Freire (CCLF) e coordenador do projeto Educquilombo nos PMEs, partilha conosco reflexões sobre os desafios e caminhos após a aprovação do novo Plano Nacional de Educação (PNE).

O educador chama atenção para um ponto central: a necessidade de garantir que as comunidades quilombolas estejam no centro do processo de revisão e construção dos novos Planos Decenais de Educação, especialmente nos municípios e estados. A partir da escuta das próprias lideranças, Rogério Barata destaca a invisibilização histórica que os direitos educacionais quilombolas têm passado nos Planos anteriores, e reforça que este é um momento estratégico para mudar tal realidade.

Nesse contexto, o projeto Educquilombo nos PMEs, realizado pelo CCLF em parceria com a com a Comissão Estadual das Comunidades Quilombolas de Pernambuco (CEAQ-PE), e apoio do Fundo Malala no Brasil, está atuando na mobilização das comunidades, promoção de escutas comunitárias e fortalecimento do diálogo com instituições públicas para a construção de novas propostas.

O Educquilombo tem atuado em diferentes municípios de Pernambuco, sendo eles Betânia, Bom Conselho, Carnaíba, Custódia, Mirandiba, Orocó, Salgueiro e Triunfo; colaborando nos espaços de participação e incidência política para que as comunidades quilombolas possam avaliar, propor e garantir seus direitos educacionais nos novos Planos Municipais.

Acompanhe o vídeo e entenda mais sobre esse processo coletivo de construção por uma educação escolar quilombola de qualidade.

29/04/2026

No último dia 14, foi sancionado o novo Plano Nacional de Educação (PNE), marcando um passo importante para o futuro da educação no Brasil.
Mais do que um documento, o PNE é resultado de um processo intenso de debates que envolveu educadores, universidades, famílias e a sociedade civil. Ele reúne metas, estratégias e objetivos fundamentais para garantir a Educação como um Direito Humano, com respeito à diversidade e enfrentamento às desigualdades. Mas a aprovação do Plano não encerra esse processo, pelo contrário, abre uma nova etapa.
Neste vídeo, Liz Ramos, educadora do Centro de Cultura Luiz Freire (CCLF) e pesquisadora do projeto Educquilombo nos PMEs, explica por que esse momento é tão importante. Liz também integra o Comitê Diretivo da Campanha Nacional pelo Direito à Educação, fortalecendo a luta por uma educação pública, democrática e de qualidade.
Agora, o debate chega aos estados e municípios, onde as realidades locais precisam ser consideradas. É nesse momento que a participação da sociedade se torna essencial para construir caminhos que realmente atendam às necessidades de cada território.
Este conteúdo é um convite para entender, refletir e, principalmente, participar das decisões que vão impactar a educação nos próximos 10 anos.
A participação social é um direito e uma forma de garantir que a educação que queremos se torne realidade.

➡️ O projeto Educquilombo nos PMEs é realizado pelo CCLF em parceria com a Comissão Estadual das Comunidades Quilombolas de Pernambuco (CEAQ-PE) e apoio do Fundo Malala no Brasil.

28/04/2026

No mês de luta dos povos indígenas, o Centro de Cultura Luiz Freire (CCLF) segue ecoando o simbolismo e prática do 19 de abril.

Mais do que uma data, é um momento de lembrar, refletir e reconhecer a importância histórica dos povos indígenas.

São povos que carregam histórias, saberes e formas de existir fundamentais, mas que ainda enfrentam apagamentos, violências e a negação de direitos.

Esse vídeo é um convite para ouvir, aprender e repensar, valorizando as narrativas indígenas, como o trabalho da , e quebrar estereótipos que ainda persistem.

Com a contribuição de cineasta, indígena, comunicador e produtor audiovisual, reforçamos a importância das vozes indígenas. Respeitar os povos indígenas é olhar para o presente e também para o futuro.

20/04/2026

Lara Tawanny e Arielly Vereda, jovens da comunidade quilombola Remanso, localizada no município de Orocó/PE, compartilham conosco a importância da valorização da cultura quilombola nas escolas. Para as jovens, a história, os costumes e a identidade dos seus antepassados tem uma grande importância no processo de aprendizagem, pois o ambiente escolar é o lugar propício para as juventudes conhecerem e reconhecerem as próprias origens; e também é essencial na preservação da cultura quilombola, para que os saberes ancestrais não se percam ao longo do tempo.

Finalizando, Tawanny diz qual o futuro que a juventude quilombola deseja para a educação, e afirma que ao preservar as raízes do quilombo, um futuro mais justo, com mais conhecimentos e oportunidades, pode ser construído.

Acompanhe o vídeo e conheça essa reflexão sobre a importância da preservação da cultura para o futuro da educação escolar quilombola.

➡️ O projeto Educquilombo nos PMEs é realizado pelo Centro de Cultura Luiz Freire (CCLF) em parceria com a Comissão Estadual das Comunidades Quilombolas de Pernambuco (CEAQ-PE) e apoio do Fundo Malala no Brasil.

16/04/2026

Clara Regina, do quilombo Serrotinho, localizado no município de Mirandiba, partilha conosco os desejos da juventude quilombola para o presente e o futuro. Para ela, é essencial que as vozes das juventudes sejam ouvidas, respeitadas e valorizadas, especialmente nos espaços de construção do conhecimento. Clara - que faz parte do Núcleo de Juventude, Educação e Comunicação de Mirandiba - destaca que a comunicação quer e precisa ser livre, acessível e comprometida com a realidade das comunidades quilombolas, sobretudo no ambiente escolar. Essa comunicação é também um caminho para garantir que a cultura, a história e as vivências das comunidades sejam expressas sem silenciamentos, fortalecendo o protagonismo juvenil e contribuindo para uma educação escolar quilombola de qualidade.

Acompanhe o vídeo e conheça essa reflexão sobre comunicação, juventude e educação nos territórios quilombolas.

➡️ O projeto Educquilombo nos PMEs é realizado pelo CCLF em parceria com a Comissão Estadual das Comunidades Quilombolas de Pernambuco (CEAQ-PE) e apoio do Fundo Malala no Brasil.

14/04/2026

Maria Aparecida, 23 anos, moradora da comunidade quilombola Abelha, no município de Carnaíba, partilha conosco seus desejos e expectativas para a educação nos próximos anos.

Para ela, é fundamental que a sua comunidade conte com uma escola adequada e ampla, que valorize o território e garanta melhores condições de ensino. Maria também destaca a importância de ampliar as oportunidades para professoras e professores quilombolas, fortalecendo uma educação conectada com a realidade local. Além disso, reforça um direito básico que ainda é negado a muitas crianças: estudar sem precisar sair de sua própria comunidade, evitando deslocamentos para cidades vizinhas, e reforçando o vínculo com seu território.

Acompanhe o vídeo e conheça essa reflexão sobre o presente e o futuro da educação quilombola.

➡️ O projeto Educquilombo nos PMEs é realizado pelo CCLF em parceria com a Comissão Estadual das Comunidades Quilombolas de Pernambuco (CEAQ-PE) e apoio do Fundo Malala no Brasil.

📽 Gravação: Wemerson da Silva, do quilombo Abelha-Carnaíba.

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Olinda, PE
53020-020

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Terça-feira 13:00 - 19:00
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